Estamos às vésperas das eleições e não há sinal de que o brasileiro terá opção para votar em candidatos que de fato se comprometem a atuar verdadeiramente no combate a violência, a corrupção, a fome e a miséria que assola o país.
Até as eleições passadas antes dos atuais políticos, os brasileiros ainda tinham a opção de votar nos menos piores. Hoje nem isso. O que vemos são às mesmas promessas feitas ao longo desses 30 anos. A situação está tão caótica, que não se vislumbra uma luz no fim do túnel. O que vemos nas candidaturas que se apresentam é a certeza de que não haverá solução para os graves problemas que afetam a vida dos brasileiros, principalmente segurança, saúde, educação, alimentação e à corrupção.
Estamos vivendo sob um sistema que corrompeu todas as esferas do poder, transitando pelo executivo, passando pelo legislativo, pelo judiciário,explodindo nas comunidades carentes com o povo subjugado a violência dos criminosos.
O povão paga a conta desses corruptos encastelados nos poderes constituídos com o suor de seu trabalho, e ainda tem que fazer malabarismo para evitar ser assassinado pelas “balas perdidas” nos confrontos entre gangues rivais que utilizam até drones, para invadirem territórios dominados por facções inimigas, ou quando os confrontos se dão com a polícia. Esse é o dia a dia do cidadão, que paga impostos e não tem nenhuma proteção do Estado.Conseguir encontrar um candidato honesto e justo, será como procurar uma agulha no palheiro.
Estamos vivendo uma crise na economia sem precedente
Centenas de empresas como as Casas Bahia e as Lojas Marabraz, estão com pedido de recuperação judicial, além de grandes outras empresas que estão cruzando a fronteira,saindo do Brasil. O fechamento de fábricas, lojas e agências, além de anúncios de demissões e reestruturação de grandes empresas, têm chamado atenção em diferentes regiões do Brasil. Casos envolvendo companhias como Michelin, Land Rover, Gerdau e grandes redes varejistas que estão migrando para o Paraguai fugindo das altas taxas e impostos cobrados pelo governo central.
Paralelamente, 9,1 milhões de CNPJs registram dívidas acumuladas de R$ 232,9 bilhões, e segundo dados de pesquisas de indicadores sociais e econômicos, a inadimplência no país aponta crescimento exorbitante, com 83,7 milhões de negativados no mês de junho.
Os brasileiros com idades entre 41 e 60 anos representam a maior fatia da população com nome restrito, 35,7%. Na sequência estão as faixas etárias de 26 a 40 anos (33,3%), acima de 60 anos (20%) e os jovens entre 18 e 25 anos (11%).
Durante o mês de junho, o valor médio de cada acordo realizado na plataforma de renegociação de dívidas foi de R$ 793 reais. No total, foram somados mais de R$ 15,9 bilhões de descontos concedidos no mês. Outras 743 milhões de ofertas ainda estão disponíveis para negociação no Serasa Limpa Nome. Ao todo, são mais de R$1,1 trilhão em ofertas disponíveis.A saída encontrada pelo povão é comprar pizza em suaves parcelamentos no cartão de crédito. A que ponto chegamos.
E o crime organizado assumiu o controle do Estado
Sem exagero, não dá para ignorarmos que a criminalidade está atuando em toda estrutura do Estado. Os altos índices de criminalidade indiscriminados, atinge os cidadãos de bem, vítimas de roubos, assaltos a mão armada, furtos e homicídios. Não há um combate efetivo e verdadeiro contra à bandidagem, não com a cumplicidade dos poderes constituídos, principalmente o judiciário que limitou e até proibiu as forças policiais de ingressarem nas comunidades conflagradas para combater a criminalidade e libertar o povão que é mantido refém.
E a bandidagem encastelado em Brasília permanece livremente impune, entregue à corrupção, ou seja, os escândalos ocorridos durante e apurados na Operação Lava Jato, impunes, serviu de incentivos para novos delitos, com a agravante aliança entre o judiciário e o governo executivo.
As denúncias não param de chegar ao conhecimento público: os denunciados e os movimentos que permitiram livrar corruptos, estão aí, prosperando, fazendo grandes negócios envolvendo o poder executivo. Embora o consórcio com ministros da Suprema Corte tenha colocado uma pá de cal no antro de corrupção anteriores, mensalão e petrolão, agora à turma quer detonar a corrupção no caso Master, no roubo aos aposentados e pensionistas do INSS.
A corrupção é um câncer que deve ser extirpado de uma vez por todas. Assim deveria e espera o povo que venha acontecer. Mas a possibilidade de ações concretas para eliminar a corrupção através desses governantes e principalmente dos homens togados e encastelados na Suprema Corte, é quase zero. Foi assim com o escândalo do Mensalão em 2005 e na Operação Lava Jato, em 2014, considerada desde então, a maior investigação de corrupção no país, que foi superada pelos escândalos do Banco Master e do assalto aos bolsos dos aposentados do INSS, que o atual governo em flagrante parceria com os ministros do STF, que tentam impedir as apurações e condenações dos corruptos, envolvendo o irmão e o filho do presidente da república.
Enquanto a justiça não alcançar alguns ministros da Suprema Corte envolvidos na corrupção do Master – contratos de 129 milhões com o escritório de advocacia, Tayayá Resort, por exemplo, os prejuízos causados no escândalo do Banco Master, poderá alcançar cerca de R$ 60 bilhões.
Podemos tentar mudar essa situação caótica em todos os níveis do Estado de governo. As eleições poderão ser uma via. Está nas mão dos eleitores





