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Carlos Augusto | Opinião Colunas Destaque Diário do Rio Política

Opinião: A farra dos políticos e a miserabilidade do povão

Definitivamente temos um Congresso Nacional com 513 deputados e 81 senadores, que consumirão do erário público a bagatela de 6 bilhões de reais na campanha eleitoral de 2022, que será regada com financiamento público de campanha eleitoral, através do famigerado fundo eleitoral.

Na campanha eleitoral de 2020, foram destinados R$ 2,03 bilhões para o fundo eleitoral e R$ 959 milhões para o fundo partidário. Para 2022, essas verbas praticamente triplicaram a revelia do povo que em nenhum momento foi consultado se concordava ou não de destinar dinheiro público para financiar campanha eleitoral e encher os bolsos de políticos, em sua maioria corruptos, e sem o menor escrúpulo ao mamar nas tetas do Estado.

Os cidadãos servem ao Estado através de pagamento de inúmeros impostos e recebem muito pouco em troca. O Estado destina poucos recursos para educação, saúde, saneamento básico, alimentação e moradia, os principais itens sociais, afinal, o apetite dos políticos é insaciável.

O famigerado Fundo Partidário é destinado anualmente aos partidos políticos para custear as suas despesas de rotina, alçando a cifra de 1.1 bilhão de reais. Somadas as duas fontes, o montante nas mãos das legendas chegará a 6 bilhões de reais em 2022, o que já faz da próxima
eleição a mais cara da história.

Nessa distribuição da mamata, a divisão dos recursos em milhões de reais, está sendo distribuídos entre os 14 partidos a saber: PT (927.2),
MDB (582,7), PP (410.3), PSD (392.5), PSD (390.7), PSDB (371.9), PL (334.7), PSB (317,2), PDT (293.9), Republicanos (291.6), Podemos (224.6), PTB (133.5), Solidariedade (131.4), PSOL (126.4), PROS (111).

Essa verba destinada aos partidos políticos além de ser um acinte, uma aberração, praticamente inviabiliza mudanças na classe política pois retirar a oportunidade de se eleger outros candidatos novos, ou seja, o sistema inviabiliza a renovação, motivo pelo qual esses atuais “mamadores” do erário público não pretendem mudar o sistema eleitoral.

Fato é que os políticos em nosso País se comportam de forma arrogante, excelências pardas, distantes do povão, verdadeiros abutres que se nutrem em detrimento da miséria que envolve cerca de 50 milhões que vivem abaixo da linha da miséria e 15 milhões de desempregados. Sobre essa realidade eles estão anos luz de distância.

A postura desses políticos nos deixa a seguinte proposição: está na hora de mudanças devendo os fundos partidários serem mantidos por
particulares, ou seja, privatizado, com o controle da sociedade organizada e dos órgãos estatais, tais como a Procuradoria Geral
República, Ministério Público Federal e a Polícia Federal, para que não
ocorram corrupção. Está na hora de desatrelar as candidaturas da obrigatoriedade de filiação a um partido político. Essa obrigatoriedade acima de tudo é antidemocrática.

É preciso estancar a sangria do dinheiro público, não só através de
doações privadas e controladas, bem como a redução drástica do quantitativo de políticos, os atuais 513 para 81, igualando o número de senadores, ou seja, 3 por Estado Federativo, e destinar essa verba pública para a saúde, a educação e matar a fome de milhares ao desalento. Isso sim é exemplo de Estado Democrático de Direito.

Fala-se muito em democracia e Estado Democrático de Direito,
mas somente para as classes dominantes (políticos e empresários). As classes do salário mínimo e Auxílio Brasil, não fazem parte dessa democracia. Sem sombra de dúvidas, a fome e a miséria não são democráticos.

