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Marcos Pontes: o nosso eterno astronauta

Atual ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações e primeiro cidadão do país a embarcar em uma missão espacial, Marcos Pontes é o nosso “brasileiro com muito orgulho” desta edição. Ele nasceu na cidade paulista de Bauru em 11 de março de 1963.

Pontes é Tenente-coronel Aviador R1 da Força Aérea Brasileira, Bacharel em Ciências Aeronáuticas e Administração Pública pela Academia da Força Aérea Brasileira, engenheiro aeronáutico, formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), mestre em Engenharia de Sistemas pela Naval Post Graduate School, na Califórnia (Estados Unidos). Ele ainda é piloto de teste de aviões de caça com mais de 2.000 horas de voo em 25 tipos de aeronaves.

Ele ingressou em 1998 na Nasa, a agência espacial norte-americana e se tornou ainda membro da equipe de cosmonautas de ROSCOSMOS (Rússia) em 2005. Carrega o posto de único brasileiro a ir ao espaço e o primeiro astronauta e cosmonauta profissional a representar oficialmente um país do Hemisfério Sul no espaço.

Isso aconteceu porque, em 1997, o Brasil fez um acordo com o Programa da Estação Espacial Internacional (ISS) por meio da Nasa e deveria produzir seis partes da estação e fornecer um astronauta para a equipe de manutenção e operação da estação. Marcos Pontes, então militar da Força Aérea Brasileira (FAB), participou de concurso público específico e foi selecionado. Ele então foi obrigado a largar sua carreira militar já que o programa não permitia qualquer tipo de envolvimento militar ou bélico.

Ele realizou a “Missão Centenário” somente no ano de 2006. ​Ele passou 10 dias no espaço, trabalhando na Estação Internacional Espacial como Especialista de Missão, responsável pela manutenção dos sistemas da espaçonave e pela execução de pesquisas científicas escolhidas pela Academia Brasileira de Ciências.

Pontes ainda é embaixador honorário da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) principalmente em programas de desenvolvimento sustentável.

Entrou para a política em 2018, quando foi eleito suplente do Major Olímpio no Senado Federal por São Paulo. Depois, em janeiro de 2019, assumiu o cargo de Ministro de Estado do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a convite do presidente Jair Bolsonaro. A principal missão está em gerir o protagonismo estratégico da Ciência, Tecnologia e Inovações para o desenvolvimento do país, promovendo políticas públicas para a produção de conhecimento, riquezas para o país e qualidade de vida para os brasileiros.

Como ministro, Pontes incentiva o estabelecimento de cooperações nacionais e internacionais para estimular a popularização e promoção do estudo da ciência, tecnologia e inovação junto as crianças e jovens. Ele diz que esse é o caminho para transformar o conhecimento científico em riquezas para o país e impulsionar o desenvolvimento tecnológico, social e econômico do Brasil.

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Glória Menezes: uma grande mulher e atriz

 

Por: Luhan Alves (com supervisão de Claudia Mastrange)

No último dia 8 de Março, o Dia Internacional da Mulher foi bastante lembrado e contou com muitas campanhas de conscientização em relação ao respeito e valorização de todas as mulheres. E para valorizar essa data tão importante, a brasileira desta edição é a grande atriz, Glória Menezes, 86 anos, que participou por muitos anos de novelas de sucesso na Rede Globo.

Conhecida como Glória Menezes, seu nome de batismo é Nilcedes Soares de Magalhães, que surgiu da junção dos nomes de seus pais, Nilo e Mercedes. A atriz é casada desde 1962 com o ator Tarcísio Meira, com que teve o também ator Tarcísio Filho. Ela também é mãe de João Paulo e Maria Amélia, frutos de um relacionamento anterior de quando tinha 18 anos.

Glória Menezes e Tarcísio Meira se conheceram na extinta TV Tupi, no teleteatro Uma Pires Camargo, em 1961. No ano seguinte, os atores se casaram e logo depois fizeram a primeira novela de muitas, juntos. A trama era chamada “2-5499 Ocupado”, que foi exibida na extinta TV Excelsior. Eles ficaram na emissora até 1967, quando mudaram para Globo e participaram, juntos, da novela Sangue e Areia.

