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Linha 3 do metrô traz a conexão entre Rio, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí

Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo
Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

A Linha 3 do metrô voltou ao centro das discussões sobre mobilidade urbana no estado do Rio de Janeiro após a divulgação de um novo estudo elaborado pela Coordenação dos Programas de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ). A proposta prevê uma ligação ferroviária entre Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, criando uma alternativa de transporte de alta capacidade para a Região Metropolitana.

O projeto integra o Programa de Soluções para Mobilidade Metropolitana Sustentável, conhecido como Prisma, e tem como objetivo reduzir o tempo de deslocamento entre cidades que concentram grande parte da população fluminense. Segundo os pesquisadores, a nova linha poderá oferecer viagens mais rápidas e eficientes para quem atualmente depende de ônibus e automóveis.

O traçado preliminar apresentado prevê aproximadamente 50 quilômetros de extensão e a implantação de 29 estações ao longo do percurso. Os estudos indicam que os trens poderão atingir velocidade máxima de 80 quilômetros por hora, com intervalos de até 90 segundos entre as composições, aumentando significativamente a capacidade de transporte.

De acordo com o desenho inicial, a linha começaria na estação Carioca, no Centro do Rio, seguindo até o Aeroporto Santos Dumont. A partir dali, atravessaria a Baía de Guanabara em direção a Niterói, avançando por São Gonçalo e chegando até Itaboraí.

Um dos pontos mais destacados pelos responsáveis pelo estudo é a redução do tempo de viagem. Atualmente, o trajeto entre Icaraí, em Niterói, e o Aeroporto Santos Dumont pode levar cerca de uma hora e quinze minutos em horários de trânsito intenso. Com a nova linha, o percurso seria realizado em aproximadamente 11 minutos.

Em Niterói, o planejamento prevê estações em locais estratégicos, como Universidade Federal Fluminense (UFF), Praça do Rink, Icaraí, Santa Rosa, Noronha Torrezão e Alameda Boaventura. Já em São Gonçalo, a proposta contempla bairros importantes como Neves, Paraíso, Zé Garoto, Alcântara, Vista Alegre, Marambaia e Manilha.

Em Itaboraí, as estações previstas ficariam próximas a pontos de grande circulação, incluindo a região do Itaboraí Plaza, BR-101, Arena Rua 100, Centro e Venda das Pedras. A intenção é ampliar a integração entre os municípios e facilitar o acesso a áreas de trabalho, estudo e serviços.

Segundo a Coppe/UFRJ, a Linha 3 do metrô poderá beneficiar diretamente cerca de 1,7 milhão de moradores. A região atendida pelo projeto é uma das mais populosas do estado e enfrenta desafios históricos relacionados ao transporte público e ao tempo gasto nos deslocamentos diários.

A ideia de criar uma ligação metroviária entre Rio e Niterói não é recente. O primeiro projeto surgiu ainda em 1968, quando foi proposta a construção de um túnel sob a Baía de Guanabara. Desde então, diferentes estudos foram elaborados, mas a obra nunca saiu do papel.

O levantamento atual ainda está em fase de desenvolvimento. As próximas etapas incluem análises de demanda, estudos de custos, avaliação da viabilidade econômico-financeira e modelagens para uma eventual licitação.

Os resultados dessas avaliações serão fundamentais para determinar se o projeto poderá avançar para a fase de implantação. Caso saia do papel, a Linha 3 do metrô poderá representar uma das maiores transformações na mobilidade urbana da Região Metropolitana do Rio nas últimas décadas.

A expectativa é que os estudos tragam respostas sobre a viabilidade da obra e indiquem caminhos para enfrentar um dos principais desafios enfrentados diariamente por milhões de moradores: a busca por um transporte mais rápido, eficiente e integrado.