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Cultura Fica a Dica

Quarta edição do Alafiá Mundo contará com o dançarino Carlinho de Jesus

 

 

O dançarino Carlinhos de Jesus é o convidado da quarta edição do “Alafiá Mundo”, evento internacional que promove o resgate histórico da arte negra e da cultura afro-brasileira. O encontro, será conduzido pela Dra. Helena Theodoro com tradução simultânea em português e inglês, dia 09 de junho, às 19h30, na plataforma Zoom.

Foto: Reprodução

Referência mundial da dança de salão, o coreógrafo nascido em Marechal Hermes e criado em Cavalcanti, bairro do subúrbio do Rio de Janeiro, vai falar dos mais de 30 anos de carreira, paixão e dedicação ao ritmo que ganhou o mundo através da sua representação. O artista foi o pioneiro na campanha pela valorização, respeito e profissionalização do gênero no país.
Para uma das idealizadoras do projeto, Helena Theodoro, Doutora em filosofia (UFG), Mestre em Educação (UFRJ), Pós-Graduação em Tecnologia Educacional – Fundação Konrad Adenauer (Alemanha); Especialista em Cultura Negra e Carnaval a participação do coreógrafo  no “Alafiá Mundo” enriquece a história e a cultura do povo brasileiro: “Vamos falar sobre a sua experiência nas Comissões de Frentes de diversas conceituadas Escolas de samba como: GRES Portela, Porto da Pedra e Mangueira ( por onde ficou onze anos consecutivos).
Dra. Helena Theodoro também vai revelar a história da Comissão de Frente jamais contada nas escolas de ensino tradicional. Já parou para pensar que a ESCOLA de samba oferece uma grande aula para mais 30.000 pessoas ao mesmo tempo?
Ambos tem muito para compartilhar. Carlinhos complementa que o significado da palavra alafiá,  que quer dizer confirmação de algo positivo, reflete o que ele transmite através da dança: “Em cada passo, percorremos diversos caminhos. Em cada giro, viajamos o mundo”.
Juntos Carlinhos, Helena e os participantes do projeto convidam a todos para “Alafiá Mundo!”

Serviço:
Alafiá Mundo
Quando: 09 de junho
Hora: 19h30
Onde adquirir o ingresso: https://linktree.com.br/new/alafiamundo
Instagram: https://www.instagram.com/alafiamundo/

Alafiá Mundo
Surgiu em 2020 no encontro de Jana Guinond (RJ/Brasil), Zakiya Carr Johnson (Atlanta-EUA), e a conteudista Dra. Helena Theodoro ( RJ / Brasil) que acreditam na importância do diálogo entre gerações e transnacionais, com a fé num mundo fraterno, pleno de alianças que ajudam na superação de momentos difíceis como os que estamos vivendo.
A iniciativa promove o resgate das memórias e a valorização do Patrimônio Cultural do Brasil: O Alafiá Mundo no ano de 2020 reuniu através de um encontro online, representatividades como: Martinho da Vila, Selminha Sorriso (Porta-bandeira da GRES Beija Flor), Tia Glorinha do Salgueiro (Presidente da ala das baianas do GRES Salgueiro), Mãe Meninazinha de Oxum, Bira Presidente do GR Cacique de Ramos e Vovô do Ilê Aiyê, Salvador – Bahia.
No ano de 2021, o Alafiá Mundo é composto por Dra Helena Theodoro, Jana Guinond, Kiratiana Freelon e Tainá Almeida que reúne diversas pessoas que compartilham conosco a sua trajetória e conhecimento. E contamos com as presenças de: Dra. Sheila Walker (EUA), Juan Angola Maconde (Bolívia), Lucia Molina (Argentina), Mara Salgado (Chile), Raul Platicon (Colômbia), Fernanda Felisberto, Rubem Confete, Carlinhos de Jesus, Danielle Almeida, Milton Cunha, Dudu Nobre, Lucinha Nobre, Marcos Moura do Amazonas, João Jorge do Olodum, Salvador – Bahia e Awurê (Brasil).
Carlinhos de Jesus