Dentre algumas novelas de sucesso que Glória Menezes participou está “Irmãos Coragem” (1970), “Guerra dos Sexos” (1983), “Torre de Babel” (1998), “O Beijo Do Vampiro” (2002), “Senhora do Destino” (2004), entre outras inúmeras tramas realizadas por essa grande atriz. Só na Globo, já atuou em mais de 40 novelas.

No teatro, Glória participou de peças como “Tudo Bem no Ano Que Vem”, de Bernard Slade, que ficou em cartaz de 1976 a 1981; Navalha na Carne (1981), de Plínio Marcos; e Um Dia Muito Especial (1988), de Ettore Scola. Em 2000, atuou em Jornada de um Poema, na qual interpretou uma paciente terminal de câncer. Impressionado com a atuação da atriz no teatro, o cineasta Anselmo Duarte a convidou para trabalhar em “O Pagador de Promessas”, rodado em 1960. O filme estreou em 1962 no Festival de Cannes, e ganhou a Palma de Ouro.

“O teatro me ensinou o que preciso para fazer televisão e cinema. Ele dá o conhecimento necessário para interpretar qualquer personagem diante das câmeras, porque nos projetamos muito mais. Quem faz teatro, faz qualquer outra modalidade”, garantiu a eterna apaixonada pelos palcos ao site Memória Globo.

Com uma carreira tão brilhante e rica, não poderíamos de deixar de homenagear essa grande mulher e atriz que é a Glória Menezes. Uma brasileira que sempre nos orgulhou muito.

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Zagallo: uma lenda brasileira

 

Por Luhan Alves (Com supervisão de Claudia Mastrange)

Se tem um brasileiro que deu muito orgulho para o povo brasileiro esse foi Mário Jorge Lobo Zagallo. Ex-futebolista e técnico, Zagallo fez história no futebol e marcou seu nome como um dos maiores no esporte. Ele detém o recorde de títulos das Copas do Mundo em geral, sendo duas como jogador (1958 e 1962), uma como treinador (1970) e outro como coordenador técnico (1994).

Zagallo nasceu em Atalaia, Alagoas, no dia 9 de agosto de 1931. A carreira do Velho Lobo começou em 1948, no juvenil do América Futebol Clube. Vestindo a camisa 10, jogou os torneios de 1948 e 1949, quando se transferiu para o Flamengo. E em 1950, passou a integrar as categorias de base do rubro-negro carioca.

Pelo Fla, foi tricampeão carioca em 1953, 1954 e 1955.  Em 1958 foi para o Botafogo, onde conquistou o bicampeonato carioca em 1961 e 1962 e jogou ao lado de grandes nomes do futebol, como Nilton Santos, Garrincha e Didi.

Foi convocado para a Seleção Brasileira e disputou a Copa do Mundo na Suécia, em 1958, vencida pelo Brasil em 29 de junho de 1958, na final contra a anfitriã, a Suécia. Em 1962, na Copa do Mundo no Chile, mais uma vez integrou a equipe que junto com muitos outros jogadores da Copa de 1958, conquistou o bicampeonato brasileiro.

Em 1970, faltando dois meses para a Copa do México, Zagallo foi convidado para ser o treinador da Seleção Brasileira, substituindo João Saldanha, que tinha dirigido o Brasil nas eliminatórias. Na final, o Brasil derrotou a Itália por 4 x 1, com uma equipe considerada por muitos como a melhor de todos os tempos.

Em 1991, Zagallo foi convidado pelo técnico Carlos Alberto Parreira para ser o coordenador técnico da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo que seria realizada nos Estados Unidos em 1994, onde o Brasil conquistou o tetracampeonato.

O número 13 esteve sempre presente na vida de Zagallo. Ele revelou que deve essa obsessão à sua mulher que era devota de Santo Antônio, comemorado no dia 13 de junho. Seu casamento com a professora Alcina foi realizado no dia 13 de janeiro de 1955.

Leia Também: Zagallo é vacinado contra a Covid-19 aos 89 anos no Rio

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Zico: um dos maiores ídolos de todos os tempos

 

Arthur Antunes Coimbra nasceu no dia 03 de março de 1953 no Rio de Janeiro. Para os amantes do futebol esse nome é bem conhecido, todos os conhecem como Zico. É oriundo de uma família de craques, entre eles Edu, que jogou no América nos anos 60 e 70. O Galinho de Quintino, como também é chamado, é o maior jogador de todos os tempos do Clube de Regatas do Flamengo.  Atualmente é diretor técnico do Kashima Antlers, clube do Japão em que jogou e esteve na direção por um bom tempo.

