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Artista paraense João da Hora lança novo single exaltando

A IMPORTÂNCIA DO TAMBOR AFRO ENQUANTO RESISTÊNCIA

O novo single “Tambor Sagrado” traz ao público um grito sufocado por anos de tentativa de silenciamento dos instrumentos da cultura e da religiosidade de matriz africana. O tambor é símbolo de resistência, de espiritualidade e sua vibração conecta com o sagrado. Tambor sagrado busca resgatar um povo oprimido, nos guetos, nas ruas, nas vielas, nas favelas, traz identidade, traz o ritmo que ecoa dos seus rufas, traz à tona a ancestralidade, buscando conexão entre o som e a dança.

O Carimbó, Maracatu, Boi Bumba, os rituais da Umbanda, Candomblé, Mina, do Samba ao Reggae, música de Preto! O show “Tambor Sagrado” marca o lançamento do single do cantor e interprete João da Hora, em todas as plataformas digitais. O principal objetivo do trabalho, é trazer ao público, uma reflexão no mês da Consciência Negra a respeito da discriminação, opressão e preconceitos que giram em torno do tambor e tudo que ele representa para a população negra e demais minorias, mostra o tambor e sua representatividade como resistência.

Tambor Sagrado tem um repertorio cheio de musicalidade, raízes da música brasileira e cantos encantados, um trabalho minucioso para deleitar o público ao som inconfundível de forte percussão e atabaques.

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Referência e representatividade negra nas artes

Artistas falam sobre inclusão e diversidade nas produções culturais

O ator e produtor cultural Cridemar Aquino comemora novo personagem na próxima novela , das 19h, da Rede Globo, “Quanto Mais Vida, Melhor”, que estreia no dia 22 de novembro com um elenco super alto astral. O ator vai integrar essa equipe interpretando o delegado Nunes. Com 24 anos de experiência na profissão, o artista, celebra as conquistas dos atores pretos, e acredita que a estreia tão próxima a data que se comemora o Dia da Consciência Negra é uma feliz coincidência.

Foto: Divulgação

Cridemar relembra suas inspirações no ofício:

Dona Ruth de Souza, Dona Lea Garcia e Dona Ilea Ferraz atrizes incríveis, mulheres negras que serviram de espelho não só pra mim, mas pra vários outros artistas negros e negras desse país.

O ator foi pego de surpresa, pois nem esperava receber o convite para o folhetim.

Vocês acreditam que eu tinha esquecido que tinha feito esse teste para a novela? (risos) Quando recebi a notícia do nosso produtor de elenco, Guilherme Gobb, foi fantástico. Depois de 24 anos de carreira, essa é a primeira vez que estou fazendo uma novela inteira, do começo ao fim! Estou muito feliz e o meu personagem, o Delegado Nunes, tem me trazido muitas alegrias.

A novela foi produzida com muitos cuidados, está sendo gravada desde dezembro do ano passado, seguindo todos os protocolos necessários para manter a saúde da equipe. Atualmente, Cridemar foca no futuro e pensa na importância de ter sido escalado e no que isso representa:

Certamente me considero capaz de enfrentar novos desafios na minha carreira profissional. Espero sinceramente que eu e outros artistas negros tenhamos mais oportunidades de mostrar nosso trabalho com mais constância e diversidade de personagens. Nosso público precisa e merece mais referências e representatividade.

Ator Milton Filho celebra trajetória de sucesso no palco, na TV e no cinema

Com destaque em espetáculos premiados como As Cangaceiras e Chaves – Um Tributo Musical, Contos Negreiros do Brasil, Oboró – Masculinidades negras, o ator Milton Filho chegou de Montevidéo, onde gravou uma série para a Amozon Prime Vídeo, direto para os palcos paulistas. Milton faz parte do elenco do musical As Cangaceiras Guerreiras do Sertão, em cartaz no Teatro Tuca.

O ator, também pode ser visto no primeiro curta-metragem dirigido pelo dramaturgo Rodrigo França, Como Esquecer Um Grande Amor, exibido na 14ª edição da Mostra de cinema negro Zózimo Bulbul, no Rio de Janeiro. O festival é um dos mais importantes eventos de representação da cultura negra. Na obra, Milton interpreta Paulo e vive um romance com o protagonista da trama, Caio, papel de Reinaldo Junior, que não consegue superar o fim de seu relacionamento anterior.

Ao longo de sua carreira, Milton teve a oportunidade de vivenciar diversos personagens. Na TV deu vida ao enfermeiro Chico de Amor sem Igual da Record. Mas a indicação ao prêmio Aplauso de Teatro como melhor ator coadjuvante, veio de sua brilhante atuação como o primeiro palhaço negro, Beijamim de Oliveira, no espetáculo em homenagem ao comediante mexicano Roberto Gómez Bolaños (1929-2014).

Milton ressalta que apesar de atuar em diferentes projetos da cultura e do audiovisual, ainda falta oportunidade para artistas pretos: Existe sim uma mudança no cenário e na carreira de profissionais negros, mas ainda é preciso avançar mais. Essa participação mais ativa do negro na dramaturgia é uma conquista. Deixamos de ser apenas o escravo, o porteiro, a doméstica. Nós pretos podemos interpretar personagens que poderiam ser de qualquer etnia. Há avanço, mas ainda temos um longo caminho a percorrer.
Milton afirma que a arte é um caminho para acabar com o preconceito e reparar a dívida histórica do Brasil com a população negra.

A arte traz esperança e faz com que acreditemos que possamos ser tudo. Podemos ser heróis, reis e tudo o que nunca imaginamos ser. Por isso, a arte é fundamental para alicerçar o caráter dos que estão vindo e para reverenciar toda uma ancestralidade. Podemos mudar o pensamento que está enraizado dentro da sociedade para com o negro. Já que a TV e o cinema construíram imaginários racistas, que eles consertarem isso! – conclui.

