Levantamento foi feito entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025 a partir de dados de consumo de quase 3 milhões de trabalhadores que utilizam o SuperApp VR
Nos últimos meses, o preço do café tem registrado uma alta significativa no mercado global, impulsionado por uma combinação de fatores climáticos e econômicos. De acordo com um levantamento realizado pela VR, ecossistema de soluções para trabalhadores e empregadores, no último ano houve um aumento no preço nacional do café de mais de 72%, considerando as variações e gramaturas de produto. Na média, o preço saltou de R$ 11 em janeiro de 2024 para R$ 19 em janeiro deste ano.
Para continuar bebendo café, que é de difícil substituição, o trabalhador brasileiro optou por trocar de marcas, buscando as mais baratas ou regionais. No período, o trabalhador manteve a compra de dois produtos por mês, no entanto, o valor gasto por compra em um estabelecimento comercial aumentou cerca de 66%, passando de R$ 24 para R$ 40, menor que os 72% de crescimento médio por produto. Esse movimento pode indicar que, apesar de manterem o consumo, os trabalhadores podem ter buscado alternativas de marcas para se adequarem à nova realidade de preços.
Variações regionais no preço
As análises indicam que, apesar da alta, os preços variaram conforme a região do país. O Sudeste registrou o maior preço médio, saltando de R$ 14 em janeiro de 2024 e chegando a R$ 22 em janeiro deste ano. Em seguida, vem a região Centro-Oeste, onde o preço médio do café saiu de R$ 13 para R$ 22 e, na sequência, o Sul de R$ 13 para R$ 21. Nas regiões Norte e Nordeste, apesar do valor médio ser menor, a compra do café também dobrou de preço e subiu de R$ 7 para R$ 14 e de R$ 7 para R$ 13, respectivamente. Em todos os cenários, o estudo aponta a continuação da tendência de alta no preço do café também em fevereiro.
Na análise, nota-se que o consumo de marcas de café regionais influencia no valor médio menor em algumas localidades. Para se ter uma ideia, no Distrito Federal, uma marca regional lidera o ranking de vendas em mais que o dobro que a segunda colocada. No Nordeste, com exceção da Bahia, as três primeiras marcas campeãs de vendas são regionais. No Norte há uma variação na preferência entre marcas regionais e nacionais. No Sudeste, as marcas líderes de mercado se alternam na preferência dos consumidores na região. Por fim, no Sul, uma única marca lidera as vendas em todos os três estados.
Os dados sobre hábitos de consumo e compra de café foram levantados a partir das compras realizadas por mais de 3 milhões de trabalhadores conectados no SuperApp VR e que enviaram pelo aplicativo mais de 5 milhões de notas fiscais. “Ao digitalizar a nota dentro do SuperApp, fazendo a leitura do QR code diretamente no aplicativo, o trabalhador pode receber parte do dinheiro de volta diretamente na carteira digital, aumentando seu poder de compra”, explica Cassio Carvalho, diretor-executivo de negócios pessoa física da VR. Neste momento, o trabalhador que usa o SuperApp VR seja para marcar o ponto, acompanhar sua escala, fazer compras, pedir empréstimos ou ver o saldo de suas carteiras de benefícios, pode comprar cafés das marcas Pilão e União e receber cashback entre 5% e 20% do valor da compra.
“Na VR buscamos parceiros na indústria que podem ajudar a fazer o dinheiro do trabalhador render mais, e essa dinâmica de análise de consumo retroalimenta o mercado ao fornecer dados estratégicos para as marcas, que podem, consequentemente, ofertar aquilo que melhor se adequa aos hábitos do usuário, em especial nesse período de alta dos alimentos”, detalha o diretor.
Com um datalake que já conta com mais de 28 milhões de registros de compras por mês, graças a mais de 500 mil notas fiscais cadastradas mensalmente, a VR permite que as indústrias criem campanhas personalizadas que devolvem dinheiro direto para o trabalhador que sobe no app as notas fiscais que contém os produtos promocionados. Para isso a empresa utiliza uma inteligência que lê o conteúdo dos cupons e seleciona quais são aqueles elegíveis a receber o cashback.
“Esse processo cria uma cadeia de valor onde quanto mais eu conheço o meu trabalhador, mais eu gero dados que podem criar campanhas dedicadas, e por fim devolverem dinheiro para ele, assim esse ciclo virtuoso se fecha. E como sabemos que o VR e VA não dura o mês inteiro, é isso que nos move, ampliar o poder de compra do trabalhador, e que ele possa usar esse recurso como preferir uma vez que o valor cai direto na carteira que ele já tem dentro do aplicativo”, finaliza o executivo.