Zico chegou ao Flamengo nos anos 70 e fez história no clube. Pelo rubro-negro carioca ele marcou 508 gols (maior artilheiro do clube) em 730 partidas disputadas entre 1972 e 1989. O franzino e pequeno carioca foi submetido a um trabalho especial para fortalecer sua musculatura e assim ganhar realmente chance no time profissional.

Habilidoso, Zico era um meia diferenciado. Ótimo cobrador de faltas, preciso nos arremates, driblador e bom lançador, ele se tornou um dos maiores craques do Brasil nos anos 70 e 80. O craque conquistou sete vezes o título Estadual (1972, 1974, 1978, 1979, 1979 Especial, 1981 e 1986), três vezes o Campeonato Brasileiro (1980, 1982 e 1983), a Copa União (1987), além da Libertadores da América (1981) e do Mundial Interclubes (1981).

Zico levantando a taça do Mundial de 1981 diante do Liverpool Foto: Reprodução/Duda Oliveira

Na Seleção Brasileira jogou entre os anos de 1976 e 1986, marcando 67 gols em 89 partidas. Disputou três copas do mundo, em 1978 na Argentina, em 1982 na Espanha e em 1986 no México, mas não levantou nenhuma taça. Muitos entendem que Zico é um “injustiçado” por não ter um título mundial com a seleção. Em 1982, ele esteve bem perto da conquista, mas o Brasil, que era sensação do Mundial da Espanha, foi derrotado pela eficiente Itália do implacável Paolo Rossi, autor dos três gols da Azzurra na vitória por 3 a 2.

Fora dos gramados, Zico esteve atuando em bastante coisa. Além de ter um cargo no Kashima, ele já foi treinador da Seleção do Japão e do Iraque, treinou o Al-Gharafa, do Catar e já atuou como Diretor de futebol do Flamengo em 2010. Ele também foi comentarista do Esporte Interativo e atualmente conta com um canal no Youtube chamado “Canal Zico 10”, onde conta histórias de suas conquistas no futebol e recebe diversos convidados para um bate papo descontraído.

Apesar de ser o maior ídolo do Flamengo, Zico conquistou com seu carisma e representatividade dentro e fora dos gramados, a idolatria e o reconhecimento de muitos brasileiros. Ele merece todas as homenagens e o carinho de todos.

Luhan Alves (Com supervisão de Claudia Mastrange)

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Jaqueline Goes a brasileira que mapeou o coronavírus

 

A biomédica Jaqueline Goes foi uma das pesquisadoras brasileiras a sequenciar o genoma da Covid-19. Ela coordenou, ao lado de Claudio Tavares Sacchi, a equipe de cientistas que publicou a sequência do vírus dois dias após o primeiro caso do novo coronavirus ter sido confirmado no país. O processo ajuda no acesso a mais informações sobre o vírus e é uma contribuição importantíssima para os estudos sobre o novo coronavírus.

Filha da pedagoga Edna e do Engenheiro Civil Jarandi, Jaqueline Goes de Jesus, 30 anos, cresceu na região do Vasco da Gama, em Salvador, na Bahia, e agradece aos pais terem investido tudo o que podiam na educação dos filhos. “Tanto eu quanto meu irmão fomos muito bem instruídos. Não tínhamos luxo em casa, mas meus pais não mediram esforços na educação”, declarou ao site Alma Preta.

Graduada pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e doutora em Patologia Humana, Jaqueline também atuou na vigilância genômica do surto de Febre Amarela no Brasil, além da cobertura de chikungunya. Ela é integrante do ZIBRA project – Zika in Brazil Real Time Analisys, grupo de estudos que percorreu todo o nordeste em um trailer adaptado para fazer diagnósticos e sequenciamento do Zika.  Bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (FAPESP), também faz parte do  Centro Conjunto Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (CADDE)

 “Já trabalho há um certo tempo com estudos de vírus em grandes surtos, como dengue, chikungunya, zika e febre amarela. Mas essa repercussão toda (por conta do mapeamento)  foi uma surpresa enorme. Fiquei feliz pelo fato de as pessoas, principalmente mulheres negras e nordestinos, se sentirem representados”, conta, ela, que defende ser o acesso democrático à educação  como modo fundamental de corrigir as imensas diferenças sociais no país.

