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Fluminenses afirmam que a alfabetização deve estar entre as principais prioridades da educação para os próximos anos, aponta pesquisa 

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Levantamento realizado pelo Instituto IDEIA e encomendado pela Fundação Itaú, Fundação Lemann, Instituto Natura, Instituto Sonho Grande, Instituto Unibanco e Todos pela Educação ouviu 1.200 fluminenses e mostra que população defende a alfabetização de todas as crianças 

Garantir que as crianças aprendam a ler e escrever na idade certa está entre as principais demandas dos fluminenses para a educação. Para 44% dos moradores do estado, assegurar que todas as crianças sejam alfabetizadas na idade certa deve ser uma das principais prioridades educacionais dos próximos anos, atrás apenas da melhoria dos salários e das condições de trabalho dos professores (62%) e da ampliação dos cursos técnicos para jovens do ensino médio (49%).  

Os dados fazem parte da pesquisa “O que a população pensa sobre a educação | 2026”, realizada pelo Instituto IDEIA e encomendada pela Fundação Itaú, Fundação Lemann, Instituto Natura, Instituto Sonho Grande, Instituto Unibanco e Todos pela Educação. No Rio de Janeiro, o levantamento ouviu 1.200 moradores com 16 anos ou mais, entre 8 e 15 de junho de 2026, com nível de confiança de 95% e margem de erro máxima estimada de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos. 

Sete em cada dez veem como possível a alfabetização de todas as crianças  

A ideia de que a alfabetização deve alcançar todas as crianças é acompanhada pela confiança de que isso é possível: 74% dos fluminenses concordam que é viável alfabetizar todas as crianças, independentemente de sua origem socioeconômica ou raça. O resultado mostra que, para a maioria da população, a origem da criança não deve ser uma barreira para que ela seja alfabetizada. 

Menos de dois em cada dez veem as crianças aprendendo no ritmo esperado 

Ao mesmo tempo em que a população do Rio de Janeiro aponta a alfabetização como uma prioridade, a percepção sobre o ritmo atual de aprendizagem revela um desafio. Apenas 16% concordam que os estudantes estão aprendendo a ler e escrever no ritmo esperado, enquanto 54% discordam. Os dados evidenciam, portanto, uma distância entre a importância atribuída à alfabetização e a avaliação da população sobre o ritmo em que ela vem acontecendo.  

Os resultados oficiais do Indicador Criança Alfabetizada (ICA) apontam na mesma direção. Apenas 60% das crianças fluminenses estavam alfabetizadas no 2º ano do Ensino Fundamental em 2025, índice abaixo da média do Brasil, de 66%.  

“Embora a alfabetização seja uma prioridade para a população, ainda é preciso avançar para garantir que todas as crianças aprendam na idade adequada. Para isso, é fundamental fortalecer a implementação das políticas de alfabetização, com estratégias capazes de responder aos desafios de cada rede de ensino e assegurar que todas as crianças desenvolvam as habilidades necessárias para continuar aprendendo e ampliar suas oportunidades ao longo da vida”, afirma Felipe Proto, vice-presidente de Educação da Fundação Lemann.   

Sobre a Fundação Lemann 

A Fundação Lemann é uma organização filantrópica familiar, independente e apartidária, que desde 2002 fortalece a educação pública e apoia o desenvolvimento de lideranças diversas e representativas. Juntos, somamos forças com organizações, especialistas e Centros de Pesquisa, investimos em iniciativas inovadoras e produzimos conhecimento aplicado para impulsionar mudanças sistêmicas. Até 2031, nossas ações estão focadas na alfabetização na idade certa, na recomposição das aprendizagens com equidade racial e na conexão de lideranças comprometidas com a transformação do Brasil. 

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