Carlinhos de Jesus
De acordo com o site do artista: www.carlinhosdejesus.com.br são mais de 30 anos dedicados à arte da dança de salão. Foi pioneiro na campanha pela valorização, respeito e profissionalização do gênero no país. A história de Carlinhos de Jesus já virou biografia “Vem dançar comigo”. Morador de Copacabana, sua rotina de trabalho segue o compasso do dois pra lá, dois pra cá em ritmo acelerado. Já foi inúmeras vezes convidado a representar o país no exterior. E o amor pela dança também vem de longe: começou aos 4 anos de idade. Formado em Pedagogia, preferiu a arte para vencer na vida e com toda a certeza não se arrependeu. Ele recebe de braços abertos novos e atuais alunos na sua Casa de Dança Carlinhos de Jesus no Rio de Janeiro e São Paulo.

Foto: Reprodução

Helena Theodoro
Bacharel em Direito e Pedagoga, Mestre em Educação, Doutora em Filosofia, Pós-Doutora em História Comparada. Pesquisadora da história e da cultura afro-brasileira, escolas de samba, religiões e espiritualidade de matriz africana, educação, processos culturais, sexualidade. Foi jurada do Estandarte de Ouro (Jornal O Globo) por vinte e sete anos. Foi Professora Auxiliar da Universidade Estácio de Sá, Coordenadora da Pós-Graduação de Figurino e Carnaval da Universidade Veiga de Almeida, Coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (NEAB) da FAETEC/RJ e Professora no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFRJ/UFRJ). Tem vários artigos e livros publicados – “Mito e Espiritualidade: Mulheres Negras”, “Os Ibéjis e o Carnaval”, “Caderno de Cultura Afro-Brasileira”, “Iansã, Rainha dos Ventos e Tempestades” e, o mais recente, “Martinho da Vila: Reflexos no Espelho”, em 2019. Atualmente é Presidente do Conselho Deliberativo do Fundo Elas e Coordenadora do grupo de pesquisa de carnaval LUPA do IFCS/UFRJ.

Para conhecer um pouco mais da obra de Helena na internet, sugerimos seus blog, site e Instagram. Como também seu artigo “Mulheres Negras Sempre Guerreiras” para a Revista da ABPN em que trata das estratégias de resistências desde o combate à escravidão, passando pela violência cotidiana e a força da religiosidade. O texto completo está no link: www.bit.ly/artigohelena

Outros links:
Site – www.historiasdatheodoro.com.br
Blog – www.blogdatheodoro.blogspot.com
Instagram – @helenatheodoro_

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Cultura Destaque

GRUPO AWURÊ FAZ CROWNDFUNDING PARA LANÇAR EP E CLIPE

O grupo Awurê lança entre o dia 16 de Outubro e 08 de Dezembro uma vaquinha virtual (https://benfeitoria.com/awure)  para arrecadar fundos e preparar o seu primeiro EP com seis músicas inéditas e videoclipe. Tocando ritmos africanos e brasileiros, o grupo formado por Fabíola MachadoArifran Jr., Anderson Quack e Pedro Oliveira resgata a ancestralidade e combate a intolerância com arte. Homônima ao nome do grupo e do EP, a música de trabalho é composição da cantora e compositora Teresa Cristina em parceria com Raul di Caprio. A estreia do grupo na indústria fonográfica conta ainda com uma canção inédita de Altay Veloso.

“Este EP será a consolidação de todo o nosso trabalho, desenvolvido ao longo desses quase três anos. É a convergência de toda forma de amor, emoção e a alegria gerada em nossos encontros, e um canto de luta e autoafirmação”, adianta Arifran. “Pretendemos levar para o nosso público a festa, os tambores, a celebração da beleza e da importante influência africana na construção da identidade cultural do nosso país”, pontua.

Contando com nomes de peso já no primeiro EP, o grupo entende essa sinergia como algo ancestral. “O reconhecimento pelo nosso trabalho nasce do alinhamento das energias ancestrais que nos trouxeram até aqui, resultando nesta linda arte do encontro e identificação. O grande Altay Veloso tem sido uma bússola pra gente. Um grande mestre que, além de apostar, acredita no nosso som e com isso nos têm dado o carinho necessário e todo o suporte profissional. Um padrinho!”, celebra.

