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Inadimplência empresarial bate recorde e supera 9,1 milhões de CNPJs no Brasil

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Número de empresas negativadas atingiu o maior patamar da série histórica, enquanto dívidas acumuladas chegam a R$ 232,9 bilhões

O Brasil atingiu um novo recorde de inadimplência empresarial. Em junho de 2026, mais de 9,1 milhões de empresas estavam com dívidas negativadas, segundo o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian. O número representa o maior nível da série histórica, iniciada em 2016.

O avanço também aparece no volume financeiro das dívidas. As empresas inadimplentes acumulavam R$ 232,9 bilhões em débitos vencidos e não pagos, outro recorde registrado pelo levantamento. Em relação a maio, quando havia cerca de 9 milhões de CNPJs negativados e R$ 229,9 bilhões em dívidas, foram aproximadamente 100 mil novas empresas incluídas na lista de inadimplentes em apenas um mês.

Micro e pequenas empresas são as mais afetadas

Os negócios de menor porte concentram a maior parte dos casos. De acordo com os dados da Serasa Experian, cerca de 8,6 milhões de micro e pequenas empresas estavam inadimplentes em junho, representando a maioria dos CNPJs negativados no país.

O levantamento aponta ainda que cada empresa inadimplente acumulava, em média, 7,3 contas em atraso, com uma dívida média de aproximadamente R$ 25,5 mil por CNPJ. Os setores de serviços, comércio e indústria estão entre os que concentram o maior número de empresas com débitos pendentes.

Juros e crédito restritivo pesam sobre empresas

O cenário ocorre em meio a um ambiente de juros elevados e crédito mais restritivo, fatores que aumentam o custo de financiamento e dificultam a recomposição do caixa das empresas. Para os pequenos negócios, que geralmente possuem menor capacidade financeira para absorver períodos de queda nas receitas, a pressão pode ser ainda maior.

A evolução dos números mostra que o desafio não está apenas no crescimento da quantidade de empresas negativadas, mas também no aumento do volume de recursos em atraso. A combinação pode comprometer o capital de giro, dificultar novos acessos a crédito e limitar investimentos.

O recorde registrado em junho reforça a necessidade de estratégias para reorganização financeira e negociação de débitos, especialmente entre micro e pequenas empresas, que representam a maior parcela dos negócios atualmente afetados pela inadimplência.

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