Jornal DR1

O colapso da falta de entendimento

Por Alessandro Monteiro

Ainda na fase de pandemia causada pelo novo coronavírus, o mundo volta a refletir sobre as questões econômicas, buscando soluções que possam amenizar o impacto e gerar mais crise.

Os Estados Unidos, a maior potência mundial, já registram quase 15% de desemprego, o que representa mais de 20 milhões de pessoas que perderam seu trabalho no mês de abril. Governos de todo o mundo, decidem de forma prática, congelar suas economias para frear a propagação do coronavírus e amenizar a demanda de demissões, que obriga milhões de trabalhadores a recorrerem às ajudas do governo para garantir o mínimo de sobrevivência.

No Brasil, a situação é altamente preocupante, visto que o país não consegue criar meios de recuperação econômica por vários motivos. A corrupção infiltrada no sistema, é a grande responsável pelo grande rombo nos caixas públicos do governo, que a cada dia, parece um poço sem fundo.

Durante a pandemia, já foram descobertas fraudes que somam mais de R$ 520 milhões envolvendo compra de equipamentos piratas, empenhos pagos pelo governo a empresas fantasmas e por aí segue o Brasil.

Por outro lado, o Governo federal também não consegue dialogar internamente, no intuito de buscar soluções práticas que possam trazer respostas de imediato.  O ministro da Casa Civil, Walter Baga Neto, lançou as linhas gerais de um plano de recuperação econômica para superar a crise, que prevê, a retomada de obras públicas com recursos do Tesouro Nacional, como tentativa de frear o desemprego.

No entanto, o projeto sem participação direta do Ministro da Economia Paulo Guedes, que tenta convencer a ala de militares do governo abortar o plano. Como justificativa, Guedes alega que o novo projeto aumentará em larga escala os investimentos, e defende a ideia de focar no programa de descentralizações, afirmando a possibilidade de atrair cerca de R$ 150 bilhões em investimento privados.

Guedes, que defende o sistema de privatizações, como plano do governo de passar empresas públicas para o investimento privado e congelar por 2 anos, os salários dos servidores. O presidente Jair Bolsonaro ainda não se manifestou sobre o assunto e reforça a fala que – o posto Ipiranga do governo é o Guedes. Logo, já prevemos aí, mais um novo desgaste do governo para salvar parte da economia do país.

De acordo com especialistas, a crise causada pela pandemia vai se estender até meados do ano que vem, afirmando a importância de repensar a atual política de ajuste fiscal, visto que as medidas lançadas que giram em torno dos R$  300 bilhões, servem apenas como analgésicos paliativos da grande onda, que temos que enfrentar ainda pela frente.

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