Representatividade e empoderamento feminino na luta contra o racismo

Foto: Divulgação

Mulheres empoderadas e especialistas falam de inclusão e aceitação da mulher negra

Sávia David, digital influencer, com mais de 180mil seguidores, rainha de bateria da Escola de Samba Vila Maria, musa da Beija-Flor conhece bem o preconceito e a discriminação. De origem humilde, ela escolheu lutar por igualdade e justiça social através da educação. Ela é formada em Direito e Educação Física e tem mais de 30 cursos de especialização na área.

Sávia também é fisiculturista e acumula alguns prêmios. Sua grande paixão é o samba e o carnaval. Em 2022,o enredo da Beija-Flor fala sobre um tema que teve imediata identificação: “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”, um enredo de autoria coletiva, escrito pelas mãos, vozes e memórias de cada componente da comunidade de Nilópolis. Sávia David, musa da escola, vem representando o empoderamento feminino e a sabedoria.

O preto vem de uma história sofrida, mas cheia de beleza, superação e ensinamentos. A mulher preta ainda mais. Pesquisas mostram isso. Mesmo assim, elas não deixaram de mostrar o talento na arte, na literatura, na música e em muitos outros setores. Mulheres que sempre foram poderosas e abriram espaço para todas nós – diz.

Savia ressalta que a sabedoria da mulher negra não está apenas em ter cursado uma faculdade, escrever livros ou se tornar artista. Vai muito além disso. Somos mulheres incríveis e carregamos diversas histórias de superação, resistência, leniência e de resiliência. E hoje ,somos empoderadas porque fomos além e somos capazes de nos libertar dos conceitos estéticos e assumir toda nossa ancestralidade – Conclui.

Atriz Bruna Montenegro é uma das escolhidas para a campanha “Isso é coisa de Preta” do canal GNT.

Com foco na representatividade e empoderamento feminino, a atriz, afrobailarina e pedagoga, Bruna Montenegro, celebra sua primeira participação em programa de TV com projeto que exalta pluralidade e diversidade entre as mulheres negras. Com foco na questão racial, a campanha será veiculada na TV e redes sociais em comemoração ao mês da Consciência Negra.

O objetivo da ação é inverter perspectivas e demonstrar que as mulheres negras têm orgulho de ser quem são, do cabelo, do corpo, das próprias referências e da importância que elas têm no país. Na carreira artística, desde os 8 anos de idade, Bruna tem consciência racial , valorizar a ancestralidade e acredita que sua escolha para o projeto se deu por ser uma mulher completamente fora dos padrões impostos pela sociedade, por ser um corpo preto em movimento, mesmo carregando marcas do racismo:

Apesar de todas essas marcas, eu não desisto e estou sempre procurando ocupar os espaços. Acredito também que minha participação tenha sido por trazer a questão de ser um corpo preto e gordo que dança. E de evidenciar a representatividade para outras mulheres pretas e gordas que muitas vezes desistem dos seus sonhos porque acham que não vão conseguir por conta dos estereótipos impostos pela sociedade.

Eu já pensei como essas irmãs pretas, mas entendi o quanto eu preciso estar e ocupar todos os espaços para que as próximas gerações os ocupem também.

Ainda segundo Bruna, dançar a ancestralidade e ser uma mulher preta real contribuiu muito para sua participação na ação que promove a representatividade, identidade e empoderamento da mulher preta:

Sabemos o quanto é importante para nós artistas pretos ocupar estes espaços no Audiovisual.
Nós artistas pretos já estamos ocupando, mas ainda falta um grande caminho a ser percorrido. Foi emocionante participar desta Campanha no Gnt, ser maquiada por uma mulher preta, ser dirigida por uma mulher preta, ter figurinistas pretas que entendem o seu corpo e o respeitam, o cuidado de uma mulher preta mexendo no meu cabelo. Foi incrível, e enriquecedora todas as etapas do processo – afirma.

RACISMO E INJÚRIA NA LUTA CONTRA O PRECONCEITO

Advogados falam dos avanços jurídicos e de como os negros podem fazer valer seus direitos

Por mais que muitos digam que não, o Brasil é preconceituoso. Uma discriminação que passa por pobres, favelados, nordestinos, gordos e, principalmente, pretos. Na área criminal, depois de anos de luta, avanços foram feitos, como criminalizar essa prática e distinguir de modo específico dois tipos distintos de crime: Injúria racial e racismo.

Mas ainda precisa um ajuste, para a lei ser mais precisa. No dia 28 de outubro último, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o crime de injúria racial passou a ser imprescritível e inafiançável, como o do racismo. Além disso, não precisa mais do interesse da vítima para que as medidas cabíveis sejam tomadas pelo Ministério Público. Segundo o Código Penal, injúria racial é a ofensa à dignidade ou ao decoro em que se utiliza palavra depreciativa referente a raça e cor com a intenção de ofender a honra da vítima. Já o crime de racismo, ocorre quando um grupo ou coletividade sofrem ato de discriminação. Por exemplo: negar o acesso de negro a um determinado local.

Dessa forma, a constituição atua de maneira eficaz no combate ao preconceito e na busca por igualdade de direito e afirmação do negro que há anos sofre com a discriminação e a falta de oportunidades. É o que explica o advogado criminalista, Marcos Thadeu, do escritório Moraes & Santos:

A constituição veio para resgatar e promover a dignidade. As leis são para proteger os cidadãos brasileiros. A era sem lei, onde ecoava o estalo da chibata acabou. Não se pode mais ouvir gemidos dos açoites, nem das senzalas.

Mesmo assim, o racismo, a injúria continuam sendo praticados contra homens, mulheres e crianças. A pequena Elisa de Freitas, apelidada carinhosamente de “Minnie”, por amar a personagem da Disney, chamou a atenção por aos 4 anos, deslizar nas pistas de skate com destreza e naturalidade. Com a conquista nos Jogos Olímpicos de Tóquio da medalha de prata no skate por Rayssa Leal, a “fadinha”, Elisa ganhou destaque a mídia e muito elogios, mas também críticas e comentários racistas.

Chegaram ao cúmulo de desenhar um macaco no skate em referência a minha filha, fora outros comentários que caracterizam injúria racial. Fiz de tudo para proteger minha filha, que não merece ser vítima dessa ignorância, mas lamento profundamente ver que nossa sociedade continua hipócrita e com tanto preconceito – diz o pai de Elisa, o professor de educação física Gilson de Freitas.

