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Manifestação de rodoviários paralisa garagens da Real e Vila Isabel e afeta linhas no Rio

Foto: Divulgação

A Manifestação de rodoviários realizada na manhã desta quinta-feira (15) paralisou garagens das viações Real e Vila Isabel e afetou a circulação de ônibus no Rio de Janeiro. Ao menos 13 linhas ficaram totalmente fora de operação ou passaram a circular de forma parcial, segundo informações divulgadas pela Prefeitura.

O ato ocorreu em frente às garagens das empresas, localizadas na Zona Norte, e foi organizado para cobrar o pagamento de benefícios atrasados, como férias, 13º salário, vale-alimentação, verbas rescisórias, além de depósitos de FGTS e INSS. A mobilização impactou principalmente bairros das zonas Norte, Sul, Sudoeste e a região central da cidade.

De acordo com a Prefeitura do Rio, o município foi informado logo no início da manhã sobre o funcionamento parcial das duas viações. Em nota, o poder público afirmou que os repasses de subsídios aos consórcios estão em dia e que acompanha a situação por meio do Centro Integrado de Mobilidade Urbana.

Cinco linhas ficaram totalmente paradas, enquanto outras oito operaram com circulação parcial. Entre as que não circularam estavam 222, 432, 538, SV112 e 439. Já linhas como 163, 309, 433, 460, 548, 108, 110 e 112 operaram com frota reduzida ao longo da manhã.

Segundo o Sindicato dos Rodoviários, o ato não configura greve da categoria, mas uma manifestação direcionada às empresas. O presidente da entidade, Sebastião José, afirmou que as viações acumulam dívidas com os trabalhadores há meses, mesmo após tentativas de mediação com órgãos competentes.

“O que está acontecendo é fruto da intransigência e dos desmandos das direções das viações Vila Isabel e Real em não quitar seus passivos. São férias, 13º salários, ticket-alimentação, rescisões e outros benefícios que não são pagos em dia”, afirmou Sebastião José, em depoimento à TV Globo.

Ainda segundo o sindicato, a Viação Real estaria desde abril sem recolher FGTS e INSS e, apesar de estar em recuperação judicial, teria demitido mais de 60 funcionários que aguardam o pagamento das rescisões. Trabalhadores que permanecem ativos também relatam incerteza sobre o recebimento de salários e benefícios.

Sebastião afirmou que muitos rodoviários, alguns com mais de 30 anos de serviço, enfrentam dificuldades financeiras. “O ato é para chamar a atenção da opinião pública, do prefeito e do Judiciário. Não é admissível que trabalhadores que prestam um serviço essencial estejam nessa situação”, declarou.

Nos últimos meses, as viações Real e Vila Isabel já haviam registrado episódios semelhantes de paralisações, motivados por atrasos salariais e falhas estruturais nas frotas. O Rio Ônibus informou que a empresa Real Auto Ônibus mantém diálogo com o sindicato para buscar uma solução. Até a última atualização, as empresas envolvidas não haviam se pronunciado oficialmente sobre a manifestação desta quinta-feira.

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