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Carlos Augusto | Opinião Colunas Destaque Diário do Rio Notícias do Jornal

Opinião: Um país sob o domínio do tráfico e dos imperadores do STF

Alguns dados extraoficiais dão conta que os homicídios durante as incursões policiais são atribuídos à própria policia. São essas notícias que dominam o noticiário da grande imprensa. No primeiro semestre deste ano, 47% de todos os assassinatos ocorridos na cidade do Rio de Janeiro foram provocados pelo tráfico de droga e grupos paramilitares.

Dados apurado pela Delegacia de Homicídios (DH) do Rio, no segundo semestre de 2019, o crime organizado respondeu por 51% dos homicídios investigados. Em São Gonçalo, responde por 84% dos casos registrados no primeiro semestre.

Segundo a polícia civil, mais de 1.400 comunidades do Estado estão dominadas por grupos criminosos. Vivem no Estado aproximadamente 56.600 criminosos em liberdade, contra 44.000 policiais militares disponíveis, sendo que 22.000 são os que atuam efetivamente na rua.

Grande parte dos homicídios acontece nas disputas por território, resultando um grande número de balas perdidas.  A liminar concedida por Edson Fachin imperador do STF, proibiu a Polícia de fazer operações em favelas do Rio de Janeiro. Enquanto a liminar reduz impede as incursões do braço da lei nas comunidades, a disputa por espaço entre diferentes grupos criminosos ligados continua, inclusive ampliando o poderio bélico.

Enquanto persistirem a vigência da determinação dos imperadores do STF, proibindo à polícia do Rio de Janeiro de realizar operações para prender criminosos nas favelas, a população do Rio de Janeiro, principalmente os que vivem nas comunidades conflagradas, permanecerá refém. Sempre é bom lembra que os imperadores do STF ao proibir as incursões, acolheram um pedido do PSB.  A bandidagem espalhada por todo território nacional certamente agradece.

Outra medida no mínimo absurda foi à decisão do Tribunal Federal do Rio de Janeiro ao proibir a Polícia Rodoviária Federal de participar das operações policiais.  Além dessa medida absurda e de inversão de valores, questionam a morte de vários bandidos sem baixa policial. Até o presidente do STF, Luiz Fux, quis saber como os bandidos morreram. E a imprensa questiona porque só morreram bandidos.

Ser policial no Rio de Janeiro não é para qualquer um. Tem que enfrentar a bandidagem do tráfico, políticos, imprensa e os imperadores do Poder Judiciário, em particular os encastelados no STF.

As decisões ilegais e imorais refletem a insegurança jurídica

Num julgamento presidido pelo imperador Lewandowski, detonaram o parágrafo da Constituição que estabelecia oito anos de impedimento em cargo público para a presidente Dilma.

Durante a pandemia, os imperadores do STF deram poderes a prefeitos e governadores violando as cláusulas pétreas da Constituição que tratam de direitos e garantias fundamentais, como por exemplo, o direito de ir e vir, de reunião e de culto. Sem o aval do Ministério Público, iniciaram um inquérito em que a suposta vítima, o imperador Alexandre de Moraes,  investiga, denuncia, julga e executa a pena. Detonaram a liberdade de expressão e impuseram a censura. Foram expedidos mandados de prisão preventiva e bloqueios de redes sociais, mandados de busca e apreensão e bloqueio de contas bancárias. Medidas ditatoriais, sem a participação do Ministério Público.

As mais recentes imposições bravateiras do imperador Alexandre de Moraes, dirigindo-se a diplomatas de outros países, disse que a Justiça Eleitoral está preparada para combater as “milícias digitais”.

A bem da verdade é que se existem milícias, essas são “judiciais” e estão encasteladas nos Tribunais superiores, leia-se: STF e STJ, ao impor o terror com decisões inconstitucionais

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Colunas Destaque Diário do Rio Notícias do Jornal Vitor Chimento | Serra

Uma pequena história do Rei do Baião em sua passagem por Miguel Pereira

No mês em que se comemora com muita  fé, cor e alegria um dos santos mais queridos do Brasil, São João não poderíamos deixar de falar de Luiz Gonzaga do Nascimento, o Rei do Baião, Majestade do Baião, Velho Lua, Bico de Aço o Gonzagão. Inventor do Forró (trio Pé de Serra), Baião, Quadrilha, Xaxado, Arrasta Pé e Chamego, seu instrumento era um acordeão de 120 baixos.

