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Opinião: O país está des-governado pela bandidagem

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Éramos felizes e não sabíamos. Ao longo desses 25 anos vimos nossa economia desabar, com a dívida pública em mais de R$57 bilhões, a taxa de desemprego segundo dados divulgados pelo IBGE mostram que cerca de 7 milhões de brasileiros buscam uma vaga. Enquanto a população ocupada atingiu 102,7 milhões, desses, os trabalhadores informais são  39 milhões. Com carteira assinada cerca de 40 milhões no setor privado. As estatísticas oficiais Atlas da Violência de 2026, registrou 42.590 homicídios e 300 mil jovens perderam a vida em 2024. 

A violência urbana atingiu níveis insuportáveis. Não se tem mais segurança em lugar nenhum. No Rio de Janeiro, por exemplo, com os 6 ex-governadores condenados por corrupção no desvio de verbas públicas, o crime organizado tomou conta do Estado. Não existe mais área segura para se transitar. A pé, de carro ou nos transportes urbanos, a população sofre com a criminalidade praticada por gangues que lotearam toda região aterrorizando com os assaltos e disputa de territórios. 

Não bastasse a violência praticada pelo crime organizado, a população sofre com a corrupção e os crimes praticados também pelos representantes dos três poderes constituídos no Estado. A  gastança promovida pelo Executivo, por exemplo, está desenfreada, e as consequências  são inflação, juros altos, déficit e desemprego.

É roubalheira envolvendo instituições financeiras como no caso do Banco Master, RioPrevidência, encontros de luxo e extravagâncias entre o ex-governador e o banqueiro com degustação de uísque de US$ 1 milhão em Nova York. Encontro restrito a cerca de 30 convidados, ao custo de R$ 3 milhões, que reuniu ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, e o então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, o procurador-geral da República Paulo Gonet, o diretor-geral da PF Andrei Rodrigues e o deputado Hugo Motta, todos na investigação da PF, que acusa ministros do governo, do STF, STJ, envolvidos com toda essa roubalheira, incluindo os 6 bilhões das aposentadorias dos idosos no INSS. 

Os poderosos dos três poderes envolvidos no escândalos do Master e INSS, apostam na impunidade, afinal, está aí a Lava Jato servindo de exemplo, o mesmo ocorre com o judiciário, que entre as falcatruas praticadas envolvendo os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Flávio Dino e Gilmar Mendes, da Suprema Corte, os escalões inferiores não deixam barato. Vendas de sentença virou uma rotina, e para coroar a impunidade, quando pegos, são exonerados com todos os seus vencimentos. Um verdadeiro acinte ao povo que é obrigado a pagar a conta.

E por falar do povo, esse está literalmente acuado, reprimido, aterrorizado pela violência e terrorismo a que é submetido diariamente. Por mais que tente, não consegue se afastar ou até mesmo ignorar esta realidade e é mantido refém do sistema opressor que o impede de reagir. A grande imprensa com seu bombardeio de notícias violentas, contribui ainda mais para acuar e manter o povão sob controle, sem reação á todo esse sistema que corrompe e é corrompido.    

O sistema vive amparado na impunidade pois os que deveriam punir estão envolvidos no próprio sistema. Banalizado, cada caso que surge passa a ser mais um caso. Para o sistema opressor, bandido bom é bandido solto. Ladrões de carros, de celular, sequestradores, narcoterroristas e assassinos são “vítimas da sociedade”. O fim da fome, da pobreza e da miséria ficou apenas na promessa.

Os eleitores em outubro estarão diante de duas opções de governabilidade. Por decisão da maioria, o país pode naufragar ou permanecer flutuando. Embora tenhamos hoje poucas opções, eleger o menos pior, ao que parece, será decisivo para os rumos do país. Temos que fazer conscientemente a nossa parte.

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