Jaqueline com a sua equipe Foto: Reprodução

Quando sobra um tempinho entre uma pesquisa e outra, Jaqueline gosta de estar em contato com a natureza e caminha acompanhada de sua cadelinha de estimação. Apreciadora das artes, frequenta museus e exposições. A cientista também é boa de ritmo e revela um quedinha toda especial pelo forró. “Gosto de dançar”, contou.

A imensa repercussão do estudo desenvolvido pela equipe de Jaqueline aconteceu porque  a identificação precoce é um dos caminhos mais eficientes para direcionar as ações que ajudam a conter surtos de contágio, reconhecer os focos de transmissão e para que os órgãos públicos tomem as medidas de precaução. “O genoma de qualquer organismo é como se fosse um molde. Nele constam as informações que vão determinar a estrutura e a função daquele organismo. Quanto mais rápido conhecemos os genomas virais, em particular, mais rápido entendemos como esses vírus estão circulando na sociedade”.

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Conceição Evaristo: dama das letras e do ativismo

No mês em que celebramos o Dia da Consciência Negra, é importante voltar nossos olhares para brasileiros que se destacam por sua bagagem e sua luta pela causa negra. Conceição Evaristo é uma delas. E as armas com que essa escritora, ativíssima aos 73 anos, encara essa batalha são as palavras. Ou seja, não há tiros, nem mortes, apenas ensinamento, cultura e uma trajetória de vida que só tem a engrandecer a história brasileira.

Conceição Evaristo nasceu em 29 de dezembro de 1946 na favela Pendura Saia, da zona sul de Belo Horizonte, Minas Gerais. Filha de uma lavadeira que, assim como Carolina Maria de Jesus, matinha um diário em que anotava as dificuldades de um cotidiano sofrido, Conceição cresceu rodeada pela escrita. “’A nossa casa vazia de bens materiais era habitada por palavras. Mamãe contava, minha tia contava, meu tio velhinho contava, os vizinhos e amigos contavam. Tudo era narrado, tudo era motivo de prosa-poesia, afirmo sempre”, contou ela, que precisou conciliar os estudos com o trabalho como empregada doméstica, até concluir o curso Normal, em 1971, já aos 25 anos. E não parou mais. Tornou-se Mestre em Literatura Brasileira pela PUC/Rio e Doutora em Literatura Comparada pela UFF.

Seu primeiro poema foi publicado em 1990, no décimo terceiro volume da série Cadernos Negros, editado pelo grupo Quilombhoje, de São Paulo. Seu primeiro livro foi Ponciá Vicencio (2003), de um total de sete já publicados, entre eles o vencedor do prêmio Jabuti, Olhos D’água (2015), Cinco deles foram traduzidos para o inglês, o francês, espanhol e árabe. Ou seja, uma das principais expoentes da literatura Brasileira e Afro-brasileira atualmente, Conceição o tornou-se também uma escritora negra de projeção internacional.

Famosa por suas “escrevivências”, conceito que se refere à experiência vivida como motor da produção literária, tendo a memória e a contação de histórias como fontes primordiais. E traz em sua literatura profundas reflexões acerca das questões de raça e de gênero, com o objetivo claro de revelar a desigualdade velada em nossa sociedade, de recuperar uma memória sofrida da população afro-brasileira em toda sua riqueza e sua potencialidade de ação.

“O racismo que permeia as instituições brasileiras é muito cruel. Estão no imaginário do brasileiro algumas competências para o sujeito negro. Acredita-se que ele saiba dançar, cantar, e principalmente no caso das mulheres, cozinhar. Mas as competências intelectuais, principalmente as literárias, não. Quando se trata da literatura, talvez porque ela use o maior bem simbólico da nação, que é a língua, essa escrita negra não é acreditada”, declarou em entrevista.

Conceição tem cuidado de abrir espaços para outras mulheres negras se apresentarem no mundo da literatura e esta sempre atuante, além de em sua escrita, por meio de lives, seminários e encontros, como o Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros, evento online realizado em 9 de novembro pela ABPN. Sabedoria e ativismo em uma admirável trajetória.

