A Justiça negou a soltura aos acusados de espancar uma capivara no Rio e manteve a prisão dos seis homens apontados como responsáveis pelo ataque ao animal na Ilha do Governador, na Zona Norte da capital. A decisão foi tomada pela 21ª Vara Criminal da Capital, que rejeitou os pedidos de relaxamento de prisão apresentados pelas defesas.
O caso ganhou forte repercussão em março, depois que imagens das agressões circularam pelas redes sociais e provocaram revolta. A capivara ficou gravemente ferida, com diversas perfurações, traumatismo craniano e perda da visão do olho esquerdo.
Mesmo diante da violência sofrida, o animal conseguiu sobreviver. Após cerca de dois meses de tratamento e recuperação, a capivara foi devolvida à natureza na última quarta-feira (21). As informações são do colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.
A denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro foi aceita pela Justiça. Com isso, Wagner da Silva Bernardo, Isaías Melquíades Barros da Silva, Matheus Henrique Teodosio, Pedro Eduardo Rodrigues, José Renato Bezerra da Silva e Paulo Henrique Souza Santana passaram à condição de réus no processo.
Segundo a acusação, o grupo vai responder pelos crimes de maus-tratos com crueldade contra animal silvestre e formação de quadrilha e bando. A Justiça agora aguarda a apresentação das defesas prévias de todos os acusados para definir a data da primeira audiência de instrução e julgamento.
Enquanto o processo segue em andamento, o caso continua chamando atenção pela gravidade das agressões e pela mobilização em torno da proteção de animais silvestres em áreas urbanas do Rio.





