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Operação da Policia Civil expõe monopólio ilegal de internet do Comando Vermelho

Foto: Divulgação/ Polícia Civil
Foto: Divulgação/ Polícia Civil

O monopólio de internet do Comando Vermelho voltou ao centro das atenções nesta terça-feira (28), após uma operação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro contra um grupo acusado de explorar ilegalmente serviços básicos em comunidades de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Batizada de Operação Hemostase, a ação tem como objetivo desarticular um núcleo de traficantes ligados à facção que atuava nas localidades conhecidas como Rua Sete, Rasta e Vila Urussaí. Segundo as investigações, moradores eram obrigados a contratar serviços de internet controlados pelo grupo criminoso, que utilizava essa prática como forma de ampliar o domínio territorial e gerar recursos para outras atividades ilegais.

Entre os principais alvos estão Joab da Conceição Silva, Thiago Barbosa Conrado e Carlos Henrique Santos de Araújo, apontados como lideranças do tráfico na região. Além da exploração irregular de serviços, eles também são investigados por envolvimento em roubos de veículos, cargas e esquemas de lavagem de dinheiro.

A ofensiva é conduzida por agentes da 23ª DP (Méier), com apoio do Gaeco do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Mandados de prisão e de busca e apreensão estão sendo cumpridos em diferentes cidades, incluindo Rio de Janeiro, Cabo Frio e Paraty.

Até o momento, sete pessoas foram presas durante a operação. A ação mobiliza cerca de 120 policiais civis, com suporte de equipes do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC), do Departamento-Geral de Polícia do Interior (DGPI) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

As investigações apontam que o controle de serviços essenciais, como internet, tem sido utilizado por organizações criminosas como uma estratégia para consolidar poder nas comunidades. Ao monopolizar esses serviços, os grupos não apenas ampliam sua influência sobre os moradores, mas também garantem uma nova fonte de financiamento para suas atividades ilícitas.

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