Foto: Reprodução da Internet

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Edson Arantes do Nascimento – Pelé

Mundialmente conhecido como Pelé, nasceu em 23 de outubro de 1940 em Três Corações, Minas Gerais, Brasil e ex- futebolista brasileiro que atuava como atacante. Ele é amplamente considerado como um dos maiores atletas de todos os tempos.

Em 1999, ele foi eleito Jogador do Século pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS) e foi um dos dois vencedores conjuntos do prêmio Melhor Jogador do Século da Fifa. Nesse mesmo ano, Pelé foi eleito Atleta do Século pelo Comitê Olímpico Internacional. Segundo a IFFHS, Pelé é o maior goleador da história do futebol, marcando 650 gols em 694 partidas da liga, e no total 1281 gols em 1363 jogos, que incluem amistosos não oficiais, um recorde mundial do Guinness. Durante sua carreira, chegou a ser por um período o atleta mais bem pago do mundo.

Pelé começou a jogar pelo Santos Futebol Clube aos quinze anos e pela Seleção Brasileira de Futebol aos dezesseis. Durante sua carreira na seleção, ele ganhou três Copas do Mundo da Fifa: 1958,1962 e 1970, sendo o único jogador a fazê-lo. Ele também é o maior goleador da história da seleção brasileira, com 77 gols em 92 jogos. Em clubes, ele é o maior artilheiro do Santos e os levou à conquista da Copa Libertadores da América de 1962 e 1963.

Conhecido por conectar a frase ” ogo bonito” ao futebol, a “ação eletrizante e a propensão a objetivos espetaculares” de Pelé fizeram dele uma estrela rapidamente, e sua equipe fez turnês internacionais, a fim de aproveitar ao máximo sua popularidade. Desde que se aposentou em 1977, é embaixador mundial do futebol e fez muitos trabalhos de atuação e comerciais. Em janeiro de 1995 foi nomeado ministro do esporte no governo Fernando Henrique Cardoso. Em 2010, foi nomeado Presidente Honorário do New York Cosmos.

Com média de quase um gol por jogo ao longo de sua carreira, Pelé era especialista em chutar a bola com qualquer dos pés, além de antecipar os movimentos de seus oponentes em campo. Embora predominantemente atacante, ele também podia se aprofundar e assumir um papel de playmaker, fornecendo assistências com sua visão e habilidade de passe; ele também usava suas habilidades de drible para ultrapassar os adversários. No Brasil, é aclamado como herói nacional por suas realizações no futebol e por seu apoio franco a políticas que melhoram as condições sociais dos pobres. Ao longo de sua carreira e aposentadoria, Pelé recebeu vários prêmios individuais e de equipe por seu desempenho em campo, suas conquistas recordes e seu legado no esporte.

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Ruy Castro – Jornalista e Escritor

A capacidade investigativa aliada a um criterioso interesse por temas nacionais são características marcantes de seus livros. A qualidade do texto, aprimorado pela experiência como jornalista, também é aspecto de realce em sua obra. Considerado um dos mais importantes biógrafos do Brasil, tem uma longa trajetória jornalística em renomados veículos de comunicação das cidades de Rio de Janeiro e São Paulo.

Aos 4 anos, aprende a ler sozinho, sentado no colo da mãe enquanto ela lia em voz alta a coluna do autor Nelson Rodrigues no jornal Última Hora. Autodidata, Ruy persegue o caminho da escrita como objetivo de vida. Aos 17 anos, muda-se com a família para o Rio de Janeiro para continuar os estudos.

Em 1967, então com 19 anos, é contratado para o primeiro emprego como jornalista no periódico Correio da Manhã. O ofício é exercido durante mais de duas décadas em redações de importantes jornais e revistas do país como O Pasquim, Jornal do Brasil e Manchete.

No início da década de 1990, resolve se afastar das redações e passa a se dedicar à literatura. Alimentado pelo vínculo afetivo com a obra de Nelson Rodrigues, escreve O Anjo Pornográfico: A Vida de Nelson Rodrigues (1992). Vencedor do prêmio Esso de Literatura (1994), é uma obra seminal do estilo pessoal que Ruy Castro constrói como escritor.

O tom literário dramático, exagerado, encontrado na biografia, não é casual, mas uma escolha consciente do autor, um jogo literário deliberado que busca retratar a vida de Nelson Rodrigues em seu particular e real tragicidade, aspecto definitivo da famosa obra do dramaturgo pernambucano.

