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Ônibus são sequestrados e usados como barricadas em Irajá e Colégio, na Zona Norte do Rio

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Criminosos atravessaram três coletivos e outros veículos em importantes vias da região, provocando transtornos no trânsito e afetando linhas de ônibus nesta sexta-feira (30)

A tarde desta sexta-feira (30) começou com momentos de tensão e transtornos para motoristas e passageiros na Zona Norte do Rio de Janeiro. Três ônibus foram sequestrados e utilizados como barricadas em vias dos bairros de Irajá e Colégio. Pelo menos um carro de passeio e um veículo da concessionária Light também foram usados para bloquear a circulação.

Um dos coletivos foi atravessado na Avenida Monsenhor Félix, nas proximidades da estação de metrô de Irajá, enquanto outro bloqueou a Avenida Martin Luther King Jr., importante corredor de ligação entre bairros da Zona Norte. O terceiro ônibus, pertencente à empresa Flores, foi utilizado para interditar uma pista no bairro de Colégio.

Transporte público sofre impactos

Segundo o Rio Ônibus, os reflexos das interdições começaram a ser registrados por volta das 12h30, prejudicando a circulação de coletivos e a rotina de passageiros que dependem do transporte público.

Entre as linhas afetadas estão:

  • 712 – Irajá x Cascadura
  • 774 – Madureira x Jardim América
  • SV774 – Madureira x Jardim América
  • 775 – Madureira x Jardim América
  • 918 – Bangu x Bonsucesso
  • 926 – Senador Camará x Penha

Os bloqueios atingiram vias de grande movimentação, utilizadas diariamente por trabalhadores, estudantes e moradores da região.

Insegurança e prejuízos à população

O uso de ônibus como barricadas representa mais um episódio preocupante para a mobilidade urbana e a segurança pública na capital fluminense. Além de comprometer o funcionamento do transporte coletivo, esse tipo de ação coloca passageiros, motoristas e pedestres em situações de risco.

A interrupção da circulação também provoca efeitos em cadeia, com atrasos, alterações de itinerários e dificuldades de deslocamento para quem precisa cumprir compromissos profissionais, escolares ou pessoais.

Até as informações inicialmente divulgadas, não havia confirmação sobre feridos, prisões ou a motivação dos bloqueios.

O episódio reacende o debate sobre a vulnerabilidade do transporte público diante da violência urbana. Enquanto veículos são utilizados para impedir a circulação nas ruas, milhares de cidadãos acabam tendo seu direito de ir e vir comprometido.

A população aguarda a normalização do trânsito e esclarecimentos das autoridades sobre as circunstâncias das ocorrências.

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