Pesquisa da CNDL mostra que 68% dos brasileiros pretendem consumir produtos e serviços ligados ao campeonato durante o período dos jogos
A Copa do Mundo costuma movimentar diferentes setores da economia e abrir espaço para que pequenos e médios negócios aumentem o faturamento. Segundo levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) durante o último mundial, 68% dos brasileiros afirmaram que pretendiam gastar com produtos ou serviços relacionados ao campeonato, principalmente em bares, restaurantes, roupas, televisores e confraternizações.
O período também costuma gerar aumento no fluxo de consumidores e maior engajamento nas redes sociais, criando oportunidades para empreendedores fortalecerem a marca e conquistarem novos clientes por meio de campanhas estratégicas e ações temáticas.Para a especialista em Marketing e Vendas, da Acar Comunicação, Patrícia Acar, o principal ponto para os empreendedores durante a Copa é entender o comportamento do consumidor e aproveitar o clima de envolvimento gerado pelos jogos para criar conexão com o público. “Sabemos que o futebol é uma grande paixão nacional e que a Copa do Mundo traz uma energia diferente para o povo brasileiro, principalmente pelo histórico de títulos conquistados pelo país.
E esse movimento impacta diretamente no consumo, no comportamento e na experiência do cliente. Alguns segmentos sentem esse efeito de forma ainda mais intensa, como bares e restaurantes, moda, eletrodomésticos, turismo, decoração, materiais de festa e fantasia. Em muitos casos, o consumidor não compra apenas um produto. Ele compra ocasião, pertencimento e experiência”, explica.
Além das vendas presenciais, o ambiente digital também se torna um importante aliado para empresas que desejam ampliar a visibilidade durante o campeonato. Conteúdos interativos, vídeos curtos, promoções temáticas e ações em tempo real costumam aumentar o alcance das publicações e aproximar marcas dos consumidores.
“Pequenos negócios podem aproveitar esse momento desenvolvendo conteúdos contextualizados e interativos. Moda pode trabalhar looks temáticos e combinações de cores. Lojas de materiais de festa podem explorar decoração para encontros e confraternizações. Restaurantes e bares podem produzir conteúdo ligados à experiência de assistir aos jogos. Já marcas de eletrodomésticos podem mostrar como seus produtos participam desses momentos dentro da casa do consumidor”, exemplifica Acar.
O empreendedor Lucas Ferreira, de 35 anos, já começou a planejar ações para aumentar a renda durante o período da Copa. Morador de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ele que é dono de um bar, pretende investir na venda de petiscos e bebidas em dias de jogos com nome das seleções e jogadores, além de divulgar os produtos pelas redes sociais para alcançar mais clientes no bairro onde vive.
“A Copa sempre movimenta muita gente e acredito que pode ser uma boa oportunidade para ganhar um dinheiro extra e até transformar isso em algo maior no futuro”, conta.
Ser criativo pode ser a chave para atrair o público.
“Além da criatividade, existe um ponto estratégico importante: mensagem. Muitos negócios aumentam a frequência de postagem nesse período, mas sem construir conexão real com o evento. O que gera resultado é alinhar contexto, linguagem e experiência. Bastidores, vídeos curtos, enquetes, comentários em tempo real, campanhas participativas e conteúdos mais espontâneos costumam performar muito bem porque aproximam marca e público de maneira mais natural”, conta
Patrícia.Outro fator que pode impulsionar os resultados durante a competição é a criação de promoções e experiências diferenciadas para os clientes.
“O erro mais comum é transformar a Copa apenas em uma corrida por desconto. Promoção isolada pode gerar movimento momentâneo, mas não necessariamente construção de valor. O que costuma performar melhor são ações temáticas que fazem sentido para o segmento e criam experiência para o consumidor. No varejo de moda, por exemplo, coleções cápsula e peças temáticas podem gerar desejo e senso de oportunidade. Em materiais de festa e fantasia, kits personalizados e ambientações para assistir aos jogos costumam aumentar ticket médio. No setor de eletrodomésticos, combos para experiência em casa, como TV, soundbar e climatização, funcionam muito bem porque conectam produto e ocasião de consumo. Mais do que desconto, o consumidor busca conveniência, experiência e identificação com o momento” analisa a especialista em Vendas.
Além das estratégias digitais, o atendimento e a experiência presencial também podem se tornar diferenciais importantes durante a Copa. “O ponto de venda continua sendo um espaço muito forte de experiência e percepção de marca. O varejo físico em geral pode explorar ambientação temática, vitrines contextualizadas, playlists, uniformes, degustações e ativações simples que aumentem permanência e envolvimento do consumidor. Quando o consumidor percebe coerência entre ambiente, comunicação e experiência, a tendência é aumentar permanência, consumo e lembrança de marca mesmo após o evento”, finaliza a especialista em Marketing e Vendas, Patrícia Acar.





