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Deleite Linguístico: Maria Amélia Palladino, uma predestinada

Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

Era tarde quando recebi uma mensagem difícil de aceitar; mas ainda é muito cedo para assimilar que não está mais entre nós Maria Amélia Palladino, a primeira mulher a exercer o cargo de diretora-geral do Colégio Pedro II. É, meus caros leitores, a antítese construída entre “tarde” e “cedo” faz-me perceber o quanto não estamos preparados para as certezas que atingirão todos nós! Morrer é tão certo como nascer; entretanto esta ação que traz felicidade aos sabedores desse evento se opõe àquela, que a todos traz tristeza. Reforço que empregar os demonstrativos “esta” e “aquela” sinaliza a posição textual que esses termos retomam: “nascer” (citado por último) e “morrer” (citado em primeiro lugar) respectivamente.

Maria Emília esteve comigo em diferentes ocasiões, todas ligadas à literatura; já que Paladino era exímia poetisa e autora de textos belíssimos. Conversamos acerca de distintos assuntos, inclusive de sua debilitada saúde que não a impedia de circular por grandiosos eventos, como o do dia 20 de março, data em que eu, a primeira vice-presidente do núcleo cultural do Rio de Janeiro da Rede Sem Fronteiras, tomava posse. Agradeci à Maria Emília ter prestigiado-me e a ela declarei minha admiração por sua produção literária e pela elogiável trajetória profissional. 

Pesquisando o nome composto Maria Amélia, soube que ele une a força e a tradição de dois clássicos. “Maria”, que vem do hebraico “Myriam” e que significa “senhora soberana”. Já “Amélia” deriva do germânico ” Amal” e representa a “mulher trabalhadora” ou “esforçada”. Juntos, os substantivos formam um significado que remete a uma “senhora esforçada e ativa”. É, portanto, uma predestinada minha querida amiga cujo legado a nós deixado jamais será esquecido, assim como sua personalidade ímpar e cativante! Descanse em paz, Paladino! 

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