Escreve algumas obras ficcionais, a primeira delas é o romance Bilac Vê Estrelas (2000), trama que envolve ficção e personagens reais – como o escritor Olavo Bilac – no cenário de um Rio de Janeiro modernizado à moda parisiense do início do século XX.

Em 2007, publica Era no Tempo do Rei, também um romance de ficção histórica, em que narra as peripécias do imperador menino, Dom Pedro I, e seu amigo plebeu Leonardo, em meio às disputas políticas que ocorrem no Brasil colônia após o desembarque da família real em terras brasileiras.

Muito embora publique obras de ficção, crônicas e livros de reconstituição histórica, como Chega de Saudade: A História e as Histórias da Bossa Nova (1990), debruça-se, em especial, sobre as biografias, que o tornam célebre. Os temas que norteiam a escolha das obras biográficas e de reconstituição histórica não são apenas as histórias de vida dos biografados, mas também assuntos de interesse pessoal do escritor, como futebol, a vida boêmia, a sociedade carioca e o alcoolismo.

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Ary Beira Fontoura ou, simplesmente, Ary Fontoura

É um ator paranaense nascido em 27 de janeiro de 1933, conhecido por interpretar papéis marcantes na TV como o do prefeito Florindo Abelha na novela “Roque Santeiro” (1985). Filho de um professor e de uma dona de casa mostrava desde pequeno vocação para o meio artístico, imitando pessoas. Com 10 anos, se apresentou em uma rádio de seu estado natal como cantor.

A sua carreira marcada de excelentes personagens inesquecíveis como o professor de botânico Baltazar Câmara de O Espigão, o sinistro professor Aristóbolo Camargo de Saramandaia, o avarento Nonô Correia de Amor com Amor se Paga, o prefeito emblemático Florindo “Seu Flô” Abelha de Roque Santeiro, o ator Nero Petraglia de Bebê a Bordo, o autoritário coronel Artur da Tapitanga de Tieta, o deputado corrupto Pitágoras de A Ondomada e Porto dos Milagres, o misterioso Silveirinha de A Favorita, o prefeito falido Isaías “Zazá” Junqueira de Morde & Assopra e o seu personagem Dr. Lutero de Amor à Vida.

Antes da fama, estudou Direito e trabalhou em um circo. Nos anos 1960, começou na TV, atuando primeiro na TV Paraná. Em meados dos anos 1964, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde atuou em “Como Vencer na Vida Sem Fazer Força” com Marília Pêra e Moacyr Franco. No ano seguinte estreou na Globo em “Rua da Matriz”. Depois, foi visto no elenco do programa de humor “TV0-TV1” e da novela “Passo dos Ventos”.

No teatro, seus últimos trabalhos foram nas peças O Comediante, de Joseph Meyer e Num Lago Dourado, de Mark Rydell. Nesta última, Ary Fontoura foi indicado na categoria Melhor Ator ao Prêmio Shell de Teatro.

Em 2011, despontou na trama de Morde& Assopra como o prefeito falido Isaías “Zazá” Junqueira, casado com a fútil Minerva (Elizabeth Savalla) e pai da mimada Alice (Marina Ruy Barbosa) e do divertido homossexual.

Em 2012, interpretou o tradicional Coriolano em Gabriela. No ano seguinte, encarna mais um papel de destaque, desta vez como o solidário médico Dr. Lutero em Amor à Vida.

Em 2016, interpretou o fazendeiro Quinzinho em Êta Mundo Bom, novela das 6h da Rede Globo, escrita por Walcyr Carrasco.

Em 2018, interpretou o Barão de Ouro Verde, Afrânio Cavalcante, em Orgulho e Paixão, novela das seis da Rede Globo, escrita por Marcos Bemstein.

Também passou pelo cinema, em mais de 20 filmes, e no teatro, em peças como “A Ópera do Malandro”. Foi eleito duas vezes o Melhor Ator do Troféu Mambembe, em 1983 e 1986.

Ary nesse tempo de pandemia vem ganhando fãs mais jovens e muita visibilidade nas redes sociais, principalmente no Instagram, que diariamente faz postagens da sua rotina de vida, interage direto com os fãs e mostra que mesmo sendo um dos grandes nomes da televisão brasileira, nunca deixou a simplicidade.

