A atleta de vôlei baleada na Tijuca na noite de domingo (23), a jogadora Júlia Rocha Marques, publicou um relato emocionado sobre o que viveu. Em mensagem compartilhada nas redes sociais, ela explicou que o disparo entrou pelas costas e atravessou seu corpo sem causar ferimentos graves, apesar de ter passado muito perto de regiões vitais.
“O projétil entrou pelas minhas costas, mas, graças a Deus, não atingiu minha medula, passou a 1 mm da minha coluna e não perfurou nenhum órgão, passando a menos de 1 cm da minha bexiga, mas saiu sem causar danos maiores. Por muito pouco, minha história poderia ter sido outra… Eu literalmente nasci de novo”, escreveu em depoimento publicado nas redes sociais.
Segundo o relato, Júlia seguia pela Rua Conde de Bonfim, na Tijuca, quando homens armados abordaram o veículo. Ela estava no banco de trás quando ocorreu o disparo. A Polícia Militar informou que equipes do 6º BPM (Tijuca) foram acionadas logo após o ataque e prestaram atendimento inicial à vítima.
A jogadora foi levada ao Hospital Badim, também na Tijuca, e logo depois transferida para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio. Lá, recebeu os primeiros cuidados e teve seu quadro avaliado pela equipe médica.
“Não dá para normalizar e muito menos para proteger quem escolhe fazer o mal. Queria agradecer os policiais do 6° batalhão por terem prestado toda a ajuda para minha família e a equipe do Hospital Souza Aguiar que me atendeu maravilhosamente bem. A vida é o nosso bem mais precioso, e ontem a minha foi poupada por um milagre”, continuou.
A investigação está a cargo da 19ª DP (Tijuca). A atleta já prestou depoimento, mas, até o momento, nenhum suspeito foi preso.
Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) revelam que os roubos a pedestres seguem em alta na região. De janeiro a outubro de 2024, foram 1.171 registros. No mesmo período deste ano, o número avançou 25%, chegando a 1.464 ocorrências.