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Colunas Destaque Diário do Rio Vitor Chimento | Serra

Vale das Princesas X Caminho do Imperador

O Brasil Colônia possuía uma importante rede de caminhos, aos quais era dado o nome de estrada real. Muitos desses caminhos eram antigas trilhas e veredas abertas pelos bandeirantes que se embrenhavam pelo sertão, na direção das Minas Gerais e goiás, à procura de ouro e pedras preciosas. Quem vinha da capital do Rio de Janeiro, tinha de ir em uma embarcação até Paraty, subir a Serra do Mar até Taubaté para encontrar o Caminho Velho e seguir adiante. Do Rio eram em média 100 dias de viagem, sendo 43 a pé ou a cavalo.

Localizado entre os Municípios de Miguel Pereira, Paty do Alferes e Petrópolis, o Vale das Princesas fica no encontro de duas das mais importantes áreas de Mata Atlântica do Estado do Rio de Janeiro, as florestas das Serras do Órgãos e do Tinguá. Foi no Vale que surgiu a primeira via construída no início do século XVII ( época do Brasil Império) unindo o Rio de Janeiro e as Minas Gerais, utilizada por tropeiros e pelo Imperador Dom Pedro II que principalmente, no inicio do Ciclo de Ouro, a utilizava para alcançar as Minas Gerais. Razão pela qual , a via ficou conhecida por “Caminho do Imperador”. Devido ao seu relevo o local, foi denominado “Mar de Morros”, na sua região mais alta (1.100 metros de altitude) está a “Mesa do Imperador”, pedra de onde é possível avistar, em dias claros, a Ponte Rio-Niterói e o Cristo Redentor.

No início o Caminho do Imperador só podia ser percorrido à cavalos, várias passagens surgiram ligando Paty do Alferes a Córrego Seco. Mas com a criação de Petrópolis, em 1843, e depois com a chegada dos imigrantes alemães, surgiu a necessidade de uma estrada melhor para abastecer a colônia alemã. Assim os produtos seriam transportados com mais facilidade e em menor tempo, além de um estímulo para a fabricação de carruagens. A obra do caminho foi concluída, em 1858, com uma distância de 33 km a partir da Estrada do Contorno.

Esses caminhos que ligaram o interior ao litoral, promoveram uma unificação cultural e de esforços que resultaram na ocupação e no desenvolvimento de uma vasta região onde se instalaram fazendas, ranchos, pousos e vendas. Nesta época, também, teve início da atividade administrativa pública, organizada com o emprego de funcionários para o controle da zona mineira, como fiscais, carregadores, meirinhos (antigo magistrado de nomeação régia, correspondente ao atual oficial de justiça), criação dos registros ao longo dos caminhos, monetarização da economia, com a criação da Moeda, das Casas de Fundição e a formação, enfim, de uma classe média mais sólida, ao lado de outras como mineradores, artesãos, administradores, comerciantes, etc…

O Caminho do Imperador é perfeito para os que gostam de pedalar e tem disposição para o desafiador trajeto íngreme e com muitas ondulações. E, também, para aqueles que curtem a natureza que irão encontrar um cenário exuberante, de muitos riachos e cachoeiras espalhados ao longo do caminho.

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Colunas Destaque Diário do Rio Pascal Coppens | Novo Normal da China

Uma velocidade superior

Desde 2008, a China se tornou um lugar muito menor. Há 20 anos, se você pegasse um trem de Xangai para Kunming, enfrentaria uma árdua jornada de 2.266 quilômetros que levava 47 horas para ser concluída. Hoje, o trem de alta velocidade faz isso em apenas 10,5 horas. Os novos trens viajam três vezes mais rápido que os antigos e param em menos estações ao longo do caminho. Em 1997, a velocidade média do trem na China era de 43 quilômetros por hora, com um máximo de 140 km / h. A velocidade média de viagem para os novos trens de alta velocidade (HST) é de mais de 200 quilômetros por hora e a máxima é de cerca de 350 km / h. Em outras palavras, em média, a China tornou-se quatro vezes menor com o desenvolvimento da maior rede de HST do mundo.

Em um curto período de 10 anos, a China investiu 500 bilhões de dólares para construir 26.000 quilômetros de novas vias, tanto quanto o resto do mundo junto. Há planos para quase dobrar esse montante para 45.000 quilômetros até 2030, o que significa colocar 9 quilômetros de novos trilhos todos os dias e construir cinco novas estações de trem de alta velocidade a cada mês.

