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Sons do Oriente

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OSJ Chiquinha Gonzaga, por meio de sua Academia de Monitoras, apresenta concerto na Sala Cecília Meireles com composições tradicionais de países asiáticos e suas influências no Ocidente

Uma viagem musical pelos territórios sonoros da Ásia, onde tradição, espiritualidade e natureza se entrelaçam em paisagens sonoras de grande força expressiva. Essa é a proposta do concerto Sons do Oriente, que a Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga, por meio de sua Academia de Monitoras, apresentará no dia 27 de maio (quarta-feira), na Sala Cecília Meireles, sob a regência do maestro Anderson Alves. A noite conta ainda com aparticipação especial dos solistas Stephanie Doyle (violinista), Ludmilla Bauerfeldt (soprano), Yu Xi (soprano) e Jessé Bueno (tenor).

O concerto Sons do Oriente e a Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga contam com o patrocínio da State Grid Brazil Holding, CNOOC e PETRONAS Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Integram ainda o ecossistema social de apoio à OSJ Chiquinha, como patrocinadores mantenedores, as empresas Petrogal Brasil, joint venture Galp-Sinopec, e Zurich Santander, também por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

O programa, dividido em duas partes, apresenta obras inspiradas em culturas orientais, explorando escalas, timbres e ritmos que evocam países como a Malásia, o Japão, a China, a Índia e outras regiões do Oriente, em diálogo com a escrita sinfônica ocidental. A primeira parte é composta por músicas folclóricas orientais, arranjadas por Vinicius Louzada. Já a segunda traz obras que evidenciam a influência oriental no Ocidente, com composições de Giacomo PucciniFranz LehárGiuseppe VerdiCarlos Gomes e Heitor Villa-Lobos.

“A riqueza da música oriental é infinita, com sonoridades muito particulares, escalas, modos e sistemas harmônicos diferentes da tradição ocidental. Enquanto a música europeia foi construída principalmente a partir do sistema temperado, muitas culturas orientais preservam microtons e melodias que criam cores sonoras sofisticadas e emocionantes”, explica a pianista Moana Martins, diretora-executiva do IBME.

É fato que o Oriente sempre despertou um fascínio nos compositores Europeus. Moana conta que, principalmente a partir do século XIX, houve um intenso intercâmbio cultural entre Europa e Ásia, e que essa influência aparece nas escalas, nos timbres, nas cores orquestrais e nos ritmos.

“A música sempre foi um espaço de encontro entre culturas e que, mesmo separadas geograficamente, Oriente e Ocidente se influenciaram mutuamente ao longo da história. Compositores como Giuseppe Verdi e Giacomo Puccini incorporaram elementos orientais em suas obras para criar novas paisagens sonoras e dramáticas. Na música brasileira, essa influência também aparece de maneira muito interessante. Villa-Lobos, por exemplo, mesmo muito ligado à identidade brasileira, também buscava expandir os limites sonoros da música ocidental, explorando timbres, texturas e atmosferas que muitas vezes se aproximam da espiritualidade e da liberdade estética presentes nas tradições orientais”, pontua a pianista.

Para as jovens instrumentistas da OSJ Chiquinha Gonzaga, o concerto será um grande desafio artístico e, ao mesmo tempo, uma experiência muito enriquecedora. Moana Martins conta que interpretar esse repertório exige uma escuta aberta a novas possibilidades sonoras, com concepções estéticas bastante diferentes da tradição Ocidental. 

“OSJ Chiquinha Gonzaga é muito mais do que uma orquestra, é um programa de formação integral que proporciona às instrumentistas ferramentas para ampliação do repertório cultural e de visão de mundo. Quando nossas musicistas entram em contato com tradições musicais da China, Malásia, Japão, Índia e de outros países orientais, elas não aprendem apenas novas composições, mas outras formas de sentir, perceber a arte e a vida, completa a diretora-executiva.

Programa

Academia de Monitores da OSJ Chiquinha Gonzaga

Anderson Alves, regente

Stephanie Doyle, violino

Ludmilla Bauerfeldt, soprano

Yu Xi, soprano

Jessé Bueno, tenor

1ª PARTE – SONS DO JAPÃO, CHINA, MALÁSIA E ÍNDIA

Min’yō – Medley de músicas folclóricas japonesas | Arranjo: Vinicius Louzada

Butterfly Lovers – Concerto para Violino (1º movimento) | Solo: Stephanie Doyle

Tanah Pusaka – canção tradicional da Malásia | Arranjo: Vinicius Louzada

Rasa Sayang – canção folclórica da Malásia | Arranjo: Vinicius Louzada

Sri Banang – canção tradicional da Malásia | Arranjo: Vinicius Louzada

青玉案·元夕 (Qing Yu An · Yuan Xi) | Solo: Yu Xi

敕勒歌 (Chi Le Ge) | Solo: Yu Xi

2ª PARTE – A INFLUÊNCIA ORIENTAL NO OCIDENTE

R.Kosakov (Arranjo: R. Meyer) – Temas de Sherazade 9. La Rondine – Ária | Compositor: Giacomo Puccini | Solo: Yu Xi

F.Lehar – Dein ist mein ganzes Herz | Solista: Jessé Bueno

O Céu do Parahyba | Compositor: Carlos Gomes | Solo: Ludmila

Melodia Sentimental | Compositor: Heitor Villa-Lobos | Solo: Ludmilla Bauerfeldt

G.Verdi | Brindisi da Ópera La Traviatta | Solistas: Ludmilla Bauerfeldt, Yu Xi, Jessé Bueno

Serviço

Sons do Oriente

Concerto da Academia de Monitoras da OSJ Chiquinha Gonzaga

Data: 27 de maio (quarta-feira), às 19h
Local: Sala Cecília Meireles – Rua da Lapa 47

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)

Classificação etária: Livre


Redes sociais

www.instagram.com/osjchiquinha

www.youtube.com/@osjchiquinha

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