Palestra destacou como os ensinamentos de 1865 permanecem atuais para a proteção da Amazônia Azul e a segurança nacional
O Instituto de Geografia e História Militar do Brasil (IGHMB) realizou, no último dia 23, a palestra de encerramento do semestre do Ciclo Sentinelas da História, reunindo estudiosos, militares e interessados na história nacional para uma reflexão sobre os desafios da defesa brasileira à luz de um dos episódios mais marcantes da Guerra do Paraguai.
Com o tema “Que lições da Batalha Naval do Riachuelo permanecem atuais?”, a conferência foi ministrada pelo Vice-Almirante Gilberto Santos Kerr, diretor do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha. O palestrante destacou como os acontecimentos de 11 de junho de 1865 continuam oferecendo importantes ensinamentos para a estratégia militar e para a oceano-política brasileira em 2026.
Entre os principais pontos abordados esteve a importância da livre navegação nos rios Paraná e Paraguai, considerada essencial para a soberania nacional e para o enfrentamento de ameaças transnacionais. Outro aspecto ressaltado foi o papel decisivo da logística nas operações militares. Se, no século XIX, o abastecimento de carvão era indispensável para o sucesso das embarcações, atualmente a prontidão das Forças Armadas depende da garantia de recursos estratégicos e da proteção da Amazônia Azul.
A palestra também enfatizou a relevância da liderança em momentos de crise. O exemplo do marinheiro Marcílio Dias, que mesmo gravemente ferido permaneceu combatendo com coragem e espírito de missão, foi lembrado como símbolo de comprometimento com a defesa do Brasil.
Além de promover o resgate da memória histórica, o encontro integra a preparação para o 51º Congresso Internacional de História Militar, que será realizado entre os dias 22 e 30 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR). Com o tema “Fronteiras – Harmonia X Conflito”, o congresso reunirá especialistas nacionais e internacionais para discutir os desafios históricos e contemporâneos relacionados à segurança, à geopolítica e à preservação da soberania dos Estados.