Essa ofensa racial é mais comum do que se imagina. Como a punição não era a mesma do racismo, esse crime ainda era praticado com muita frequência. Esperamos que, com leis mas severas, essa história mude. O que existe de fato na sociedade é um preconceito racial, que é silencioso e difícil de ser percebido. E a injúria racial esta é latente na sociedade. Quem não presenciou ou ouviu de alguém foi objeto de insulto como: macaco, negro, crioulo ou o que foi feito de forma covarde com a Elisa? – questiona o Procurador Geral da Câmara Municipal de Mesquita e advogado criminalista, sócio do escritório Mendes & Brunízio, Vagner Marcolino.

Marcos Thadeu conhece de perto essa realidade racista. Com trabalho social na comunidade da Mangueira.

Atendo casos assim quase que diariamente. O negro não pode se calar. A lei deve ser cumprida. A população deve fazer valer os seus direitos, não pode abrir mão disso. A lei não socorre os que dormem. Somente com a denúncia dos fatos, o autor do crime poderá ser penalizado. Seja por agressão física ou verbal, a vítima deve ligar para 190, reunir provas, como fotos, vídeos e relatos de testemunhas e pessoas que presenciaram o crime. Em seguida ir à delegacia mais próxima e registrar a ocorrência para que o agressor seja identificado e punido pelo ato.

As mudanças na lei e as manifestações como o movimento “Vidas Negras Importam” contribuem para o avanço na luta por igualdade, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. “Estamos no caminho certo e com esperança em dias melhores. Vamos seguir e colocar em prática os ensinamentos dos nossos ancestrais que chegaram aqui e foram escravizados. Hoje lutamos pela liberdade e o direito de ocupar todos os lugares. O negro pode ser o que quiser, pode estudar, fazer mestrado doutorado e por aí vai. Somos potência e resistência”, conclui Vagner Marcolino.

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FLISGO 2021 “O novo sempre vem”

Inovação, inclusão sociocultural e democratização do acesso aos bens culturais em São Gonçalo são as palavras de ordem desta edição

A edição deste ano doFestival Literário de São Gonçalo apresenta muitas novidades importantes para o público de São Gonçalo e para os amantes do fazer literário e da literatura ampla e irrestrita. Inspirados na música de Belchior “O novo sempre vem”, a 3ª edição do FLISGO acontecerá em duas modalidades: presencial e online.

A edição presencial acontecerá de 19 a 22 de novembroe será realizada em parceria com o Polo Cultural AfroTribo. O FLISGO, nesta modalidade, inova com ousadia, ao eleger como sede do Festival o Conjunto Residencial Venda da Cruz (Minha Casa Minha Vida) construído na antiga sede do 3º. Batalhão de Infantaria. O conjunto, com 1.240 unidades (o maior de São Gonçalo) tem uma população de mais de cinco mil pessoas oriundas das classes populares do município de São Gonçalo e Niterói, especialmente as vítimas do deslizamento do Morro do Bumba ocorrido com as chuvas de abril de 2010.

A Cultura Popular será um importante protagonista da edição presencial: Tambor de Crioula, Bumba Meu Boi, Folia de Reis, Jongo, Maracatu, Capoeira, Danças Afro estão na programação do Festival e a abertura oficial será realizada pela escola de samba da cidade, Unidos do Porto da Pedra. Além disso acontecerão exposições fotográficas, resultado das oficinas de fotografia ministradas por Luiz Alvarenga, aos homens egressos do sistema penal;oficinas de cinema com o grande cineasta gonçalense Alberto Sena; a artista plástica Gabriella Marinho dará uma oficina de argila; e o marco zero da Sala do primeiro Cinema Popular do Município, organizado pela ONG Afrotribo também acontecerá no festival. Artistas locais apresentarão durante os quatros dias de evento, peças teatrais, musicais, orquestra de gaita de foles, saraus como o do João do Corujão. E, compondo essa força tarefa de acessibilidade a bens culturais, contaremos com mais de 200 (duzentos) Fazedor de Arte e Cultura de diversas linguagens artísticas (Cia de Teatro, Cia de Dança, Contadores de Histórias, Bandas e etc.) totalmente gratuito para a comunidade e para os mais de 100 (cem) assistidos por projetos sociais do município que já confirmaram presença através do Fórum Social Gonçalense.

O generoso escritor e ator Hélio De La Pena e Rodrigo França já confirmaram presença, assim como a Dra. Helena Theodoro e  a escritora Vilma Piedade, referências da literatura feminista afro brasileira. Além disso, dezenas de autores/as do Município e de cidades vizinhas também estarão no festival.

Pela primeira vez homenagearemos um escritor, e o homenageado será o poeta e escritor Carlos de Assumpção. “O tempo é espiralar.Os ciclos se renovam e a escrita de Carlos de Assumpção faz perpetuar a vida do protagonismo da literatura negro brasileira contemporânea. Sua narrativa concretiza a herança afrobrasileira. Axé!” Explica Lia Vieira, uma das curadoras do evento. A artista plástica da cidade, Elizabeth Salles, irá presentear o escritor com um busto que terá moradia no polo cultural Afrotribo.

“Descentralizar o acesso a bens culturais é a missão do Festival Literário de São Gonçalo. Desde que foi criado, em 2019, temos feito o festival em espaços mais centrais da cidade, onde muitas pessoas de classes populares não acessam. A realização do FLISGO, no conjunto habitacional é um grito para chamar a atenção de que os beneficiários dessa política pública não querem somente casa ou comida. Querem casa, comida, diversão e arte e é isso que queremos fazer no FLISGO 21. Levar diversão e arte para todos, todas e todes”.Ressalta Alberto Rodrigues, coordenador do Festival.

E a inovação na cultura não para por aí, a programação online do FLISGO 2021 acontecerá de 26 a 29 de novembro.O, e-FLISGO contará com oficinas de formação em marketing literário e uma diversidade de painéis com participação de especialistas que versarão sobre os temas que estruturam a produção literária nas redes sociais. O e-FLISGO tratará, já na sua abertura, dos novos caminhos do mercado literário, os processos de produção em e-Book, a auto publicação e o marketing.