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Mauro Marcondes – Uma alma musical

Mauro Marcondes nasceu em 1 de outubro de 1953, no Rio de Janeiro. Compositor e cantor criado em Copacabana na época da bossa-nova foi influenciado por este estilo e também por compositores da MPB que surgiam nos anos 60 e 70 – Edu Lobo, Caetano Veloso, Chico Buarque, Milton Nascimento, Ivan Lins, Dori Caymmi entre outros.

No apartamento da rua Raimundo Correia a música corria solta e o violão era o instrumento que ali reinava. Nesse clima, os primeiros acordes foram ensinados pelo velho amigo da família, Vicente Saboya, posteriormente aperfeiçoados por outro amigo, Luiz Roberto, vocalista e baixista do conjunto de bossa-nova “Os Cariocas” e grande violonista.

As primeiras composições surgiram da parceria com o poeta e letrista Caito Spina. Nessa época foram feitas músicas que levaram a participações nos festivais estudantis que proliferavam naqueles anos de muita criatividade para a MPB.

Em 1971, foi o compositor mais jovem a participar do IV Festival Universitário da Canção Popular, realizado pela antiga TV TUPI, no qual também concorreram, Belchior, vencedor com “Hora do Almoço”, Alceu Valença e muitos outros. No verão de 1971/72 participou de um festival de música internacional, o VI Festival de “Costa a Costa”, em Piriápolis, no Uruguai.

Com arranjos e o apoio de Antonio Adolfo participou de um show para revelação de novos talentos, no teatro do MAM. Posteriormente, pelas mãos da produtora, Solange Böeke, começava a ver algumas de suas músicas gravadas por novas cantoras da MPB, entre elas Sandra de Sá (“Receio de Errar”) e Fhernanda Fernandes (“Palavras Perdidas”). Nessa fase teve a música “Como se fosse” classificada no Festival MPB-80 da TV GLOBO.

Segue compondo com seu parceiro de sempre, Caito, e outros parceiros e amigos, como Guto Marques, Paulo César Feital, Éle Semog, Eliza Maciel, Marcia Toledo e Arnoldo Medeiros. Conhece, em Washington-DC, o músico brasileiro Leonardo Lucini. No início de 2009, decide gravar nos EUA um novo CD autoral “Mar Azul” e convida Leonardo para fazer os arranjos e a direção musical. O álbum fica pronto em dezembro de 2009.

Depois de um período de pouca produção musical, retorna ao Brasil e reencontra, em 2014, um amigo e parceiro bissexto, Zéjorge, autor de várias e belas músicas em parceria com Ruy Maurity, entre elas “Serafim e seus filhos” e “Nem ouro nem prata”, que fizeram muito sucesso. Foi uma enxurrada de novas composições em estilos os mais diversos da nossa MPB.

Em 2017, Mauro Marcondes grava um novo álbum, “Cantoria de Bazar”, só com músicas dessa parceria revigorada. Com arranjos e direção musical do Maestro Leandro Braga, o CD é lançado no final daquele ano no “Blue Note Rio” e passa a estar disponível, também, nas plataformas digitais.

 

Foto: Reprodução

Um caminho interessante trilhado nessa fase foi o de realizar vídeos com outros artistas. O clipe do blues “Love Forecast”, parceria de Mauro Marcondes com Guto Marques, foi gravado na casa de espetáculos Manouche, no Rio de Janeiro, em um dueto com a cantora Leila Maria e com a participação do Leandro Braga Trio e do saxofonista Marcelo Martins.

Gerar conteúdo de qualidade para as mídias sociais tem sido a base da agenda de trabalho do cantor e compositor Mauro Marcondes, nos últimos anos, e é parte fundamental da estratégia de divulgação de sua obra e de seus parceiros.

Neste sentido, foram gerados mais dois vídeos aproveitando as gravações realizadas em estúdio de duas de suas composições em parceria com o Zéjorge: “Caça ao Tesouro” e “Além do Cais”. De todas as suas atividades a mais prazerosa é compor e manter viva a vontade de compor. E vai seguindo em frente com o projeto que sua alma lhe confiou.

https://www.facebook.com/MAUROMARCONDESCOMPOSITOR

https://www.instagram.com/mauromarcondes.compositor/

https://www.youtube.com/channel/UCMDCQSyCLnI8rzf3OuaRAeQ?view_as=subscriber