Foi uma das mais completas, importantes e inventivas figuras da música popular brasileira. Cantando, acompanhado por sua sanfona, zabumba e triângulo, levou alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino para o resto do país, numa época em que a maioria das pessoas desconhecia o baião, o xote e o xaxado. Ganhou notoriedade com as canções “Baião”, “Asa Branca”, “Siridó”, “Juazeiro”, “Qui Nem Jiló” e “Baião de Dois”.

Luiz Gonzaga se referia a Miguel Pereira como a Suíça Brasileira. Era a preferida de todas as serras do Estado do Rio, onde viveu, por um período, e teve uma relação muito particular com os moradores locais e a cidade que foi seu refugio, mais precisamente, na Fazenda Asa Branca.

Nas festas de Sto. Antônio, padroeiro da cidade, era comum ele se apresentar com seus trajes típico, sua sanfona e cantar os seus sucessos.

Em 1957, após a emancipação do município, algumas pessoas passaram a se reunir em torno da ideia de construir um hospital. O artista se juntou ao grupo e passou a promover bailes e forrós beneficentes para arrecadar dinheiro e incentivar os cidadãos participarem da construção. Ele chegava, às vezes, ao largo da igreja com um grande lençol, pedia que as pessoas o sustentassem pelas extremidades e carregassem a sua frente. Atrás, ele vinha trajado tipicamente, tocando sua sanfona, cantando seus sucessos e arrecadando tudo que pudesse ser revertido em dinheiro para a construção. O hospital, único da região, leva o seu nome.

Em 1958 sua esposa Helena Gonzaga foi eleita, pela extinta UDN (União Democrática Nacional), vereadora da cidade. 

Há um grande reconhecimento da população à memória de Luiz Gonzaga, não só, pelo fato de ter contribuído e participado, entre outras coisas, na construção do hospital, mas, também, por ter cantado eternizado Miguel Pereira em uma de suas mais conhecidas canções. Fez da nossa cidade parte de sua história e registrou esse laço de amizade com a nossa terra, nossa gente, compondo em parceria com seu filho Gonzaguinha a canção “Boi Bumbá”. Na musica o Rei do Baião “reparte o boi” aqui em Miguel Pereira com personalidades locais, como o ex-prefeito Zé Nabo, Mario Tiburé, João da Fornemat, Maria Badulatti, Dr. Orlof…

Boi Bumbá

Para onde vai a barrigueira? Vai para Miguel Pereira. E a vassoura do rabo? Vai pro Zé Nabo. De quem é o osso da pá?  De Joãozinho da fornemá. E a carne que tem na nuca? É de seu Manduca. De quem é o quarto trazeiro? Dê seu Joaquim marceneiro. E o osso alicate? Dê para Maria Badulate. Para quem dou a tripa fina? Dê para Sabina. Para quem mando este bofe? Mande para Dr. Orlofe. E a capa do filé? Manda para o Zezé. Para quem vou mandar o pé? Para o Mario Tiburé. Para quem dou o filé mignon? Para o Dr. Calmon. E o osso da suã? Dê para Dr. Borjan, não é belo, nem doutor, mas é bom trabalhador… Ê boi, ê boi, ê boi do mangangá…

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Alfredo Barreto Sampaio | Aventuras Uranianas Colunas Destaque Diário do Rio Notícias do Jornal

A Medusa e o prato de arroz

Tratava-se de um labirinto devassado, todo de pedra e musgos. Seus caminhos eram como os de uma alma torturada por culpas seculares; as razões de tais culpas? Paradas no tempo, movimentam-se no coração de duas mulheres.

Por que vieste? Nada tens a fazer aqui, nada a vos oferecer. Ao menos sabe que estás no covil de uma gorgós, que até aos deuses afugenta? – disse, num tom áspero e amigável, a bela quimera, por entre as colunas de um triste mármore.