O e-FLISGO será transmitido pelo Canal do Youtube Q-Cria.

Programação Presencial – 19 a 22 de novembro – De 10h às 17h/ Totalmente Gratuito.

Conjunto Residencial Venda da Cruz – Minha Casa Minha Vida – Antigo 3º. Batalhão de Infantaria, Venda da Cruz, São Gonçalo, RJ

Realização O Acesso Cultural

Mais informações: (21) 99391-8644 (Gaia Assessoria de Comunicação) | @flisgo

 

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Funarte realiza a XXIV Bienal de Música Brasileira Contemporânea

Presencial e com ingressos a preços populares, a edição deste ano, que tem 11 concertos, conta com parceria da UFRJ e apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro

A Fundação Nacional de Artes – Funarte e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizam a XXIV Bienal de Música Brasileira Contemporânea, entre os dias 13 e 21 de novembro – com uma apresentação extra no dia 24 – na Sala Cecília Meireles, Centro do Rio de Janeiro. O público poderá conhecer obras de 74 compositores, vindos de 12 unidades da Federação, em 11 concertos, com ingressos a R$ 10. A abertura, com a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (OSJRJ), será no sábado (13), às 19h. O Governo do Estado do Rio de Janeiro apoia esta edição, por meio da FUNARJ)/Sala Cecília Meireles.

Haverá quatro apresentações de música de câmara: no dia 14, domingo, às 17h; nos dias 16 e 17, terça e quarta-feira, às 19h; e no dia 24, quarta, no mesmo horário. Uma série de audições de música eletroacústica e mista será apresentada no dia 16, às 16h. Serão realizados seis concertos com orquestras, nos dias 13,15,18,19, 20 e 21 (horários abaixo) – cada um com um conjunto. A quantidade é um ponto relevante da XXIV Bienal: esse número de formações orquestrais somente foi superado na 13a edição do programa, em 1999, com sete orquestras. Ao todo, serão executadas 75 partituras, sendo 44 delas em estreia mundial, 46 em estreia presencial e uma a título de homenagem póstuma, para o compositor Henrique David Korenchendler (1948-2021).

A OSJRJ, responsável pelo concerto de abertura, integra o grupo Ação Social pela Música do Brasil. A regência será do compositor Guilherme Bernstein – com a execução de uma obra sua. A participação dessa orquestra tem por objetivo aproximar os jovens do universo dos projetos sociais ligados à música e, ao mesmo tempo, divulgar na Bienal essa atividade musical importante – realizada fora dos meios acadêmicos. Há apenas dois registros de orquestras jovens na Bienal desde 1975: a extinta Orquestra Sinfônica Jovem do Estado do Rio de Janeiro – em três edições entre 1985 e 1989 –, e a Orquestra Juvenil da Bahia, do programa Neojiba (Governo do Estado da Bahia), em 2015.

Além da carioca OSJRJ, virá, de São Paulo (SP), a eclética orquestra Câmaranóva, liderada pelo compositor Felipe Senna. Ela se apresenta no dia 15 de novembro, às 17h. Os concertos finais serão realizados pela Orquestra Sinfônica de Barra Mansa – OSBM (Estado do RJ), em sua primeira participação em bienais, no dia 18/11 às 19h, sob a
regência de Anderson Alves; Orquestra Sinfônica da UFRJ (dia 19/11 às 19h), com regência de Thiago Santos; pela Orquestra Petrobras Sinfônica (OPES), dia 20/11 às 19h – regência de Felipe Prazeres; e pela Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminense (OSN – UFF), dia 21/11 às 17h – regência de Roberto Duarte. No dia 24, a Bienal termina com um concerto de câmara, para  vários instrumentos.

Dois dos compositores participantes moram no exterior: Eduardo Frigatti na Polônia, e Bruno Cunha, na República Tcheca. Autores de diferentes gerações estão entre os escolhidos, desde os convidados e veteranos Edino Kriger (93 anos), Ernst Mahle (92 anos) e Ricardo Tacuchian –aos 82 anos, o único a participar de todas as edições do evento, em sua 24ª colaboração – e Marlos Nobre (82 anos), até jovens,
recém-saídos de cursos universitários. Além dos citados, participam,
a convite, nomes reconhecidos: Tim Rescala, Eli-Eri Moura, Ernani
Aguiar, Fernando Cerqueira, Guilherme Bauer, Harry Crowl, João
Guilherme Ripper, Jorge Antunes, Luigi Antonio Irlandini, Luiz Carlos
Csekö, Maria Helena Rosas Fernandes, Marisa Rezende,  Nestor de
Hollanda, Paulo Costa Lima, Pauxy Gentil Nunes, Raul do Valle, Roberto Victorio, Rodolfo Coelho de Souza, Rodrigo Cicchelli, Ronaldo Miranda, Silvio Ferraz e Wellington Gomes.

A parceria da UFRJ nesta edição do programa realiza-se pelo Sistema Nacional de Orquestras Sociais (Sinos), desenvolvido pela Funarte e pela Universidade. A coordenação artística é do maestro André Cardoso e a coordenação de produção é do vice-diretor e diretor adjunto do Setor Artístico da Escola de Música da UFRJ, o maestro Marcelo Jardim. A coordenação-geral é de Bernardo Guerra, diretor do Centro da Música da Funarte, com a assistência de Flávia Peralva.

Alguns números desta Bienal

Foram divulgados números da XXIV Bienal de Música Contemporânea, que mostram a representatividade dos compositores por unidades da federação: da Bahia, são quatro autores; do Ceará, um; do Distrito Federal, dois; o mesmo número de Goiás; de Minas Gerais: cinco; de Mato Grosso, um, assim como da Paraíba; do Paraná, cinco; de Santa Catarina, dois; de São Paulo, 16; do Rio de Janeiro, 29; e do Rio Grande do Sul, quatro. Ainda que realizada com as restrições impostas pelos protocolos sanitários atuais, que condicionaram o efetivo de intérpretes e o repertório, os números da edição 2021 são
relevantes: 74 compositores, dentre convidados (maiores de 50 anos e com, pelo menos, dez participações em bienais) e contemplados por chamada pública.

