Evento reuniu passistas, músicos e integrantes da comunidade em uma programação marcada pelo samba, pela valorização da cultura afro-brasileira e pela preparação para o Carnaval 2027
Uma noite de samba, música, dança e valorização da ancestralidade movimentou a quadra do Salgueiro. O evento, transmitido ao vivo, reuniu integrantes da comunidade, passistas, músicos e convidados em uma programação que destacou a força da cultura popular e a importância do samba na identidade carioca.
A apresentação contou com a participação das tradicionais mães baianas do Salgueiro, sob o comando de Tia Glorinha. Além da participação cultural, o público também acompanhou momentos dedicados à gastronomia, com pratos e quitutes preparados especialmente para a ocasião, reforçando a relação entre memória, tradição e celebração dentro da escola.
Outro destaque foi a apresentação da aula de passistas do Salgueiro, considerada uma das mais premiadas do Carnaval Carioca. Sob o comando de Carlinhos Salgueiro, os participantes demonstraram samba no pé e levaram ao público a energia característica da agremiação. A atividade também reforçou o papel da escola na formação e valorização de novos talentos do samba.
A ancestralidade negra esteve presente em diferentes momentos da programação. As referências às tradições africanas, aos povos ancestrais, à música e à dança mostraram como o samba ultrapassa o aspecto artístico e funciona também como instrumento de preservação cultural e de transmissão de conhecimentos entre gerações.
Durante a noite, o público foi convidado a acompanhar sambas e apresentações musicais, participando diretamente da celebração. A bateria e os instrumentos de percussão deram ritmo à festa, com repiques, tamborins, surdos, caixas e pandeiros conduzindo os momentos de maior animação.
A programação também serviu como uma oportunidade para apresentar novidades relacionadas ao Carnaval de 2027. Entre elas, foi divulgada a camisa oficial da escola para o próximo Carnaval, inspirada no enredo “Laroyê, Chica da Silva”, disponível em diferentes tamanhos na boutique do Salgueiro.
O evento ainda contou com músicos responsáveis por cavaquinho e violão, além de outros integrantes que contribuíram para a construção do espetáculo. A interação entre artistas e público fez com que a transmissão tivesse um clima de celebração comunitária, aproximando também quem acompanhava a programação de casa.
Ao longo da apresentação, o samba foi apresentado não apenas como manifestação artística, mas como parte da história e da identidade do Rio de Janeiro. A união entre música, dança, gastronomia, religiosidade, ancestralidade e participação popular reforçou a importância das escolas de samba como espaços de cultura e convivência.
Com uma programação que mistura tradição e preparação para os próximos desfiles, o Salgueiro reafirma seu papel na preservação e renovação do Carnaval carioca, mantendo viva uma história construída pela comunidade e pelo samba.





