A fraude com obras de arte está no centro de uma investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro que resultou na prisão de uma mulher nesta quarta-feira (3). Segundo os investigadores, o esquema envolvia negociações de obras de arte e de um imóvel de alto padrão, causando um prejuízo superior a R$ 2 milhões às vítimas.
A ação foi realizada pela Delegacia de Defraudações (DDEF) durante a Operação Tela Falsa. Os agentes cumpriram um mandado de prisão contra Michele Coelho Montenegro em sua residência em Ipanema, na Zona Sul da capital. Além disso, outros nove mandados de busca e apreensão foram executados em diferentes endereços relacionados ao caso.
Durante as diligências, a polícia conseguiu recuperar uma das obras de arte que estaria ligada ao esquema investigado. O quadro foi encontrado na residência de um advogado e passará por análise para auxiliar nas apurações.
De acordo com as investigações, Michele teria se apresentado à vítima como herdeira de um patrimônio milionário. A partir dessa suposta condição, ela teria conquistado a confiança da pessoa e convencido a realização de negócios envolvendo um imóvel em Copacabana e a comercialização de obras de arte.
Os investigadores afirmam que a suspeita prometia ganhos rápidos e lucros expressivos para incentivar pagamentos antecipados. A estratégia teria sido usada para atrair investimentos e facilitar a concretização das negociações que, posteriormente, apresentaram indícios de irregularidades.
Ao longo da apuração, a Delegacia de Defraudações identificou documentos considerados suspeitos, além de comprovantes bancários sem respaldo financeiro e cheques que teriam sido devolvidos por indícios de fraude. Esses elementos passaram a integrar o conjunto de provas reunidas pela polícia.
Outro ponto investigado envolve o desaparecimento de obras de arte. Segundo a DDEF, algumas peças teriam sido vendidas sem autorização dos proprietários ou simplesmente deixado de ser localizadas após as negociações conduzidas pelos envolvidos.
A operação busca esclarecer a participação de outras pessoas no esquema e rastrear o destino dos valores movimentados. Os agentes também analisam documentos e equipamentos eletrônicos apreendidos durante as buscas para ampliar o alcance das investigações.
De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos poderão responder por crimes como estelionato e apropriação indébita. As investigações continuam para identificar possíveis vítimas adicionais e dimensionar o impacto financeiro total da fraude.