Mais de 4 milhões de chineses viajam diariamente em um dos 4.000 trens de alta velocidade, dos quais 25 por cento são passageiros entre as cidades-satélites e as grandes conurbações urbanas, que são separadas por distâncias de 50 a 300 quilômetros. Por exemplo, mais de 200 trens de alta velocidade viajam entre Pequim e Tianjin todos os dias, enquanto um trem de alta velocidade chega a Xangai a cada 90 segundos.

Trecho do livro: O Novo Normal da China. https://www.youtube.com/c/PascalCoppens. Contato e informações sobre as palestras de Pascal Coppens: +55(84) 999833497

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Colunas Destaque Diário do Rio Meio Ambiente Rafael Zarvos | Nosso Planeta

Catadores e a sua importância

A Política Nacional de Resíduos Sólidos, ao estimular a reciclagem dos materiais, incluiu entre os instrumentos da Política Nacional das coletas seletivas o incentivo à criação de cooperativas de catadores de materiais recicláveis .

A atividade realizada por estes trabalhadores, aproximadamente 800 mil profissionais informais no país, consiste em catar, separar, transportar, acondicionar e, às vezes, beneficiar os resíduos sólidos com valor de mercado para reutilização ou reciclagem. Os catadores realizam um serviço de utilidade pública importante no contexto atual das coleta de materiais para reciclagem que, caso fossem descartados, iriam para os aterros sanitários e lixões. Através desta atividade, transformam o “lixo” em mercadoria outra vez. O montante coletado por eles chega a quase 90% de todo o resíduo reciclados no Brasil, segundo o IPEA.

A transformação desses materiais e a sua reinserção no ciclo produtivo gera benefício positivos para a natureza e para a sociedade, promovendo a economia de recursos naturais.

Apesar de serem responsáveis pela transformação do “lixo” em mercadoria de interesse de grandes indústrias, o que os coloca como verdadeiros agentes ambientais ao efetuarem um trabalho essencial no controle da limpeza urbana, a verdade é que estes trabalhadores ocupam uma posição marginal na sociedade.

Vários são os riscos a que estão sujeitos, por exemplo: exposição ao calor, a umidade,  a chuva, o risco de quedas, atropelamentos, contato com animais, o cheiro dos gases exalando dos resíduos sólidos acumulados, a sobrecarga de trabalho e levantamento de peso e  as contaminações por materiais biológicos ou químicos. Faltam equipamentos de proteção e disponibilidade de locais adequados para o trabalho.

Para que possamos ter sucesso na gestão compartilhada dos resíduos sólidos, conforme preconiza a Política Nacional, é preciso que o poder Público Municipal insira de maneira efetiva estes agentes no programa de coleta seletiva.

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Caroline Rodrigues Ribeiro | História e Política Colunas Destaque Diário do Rio

O Mal-estar na atualidade

Nos corredores dos shoppings centers, consumidores transitam de olho nas vitrines, atrás da última tendência. Nas academias, sempre lotadas, o sonho do corpo ideal, em alta entre os influenciadores fitness
da internet. Nas redes sociais, o sucesso é um imperativo e, longe de ser um resultante de múltiplos fatores, é uma simples combinação de esforço e determinação – vociferam os coaches badalados do instagram. Para todo lado que se olha, promessas de felicidade ininterrupta, vida dos sonhos, conto de fadas. Alheios à humanidade
que nos constitui, parece que todos estamos em uma batalha por tamponar as faltas, os furos, os vazios (tão necessários), seguindo o caminho utópico da completude, cujo o destino não é outro senão um
mal-estar sem fim.

