Lecionando diariamente na Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, sei como é delicado fazer o alunado entender a diferença entre fato e opinião. Para aquietar meu coração, busquei textos que mostrassem que a dúvida dos meus alunos não é um fato isolado! Que alívio! Para comprovar isso, transcrevo o seguinte trecho de um site do “Blog do IFRJ (Instituto Federal de Santa Catarina): “ Fato e opinião: você sabe diferenciar um do outro? Este é um fato: no Brasil, 67% dos estudantes que fizeram o teste Pisa não sabem a diferença entre fato e opinião. O teste Pisa – sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação de Estudantes – é um estudo comparativo internacional realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e que avalia o desempenho de estudantes na faixa dos 15 anos, idade em que, supostamente, o ensino básico deve ser concluído. Outro fato: o objetivo dessa avaliação é comparar os sistemas educacionais de vários países nas áreas de leitura, matemática e ciências. Para identificar se os alunos avaliados sabem a diferença entre fato e opinião, o teste apresenta questões textuais e o estudante deve responder onde estão expressos fatos ou opiniões. A média brasileira de alunos que não demonstraram ter essa habilidade, 67%, ficou bem acima da média dos países da OCDE, que foi de 53%.
Que tipo de problema esse fato indica? Qual a importância de se ter clareza do que é fato e do que é opinião nos conteúdos informativos que acessamos todos os dias?”.
Após a leitura desse texto, não restam dúvidas de que o brasileiro apresenta uma enorme dificuldade de diferenciar fato de opinião. Com o intuito de contribuir para que haja diminuição desses elevados (objetivamente falando) números, oferto a seguinte explicação: Adjetivo pode ser uma característica objetiva ou subjetiva, dependendo de como é empregado pelo usuário da língua portuguesa. Se eu disser que “o Brasil é um país gigantesco”, não há como duvidar de que nossa nação é extensa. Aprendemos, na escola, que o Brasil é um país de dimensões continentais! Na dúvida, basta compararmos nosso país a Portugal, “nossa antiga metrópole”. Já sei que há leitores que podem estar avaliando que estou sendo muito subjetiva. De jeito algum, meus caros! Estou exemplificando que os adjetivos “gigantesco” e “antiga” são inquestionavelmente objetivos, porque são características comprovadas e verificadas. Em contrapartida, seu eu disser aos meus alunos que sou uma ” exemplar professora”, preciso estar preparada para sofrer um julgamento ou ponto de vista pessoal. Sim, meus companheiros, a opinião carece de veracidade. Infelizmente saber que uma juíza julgou exemplar uma mãe que se omitiu em uma situação que gerou a morte do próprio filho me deixou preocupada. O que dizer aos adolescentes sobre esse julgamento? Enfatizar que as mães deles são as verdadeiras mães exemplares, já que os defendem para que nada de mal a eles aconteça! A essas, que normalmente são” mãe solo” e à minha (uma verdadeira mãe zelosa), emprego, objetivamente, o adjetivo Exemplar!





