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Cartão Jaé será vendido e recarregado em mais de 700 bancas de jornal no Rio

Foto: Divulgação
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O cartão Jaé será vendido e recarregado em mais de 700 bancas de jornal no Rio de Janeiro. A medida foi confirmada pela Secretaria Municipal de Transportes e faz parte da ampliação da rede de atendimento do sistema de bilhetagem eletrônica antes do fim do pagamento em dinheiro nos ônibus municipais, previsto para o dia 30 de maio.

A informação foi apresentada durante audiência pública da Comissão de Transportes e Trânsito da Câmara Municipal do Rio. Segundo o secretário municipal de Transportes, Jorge Arraes, mais de 700 bancas aderiram ao acordo com a prefeitura para oferecer o serviço aos passageiros.

Com a inclusão das bancas de jornal, a expectativa do município é chegar a mais de dois mil pontos de atendimento e recarga espalhados pela capital. Atualmente, o sistema já conta com bilheterias, máquinas de autoatendimento e estabelecimentos credenciados.

Durante a audiência, Arraes afirmou que o modelo digital de pagamento já é utilizado no BRT e no VLT desde a implantação dos modais. O secretário também disse que apenas 8% das passagens nos ônibus municipais ainda são pagas em dinheiro.

A prefeitura recomenda que os passageiros utilizem o aplicativo do Jaé ou o chamado cartão preto, que é vinculado ao CPF do usuário. Segundo o município, essa modalidade oferece mais segurança, já que, em caso de perda do cartão, o saldo permanece protegido na conta do passageiro.

O cartão verde continuará sendo vendido normalmente, inclusive nas bancas de jornal. No entanto, ele não permitirá a integração tarifária do Bilhete Único Carioca após o dia 30 de maio. De acordo com a prefeitura, a restrição foi adotada para evitar fraudes e esquemas de lavagem de dinheiro no sistema de transporte público.

A mudança não altera as regras para idosos e beneficiários de gratuidades. Idosos poderão continuar usando o cartão gratuidade ou embarcar apenas com documento de identidade, conforme previsto na legislação.

Durante a audiência pública, vereadores e representantes da sociedade civil cobraram a ampliação dos pontos de recarga em áreas mais distantes de estações de BRT e VLT. Também houve preocupação com passageiros que têm dificuldade de acesso à tecnologia, como idosos e pessoas em situação de exclusão digital.

Parlamentares sugeriram ainda que outros locais possam ser incluídos futuramente na rede de recarga, como lotéricas, farmácias, clínicas da família e agências dos Correios. A prefeitura informou que as propostas serão avaliadas.

Além dos ônibus municipais, o sistema Jaé também é utilizado no BRT, VLT, vans, cabritinhos e metrô. Com a ampliação dos pontos de venda e recarga, o município tenta reduzir os impactos da transição para o pagamento exclusivamente eletrônico nos coletivos.