Conheces as forças sobre as quais blasfema? Ousas falar contra o Tempo? Não te paralisas? – é então que se revela, mulher, serpente. Bela e monstruosa, a cauda em riste, mira a flecha no centro do peito de Ariadne… continua:

Dás a vida, mas tudo morre. Nada a fazer diante do que já ocorreu, não podes voltar no tempo e corrigir, está feito.  Tamanhas são as incertezas que emprenham tua alma que nenhum movimento mais se justifica. Tua doença é incurável. Tua perspectiva, mais limitada do que a de uma de minhas filhas – aponta para as muitas serpentes, ao redor, nela, em tudo.

Não vais me convencer, não antes de provar do prato que agora lhe ofereço, já que ainda és carne. – aponta para um grande alguidar, deitado num altar; nele, arroz branco, sulcado por lacraias negras, inquietas. 

As duas mulheres, inesperadamente, vocalizam:

A vida, reino das dualidades (…) terreno de confronto das forças opostas… é uma guerra perpétua onde nenhum resultado é definitivo (…) A própria lei da vida quer que cada organismo sobreviva ao preço da destruição de outros (…) aquilo que denominamos a vida é o império do rei da morte. A imortalidade procurada não é (…) a continuação desta vida, mas seu oposto. Pois toda a vida só existe como alimento para a morte, “diante de quem sacerdócio e nobreza não passam ambos de um prato de arroz”. ‘ (1)

A ‘Impetuosa’ sorri, num gesto de sororidade e cumprimento.

A oferenda à tua frente representa o indesejável no caminho, diante do qual os homens costumam desistir, alegando que cumprem apenas o que algum ‘deus’ lhes manda ou o que diz sua soberana vontade; estagnam seus espíritos, antes de enxergarem o que, de fato, pensam observar; tornam-se ainda mais móveis como os vês aqui: estátuas.  Erram, igualmente, os que simplesmente ‘comem’. 

Ariadne observa a ‘Impetuosa’ metamorfosear-se em ônix… unem-se…as rachaduras surgidas liberam aromas maravilhosos, inebriantes,  inexistentes na Terra… o labirinto se desfaz, as estátuas evaporam, o musgo incandesce, todo o Oceano estremece.

 

(1) ‘O Yoga’ de Tara Michael

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Aglaete Nunes | Fala Mulher Colunas Destaque Diário do Rio Notícias do Jornal

Basta de violência!

Voltar a falar da violência recorrente, que campeia incontrolada, no território nacional, nunca será demais.

Contrariamente, é preciso que manifestemos reiteradamente, nosso repúdio e indignação. 

Como se fora uma epidemia que nos acomete, a violência tem nos assombrado cotidianamente e vem se acirrando a cada dia e, se manifesta com intensidade, em suas mais diversificadas faces, infiltrando-se despudoradamente, quer nas áreas rurais ou urbanas, surgindo em toda parte. Quem são os que se propõem ao ato de avocar a si, a decisão, de quem deve ser livre para viver ou aquele, que esta “marcado para morrer.”?

Assistimos impotentes, os indígenas sendo desrespeitados em seus direitos elementares, com suas áreas territoriais invadidas, por todo tipo de vândalos, que não se intimidam diante de leis ou autoridades, usurpando suas posses, roubando suas vidas.

Nas áreas rurais ou nas metrópoles, notadamente, em regiões habitadas pelas populações mais empobrecidas, assolada pelo infortúnio da ganância humana, sedentas de concentração de poder e renda, as pessoas são tratadas com total desprezo a suas vidas.

Neste contexto macabro e tenebroso, a que chegou a insensibilidade humana, imbuída de total desafeto, e amor ao próximo, encontramos a mulher, vitimadas por esta saga voraz, alvo da febre da misoginia que vem afetando o gênero masculino.

O respeito e, a admiração que transitou da era medieval, quando a beleza das mulheres era vigiada pela família, sob o jugo patriarcal, temido e ameaçadas pelos  dogmas eclesiais, que criaram místicas e misticismo contra si, eram ameaçadas pela espada do pecado, associadas as tentações carnais, punidas pela inquisição cristã, que as condenava a arder em piras ardentes, flamejantes, queimadas como bruxas, passou- se a fase do amor cortês, amadas, veneradas como seres divinais intocáveis. Foram tidas e mantidas como rainhas do lar.