Das 253 partituras inscritas no edital, 213 foram habilitadas para a etapa de seleção. Ao final, foram escolhidas as 48 obras, que, assim como aquelas encaminhadas pelos compositores convidados, mais a homenagem, formam a programação de 75 peças. Elas foram selecionadas por uma comissão, composta por compositores e regentes, de diversos estados do País. Destaca-se ainda o fato de que 44 dessas obras nunca foram apresentadas.

Sobre as bienais de música da Funarte

O projeto que originou a Bienal de Música Brasileira Contemporânea foi criado pelo compositor Edino Krieger, em 1968. Teve por inspiração os famosos festivais da canção, direcionados para a música popular. Encampada pela Secretaria de Cultura do antigo Estado da Guanabara, a proposta abriu a temporada do Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 1969, sob o nome de Festival de Música da Guanabara (FMG). Com o formato de concurso, ele ganhou uma segunda edição, em 1970 e, em seguida, foi interrompido.

Em 1973, Myrian Dauelsberg assumiu a direção da Sala Cecília Meireles, também na Capital Fluminense. A pianista e empresária achou, em arquivos, um novo projeto de Krieger, que substituía o FMG pela Bienal. Sem caráter competitivo, esta seria uma mostra da produção dos compositores brasileiros contemporâneos. Autorizada por seu criador, Dauelsberg produziu a I Bienal de Música Brasileira Contemporânea, em 1975 (ano em que se instituiu a Fundação Nacional de Artes). O fim da gestão de Dauelsberg coincidiu com a presença de Edino Krieger à frente do Instituto Nacional de Música da Funarte antigo nome do atual Centro da Música da casa. Isso permitiu que a entidade federal abraçasse o projeto, mantido por ela desde então.

Foram realizadas 23 edições da Bienal, desde seu lançamento, em 75, sem pausas. Entre 1975 e 2017 (ou seja, em 22 edições), as bienais proporcionaram a participação de 472 compositores, com a execução de 1.740 obras, sendo 1.002 delas em primeira audição – o que significa
uma produção e lançamento de material inédito, que valoriza e amplia a importância do programa. Muitos dos compositores são jovens, o que representa uma importante renovação de nomes e ampliação da música de concerto produzida no Brasil –  inclusive territorialmente. De início, a produção se concentrava basicamente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. Hoje, mediante as sucessivas edições, houve avanços significativos na integração de centros de produção
musical contemporânea, de quase todos os estados. Essas entidades atendem à formação de profissionais da música em alto nível – o que resulta na crescente participação de novos compositores, a cada Bienal. Autores hoje renomados tiveram o primeiro impulso em suas carreiras depois de contemplados num dos eventos. A história da Bienal é também marcada por alguns nomes emblemáticos e essenciais, referências na música brasileira atual.

Durante muitos anos, a Bienal de Música Brasileira Contemporânea da Funarte foi dirigida por um dedicado servidor da casa: o musicólogo e membro de Academia Brasileira de Música (ABM) Flávio Silva (1939 – 2019), então coordenador de música de concerto da Fundação.

Homenagens de 2021

Assim como nas edições passadas, a XXIV Bienal também presta tributo a compositores e intérpretes que marcaram o cenário musical brasileiro das últimas décadas. Este ano os homenageados são: Tim Rescala – 60 anos; Fernando Cerqueira – 80 anos; Roberto Duarte – 80 anos; Henrique Morelenbaum – 90 anos; Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro – 90 anos; e  Orquestra Sinfônica Nacional da UFF – 60 anos. In memoriam: Antônio Arzolla (1966-2021); Gustavo Menezes (1973-2021); Henrique (Herz) David Korenchendler (1948-2021); Nelson Abramento (1937-2021); Nelson Freire (1944-2021).

Está prevista a transmissão ao vivo de todos os concertos da Bienal,
por meio do canal de vídeo Arte de Toda Gente

Programação completa aqui

Serviço:

XXIV Bienal de Música Brasileira Contemporânea

13 a 21 e 24 de novembro de 2021

Sala Cecília Meireles e Espaço Guiomar Novaes

Rua da Lapa, 47 – Centro, Rio de Janeiro (RJ)

Concertos presenciais

Ingressos: R$ 10, na bilheteria

Classificação indicativa: Livre

Horários:

Dia 13, sábado – 19h

Dia 14, domingo – 17h

Dia 15, segunda-feira – 17h

Dia 16, terça-feira, 16h e 19h

Dia 17, quarta-feira – 19h

Dia 18, quinta-feira – 19h

Dia 19, sexta-feira – 19h

Dia 20, sábado – 19h

Dia 21, domingo – 17h

Dia 24, quarta-feira – 19h

Transmissão ao vivo no Canal Arte de Toda Gente

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Exposição “RETRATOS RELATOS” de Panmela Castro é reaberta ao público no Museu da Republica

Mostra de portraits interrompida durante a pandemia reabre para visitação, a partir de 15 de novembro, dia do aniversário do museu

Uma semana antes do início do isolamento social contra a pandemia da
COVID-19, em 07 de março de 2020, o Salão Nobre do Palácio do Catete, no Museu da República, servia de palco para um baile, onde o público dançava em pares pisoteando flores em alusão a violência doméstica. A performance marcaria a abertura da exposição “Retratos Relatos”, da artista carioca Panmela Castro, que, agora, quase vinte meses depois, passa a ficar novamente aberta à visitação, no dia 15 de novembro, dia do aniversário de 81 anos do museu. Com curadoria de Keyna Eleison, a exposição apresenta uma série de retratos inspirados em relatos de mulheres enviados à artista por email.

Tudo começou em 2019. Motivada pela repercussão de um suposto caso de abuso que veio a público envolvendo uma jovem e um jogador

Foto: Divulgação

de futebol, Panmela postou nas redes sociais uma experiência que havia vivenciado anos atrás e convidou outras mulheres a dividirem suas histórias. A resposta foi tão grande que Panmela, premiada internacionalmente pelo seu ativismo social frente a ONG Rede Nami, resolveu transformar os relatos em um projeto artístico. Desde então, a artista vem recebendo via email estórias de mulheres de todas as partes do país, acompanhadas por selfies. Cada relato foi transformado num portrait, inspirado não só pela imagem da autora como temática da narrativa.