De acordo com o psicanalista francês Jacques Lacan, a entrada do sujeito na esfera discursiva, ou seja, no campo do simbólico, implica em uma perda estrutural que constitui o ser falante como faltante. Dito
de outra forma, quando tivemos que expressar, além do balbucio e do grito, o nosso desejo diante do mundo, a impossibilidade de encontrarmos uma representação para tal, atou o desejo à falta. E é esse desejo, sempre faltante, que nos põe em movimento. Nas sábias palavras de Rubem Alves: “é no vazio do jarro que se colocam flores”. Embora soe um paradoxo, é o vazio o que nos constitui como sujeitos do desejo.

Desta forma, a inscrição do sujeito na cultura se dá pela assimilação
de preceitos éticos e morais, que servem para estabelecer limites às nossas forças pulsionais. Isto é, o processo de subjetivação depende do “controle” das nossas pulsões no campo das representações simbólicas, do reconhecimento de que somos sujeitos faltantes e de que, por isso, existe um limite à satisfação de nossas demandas. Entretanto, o que se
percebe é que, indo na contramão dessa lógica, a falta de limites característica da sociedade capitalista contemporânea vem representando um risco no desenvolvimento dos sujeitos na sociedade.

O capitalismo se apropria e incentiva a produção e consumo compulsivos de objetos, ignorando a barra à satisfação total do desejo e alimentando uma ilusão de completude. Nesta esteira, há uma ascensão do objeto em detrimento do sujeito, que os coloca à mercê de um novo tipo de mal-estar, específico da atualidade.

Percebemos que, na antiga sociedade disciplinar, os sintomas surgiam do conflito existente entre as demandas pulsionais e a censura advinda das normas de socialização. O sofrimento psíquico, nesse sentido, surgia em resposta à polaridade conflitual do indivíduo, marcada pela repressão. Na atualidade, o modelo disciplinar cede lugar a normas que
incitam à iniciativa pessoal. As ações do indivíduo passam da permissão social à flexibilização das leis – para que haja cada vez mais consumo -, o que resulta no imperativo às demandas de desempenho e alta performance – para que o sujeito dê conta de produzir e consumir-, levando-o a “patologias da insuficiência”, como a depressão, a ansiedade, o esgotamento e as compulsões.

O que se evidencia é que, por se tratar de um movimento ininterrupto, já que o capitalismo se engendra a partir desse mecanismo de oferta e demanda para um mesmo sujeito, há implosão (por esgotamento)
no corpo desse sujeito – em forma de sintomas específicos desta época – e explosão para fora desse sujeito, destinado ao outro – em forma de atos de violência e agressividade. Ambos incorrendo em um processo de dessubjetivação.

Em suma, torna-se cada vez mais notório que a redução dos sujeitos à consumidores, reificando o objeto em detrimento do ser, representa a causa do mal-estar na contemporaneidade. Patologias da insuficiência
e violência são, portanto, os sintomas de um mal que parece irremediável, o sistema capitalista e sua negação da falta.

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Colunas Destaque Diário do Rio Henrique Bas | Cantinho da Poesia

…E Ouço Pelos Olhos

À porta da sala, entre aberta com vidros e madeiras, um pouco distante, vejo uma rica variante de cores verdes… É a mata. Alguém me pergunta: “você escuta todos estes ruídos/sons?” Sim! E tem mais, escuto os detalhes destes sons, ainda mais límpidos, se fechar os olhos, respondi-lhe.

Fechei os olhos e ouvi a vaca mugir, as gotas da chuva sobre a grama, o voo dos pássaros- suas asas batendo-, cantos variados de pássaros buscando aconchego por entre as folhas ainda úmidas, o barulho do motor da geladeira, o grilo anunciando a chegada da noite.

Neste momento, lentamente os olhos se abrem. Já é noite! A vaca já encontrou o seu bando, a chuva está mais fina e quase imperceptível, não há mais pombos ou outras espécie de pássaros sobrevoando- já encontraram seu aconchego. Mas, a geladeira está lá, firme e forte, com seu motor funcionando e meio barulhento. O coaxar do sapo.

