Sessão foi encerrada após advogados de Jairinho abandonarem o plenário; nova data foi marcada para 25 de maio
O aguardado julgamento do caso do menino Henry Borel foi adiado para o dia 25 de maio, após uma manobra da defesa de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho. A decisão gerou forte comoção e indignação, especialmente por parte da família da vítima.
Com o adiamento, Monique Medeiros, mãe do menino, teve a prisão relaxada e responderá ao processo em liberdade. Já Jairinho permanecerá preso. Ambos são réus no processo que investiga a morte da criança, ocorrida há cinco anos em um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.
O pai de Henry, Leniel Borel, reagiu com dor e revolta à suspensão do julgamento. “Assassinaram meu filho pela segunda vez”, declarou após o encerramento da sessão.
Sessão tumultuada e estratégia da defesa
O júri popular estava marcado para a manhã da última segunda-feira (23), no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A juíza Elizabeth Machado Louro chegou a sortear o Conselho de Sentença, composto por seis mulheres e um homem, e iniciou a leitura da denúncia.
No entanto, durante a sessão, os advogados de Jairinho alegaram não ter tido acesso completo às provas do processo e solicitaram o adiamento. O pedido foi negado pela magistrada, que determinou a continuidade do julgamento.
Em seguida, os cinco defensores presentes anunciaram a desistência de permanecer no plenário. A atitude inviabilizou a continuidade da sessão, já que a legislação garante ao réu o direito à ampla defesa e impede que o julgamento prossiga sem advogados constituídos.
Diante do impasse, a juíza decidiu dispensar os jurados e encerrar a sessão.
Nova data e repercussão
Inicialmente, a retomada do julgamento estava prevista para o dia 22 de junho. No entanto, a data foi alterada para 25 de maio após a magistrada considerar o calendário da Copa do Mundo, evitando conflito com o evento.
O caso Henry Borel continua sendo um dos mais emblemáticos e acompanhados do país, levantando debates sobre justiça, proteção à infância e o funcionamento do sistema judicial brasileiro. A expectativa agora recai sobre a nova data, enquanto familiares e a sociedade aguardam por respostas e desfecho.




