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Feminicidio no  Brasil: números alarmantes revelam avanço da violência contra mulheres

Foto:  Joédson Alves_Agência Brasil
Foto: Joédson Alves_Agência Brasil

Apesar da redução nacional nos crimes consumados, aumento das tentativas e violações de medidas protetivas preocupa auto

A violência contra a mulher continua sendo um dos maiores desafios da segurança pública brasileira. Embora dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) indiquem redução no número de feminicídios consumados no acumulado nacional de 2026, outros indicadores revelam um cenário preocupante. O crescimento das tentativas de feminicídio e dos descumprimentos de medidas protetivas demonstra que milhares de mulheres continuam expostas a situações de risco, mesmo após procurarem ajuda.

A aparente contradição entre a queda das mortes e o aumento de outras formas de violência evidencia a necessidade de analisar os números além das estatísticas de homicídios.

São Paulo registra números históricos

No estado de São Paulo, os dados apresentados apontam um cenário especialmente grave. Entre janeiro e setembro de 2026, foram contabilizados 188 feminicídios, o maior número registrado para o período desde 2018.

O resultado reforça a preocupação com a persistência da violência de gênero no estado mais populoso do país. Especialistas destacam a importância de ampliar as políticas de prevenção, o atendimento às vítimas e a identificação precoce de comportamentos violentos.

Goiás: perigo dentro de casa

Em Goiás, o cenário também exige atenção. Segundo os números apresentados, o estado contabilizou 62 feminicídios consumados em 2026.

Um levantamento do observatório estadual aponta que 73% desses crimes ocorreram dentro das residências das próprias vítimas. O dado revela uma realidade cruel: o ambiente doméstico, que deveria representar proteção e acolhimento, transforma-se em cenário de violência e morte.

Medidas protetivas e prevenção

O crescimento das violações de medidas protetivas reforça a necessidade de fiscalização mais eficiente e respostas rápidas às denúncias. Em Goiás, os descumprimentos passaram de 1.598, em 2020, para 4.609, em 2025. Migalhas

O enfrentamento ao feminicídio exige investimentos em delegacias especializadas, abrigos, acompanhamento psicológico e políticas de educação para combater a cultura da violência.

Mais do que reduzir estatísticas, o desafio é impedir que ameaças se transformem em mortes. Afinal, cada feminicídio representa uma vida interrompida e uma família marcada pela violência.

Mulheres em situação de violência podem buscar orientação pelo Ligue 180. Em situações de emergência, o atendimento policial deve ser acionado pelo 190.

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