Preciso fechar a porta, antes que mosquitos entrem. Ah! Mesmo fechando-a tem um que amo e entram pelas frestas: são os vaga-lumes: lindas estrelas que piscam, vagueando no escuro do quarto, feito brilhos de paetês solitários. Primeiro fecho a parte de madeira. Mas, isto ocorre mais quando esta calor. Pois, a porta de vidro permanecendo aberta, o ar adentra e renova, mais uma vez, o ambiente; já quando é frio, as duas portas são trancadas, dificultando a entrada do vento e dos vaga-lumes. O dia se despede, arrastando sua cauda em gala, de estrelas e nuvens, findando a luz dourada, mas acendendo toda a mata em prata. A vida noturna que acorda, espíritos que não vagam, mas protegem a grande orquestra da noite misteriosa e em sinfonia aberta às estrelas. Dentro de casa, com janelas e portas fechadas, não vejo mais o verde da montanha. Mas, não tem jeito, os sons continuam lá, basta fechar os olhos.

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Ana Cristina Campelo | Seus Direitos Colunas Destaque Diário do Rio Direitos

“Seu direito termina onde começa o do outro”

Cidadania diz o dicionário é a condição de pessoa que, como membro de um Estado, se acha no exercício de direitos que lhe permitem participar da vida política e social de seu País. É a prática dos direitos e deveres de uma pessoa em um Estado. Os direitos e deveres de um cidadão devem estar sempre juntos, já que o direito de um cidadão implica necessariamente numa obrigação de outro cidadão.

O cidadão é aquele que se identifica como parte de um território, desfruta  dos direitos e cumpre os deveres estabelecidos em lei. Assim, exercer a cidadania é ter consciência de suas obrigações e lutar para que o que é justo e correto seja colocado em prática, sempre e acima de tudo.

Para que a pessoa possa ter dignidade, faz-se imprescindível que lhe seja assegurado os seus direitos sociais previstos na Constituição Federal tais como: educação, saúde, trabalho, lazer, segurança, previdência social, proteção a maternidade e à infância e assistência aos desamparados, como o mínimo absoluto e necessário para que os direitos sejam realmente exercidos como determinado inclusive nas leis da natureza. Sempre que se aborda as questões que envolve  os direitos, se faz referência a algum tipo de obrigação, que pode ser moral, econômica, social ou política.

O termo deveres se refere às atividades, atos e circunstâncias que envolvem uma determinada obrigação moral e/ou ética. Geralmente, os deveres se relacionam com determinadas atitudes que todos os seres humanos, independentemente de sua origem, etnia, idade ou condições de vida estão obrigados a cumprir, de modo a assegurar ao resto da humanidade a possibilidade de viver em paz, com dignidade e com certas comodidades. Então, os deveres são um dos pontos mais importantes de todos os sistemas de leis porque tem a ver com conseguir formas comunitárias e sociedades mais equilibradas, por onde todos possam ter acesso a seus direitos.

Os deveres podem estar implícitos ou explícitos em uma sociedade e isto tem a ver com os costumes específicos de cada comunidade, assim também com a noção de sua sobrevivência, pois os deveres muitas vezes estão relacionados com a permanência das melhores condições para o desenvolvimento da comunidade. Em muitos casos, os deveres modernos tais como o pagamento de impostos, o respeito às leis públicas, a participação política ou o cumprimento com determinados níveis de alfabetização, se somam às leis e deveres tradicionais que existem sempre em todas as sociedades.

O  mais importante do que representa os  deveres é o momento em que eles estão ligados com a noção de direitos. Normalmente considera-se que o cumprimento dos deveres de uma pessoa tem a ver com respeitar os direitos do outro. Portanto,  ambos se relacionam e são essenciais para que os membros de uma sociedade possam conviver de maneira ordenada e organizada. A contraposição deveres/direitos é inerente a todos e a cada um dos indivíduos que formam uma sociedade.

Assim, vivemos sob diversos conceitos, tais como: de deveres, de direitos, de cidadania, de lei,  de responsabilidade social, de laser, de democracia, de mortal e de ética.
E somente tendo consciência do que cada um destes conceitos representam,  de como são importantes para uma vida civilizada e pacífica é que poderemos construir um Mundo Melhor. Fique de olho!