O termo ioruba Àwúré faz menção e desejo de boa sorte, bênçãos e prosperidade. Constituído na pluralização oriunda por diversos estilos musicais como Samba, Ijexá, Jongo, samba de roda e toques de candomblé, o Awurê nasceu em janeiro de 2017, em Madureira, de um encontro despretensioso entre amigos músicos de diferentes influências, cuja trajetória se estabelece forjada na importância e na beleza de todo legado africano, onde o povo negro se sente pertencente a todo o processo. Desde então, além de uma roda de samba mensal no Quintal de Madureira, o grupo já se apresentou em espaços como Teatro Oi Casagrande, Teatro Rival, Teatro da UFF, Solar dos Abacaxis, Museu Capixaba do Negro, Prêmio Atabaque de Ouro, entre outros.

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Colunas

Últimos dias para 4ª Edição do Festival 2ª BLACK

Foto: Caroline Lima

O Rio de Janeiro foi palco de um dos movimentos teatrais mais importantes da história do Brasil: O TEN – Teatro Experimental do Negro, idealizado por Abdias do Nascimento.  Após o surgimento do TEN, o teatro nacional não seria e não é mais o mesmo, pois ele fortaleceu e inspirou a criação de inúmeros movimentos teatrais que buscavam fomentar a arte negra a nível nacional e internacional, como os projetos: “A Cena tá Preta” (Salvador/BA), Segunda Preta (Belo Horizonte/MG) e Segunda Crespa (São Paulo/SP). O Rio de Janeiro também se tornou palco de mais um movimento que visa unir pensadores da arte negra, fomentando a ocupação de espaços como verdadeiros pontos de encontro com a realização da 2ª Black.

Para 2020, daremos continuidade a uma ocupação artística iniciada em 2018 de forma itinerante, que circulou por 03 espaços na cidade do Rio de Janeiro com mais de 100 artistas e um total de 43 performances apresentadas. As apresentações ocorrerão entre 06 e 17 de maio de 2020, em espaço cultural a ser divulgado em data posterior, sendo este sediado na cidade do Rio de Janeiro.

As linguagens artísticas e atividades contempladas neste edital são:

Teatro: Performances e experimentos teatrais, que envolvam um ou mais atores, nas linguagens  dramáticas, líricas ou épicas, podendo incluir elementos na linguagem audiovisual e abarcar os múltiplos gêneros: auto, comédia, drama, fantoche, musical, tragédia e tragicomédia.

Circo: números performáticos que envolvam malabares em geral, equilíbrio, intervenções com palhaços, acrobacias aéreas, clowns, parada de mão, báscula, antipodismo, mastro chinês, contorcionismo, mágicas, e outros que estejam no contexto circense.

Dança: números de dança, entendendo-se o uso do corpo seguindo movimentos previamente estabelecidos (coreografia) ou improvisados (dança livre). Podendo ser dança solo (ex.: coreografia de solista no balé, sapateado, samba); dança em dupla (ex.: tango, salsa, kizomba, valsa, forró etc); dança em grupo (ex.: danças de roda, sapateado, gavota), dança folclórica (ex.: catira, carimbó, reisado etc); dança histórica (ex.: sarabanda, bourré, gavota etc); dança cerimonial (ex.: danças rituais indianas); dança étnica (ex.: danças tradicionais de países ou regiões), dança cênica ou performática (ex.: balé, dança do ventre, sapateado, dança contemporânea); dança social (ex.: dança de salão, axé music, tradicional).

 

SEGUNDA BLACK consiste na realização de mostra NÃO competitiva de performances ou experimentos teatrais nas modalidades de artes cênicas adulto, tendo como objetivos: fomentar as artes cênicas e promover o intercâmbio entre grupos e público, além de destacar e divulgar novos talentos, promover atividades de formação e debates entre artistas e profissionais da área.

LINK DO FORMULÁRIO http://www.segundablack.com.br/