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Clubes da Série B aprovam retorno do público aos estádios

Da Agência Brasil

Os clubes da Série B do Campeonato Brasileiro aprovaram nesta sexta-feira (17) o retorno do público aos estádios a partir da 25ª rodada, com início já no próximo domingo (19), uma decisão que ainda precisa de aval das secretarias locais de saúde para virar realidade.

A decisão foi aprovada pela maioria dos clubes após a Diretoria de Competições da CBF receber a indicação de que a grande maioria das cidades envolvidas no campeonato vai, ou pretende, liberar a presença de público nos estádios.

“O retorno obedecerá ao percentual de ocupação definido por cada autoridade local e estará condicionado ao cumprimento de um rígido protocolo sanitário desenvolvido pela Comissão Médica Especial da CBF”, informou a entidade.

O Conselho Técnico da Série A se reúne no fim do mês para discutir o tema.

Na última quarta-feira (15), com apoio da prefeitura do Rio, o Flamengo jogou contra o Grêmio pela Copa do Brasil para um público de mais de 6 mil espectadores no Maracanã.

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Como proteger os pequenos na web?

Psicóloga alerta para exposição de crianças nas mídias e redes sociais e os comentários de haters.

Você percebe que seu pequeno é talentoso e as pessoas aconselham que essa habilidade seja desenvolvida. E, de repente, seu filho está em

Foto : Divulgação

muitos cursos, workshops, oficinas e isso com apenas 4, 5 anos. Além disso, a exposição na mídia e nas redes sociais o transformaram em uma mini celebridade. Será que tantas atividades são encaradas com prazer? Mesmo pensando em garantir um bom futuro, seria esse o melhor caminho para garantir boas oportunidades? E essa fama precoce, como deve ser administrada?

Essas perguntas, com certeza, são questionamentos frequentes de pais de crianças com talentos para a arte, esporte e cultura. E muitos acabam sendo vítimas de comentários maldosos dos famosos haters que não poupam nem mesmo os pequenos.

Um bom exemplo foi o que aconteceu recentemente com Elisa de Freitas, de apenas 4 anos, apelidada carinhosamente de “Minnie”. Com

Foto : Divulgação

a conquista da medalha de prata pela skatista Rayssa Leal, a “fadinha”, nos jogos olímpicos de Tóquio, a pequena Elisa ganhou os holofotes como uma promessa para o esporte. A menina chama atenção pelo desempenho de suas manobras. Elisa foi notícia em jornais, portais, rádios e tvs e conquistou seguidores nas redes sociais. Mas, além de admiradores e incentivadores, a menina também foi vítima de comentários racistas e de críticas aos pais pela exposição.

Os pais contam que Elisa começou a se interessar pelo skate aos 2 anos de idade. Aos 3, já demonstrava habilidade e coragem para fazer manobras.

Elisa ama andar de skate. É uma diversão – garante a mãe Leidiane.

Mesmo assim, foram inúmeros os comentários de que eles não deveriam expor a filha. Críticas e até mesmo insinuações maldosas.

Foto : Divulgação

Para a psicóloga e analista comportamental Simone Rosa é preciso que os pais fiquem atentos a algumas questões para evitar problemas emocionais para as crianças. De acordo com ela, a primeira coisa que deve ser analisada é se o sonho é realmente da criança.

Os pais costumam projetar seus próprios sonhos nos filhos. Mas é preciso saber o limite. Essa atividade da criança tem que ser encarada de forma lúdica. Se acertar tudo bem, se falhar tudo certo também. Não colocar como algo competitivo demais, mas como uma grande diversão. Simone acredita que a postura dos pais de Elisa é acertada.

Desenvolver o talento da criança, mas sempre respeitando o limite e deixando um tempo para as brincadeiras com outras crianças.

O ideal é que se incentive a criança naquilo que ela tem habilidade, mas entendendo que ela tem limite e jamais ultrapassá-lo – ressalta.

Com relação à exposição pública e as inevitáveis críticas, é preciso muita conversa e proteção.

Como a criança ainda não atingiu a maturidade para essas questões mais adultas, ela precisa ser preservada. Mesmo assim, como é possível que isso, de alguma forma, chegue até ela, seja até mesmo através de um coleguinha, é preciso muita conversa para que nada disso atinja a sua autoestima e se transforme em um possível problema emocional  – conclui.