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Colunas David Antunes | A Bíblia como ela é Destaque Diário do Rio

Leitura bíblica sugerida: 1 Coríntios 12. 22-27

Versículo chave:
“Antes, os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são necessários. Ora, vós sois o corpo de Cristo e seus membros em particular” (1 Co 12. 22-27).

Quero compartilhar essa mensagem e dizer que você tem um valor enorme para Deus. Muitas vezes, nos sentimos insignificantes, achando que poderíamos ser mais atuantes e não estar apenas sentados no banco de uma igreja como membros. Se sentimos o desejo de fazer mais, depois de termos aceitado Jesus como nosso Salvador, basta dizermos: Senhor, eis-me aqui. Isso porque todo aquele que pede, recebe. Deus quer nos usar.

A Bíblia nos diz que o Senhor está a procura dos verdadeiros adoradores, dos que o adoram em espírito e verdade. Mas, saiba que, estando você sentado no banco da igreja, indo semanalmente louvar e cultuar a Deus, fazendo parte da Santa Ceia e sendo um dizimista, já está realizando um grande trabalho na Obra de Deus. Dessa forma, você também está colaborando com o Reino, já que quando a Igreja se reúne, ela clama a Deus, e está em unidade intercedendo por entes queridos e vidas de uma forma geral. Isso é muito importante.

O versículo 27 dessa passagem nos diz: vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular. Você sabe o que significa isso? Trata-se de uma peculiar atenção de Jesus Cristo com todos. Não se ache pequeno e fraco na Obra. Pouco antes, o versículo 22 relata ainda, de forma linda, que “antes, os membros do Corpo que parecem ser os
mais fracos são necessários.” Você já percebeu a importância do mindinho na nossa mão? Todos os dedos são essenciais para que
as mãos se fechem e abram sem dificuldades, naturalmente. Da mesma forma, os braços precisam das mãos para completarem os movimentos. As camadas de tecidos epiteliais, os ossos, o sangue que corre e todos os demais componentes envoltos das mãos e dedos também possuem suas funções e são relevantes para o funcionamento do corpo como um todo. E para que possamos mover qualquer parte do nosso corpo é essencial que saia um comando do cérebro. Não é à toa que Jesus Cristo nos diz que sem Ele nada podemos fazer.

Pare de pensar que você não é importante, que é fraquinho. Não pense assim. Você é forte. Paulo nos ensina que podemos todas as coisas Naquele que nos fortalece (Fp 4.13) . E quem nos fortalece é o Senhor Jesus Cristo. Creia nisto. A Palavra de Deus é maravilhosa. É para todos nós. “Porque os que nos são honestos não têm necessidade
disso. Mas Deus assim formou o corpo, dando muito mais honra ao que tinha falta dela, para que não haja divisão no corpo, mas que os membros tenham igual cuidado uns dos outros. De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele” (1 Co 12. 24-26). Por que? Porque nós somos seus membros em particular. “E os que reputamos serem menos honrosos no Corpo, a esses honramos muito mais. E aos que em nós são menos decorosos damos muita mais honra” (1 Co 12.23).

Como vimos, todos nós somos honrados diante do Senhor. Então, guarde sua salvação como algo precioso em Cristo Jesus. Deus abençoe você.

Um abraço do seu amigo David Antunes!

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Colunas Destaque Diário do Rio Educação Marynês Meirelles | Direto ao Ponto

Intenção X Intensão

Há palavras que realmente nos confundem! E neste ano vou focar nestas palavras chamadas de homônimas homófonas ou parônimas. Vamos lá!

 INTENÇÃO X INTENSÃO

Qual será o uso correto?

Eu tenho intenção de viajar para São Paulo no final de semana.

Eu tenho intensão de viajar para São Paulo no final de semana.

DIRETO AO PONTO

Correto: Eu tenho intenção de viajar para São Paulo no final de semana.

As duas formas existem! Mas, apesar de serem pronunciadas da mesma forma, possuem  escrita e significado diferentes.

