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Saúde Bucal: Quando trocar a escova de dentes e por quê?

Foto: Freepik
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A escova de dentes é um dos objetos mais utilizados no nosso dia a dia, ela está presente na rotina de crianças, adultos e idosos e desempenha um papel essencial na prevenção de cáries, doenças na gengiva e mau hálito. Existe uma dúvida muito comum: por quanto tempo uma escova continua eficiente? Será que ela deve ser trocada apenas quando parece muito gasta? A resposta é não. Mesmo que a escova ainda pareça estar em boas condições, ela possui um tempo de vida útil, com o uso diário, suas cerdas vão perdendo a forma e a eficiência, comprometendo a limpeza dos dentes e da gengiva. A recomendação é substituir a escova de dentes a cada três meses, esse período pode ser menor caso as cerdas estejam abertas, tortas ou deformadas, situação bastante comum em pessoas que escovam os dentes com muita força. Quando as cerdas perdem o alinhamento, elas deixam de alcançar corretamente todas as superfícies dos dentes, parte da placa bacteriana permanece na boca, aumentando o risco de cáries, gengivite, periodontite e mau hálito.

Uma escova desgastada pode machucar a gengiva e dificultar a limpeza de áreas mais delicadas, como a região próxima à linha da gengiva e os espaços entre os dentes, outro momento importante para trocar a escova é após algumas doenças infecciosas, como gripes, resfriados, infecções de garganta. Embora o risco de reinfecção pela própria escova seja considerado baixo na maioria dos casos, substituí-la após a recuperação é uma medida simples que ajuda a manter uma boa higiene. Quem utiliza aparelho ortodôntico costuma precisar trocar a escova com maior frequência, os bráquetes e fios provocam um desgaste mais rápido das cerdas, reduzindo sua capacidade de limpeza. O mesmo pode acontecer com pessoas que possuem muitos implantes, próteses ou utilizam escovas elétricas, cujos refis também possuem prazo recomendado para substituição, elas também exigem atenção, o cabo costuma durar bastante tempo, mas o refil deve ser trocado seguindo as orientações do fabricante ou sempre que as cerdas apresentarem sinais de desgaste. Outro aspecto frequentemente esquecido são a forma de guardar a escova, após a escovação, ela deve ser bem enxaguada para remover resíduos de creme dental e alimentos, deve ser armazenada em posição vertical, permitindo que seque naturalmente. 

Guardar a escova constantemente em recipientes fechados pode favorecer a umidade por mais tempo, não é recomendado que várias escovas fiquem em contato umas com as outras, pois isso pode facilitar a transferência de microrganismos entre elas. Cada pessoa deve possuir sua própria escova, compartilhá-la nunca é uma boa ideia, esse hábito pode favorecer a transmissão de vírus, bactérias e fungos. Na hora da compra, as escovas de cerdas macias são, na maioria dos casos, as mais indicadas pelos dentistas. Elas conseguem remover a placa bacteriana com eficiência sem causar desgaste do esmalte nem machucar a gengiva. Movimentos suaves, atenção a todas as superfícies dos dentes e o uso diário do fio dental continuam sendo fundamentais para manter a boca saudável. Pode parecer um detalhe, mas trocar a escova no momento certo é uma atitude simples que faz grande diferença na prevenção de doenças bucais. É um pequeno investimento que protege o sorriso e contribui para a saúde de toda a família. Afinal, cuidar da saúde bucal não depende apenas de escovar os dentes todos os dias. Também é importante garantir que a principal ferramenta dessa tarefa esteja sempre em boas condições para cumprir sua função.

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