Sobrinho-neto do ex-presidente John F. Kennedy é acusado pelas autoridades russas de mercenarismo por ter integrado forças ucranianas durante a guerra; americano foi incluído em lista internacional de procurados.
O Tribunal Distrital de Basmanny, em Moscou, determinou a prisão à revelia do americano Conor Kennedy, de 31 anos, marido da cantora brasileira Giulia Be e sobrinho-neto do ex-presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy. Ele é acusado pelas autoridades russas de atuar como mercenário ao lado das Forças Armadas da Ucrânia.
A defesa recorreu da decisão, mas o Tribunal Municipal de Moscou manteve a ordem. O julgamento do recurso ocorreu a portas fechadas. Kennedy também foi incluído pelas autoridades russas em uma lista internacional de procurados. A ordem, no entanto, foi expedida à revelia e não significa que ele tenha sido efetivamente preso.
A acusação está relacionada à participação de Kennedy na guerra da Ucrânia. Em 2022, ele revelou publicamente que havia viajado ao país e integrado a Legião Internacional da Ucrânia, formada por combatentes estrangeiros. Segundo seus relatos, ele participou por um curto período de operações na região de Kharkiv e procurou manter sua identidade em sigilo durante a experiência.
Pela legislação russa aplicada ao caso, a participação de mercenários em conflitos armados ou operações militares pode resultar em pena de sete a dez anos de prisão.
Conor é filho de Robert F. Kennedy Jr. e neto de Robert F. Kennedy, ex-procurador-geral dos Estados Unidos e irmão do ex-presidente John F. Kennedy. O americano mantém relacionamento com Giulia Be desde 2021 e oficializou a união com a artista brasileira em 2026.
O caso chama atenção tanto pela ligação de Kennedy com uma das famílias políticas mais conhecidas dos Estados Unidos quanto por seu casamento com a cantora brasileira. A ordem de prisão representa mais um capítulo envolvendo estrangeiros que participaram das forças ucranianas e posteriormente passaram a ser alvo de processos na Rússia.





