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Cultura e Ritmo: Milton Cunha detona Virginia Fonseca como rainha de bateria e dispara: “Quer aparecer, compra lugar no abre-alas”

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O carnavalesco e comentarista Milton Cunha, 63 anos, reacendeu uma polêmica de enorme repercussão no Carnaval carioca ao criticar publicamente a escolha da influenciadora Virginia Fonseca, 26 anos, como rainha de bateria da escola de samba Grande Rio. Em entrevista à coluna Gente, Cunha questionou duramente a presença de personalidades midiáticas em um posto tradicionalmente ligado ao coração da comunidade que sustenta a agremiação ao longo do ano.

Segundo o veterano, o cargo de rainha de bateria vai muito além do glamour e da exposição pública e deve ser ocupado por alguém com vínculo real com a comunidade e história de samba — algo que ele considera ausente na trajetória de Virginia.

Em sua crítica mais direta, Cunha afirmou que pessoas que chegam “de helicóptero” ao posto acabam tratando o posto como um espaço de visibilidade pessoal, e ironizou: “Meu amor, você quer aparecer? Compra um lugar no abre-alas, no carro número 1, vem linda lá dando tchau, paga o melhor lugar.” — frase que viralizou nas redes por sua contundência.

O comentarista também destacou a importância simbólica e afetiva da rainha de bateria para a escola, lembrando que o posto representa pertencimento, suor, história e convivência com os membros da comunidade — fatores que, para ele, não se restringem à fama ou ao alcance digital.

A declaração reacende um debate antigo no meio carnavalesco e entre torcedores: até que ponto a presença de influenciadores e celebridades em cargos centrais das escolas de samba deve se sobrepor à presença de figuras com trajetória genuína na cultura do samba.

A Grande Rio havia anunciado Virginia como rainha de bateria para o Carnaval de 2026, substituindo a atriz Paolla Oliveira, em uma decisão que já havia gerado críticas por parte de integrantes e fãs da escola.

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