INTENÇÃO significa propósito, intento, plano ou desejo, indicando aquilo que se quer fazer ou alcançar.

Ela teve a intenção de ligar para o cabeleireiro mas desistiu.

 INTENSÃO, com s, indica um aumento de tensão, de força ou de energia. É uma palavra correta, apenas pouco utilizada. É também utilizada em áreas do saber mais específicas, como a fonética e a lógica.

O médico verificou uma intensão na dor do paciente.

OBS: inspirado em fato real.

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Colunas Destaque Diário do Rio Eduardo Okayama | Lâminas do Cotidiano

O eterno marido

Pedro Diamante era acima de tudo, um bom marido. Pacato, extremamente educado, algo tímido também, construiu uma sólida reputação como advogado corporativo, tendo inclusive ganhado prêmios de alto galardão junto aos pares jurisconsultos. Exatamente por ser um brilhante advogado, desfrutava de um rico padrão de vida, o que incluía viagens internacionais constantes e dispêndios elevadíssimos nos melhores shopping centers da cidade.

Pedro era casado há 22 anos com Maria Carolina de Pontes Barroso, pertencente às classes sociais abastadas do Rio de Janeiro. O casamento era sólido, estruturado em recíproca confiança e o fato de não terem filhos (ela não os queria) tornava a vida do casal previsível e algo monótona, a despeito da fartura material.

Numa tarde de verão, Pedro chegou em casa mais cedo e foi diretamente conversar com Carolina a respeito das passagens para a Patagônia Argentina. Enquanto trocavam informações sobre os melhores hotéis da região, a mulher foi chamada à portaria do prédio para resolver uma pendência com o jardineiro do condomínio.

Pedro estava sozinho na sala de estar, quando notou novas notificações no celular de Carolina e, pela primeira vez na vida, teve curiosidade de bisbilhotar os contatos da esposa. Eram mensagens tórridas, sexuais, escritas por um tal de Roberto Ambrósio. O próprio tempo parou para respirar, diante da estupefação de Pedro Diamante.

Indignado, esperou a esposa voltar e resolutamente (mas sem qualquer alarde), pôs fim ao casamento. Mudou-se imediatamente do apartamento e colocou na cabeça que iria redirecionar completamente a vida.

Abandonou os ternos convencionais azuis e cinzas e trocou-os por roupas esportivas coloridas e estampadas (conforme sugeria um site italiano dirigido a homens maduros). Deixou o bigode crescer, caprichou no volume para torná-lo atraente e viril, raspou os poucos cabelos que lhe sobravam e começou a malhar diariamente na academia. Aprendeu a surfar e criou o hábito de caminhar sob o sol tépido de todas as manhãs.

O escritório de advocacia foi paulatinamente perdendo o encanto, até que 2 anos após o divórcio, foi extinto definitivamente.

Aos 52 anos de idade, Pedro Diamante era um homem renascido e começou a frequentar o curso de Psicologia, propondo-se inclusive, a ler ao menos um clássico da literatura mundial a cada mês. Deslumbrou-se sobretudo com Kafka e Dostoiévski e nas noites solitárias (apesar de recorrer com frequência aos aplicativos de relacionamentos), agradecia à ex-esposa o fato de lhe ter proporcionado tal transmutação existencial.

Certa noite, 9 anos após o divórcio, Pedro encontrou Carolina num café no Leblon. A jovem senhora estava acompanhada por um homem jovem e foi preciso que ele levantasse os braços para ela reconhecê-lo.

– Nossa! É você mesmo, Pedro? O que aconteceu com você? Me fale dessa tatuagem aí nestes braços malhados.

A conversa transcorreu animada (apesar dos olhares de reprovação do namorado da moça) e eles trocaram os novos números do celular.

Naquela mesma noite, Pedro ligou para a ex-esposa. Conversaram como velhos amigos, riram das intimidades dos tempos de casados. O papo esquentou, Pedro provocou e a imaginação de ambos flutuou livre e erótica sob a égide de Nêmesis, a Deusa da vingança.