Ao todo, a exposição traz 18 obras das quais sete são inéditas, criadas no último ano, ao longo do isolamento. Cada pintura vem acompanhada do texto na íntegra, tal qual foi escrito, sem que o nome seja revelado. São relatos, por exemplo, de mulheres contando como se sentiram em suas casas nesse período, acumulando funções do trabalho remoto e a responsabilidade pelos cuidados da família. Das obras antigas para as novas não só os temas mudaram como também o visual das pinturas. Segundo Panmela, durante o período sozinha no ateliê, ela pode se concentrar em desenvolver seu trabalho de arte, criando novos rumos para a sua produção.

Apesar de não ter estipulado o teor, a maioria dos relatos fala de
abusos contra a mulher nas suas mais variadas formas. Um deles, inédito no acervo, é o da Dra. Cristina, caso emblemático da década de 80, que acabou abrindo portas para que outras mulheres denunciassem seus companheiros. Cristina teve 85% do corpo queimado pelo namorado e o agressor foi condenado a 11 anos de prisão em uma época em que não existia a Lei Maria da Penha. Hoje, ela está à frente de uma organização especializada em tratar cicatrizes emocionais. A mostra também traz o relato da própria Panmela, vítima de abuso sexual na adolescência.

Os relatos enviados durante a quarentena apontam para um velho e conhecido problema da nossa sociedade: o machismo estrutural, que acaba regendo todas as relações dentro de casa, não só entre marido e mulher como também entre pais e filhos. São desabafos de mães sobrecarregadas com os afazeres de casa e deveres profissionais; mães e filhas descobrindo na convivência diária suas diferenças; ou
simplesmente mulheres que viram suas vidas virarem do avesso por conta da pandemia. Um deles conta o drama de uma jovem que descobriu ser soropositiva no meio da gestação durante a quarentena. A partir daí, ao invés de apoio, ela passa a sofrer todas as formas de violência possível do marido e de sua família, culminado com a perda da casa e a guarda do bebê.Estórias como essas reforçam também uma das principais bandeiras levantadas por Panmela: a equidade racial e de gênero. Segundo ela, a pandemia trouxe uma maior preocupação com os mais vulneráveis se fazendo urgente repensar as políticas em prol desses indivíduos.

É preciso dar espaço para que pessoas negras, com deficiência, mulheres, LGBTQIA+, povos originários tenham acesso aos espaços de decisão e poder, seja através das artes, política ou ciências. Só assim seremos capazes de pensar um futuro mais justo e igualitário para todos: uma esperança de desenvolvimento de relações muito mais sustentáveis entre as próprias pessoas e com o planeta – defende a

artista.

Ao longo dos meses, como parte da programação de “Retratos
Relatos”, também serão promovidas algumas atividades gratuitas no
Museu da República, tais como, uma tarde de pintura ao vivo com Panmela no jardim e uma oficina de autoretrato no espaço educativo da instituição.

Foto: Divulgação
SOBRE PANMELA CASTRO:

Panmela Castro (1981) é artista visual, ativista, grafiteira, performer e educadora. Utiliza a arte como ativismo em defesa dos direitos da mulher e da igualdade de gênero. Reconhecida internacionalmente, seu trabalho, além da pintura e do grafitti, inclui performances, fotografia, vídeo, esculturas e instalações participativas. Atualmente, Panmela é representada pela Galeria Luísa Strina, em São Paulo, uma das mais importante da América Latina e, recentemente, teve suas obras adquiridas para coleções dos principais museus do mundo como o Stedelijk muse um de Amsterdam, o Instituto de Arte Contemporânea de Miami e mesmo o Museu de Arte no Rio.

Além da Exposição “Retratos Relatos”, Panmela ainda está com obra na exposição “Enciclopédia Negra”, na Pinacoteca de São Paulo, e na C Galeria, no Rio. No primeiro semestre foi apresentada na maior feira de Arte do mundo, a Basel como pioneira de sua geração na arte brasileira, além de apresentar sua obra em exposições em Nova York e Portugal. Sem contar com sua primeira exposição individual rescém aberta em sua galeria, em São Paulo, que a destacou como a artista brasileira mais celebrada da cena nacional.

Como tradição de seu ativismo e sua ocupação como presidente da Rede NAMI, organização que fundou em 2010 para promover os direitos das mulheres, em setembro deste ano, Panmela apresentou as artistas da ONG na Artrio, a feira de arte tradicional do Rio de Janeiro, onde não só vendeu o trabalho de todas as participantes (que em sua maioria nunca haviam experimentado viver de sua arte), como também colocou na coleção do MAR, três delas.

Nascida na Penha, subúrbio na Zona Norte do Rio de Janeiro, Panmela começou a carreira nas ruas, em 2005, com o codinome Anarkia Boladona. Motivada por uma experiência pessoal de violência doméstica praticada por seu então marido, Panmela encontra no grafite a expressão oportuna para desenvolver sua pesquisa, que entrelaça experiências pessoais, espaço público e questões políticas. Mais tarde, ingressa na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EBA/UFRJ), onde conclui o bacharelado em pintura, e, depois, torna-se mestre em processos artísticos contemporâneos pelo Instituto de Artes da UERJ.

A partir de 2010 funda e coordena a Nami, Rede Feminista de Arte Urbana, cujo nome é inversão das sílabas de palavra mina. A rede acompanha artistas, produz exposições e workshops dos projetos Graffiti Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres e Afro Grafiteiras e  mantém um museu.

Panmela já esteve presente em festivais e projetos de arte pública em mais de 20 países, entre os quais se destacam o mural Together We Are Stronger (2019), no Stedelijk Museum, em Amsterdam; Dororidade (2018), no Quarteirão Cultural da Lavradio, no Rio de Janeiro; Women’s Rights Are Human Rights (2017), na First Street Green Art Park, em Nova York; Somos Somas (2016), no Urban Nation Museum de Berlim.

