A denúncia contra Marcinho VP e Oruam aponta organização criminosa no Rio, segundo ação apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro à Justiça. Além deles, outras dez pessoas também foram incluídas na acusação, que envolve crimes como organização criminosa e lavagem de dinheiro.
De acordo com a Promotoria de Investigação Penal Especializada, o grupo teria atuado na ocultação e movimentação de recursos provenientes do tráfico de drogas em comunidades do estado. A Polícia Civil realizou uma operação recente para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão relacionados ao caso.
Mesmo preso há mais de duas décadas, Marcinho VP é apontado como figura central da estrutura, exercendo influência na coordenação de decisões e movimentações financeiras ligadas à organização.
Segundo a denúncia, a estrutura do grupo seria dividida em quatro núcleos. O primeiro seria composto pela liderança encarcerada, responsável pelas diretrizes gerais. Outro núcleo, familiar, teria a função de intermediar ordens e administrar bens e valores.
Ainda conforme a acusação, existiria um núcleo operacional voltado à lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, além de um quarto grupo que atuaria diretamente nas comunidades, com atividades relacionadas ao tráfico e repasse de recursos.
A investigação também aponta que a gestão financeira do esquema estaria concentrada na esposa de Marcinho VP, que receberia valores em espécie de integrantes da organização e seria responsável pela administração de bens e negócios utilizados para dissimular os recursos.
Oruam é citado como beneficiário direto do esquema. A acusação sustenta que ele teria recebido valores ilícitos, utilizando sua carreira artística para movimentar e ocultar recursos por meio de despesas pessoais e investimentos.
O artista está foragido desde fevereiro, após descumprir regras relacionadas ao uso de tornozeleira eletrônica em outro processo. O episódio anterior envolve uma ocorrência registrada em frente à residência dele, na Zona Sul do Rio.
Entre os demais citados na denúncia estão nomes apontados como lideranças da organização e operadores financeiros, alguns já presos e outros considerados foragidos.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos envolvidos até o momento. O espaço permanece aberto para manifestações.





