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Deleite Linguístico: Lecionar é… 

FOTO: MARCELO DIAS
FOTO: MARCELO DIAS

Diariamente preparar o solo para que as sementes possam brotar. 

É tentar encaminhar nossos estudantes para  um futuro promissor. 

É saber que a colheita quase nunca 

será vista por quem iniciou todo o arado com cuidado, amor, dedicação 

e profissionalismo, mesmo que não receba estímulo ou valorização. 

Enquanto educadores, 

sabemos que é necessário

bastante tempo e desprendimento 

para obter resultado.

Somos esperançosos e pretensiosos, embora muitos nos julguem ultrapassados, desnecessários … 

Em vão, tentamos encaminhar o alunado por caminhos distintos aos que assistem na internet com a mesma atenção que se faz ausente na rotina escolar, 

vista sem qualquer contribuição, pela meninada, carente de atenção e de proteção. 

Sabemos que todos precisam colaborar: família, amigos, sociedade. 

Infelizmente poucos, de fato, fazem sua parte.

É mais fácil não impor limites, 

não cobrar o que fizeram nas aulas, 

não apresentar valores, há tempos, esquecidos por grande parte dos (ir)responsáveis mais interessados nas benesses recebidas pela permanência  dos filhos na escola. 

E, se houver repreensão aos filhos, cuidado para não ser alvo de calúnia e de agressão, professor! 

Verificar caderno, mochila, apostila

 é algo que cansa, 

portanto “deixe isso pra lá”. 

Enquanto isso, na hercúlea tarefa de lecionar, estamos nós, professores, insistindo no poder da educação, 

na diferença que ela faz para a vida dessa geração, 

vazia de boa educação e repleta da ilusão.

O panorama é preocupante, 

muitos estudantes estão sendo formados sem qualquer orientação.

Têm o mundo na palma da mão, mas preferem dançar até o chão. 

Não ouse encostar a mão neles não!

Se avistar um deles com madeira na mão, 

infira a possibilidade de sofrer agressão!

Ah, não vai doer não!

 O que mais dói é o descaso, a postura da direção 

Que fica do lado do agressor

E deixa o professor na mão!

Há alunos que não veem razão para terem a educação formal, que certamente fará a diferença no final. 

Quando se derem conta do que fizeram, escassas ofertas receberão, 

sem falar na má remuneração.

Somos uma parcela que atualmente não tem a mesma influência dos tempos de outrora, exemplo deixamos de ser. 

Já alvo de ofensas? Isso é certo de acontecer! 

Qual foi o resultado dessa postura? 

Deixo para vocês, caros leitores, a resposta 

com enorme tristeza e desestímulo por vislumbrar um futuro perdido. 

Temo uma safra de cidadãos sem reflexão e ausentes de atuação. 

Viva a tão desmerecida educação! 

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