Eis uma pergunta que não quer calar e que não tem uma resposta exata
A possível resposta exata está nas mãos dos homens de bens e na direção da banda honesta da polícia federal e do ministro André Mendonça, que segue investigando e punindo os malfeitores do terceiro escalão. Ainda não se chegou ao primeiro, embora já se conheçam alguns nomes de peso.
Nesta atual fase da apuração, investiga poderosos da situação e da oposição. Já aponta o senador Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, no centro das investigações sobre o Banco Master.
As investigações dão conta de vantagens concedidas ao senador que inclui um apartamento ao custo de R$ 2,45 milhões em Salvador, além de repasses de R$ 3,5 milhões para empresa da família.
Ao senador Ciro Nogueira, investigado é atribuído ter recebido pelo Master em troca de favores no Congresso mesadas que somaram R$ 6 milhões.
Davi Alcolumbre segundo reportagem publicada na revista Veja que teria recebido US$ 30 milhões em contas no exterior convertido em cerca de R$ 155 milhões, entretanto Alcolumbre negou o recebimento do dinheiro.
Os ministros do STF não ficaram de fora. Alexandre de Moraes e o escritório de advocacia de sua esposa Viviane Barci de Moraes e o Banco Master, segundo reportagem, contrato de R$ 130 milhões. Dias Toffoli, além de suspender as bilionárias multas da JBS e Odebrecht, investigações da Polícia Federal apontam que o banqueiro Daniel Vorcaro repassou cerca de R$ 35 milhões a negócios da família do ministro. É muita corrupção envolvendo os “colarinhos brancos” e os intocáveis do STF.
Núcleo criminoso de grandes proporções lavando dinheiro de autoridades corruptas, facções criminosas e jogos ilegais foi a principal revelação da CPMI do INSS, na opinião de seu relator, o deputado Alfredo Gaspar em entrevista recente à Gazeta do Povo, ressaltou que essa quadrilha especializada em operações financeiras criminosas movimentou cerca de R$ 39 bilhões e deveria ser mais investigada.
A radiografia do Brasil do momento é um país afundado em corrupção, nas mãos representantes dos três poderes da República, servindo a várias organizações criminosas sem precedentes, ultrapassando em muitos aqueles envolvidos nos escândalos da Lava Jato, cuja apuração dos casos e dos malfeitores estão sendo protegidos por uma blindagem atuante da base governista no Congresso e por decisões dos tiranos encastelados no STF, que não medem esforços para impedir e até barrar os avanços das CPMIs, como foi a do INSS.
É uma vergonha nacional a impunidade. Ministros do STF envolvidos até o pescoço, por exemplo, continuam atuando e cometendo ilegalidades em decisões imorais e espúrias ignorando diante dos escândalos que os atingem. O mesmo se aplica aos senadores, deputados e membros do executivo.
A verdade nua e crua é que enquanto não se fizer justiça colocando todos esses corruptos na cadeia e confiscando seus bens, à corrupção e a sangria dos cofres públicos permanecerá reinando livremente e o povão pagando a conta.
E por falar em sangria do erário público, os senadores consumiram com manutenção do plano de saúde vitalício, cerca de R$ 314 milhões ao ano. O Plano de Saúde do Senado atende senadores, ex-senadores e seus dependentes. Entre os ex-senadores beneficiados estão Fernando Henrique Cardoso, José Sarney, Eduardo Suplicy, Fernando Collor e Marta Suplicy. O ministro do STF Flávio Dino garantiu acesso ao plano mesmo tendo permanecido apenas 21 dias no início de seu mandato como senador, em 2023. Entre os beneficiários do plano também estão os senadores Flávio Bolsonaro e Davi Alcolumbre.
No grupo de ex-senadores, há ainda 50 ex-governadores de estado. O convênio vitalício garante, inclusive, atendimento médico no exterior e UTI aérea. A rede credenciada inclui hospitais como Sírio-Libanês e Albert Einstein. Estão no plano 80 senadores ativos, 185 ex-parlamentares, 165 dependentes de titulares e 134 dependentes de ex-parlamentares. Ao todo, o plano de saúde do Senado soma 564 beneficiários. Fonte Lúcio Vaz (Gazeta do Povo de 14/06/26)
Enquanto desfrutam de toda essa mordomia, o povo padece e alguns morrem nas filas de atendimento do SUS, ou nas macas enfileiradas nos corredores dos hospitais públicos sucateados.





