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Brasil reage à retirada de autorização para exportação de produtos animais à União Europeia

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O governo brasileiro afirmou ter recebido com surpresa a decisão da União Europeia (UE) de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para o bloco europeu. A medida foi anunciada nesta terça-feira (12/05) e gerou preocupação entre autoridades e exportadores do setor agropecuário.

Em nota conjunta, os ministérios das Relações Exteriores, da Agricultura e Pecuária e do Desenvolvimento informaram que irão adotar todas as medidas necessárias para tentar reverter a decisão antes que ela entre em vigor.

O embaixador do Brasil junto à União Europeia, Pedro Miguel da Costa e Silva, afirmou que buscará esclarecimentos em reunião marcada para esta quarta-feira com autoridades europeias responsáveis pela área de saúde animal.

Apesar da repercussão, a decisão ainda não possui efeito imediato. Segundo as autoridades brasileiras, a medida só passará a valer em 3 de setembro. Até lá, o Brasil continua autorizado a exportar carne e outros produtos de origem animal para os países da União Europeia.

De acordo com estimativas do Ministério da Agricultura, caso a suspensão não seja revertida, os exportadores brasileiros poderão registrar perdas de aproximadamente 1,8 bilhão de dólares por ano. Entre os produtos que podem ser afetados estão carne bovina, aves, ovos, mel, peixes, equinos e derivados de origem animal.

Especialistas apontam, no entanto, que a possível restrição não deve provocar redução significativa nos preços das carnes no mercado interno brasileiro. Isso porque os exportadores podem redirecionar os produtos para outros mercados internacionais, já que a União Europeia não é o principal destino das exportações brasileiras do setor.

A situação aumenta a tensão comercial entre o Brasil e o bloco europeu em um momento de debates sobre regras sanitárias, sustentabilidade e acordos comerciais internacionais. O governo brasileiro espera reverter a decisão por meio de negociações diplomáticas e técnicas antes do prazo estabelecido pela UE.

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