Jornal DR1

Policia Civil de SP realizara reconstituição de como a morte de Larissa poderia ter acontecido

Foto: Reprodução/Metropoles
Foto: Reprodução/Metropoles

A reconstituição ainda será marcada para entender como ocorreu a morte de Larissa Cruz Morata de 29 anos. Ela foi encontrada morta com um tiro na cabeça, na suite da casa do casal.

Na primeira versão dita pelo policial militar Vinicius Costa Silva, era que sua esposa tinha tirado a propria vida, após uma discussão sobre terminarem o relacionamento. O corpo de Larissa foi encontrado pelos policias ao lado da arma do militar.

A delegada Bruna Cripa, e sua equipe identificaram inconsistências gravissimas no depoimento do soldado. A analise mostrou que o tiro entrou ao lado esquedo do ouvido dela, os familiares da vitima em depoimento disseram que Larissa era destra e não conseguia pegar objetos pesados com a mão esquerda, isso dispertou a desconfiança e a hipótese  de que o tiro posa não ter sido disparado pela mesma.

Além do detalhe sobre a empunhadura da arma, elementos colhidos pelo Instituto de Criminalística divergiam dos relatos dados pelo marido. Diante das contradições constatadas nas primeiras horas de investigação, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão temporária do companheiro da vítima. A ordem judicial foi cumprida por agentes da Corregedoria da Polícia Militar na segunda-feira, no momento em que o marido acompanhava as cerimônias de despedida e velório da esposa.

Os parentes de Larissa Cruz Morata rebateram categoricamente a versão de que a jovem estivesse enfrentando depressão profunda ou que pretendia se separar do marido de forma conturbada. A avó da vítima, Maria Aparecida Morata, concedeu depoimento emocionado afirmando que a neta tinha planos concretos para o futuro e mantinha uma rotina diária de proximidade com a família.

Segundo os relatos familiares, a jovem técnica em radiologia amava profundamente o filho e já estava com procedimentos médicos agendados para os próximos dias, incluindo uma cirurgia estética que pretendia realizar no final do mês. Familiares também negam que o casal estivesse passando por uma separação formal no momento da tragédia, pontuando que a jovem costumava compartilhar todos os detalhes de sua rotina com os parentes mais próximos.

Por outro lado, a defesa do policial militar sustenta que manterá a tese de suicídio durante todo o processo legal. Os advogados do suspeito informaram que pretendem anexar ao documento investigativo supostas mensagens de texto trocadas entre o casal, nas quais a mulher teria mencionado pensamentos extremos diante da possibilidade de um eventual término do casamento. A Polícia Civil analisará todo o conteúdo de celulares e computadores apreendidos na residência.

Confira também

Nosso canal