Na moderna idade, as mulheres lutaram para serem iguais. Conquistaram cidadania. Ocuparam espaços de empoderamento. No intuito, de vivenciar uma qualidade de vida melhor, entre homens e mulheres, em igualdade de condições para uma vida, mais plena para ambos.

Entretanto, hoje, na era “pós moderna”, a mulher, vem sendo vitimada pela febre da feminofobia, que tem acometido os homens.

Índices estatísticos, nos dão conta que somente no período entre 1980 a 2013, foram contabilizados, 106.093 assassinatos de mulheres. A OMS, aponta que entre 83 países, o Brasil ocupa o 5o lugar na posição, onde se verifica a maioria de homicídio contra as mulheres, com uma média de 418 homicídios, em cada grupo de 100 mulheres. Só  2021, uma mulher, foi vítima de feminicidio a cada 7 horas. Até 08 de março do corrente ano, data dedicada ao Dia Internacional da Mulher, o fórum de segurança.org.br.computou, 1.319 feminicidios, em nosso território.

Constata-se, a ocorrência de 7 feminicidios por dia, numa prevalência de faixa etária entre 18 a 30 anos, fatos estes ocasionados por pessoas de ligações próximas as vítimas. Desta feita, concluímos que, de nada tem adiantado leis elebotadas, tratados internacionais assinados e, ratificados pelo Brasil para impor limites e, mesmo um termo, nestas ocorrências. A impunidade precisa ser revista, e não cabe ser através de medidas restritivas aos criminosos, protetivas às vítimas, e inserção ao CP, tipificando o ato delituoso.

Necessário se faz, sejam estabelecidas penalidades rígidas, sem o beneplácito de comutações de penas ou quaisquer tipo de atos misericordiosos para com os criminosos. Basta de violência.!

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Colunas Destaque Diário do Rio Notícias do Jornal Rafael Zarvos | Nosso Planeta

“Piscinas” de água quente oceânica e o aquecimento global

Vocês sabiam que os oceanos têm “piscinas de água quente”? E que a maior “piscina” está localizada no Oceano Índico-Pacífico? Mas afinal de contas o que são estas “piscinas” e a sua correlação com o aquecimento global? 

Elas são massas de água que apresentam altas temperaturas ao longo de grandes extensões na superfície, servindo como “maquina térmica” do planeta e atuando como o maior sumidouro de energia no nosso sistema climático. Acontece que elas  vem dobrando de tamanho ao longo das últimas décadas e aumentando as precipitações no mundo. E tudo isto em razão das atividades humanas.

Em um estudo publicado no dia 21 de junho, na Revista Nature Communications Earth and Environment os pesquisadores concluíram que este aquecimento sistêmico não é em decorrência de mudanças climáticas naturais mas sim, influenciadas pela atividade humana.

Ao longo das últimas décadas o Pacífico conheceu ondas de calor marinhas extremas que causaram impactos ecológicos devastadores com repercussão socioeconômica. 

Uma vez que as temperaturas das águas continuem aquecendo, passaremos a ter com maior frequência e intensidades este fenômeno marinho levando todo o ecossistema ao limite.

Entre 2014 e 2015, foi registrado uma forte onda de calor que ficou conhecida por “ Bolha do Oceano Pacífico’, a alta temperatura do oceano levou à proliferação de algas tóxicas, aves marinhas e mamíferos morreram em massa. A última onda de calor registrada, entre 2019 e 2021, aumentou a temperatura da água em 6 graus acima da média.

O estudo apontou também que a temperatura nas “águas de piscina” aumentaram 0,5º por ano nos últimos 25 anos, tendo sido registrado invernos menos frios e verões mais longos. Foram 31 ondas de calor nos últimos 20 anos em comparação com apenas 9 ondas de calor entre 1982 e 1999.

As nossas atividades estão conduzindo o ecossistema marinho para um ponto de inflexão, correndo o risco de não conseguirem mais se recuperarem.

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Colunas Destaque Diário do Rio Janaina Macedo Calvo | Desenvolvimento Pessoal & Finanças Notícias do Jornal

Educação Financeira: o caminho para a sua tranquilidade!

Olá, tudo bem? Professora Janaina aqui

Hoje, vamos falar de um assunto que pode ser motivo de aborrecimento: o seu relacionamento com o dinheiro!

