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Operação Rastro mira esquema de fraude eletrônica com prejuízo estimado em R$ 50 milhões

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Polícia Civil de São Paulo cumpre 37 mandados contra 14 investigados em quatro estados; apuração aponta uso indevido de credenciais de funcionários do Banco do Brasil para movimentar recursos de contas empresariais

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou a Operação Rastro, destinada a desarticular um grupo suspeito de envolvimento em um esquema de furto mediante fraude eletrônica que teria provocado prejuízo estimado em R$ 50 milhões. As vítimas são três pessoas jurídicas correntistas do Banco do Brasil.

A dimensão da operação chama atenção. Ao todo, foram expedidos 37 mandados de busca e apreensão contra 14 investigados, distribuídos por 14 municípios nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Roraima e Santa Catarina. A ação é resultado de uma investigação que busca esclarecer como os criminosos conseguiram acessar o sistema bancário e realizar as movimentações fraudulentas.

Credenciais de funcionários estão sob investigação

Um dos pontos mais sensíveis apurados pela polícia envolve indícios do uso indevido das credenciais de acesso de dois funcionários da instituição financeira. Eles também estão entre os investigados na operação. A suspeita é de que os dados tenham sido utilizados para permitir ou facilitar as transações que desviaram recursos das contas empresariais.

A investigação deverá agora buscar esclarecer de que forma essas credenciais foram obtidas e utilizadas, além de identificar a participação individual de cada suspeito. A apuração também pode revelar o caminho percorrido pelo dinheiro depois das transferências.

Por envolver acesso a sistemas financeiros e movimentações de grande valor, a análise dos equipamentos eletrônicos, documentos e demais materiais apreendidos durante as buscas deverá ter papel importante no avanço do inquérito.

R$ 50 milhões em prejuízo

De acordo com as informações divulgadas sobre a operação, o prejuízo provocado pelo esquema chega a aproximadamente R$ 50 milhões. Embora apenas três pessoas jurídicas tenham sido apontadas como vítimas nesta etapa da investigação, o valor demonstra a capacidade financeira e operacional atribuída ao grupo investigado.

O caso também reforça o desafio enfrentado pelas instituições financeiras diante de crimes cada vez mais sofisticados. Diferentemente dos golpes tradicionais contra clientes, investigações envolvendo acesso indevido a credenciais internas levantam questões sobre segurança dos sistemas, mecanismos de autenticação e controle de operações consideradas fora do padrão.

Investigação continua

A Operação Rastro entra agora em uma fase decisiva. Os materiais recolhidos nos endereços dos investigados deverão ser analisados para reconstruir as operações financeiras, identificar possíveis beneficiários e verificar se outras pessoas participaram do esquema.

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