Reconhecida como a Rainha do Graffiti Brasileiro pela TV norte-americana CNN, Panmela é premiada como Grafiteiro do Ano (2007) e Grafiteiro da Década (2010), pela Central Única das Favelas (Cufa), no Rio de Janeiro. Recebe ainda o prêmio Vital Voices Global Leadership Awards (2010), e integra a lista 150 Women Who Shake The World (2012).

Com atuação engajada – em sua expressão artística, palestras e
workshops –, Panmela Castro aponta questões sobre desigualdade de
gênero propondo um diálogo entre arte e público. Abre caminho para
outras mulheres artistas, sugerindo que uma arte socialmente consciente
possa transmitir mensagens que ajudem a implementar importantes e
necessárias mudanças estruturais, sociais e culturais

SERVIÇO:

RETRATOS RELATOS – PANMELA CASTRO/CURADORIA KEYNA ELEISON LOCAL: Museu da República (Rua do Catete, 153. Catete. Rio de Janeiro).
DATA: 15 de novembro a 31 de março.
HORÁRIO VISITAÇAO: 10h às 17h (terça a sexta); 11h às 17h (sábado, domingo e feriados). Jardins (8h às 17h) diariamente.
CONTATO: (21) 3470-7062

VALOR: Entrada Franca.

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Funarte revitaliza e preserva acervo com apoio da Fundação de Arte de Ouro Preto

Em continuidade das ações de conservação, Cedoc recebe visitas técnicas nesta semana

A Fundação Nacional de Artes – Funarte, em parceria com a Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), realiza ações de restauro e preservação do seu acervo documental e artístico. Nesta semana, equipes da Faop promovem visitas técnicas na Fundação, para analisar o material que integra o Centro de Documentação e Pesquisa (Cedoc) da Funarte.

Com ações contínuas, para conservar o acervo e abrigá-lo em local seguro, a Funarte reafirma compromisso com a integridade do seu patrimônio. Em agosto, a Fundação decidiu pela interdição de prédio que abriga o Cedoc, por tempo indeterminado, tendo em vista o estado do imóvel, para preservar a segurança das pessoas e do acervo. O material está em processo de transferência para novas instalações.

Por meio do Cedoc, a Funarte cumpre a importante função de preservar e difundir a história e a memória da arte e cultura brasileiras, bem como das políticas públicas desenvolvidas para as artes cênicas (teatro, dança, circo), artes visuais (fotografia, artes plásticas, vídeo, entre outras) e música (popular e erudita).

A Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) atua, por meio de políticas públicas e parcerias, em ações de conservação, restauração e atividades de formação e transformação social.

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Fundação Nacional de Artes lança a nova série de vídeos ‘Encontros Funarte Acessibilidança’

Bailarinos, diretores e artistas das cinco regiões do país trocam experiências sobre a participação no Festival Funarte Acessibilidança

A Fundação Nacional de Artes- Funarte, por meio de sua Coordenação de Dança, apresenta uma nova série, Encontros Funarte Acessibilidança, a partir desta terça-feira, 9 de novembro, às 19h. Até o início de dezembro, serão disponibilizadas dez conversas em vídeos com artistas contemplados na primeira edição do Prêmio Festival Funarte Acessibilidança. O objetivo é apresentar um pouco mais sobre as companhias e os espetáculos participantes do evento e promover, ainda, a troca de experiências sobre os caminhos percorridos para a criação e produção dessas montagens, totalmente voltadas à acessibilidade e à inclusão.

As sessões da nova série, com legendagem e Libras, serão lançadas no
canal da Fundação no YouTube às terças e sextas-feiras, com acesso gratuito. As ações também serão divulgadas no Portal da instutuição e nas redes sociais da Funarte.

O primeiro Festival Funarte Acessibilidança foi criado a partir das ações do Prêmio Festival Funarte Acessibilidança Virtual 2020. No concurso público, foram premiados 25 projetos de vídeos de espetáculos, que promovem o acesso de todas as pessoas à arte. O objetivo do processo seletivo é valorizar e fortalecer a expressão da dança brasileira, bem como fomentar a democratização, a inclusão e a acessibilidade. A segunda edição do Festival já está sendo planejada, para proporcionar ao público espectador uma agenda diversificada e totalmente acessível por meio dos canais digitais da Funarte.

Entre junho e novembro deste ano, a Funarte exibiu em seu canal no YouTube os espetáculos contemplados na primeira edição do Prêmio. Companhias, diretores, bailarinos, artistas e profissionais de todas as regiões do país integraram o evento, inédito na instituição. A  inovações no processo criativo, o compromisso com o coletivo e a contribuição para a elevação da autoestima e autonomia de movimento dos corpos, com e sem deficiência, são alguns dos assuntos relatados nos encontros, mediados pelo coordenador de Dança da instituição, Fabiano Carneiro.

Toda essa experiência é relatada nos _Encontros Funarte Acessibilidança. Com dez episódios, o público poderá acompanhar o relato das vivências ao longo do processo criativo para os espetáculos do Festival, sob o olhar dos diretores artísticos, coreógrafos, produtores e bailarinos – destaca Fabiano Carneiro.

A importância da premiação para o desenvolvimento de um trabalho durante a pandemia da covid 19, o desenrolar do processo criativo nesse contexto e a relevância da realização do Festival por parte da Funarte, em âmbito nacional, foram alguns dos pontos trazidos para a conversa – complementa o coordenador.