Ter preocupações com contas, dívidas e falta de controle das finanças é um cenário comum para muitas pessoas, mas que pode ser contornado com a educação financeira.

A educação financeira é uma característica essencial para aqueles que desejam estar com as contas em dia e com algum dinheiro sobrando. Mas ela vai além: envolve planejamento financeiro, organização e o seu futuro a curto, médio e longo prazo.

Estamos falando de estabelecer uma relação saudável e equilibrada com as suas finanças. Para isso, é necessário ter clareza sobre o seu orçamento, entendendo suas receitas e despesas.

A partir dessa fotografia das suas contas, você pode elaborar estratégias, como:

  • gastar menos do que ganha;
  • reduzir e eliminar as dívidas;
  • cortar ou reduzir despesas;
  • modificar hábitos;
  • entre outras ações.

Como você pode perceber, a partir desse processo você adquire um novo comportamento em relação às suas finanças

Assim, você pode adequar seu estilo de vida de acordo com as suas receitas ou deixar de comprar por impulso. 

Dessa forma fica também mais fácil entender importância de compor uma reserva de emergência, separando uma quantia que deixará você amparado em caso de imprevistos.

Com a educação financeira, você dá um passo importante para fazer seu dinheiro trabalhar a seu favor! Já pensou nisso?

Este é o primeiro passo para realizar projetos de curto, médio e longo prazo e ter um futuro mais tranquilo.

Enfim, conhecer sobre Educação Financeira é benéfico para todas as pessoas. Afinal, graças a tais conhecimentos, as crianças poderão desde muito jovens entender melhor a relação entre o trabalho e a conquista de um salário. Bem como, saberão como é possível controlar gastos e fazer planos para gastar o dinheiro de forma assertiva e controlada.

Além disso, conforme o trabalho autônomo aumenta, o uso de Bancos Digitais via celular cresce e o mercado financeiro muda, é primordial que os jovens saiam da escola com informações corretas para evitarem endividamento e frustrações econômicas. Viu como a educação financeira, além de trazer tranquilidade para o seu dia a dia, pode ajudar a realizar seus sonhos

Não deixe de me acompanhar nas redes sociais @janainacalvo

Até breve.

Profª Janaina Calvo

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Colunas Destaque Diário do Rio Mônica Freitas | Ética e Cidadania Notícias do Jornal

Questões de gênero, esportes e cidadania

O mundo da natação esportiva tem vivido um dilema: mulheres transgênero, homens biológicos que se consideram mulheres, foram proibidas de participarem de competições femininas internacionais – e quem/o que dita o gênero? A Federação Internacional de Natação, com o suporte de estudos científicos, abriu, no entanto, uma exceção para as atletas que tenham feito tratamento para suprimir a produção de testosterona antes da puberdade. Sem isso, as atletas transgênero teriam uma vantagem injusta sobre as demais competidoras, considerando o fato de que a maior parte dos homens são biologicamente maiores, mais fortes e mais rápidos do que a maioria das mulheres, senão de todas. 

Não se trata aqui de privilegiar ou não políticas de exclusão-inclusão. A questão, certamente, extrapola o mundo esportivo e levanta discussões recentes acerca do conceito de gênero. Atualmente, há três tipos de identidade de gênero: cisgênero, transgênero e não-binário. No primeiro caso, ocorre a identificação da pessoa com sexo biológico; no segundo, a identificação é diversa; e no terceiro, a pessoa não se identifica com o sexo de nascença ou com outro gênero. Alguns anos antes, a escritora e filósofa Simone de Beauvoir havia afirmado “Ninguém nasce mulher, torna-se.” Nesse contexto, a feminilidade não é instintiva, mas se constitui numa aprendizagem nos âmbitos social e cultural. Mas, qual a sua relação com as atletas transgênero em questão? Será aqui o caso dessas atletas terem colocado sua identidade de gênero anteriormente e acima das questões esportivas e de suas ambições? Ou será o meio mais fácil de saltar de atleta mediano entre os homens para atletas excepcionais entre as mulheres? 

Em qualquer um dos casos, a resposta não é simples. Talvez, seja mais justo criar uma categoria `a parte nas competições. Enquanto isso, no âmbito social e político, elas têm seu lugar assegurado com sujeitos de direito, pois, como dito na Declaração Universal de Direitos Humanos, todo ser humano tem a capacidade de gozar de direitos e liberdades sem distinção de qualquer espécie, seja de cor, sexo, raça, opinião política ou outras. E ponto final. 

