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Servidores de UERJ apresentam pautas mínimas ao governo para tentar acordo

Foto:  Reprodução
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A greve na Uerj voltou ao centro das discussões nesta terça-feira (2), quando representantes dos servidores apresentaram ao governo estadual uma pauta mínima de reivindicações para tentar encerrar a paralisação que já dura cerca de dois meses. O encontro reuniu integrantes da Comissão de Negociação do Comando Unificado da universidade e técnicos da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).

Antes da reunião, servidores, estudantes e representantes da reitoria realizaram uma manifestação em frente ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no Centro da capital. Com bandeiras e faixas, os participantes cobraram mais agilidade nas negociações e defenderam investimentos na instituição de ensino.

A pauta apresentada pela categoria foi aprovada durante assembleia dos docentes realizada na última semana. O documento reúne quatro reivindicações consideradas prioritárias pelos grevistas: recomposição salarial, criação de um adicional por tempo e desempenho, ampliação do orçamento da universidade e melhorias nos auxílios concedidos aos servidores.

Entre os pontos considerados mais importantes está a proposta de criação de um adicional por tempo e desempenho. Segundo os representantes do movimento, a medida busca compensar mudanças provocadas pela Lei Complementar nº 194, sancionada em 2021, que extinguiu os triênios para servidores civis e militares admitidos após a entrada em vigor da legislação.

De acordo com a Associação dos Docentes da Uerj (Asduerj), a reivindicação está diretamente ligada à busca por maior equilíbrio entre os profissionais da instituição, diante das diferenças criadas pelas alterações nas regras de remuneração do funcionalismo estadual.

As negociações entre os representantes da universidade e o governo já haviam registrado um avanço em maio. Na ocasião, docentes e técnicos participaram de uma reunião com o governador em exercício, Ricardo Couto, para discutir alternativas às demandas apresentadas pelas categorias.

Segundo integrantes do movimento grevista, o governo informou naquele encontro que estudava medidas relacionadas à recomposição salarial e também sinalizou a possibilidade de ampliar o auxílio-alimentação pago aos servidores estaduais.

A paralisação afeta docentes e técnicos administrativos da universidade desde março. As categorias afirmam que enfrentam perdas salariais acumuladas ao longo dos últimos anos, além de apontarem problemas relacionados às condições de trabalho e ao financiamento da instituição.

Enquanto aguardam uma resposta oficial às reivindicações apresentadas, os grevistas mantêm a mobilização e defendem que um acordo só será possível mediante avanços concretos nas negociações com o governo estadual. A expectativa agora é pela análise da pauta e pela continuidade do diálogo entre as partes nos próximos dias.

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