Com presidente e vice do mesmo partido, 12 das 13 chapas que disputam o Planalto adotaram o formato, cenário apontado como o maior desde a redemocratização
A corrida presidencial de 2026 chega a uma nova etapa com o início da preparação das campanhas para a propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Um dos aspectos que chama atenção neste pleito é o número de chapas classificadas como “puro-sangue”, nas quais o candidato à Presidência e seu vice pertencem ao mesmo partido.
Segundo levantamento divulgado pela Exame, 12 das 13 chapas presidenciais registradas para a disputa adotaram esse formato. O cenário é apontado como o maior número de chapas “puro-sangue” desde a redemocratização do país.
A configuração representa uma mudança em relação a eleições anteriores, quando a composição das chapas presidenciais frequentemente envolvia alianças entre diferentes partidos. Em 2026, apenas uma candidatura presidencial conta com uma aliança partidária nacional mais ampla: a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Alianças mais concentradas nos estados
A predominância das chapas formadas por integrantes de uma mesma legenda ocorre em um cenário de maior fragmentação entre os grupos políticos que disputam a Presidência. De acordo com análises sobre a eleição, parte das alianças que tradicionalmente poderiam aparecer na composição das chapas presidenciais acabou sendo direcionada para disputas estaduais.
Com isso, os candidatos ao Planalto mantêm maior autonomia na formação de suas chapas, enquanto os acordos entre partidos assumem configurações diferentes nas eleições para governos estaduais, Senado e Câmara dos Deputados.
Propaganda na televisão começa no fim de agosto
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão será outro momento importante da disputa. De acordo com o calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a propaganda eleitoral para o primeiro turno terá início em 28 de agosto de 2026 e poderá ser veiculada até 1º de outubro, três dias antes da votação.
O tempo destinado a cada candidatura é calculado de acordo com critérios estabelecidos pela legislação eleitoral, levando em consideração a representatividade dos partidos e federações na Câmara dos Deputados. O cenário atual indica que Lula terá a maior parcela do horário eleitoral entre os presidenciáveis.
Campanhas entram em nova fase
Com a campanha eleitoral oficialmente em andamento, os candidatos passam a intensificar a apresentação de propostas, a produção de programas para televisão e rádio e a comunicação nas redes sociais.
A propaganda também deverá revelar as estratégias escolhidas por cada candidatura para dialogar com diferentes segmentos do eleitorado.
O elevado número de chapas “puro-sangue” coloca ainda mais atenção sobre os partidos e seus próprios quadros, já que a escolha do vice deixa de ser, na maioria dos casos, uma ferramenta de composição direta com outra legenda.
Com o início da propaganda na TV se aproximando, a disputa presidencial entra, portanto, em uma fase de maior exposição pública, na qual as alianças, os discursos e as propostas deverão ganhar espaço no debate eleitoral.





