O caso do canadense esfaqueado no Rio segue repercutindo após a confirmação de que a vítima permanece internada no Hospital Municipal Souza Aguiar, com estado de saúde considerado estável. O principal suspeito do crime, um homem de origem belga, foi preso ao tentar deixar o país.
De acordo com as investigações, o turista, de 24 anos, foi mantido em cárcere privado por cerca de dois dias em um apartamento no Centro da cidade. Durante esse período, ele sofreu agressões e foi submetido a tortura para que entregasse dinheiro ao suspeito.
Entre as violências relatadas estão perfurações causadas por faca em diferentes partes do corpo, além de ameaças e episódios de asfixia. O objetivo, segundo a apuração policial, era forçar a vítima a transferir cerca de US$ 5 mil.
O suspeito foi localizado no Aeroporto Internacional Tom Jobim, quando se preparava para embarcar para a Colômbia. A prisão foi realizada por agentes da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo, com apoio da Polícia Federal.
Ainda segundo a polícia, o investigado também teria feito ameaças à família do canadense, o que teria levado à entrega de uma quantia maior no exterior, estimada em cerca de US$ 35 mil.
As investigações indicam que vítima e suspeito já se conheciam e haviam se encontrado anteriormente fora do Brasil, antes de chegarem ao Rio.
Mesmo ferido, o turista conseguiu escapar do local onde estava sendo mantido e recebeu ajuda de uma pessoa na rua, que acionou o Corpo de Bombeiros. Ele foi levado para o hospital, onde relatou o ocorrido às autoridades.
O caso está sendo acompanhado pelas autoridades brasileiras, com apoio de órgãos internacionais, incluindo representantes consulares do Canadá e da Bélgica.