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Aisha Raquel Ali | Tecnologia Colunas Destaque Diário do Rio Notícias do Jornal

Telegram Premium é lançado com recursos exclusivos

O serviço de mensagens Telegram terá oficialmente uma versão paga. A empresa anunciou a novidade no domingo (19) detalhando os diferentes recursos que a plataforma terá e na última terça-feira (21) já começou a ser liberado para os usuários.

O valor da mensalidade, no entanto, não é o mesmo para quem faz a assinatura pelo Android, iPhone (iOS) ou PC.

O valor no sistema iOS sai a R$ 24,90 ao mês, contudo, o aplicativo para Android (via Play Store) custa R$ 23,99.

Mas esta não é a única disparidade. Isto porque, ao baixar o aplicativo diretamente pelo site do Telegram, o valor da mensalidade sai a: R$ 12,49. A mensalidade de R$ 12,49 é a mesma ao fazer a assinatura pelo Windows.

O que muda na versão paga

– Carregamento de 4 GB: usuários podem enviar arquivos de 4 GB, espaço suficiente para 4 horas de vídeo 1080p ou 18 dias de áudio de alta qualidade;

-Downloads mais rápidos: mídia e arquivos podem ser baixados na velocidade mais rápida possível;

– Limites dobrados: usuário pode acompanhar até 1 mil canais , criar até 20 pastas de bate -papo com até 200 bate-papos cada, adicionar uma quarta conta a qualquer aplicativo do Telegram, fixar 10 bate-papos na lista principal e salvar até 10 adesivos favoritos;

– Voz para texto: as mensagens de voz podem ser convertidas em texto para quando o usuário não quiser ouvir, mas quer ver o conteúdo. Haverá possibilidade de classificar as transcrições;

– Adesivos exclusivos: dezenas de adesivos estão com animações que podem ser enviadas em qualquer bate-papo. A coleção de adesivos premium será atualizada mensalmente pelos artistas do Telegram.

– Reações únicas: os usuários premium também podem desbloquear mais maneiras de reagir às mensagens, com mais de 10 novos emojis;

– Gerenciamento de bate-papo: usuário tem novas ferramentas para organizar a lista de bate-papo;

– Imagens de perfil animadas: vídeos de perfil de usuários premium são animados e exibidos para todos;

– Ícones de aplicativos premium: é possível adicionar à tela inicial para combinar melhor com a personalidade ou papel de parede;

– Sem anúncios: em alguns países, as mensagens patrocinadas são exibidas em grandes canais públicos. Esses anúncios não serão mais exibidos para assinantes do Telegram Premium.

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Ana Cristina Campelo | Seus Direitos Colunas Destaque Diário do Rio Notícias do Jornal

Os Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável da ONU (Parte 2)

A gente continua falando dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Eles estão incluídos na Agenda 2030, proposta aos países membros como forma de pautar o desenvolvimento sustentável para os próximos 15 anos. Na última edição, listamos os seis primeiros objetivos e, agora, vamos listar os seis próximos.

07 – Energia acessível e limpa

Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia, para todos. Para a Agenda 2030, é importante não apenas que todas as pessoas tenham acesso à energia (atualmente, mais de 15% da população mundial não tem acesso à eletricidade), mas que a energia fornecida também seja limpa e barata, para não que não haja prejuízos ao meio ambiente durante a sua produção e também não haja dificuldades de acesso pelas pessoas de baixa renda e em situação de vulnerabilidade.

08 – Trabalho decente e crescimento econômico

Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos. Apesar de estarmos no século 21, violações aos direitos trabalhistas como o trabalho escravo ainda são uma realidade. Além disso, o desemprego é crescente, afetando principalmente os jovens sem formação. Para mudar esse cenário, a Agenda 2030 tem entre suas metas apoiar “o empreendedorismo, criatividade e inovação, e incentivar a formalização e o crescimento das micro, pequenas e médias empresas, inclusive por meio do acesso a serviços financeiros”.

