A mamata é infinita. Ser político no Brasil é sinônimo de riqueza. Além dos salários e benefícios estratosféricos, a grana fácil vem também da corrupção, tipificação de crimes revogados pelos milicos da suprema Corte. Todos os condenados na Lava Jato tiveram as condenações revogadas.
Os presidentes da Câmara e do Congresso, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, distantes do povo, estão voltados mais para seus interesses, como sempre, em detrimento aos interesses do povão, por mais emprego, mais saúde, mais educação e principalmente mais segurança.
Hugo Motta, achando pouco os 513 “mamadores”, quer aumentar o número de deputados federais para 527. Segundo pesquisas, mais 14 deputados vão gerar um custo de cerca de R$ 46 milhões aos cofres públicos por ano. A justificativa é o aumento da população.
Ainda segundo dados pesquisados, com base nos valores atualizados em 2025, um deputado federal custar cerca de R$ 273,6 mil por mês e R$ 3,28 milhões por ano. A Câmara gasta cerca de R$ 140 milhões ao ano para manter todos os atuais 513 parlamentares, com salários, adicionais, como cota parlamentar, subsídios, ajuda de custo, verba de gabinete, encargos trabalhistas, auxílio-moradia, reembolso de despesas médicas e plano de saúde.
Essa superestrutura, que não serve ao povo, consumiu dos cofres público cerca de R$ 1 bilhão em 2024 e durante um mandato de 4 anos, subtraiu do Erário cerca de R$ 4 bilhões. Toda regalia de que eles se beneficiam, tira do pobre que está sem emprego, saúde, moradia e segurança.
Aliás, o povão também está pagando mais caro pela cesta básica de alimentos. Segundo o Dieese, em São Paulo, os alimentos que a compõem a cesta básica custam R$ 851,82, 60% do salário mínimo oficial de R$ 1.518. Entre os maiores vilões para o aumento no preço da cesta estão o café, a carne, os ovos, o leite, etc.
O Dieese estimou que o salário mínimo em fevereiro deveria ser de R$ 7.229,32 (4,76 vezes o mínimo atual). O cálculo foi feito com base na cesta mais cara no mês passado, a de São Paulo, o atual salário mínimo é insuficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
A pergunta que não cala: onde estão os representantes do povo?!
Liberdade para os presos políticos
Quantos mais precisarão morrer para os supremos milicos saírem dos seus pedestais e revogarem as prisões injustas dos baderneiros do 8 de janeiro? Mantida a prisão de gente do povão, é uma demonstração clara de vingança dos atuais mandatários do país, que não suportam conviver com o contraditório.
Para “justificar” as prisões ilegais, um regime claramente de exceção, inventaram “ataques golpistas”, “gabinete do ódio”, “atentado à democracia”, “abolição violenta do Estado Democrático de Direito”, “dano qualificado”, “associação criminosa”, “atos antidemocráticos”, entre outros adjetivos.
As decisões autoritárias dos supremos milicos, encarceraram Débora, a cabeleireira, mãe de dois filhos menores, por escrever com batom (AK-47) “perdeu, mané”, na base da estátua, Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, doente ele teve sua prisão mantida, morrendo em novembro de 2023, além de tantos outros que em “nossa pátria mãe gentil, choram Marias e Clarisses”.