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Opinião: Os genocidas de togas

Foto: Victor Piemonte/STF
Foto: Victor Piemonte/STF

Ao longo desses 30 anos, as dezenas de escândalos de corrupção que dominam a vida pública em nosso País, não tem precedente em lugar nenhum no mundo civilizado.

E nós, somos um país civilizado… A resposta é não. Não podemos se intitular um país civilizado quando, mesmo possuindo uma das maiores riquezas naturais do mundo, nossos governantes impõem uma política social desastrosa de miserabilidade atingindo milhares de pessoas e famílias.

Por falta de seriedade dos órgãos oficiais de pesquisas, não sabemos os números precisos sobre o total de pessoas que vivem abaixo da linha da miséria. Uns falam em 10 milhões, outros em 50 milhões e outros premeditadamente escondem essas informações.

Mas a realidade não pode ser escamoteada. Basta andar pelas ruas das grandes cidades para constatarmos a realidade. Milhares pedindo esmolas, dormindo pelas calçadas, hospitais sucateados, ensino público de péssima qualidade, falta de moradias populares para acolher as famílias sem lares, índice incontrolável de criminalidade, e centenas morrendo por falta de atendimento médico nos hospitais públicos.

Os poderosos governantes encastelados na máquina do Estado, vivem nababescamente às custas do erário público surrupiados na mão grande com a certeza da impunidade, afinal, aqueles que deveriam julgar e condenar a corrupção também fazem parte do esquema. Hotéis de luxo mundo afora, almoços e jantares nos melhores restaurantes, bebidas exóticas ao toque do whisky macallan, jatinhos e iates de luxo, prostituição internacional, entre tantas outras barbaridades.

Acreditando fortemente na impunidade, afinal eles estão na mais alta corte do país, e a corrupção chegou aos tiranos de todos, envolvidos até a raiz do cabelo no caso Master e INSS.

Contrato milionário no valor de 131 milhões envolvendo escritórios de advocacia, mesadas com cartões de crédito com limites de 300 mil,  aeronaves ao custo de 50 milhões,  Resort Tayayá, rombo do INSS de mais de 6 bilhões, mesada de 300 mil para o filho do presidente, Flávio Bolsonaro de R$ 134 milhões para o filme Dark Horse, Alcolumbre ter recebido 30 milhões de dólares, e tantos outros envolvidos no mar de lama da corrupção generalizada.

Para esses corruptos, não importa os escândalos pois acreditam na impunidade. Eles desprezam o povão, vide as gargalhadas estampadas na foto um dia após a divulgação do escândalo envolvendo o tirano Alexandre de Moraes. Essa atitude reflete bem o desprezo e o deboche  à opinião pública. O recado deles expressados nessas risadas é que ficarão impunes e continuarão roubando, ou seja, continuarão praticando genocídio contra o povão, pois enquanto eles roubam, o povo morre por inanição.   

Enquanto a corrupção rola solta nos poderes de Brasília, segundo IBGE a taxa de desemprego atinge cerca de 7 milhões de trabalhadores, e não estão incluídos os 19 milhões que recebem Bolsa Família.

Não sabemos ao certo quantos morrem de fome diariamente em nosso País. Mas sabemos que são alguns milhões. Fato é que Brasília se tornou um grande balcão de negócios, onde se negocia de tudo, principalmente quando se tem um grande banco financiador, dinheiro dos impostos arrecadados que são desviados da saúde, da educação e da segurança, para promover e bancar as orgias e regalias dos poderosos.  

Embora com muito pouca opção, podemos mudar essa situação votando nos candidatos realmente comprometidos com as questões sociais necessárias ao povo.

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