09 – Indústria, inovação e infraestrutura

Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação. Para que esse objetivo seja alcançado, a Agenda 2030 prevê entre suas metas que os países aumentem os incentivos para as pesquisas científicas, o acesso à internet e também promovam uma maior democratização no acesso às novidades tecnológicas de produção, para que os países de menor desenvolvimento possam ter um crescimento na sua capacidade produtiva.

10 – Redução das desigualdades

Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles. Quando se fala em reduzir desigualdades, não se trata apenas de promover uma melhor distribuição de renda dentro das nações ou de romper com os privilégios comerciais de nações ricas em relação às mais pobres. Quando se fala em reduzir desigualdades, se fala, também, em estreitar os laços entre as pessoas que ocupam os territórios do planeta, sejam elas nativas ou imigrantes. A xenofobia é um problema grave, causador de diversas violências, e que faz com que várias pessoas se vejam marginalizadas e com menos oportunidades somente por serem de um território ou etnia diferente.

11 – Cidades e comunidades sustentáveis

Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. Segundo a ONU, até 2030, haverá em todo mundo 41 megalópoles com mais de 10 milhões de habitantes. Porém, o ritmo atual de ocupação urbana, além de não ser inclusivo, pois nem todas as pessoas têm acesso à moradia, é extremamente desorganizado, o que faz com que nem todas as pessoas estejam alocadas em espaços inadequados, seja por serem áreas de risco de desabamentos e alagamentos, seja por sofrerem com a falta de saneamento básico, iluminação, entre outras condições de infraestrutura. Por isso, uma das metas da Agenda 2030 é que todos os países viabilizem uma urbanização inclusiva e sustentável, e a capacidade para o planejamento e a gestão participativa, integrada e sustentável dos assentamentos humanos, em todos os países.

12 – Consumo e produções responsáveis

Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis. No ritmo atual, consumimos muito mais recursos naturais do que deveríamos. Isso tem como consequência o fato de que, nos próximos anos, poderemos sofrer não só com a já temida falta de água, mas também com a falta de outros recursos, como alimentos, minerais, energia, etc. Pensando nisso, a Agenda 2030 estabelece como uma das metas “reduzir substancialmente a geração de resíduos por meio da prevenção, redução, reciclagem e reuso”.

É preciso um esforço conjunto, de países, empresas, instituições e sociedade civil para o cumprimento dos objetos. Um esforço de todos nós!

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Colunas David Antunes | A Bíblia como ela é Destaque Diário do Rio Notícias do Jornal

Os últimos dias da história humana – O arrebatamento 2

“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. “Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. “(1Ts 4.16,17).
O Apóstolo Paulo emprega o pronome “nós” em 1Ts 4.17 por saber que a volta do Senhor Jesus poderia acontecer naquele período, e comunica aos Tessalonicenses essa mesma Esperança. A Bíblia insiste que anelemos e esperemos contínua e confiadamente a volta do nosso Senhor Jesus Cristo.
“E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé.”( Rm 13.11).
“Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados;
“Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.”(1Co 15.51,52).
“Eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra.
“Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus.”(Ap 22.12,20).
Estarão livres de todas as aflições (2Co 5.2,4; Fo 3.21), de toda perseguição e opressão(Ap 3.10), de todo domínio do pecado e da morte (1Co 15.51-56); o arrebatamento os livra da “Ira futura”(1Ts 5.9), ou seja: da grande tribulação.
A esperança de que nosso Salvador logo voltará para nos tirar do mundo, a fim de estarmos “sempre com o Senhor”(1Ts 4,17), é a bem-aventurada esperança de todos os redimidos. “Aguardando a bem-aventurada Esperança e o aparecimento da Glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo.”( Tt 2.13). É fonte principal de consolo para os crentes que sofrem(1Ts 4.17,18; 5.10).
Quem está na igreja mas não abandona o pecado, isto é, o mal, sendo assim infiel a Cristo, será deixado aqui, no arrebatamento (Mt 25:1; Lc 12.45). Os tais ficarão neste mundo e farão parte da igreja apóstata (Ap 17.1).
Forte abraço!

Os textos bíblicos desta matéria, são da Edição Corrigida e Revisada Fiel ao Texto Original da Bïblia Sagrada Almeida Corrigida e Fiel (ACF) da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil .
(2) Bíblia Pentecostal 1995