Muitas mulheres sentem-se culpadas ao pensar em empreender. E a razão é real: para nós, é muito mais difícil, porque precisamos decidir, a cada instante, o que é prioridade. Um filho doente e uma reunião importante no mesmo dia. Um cliente novo e a funcionária do lar que faltou hoje. Um networking estratégico e uma demanda familiar de última hora. Decidir entre o que amamos e o que precisamos é o nosso cotidiano. Além disso, somos educadas para cuidar — e não para pedir ajuda, buscar apoio ou delegar o que pode e deve ser compartilhado.
Por isso, aprendi ao longo dos anos que precisamos desenvolver técnicas e estratégias de automotivação e autovalidação. E descobri algo que mudou minha trajetória: sim, temos o direito de ser prósperas e independentes economicamente, mas no modelo feminino — bastante diferente do modelo masculino de empreender. Não se trata de competir em um jogo que não criamos, mas de ocupar nosso lugar com autenticidade. E é exatamente nesse ponto que podemos despertar nosso poder.
Muitas vezes levei meu filho para o trabalho. Muitas vezes ele ficou com a rede de apoio, a arrumação da casa não estava impecável e eu estudei de madrugada. Mas nunca abri mão da minha essência feminina e de tudo que vem junto: empatia, resiliência, impulsividade, intuição. Cada escolha teve seu preço — e cada uma valeu a pena. Muitas mulheres precisam apenas se conhecer para despertar o próprio poder e seguir — lindas, femininas e confiantes.
É por isso que participo, até hoje, de treinamentos e formações em desenvolvimento humano, como o Desperte seu Poder, do Instituto IBC — para ajudar a mim e a outras mulheres a prosperarem com equilíbrio. A foto desta coluna registra um desses momentos que me impulsionaram a seguir.