Confira a programação do ‘Encontros Funarte Acessibilidança’

Dia 9 de novembro, terça-feira, às 19h

Encontro Região Norte, com Caroline Galgane, da Cia. Lamira Artes
Cênicas (TO); Andreia Machado, do Grupo de Dança Reconstruindo o
Quilombo (RO); e Mario Nascimento, do Corpo de Dança do Amazonas (AM)

Dia 12 de novembro, sexta-feira, às 19h

Encontro Região Sul, com Andréa Sério, do Grupo Nó Movimento em Rede (PR); Ana Luiza Ciscato, da Cia. de Dança Lápis de Seda (SC); e
Daniele Zill, da Cia. Del Puerto (RS)

Dia 16 de novembro, terça-feira, às 19h

1º Encontro Região Nordeste, com Edu O, do espetáculo _Ah, se eu
fosse Marilyn!_ (BA); Luiz Carlos Vale, da Cia. de Dança Eficiente
(PI); e Elísio Pitta, da montagem _Rio sem Margem_ (BA)

Dia 19 de novembro, sexta-feira, às 19h

2º Encontro Região Nordeste, com Daniel Silva, do Grupo Movidos Dança Contemporânea (RN); Taciana Gomes, do espetáculo Ensaio sobre o Silêncio (PE); e Renée Loui, do Coletivo CIDA (RN)

Dia 23 de novembro, terça-feira, às 19h

Encontro Região Centro-Oeste, com Carla Maia, do espetáculo Rodas em Dança: Livre e Lives (DF); Eliana Carneiro, da montagem Depois do Silêncio (DF); e João Rocha, do espetáculo Capão Dançante (MS)

Dia 26 de novembro, sexta-feira, às 19h

Encontro misto com as regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, com Alexandre Américo, do espetáculo Proibido Elefantes (RN); Marlini de Lima, da montagem TransBordar (GO); e Adelly Costantini, do espetáculo Coisa de Anjo (RJ)

Dia 30 de novembro, terça-feira, às 19h

1º Encontro Região Sudeste, com Renata Mara, do espetáculo Húmus (MG); Maria Tereza Taquechel, da montagem Olhares Ímpares (RJ); Suzie Bianchi, do espetáculo Conexões (SP)

Dia 3 de dezembro, sexta-feira, às 19h

2º Encontro Região Sudeste, com Viviane Macedo, do espetáculo Diversidade na dança através da singularidade de cada bailarino (RJ); Milton Jesus, da montagem Anatta (SP); e Paulo Azevedo, do espetáculo Elementos disponíveis para outras composições (RJ)

Dia 7 de dezembro, terça-feira, às 19h

1º Encontro ‘Sob o olhar dos bailarinos’,com Edgar Jacques, do espetáculo Só se fechar os olhos (SP); Moira Braga, da montagem
Olhares Ímpares (RJ); e Juliana Lindsem, do espetáculo Rodas em
Dança: Livre e Lives (DF)

Dia 10 de dezembro, sexta-feira, às 19h

2º Encontro ‘Sob o olhar dos bailarinos’, com Jamaica Azevedo, do espetáculo Estado de Apneia (RN); Jania Santos, da montagem Proibido Elefantes (RN); e Analu Faria, do espetáculo Coisa de Anjo (RJ)

‘Encontros Funarte Acessibilidança’

Acesso gratuito, no canal

Com legendagem e Libras

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O novo fenômeno do TRAP FUNK

Kaion começou a chamar atenção muito cedo, aos 8 anos já demonstrava o seu talento para o canto e aos 10 ganhou o primeiro violão. Com 16 anos entrou para o conservatório municipal de música de Guarulhos – São Paulo. Ao mesmo tempo em que desenvolvia a sua parte teórica instrumental , estudava canto. Por 4 anos aperfeiçoou a técnica vocal. Indo para a Baixada Santista conheceu o DJ Nino e teve seu primeiro contato com o Funk. A parceria deu certo e Kaion gravou assim seus primeiros singles.

O trabalho chamou atenção de uma produtora de São Paulo e Kaion assinou seu primeiro contrato. Logo na primeira semana compôs um de seus grandes sucessos a faixa “O menor venceu” e ” Eu e ela” está em parceria com o EZ , compositor de Kevinho e Menor Nico.

Como compositor e produtor musical o cantor da zona leste de São Paulo deu seus primeiros passos no Funk Consciente, somando mais de 10 milhões de visualizações em seus trabalhos no YouTube( O Menor venceu, Eu e Ela entre outros ). Hoje em uma nova vibe, Kaion explora a sua musicalidade e criatividade como produtor musical passando por outros estilos como Rap,

Trap e TrapFunk kAION já inicia sua carreira como uma das marcas jovens mais promissoras do mercado, com 51 fãs clubes espalhados pelo Brasil.

Link da música ” Eu e Ela”

Link da Música ” O menor Venceu”

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Shopping traz o mundo encantado de Alice no País das Maravilhas para o Natal

Além do tradicional Papai Noel, de volta presencialmente, personagens da fábula vão receber crianças e adultos nos fins de semana, até 22 de dezembro

Uma experiência mágica aguarda crianças e adultos no Madureira Shopping a partir deste domingo, 7 de novembro, quando todos poderão embarcar em uma viagem ao País das Maravilhas. Para resgatar o clima de esperança e fantasia do Natal, o shopping, que faz parte da Ancar Ivanhoe, uma das maiores administradoras de estabelecimentos comerciais do país, convidou Alice e seus amigos para reencontrar o Papai Noel, que estará de volta, de forma presencial, este ano.

Queremos que os nossos clientes sintam novamente a magia do Natal e celebrem esse momento especial com a gente, desta vez com o Papai Noel de volta presencialmente. Este é o primeiro Natal licenciado do Madu e acreditamos que a época do ano e o mundo de Alice têm tudo a ver, já que são cheios de encantos e possibilidades. Esse é o nosso presente para o bairro – diz Vivian de Oliveira, coordenadora de marketing do Madureira Shopping.

O clima da época mais mágica do ano poderá ser vivido já na entrada do shopping, que terá a fachada iluminada com relógios e cartas, fazendo referência à fábula de Lewis Carroll.

O destaque da decoração interna, que ocupará toda a praça de eventos, é um labirinto de 70 mque guardará diversas surpresas a quem se aventurar por seus caminhos. Por lá, os clientes vão poder posar ao lado de réplicas em tamanho real do icônico gato da história e dos pitorescos gêmeos Tweedledee e Tweedledum, por exemplo. Um portal encantado e árvores de Natal com decoração temática do mundo de Alice completam a decoração. Além disso, as crianças vão poder se divertir em xícaras giratórias, de forma gratuita. Basta apresentar o cupom do app do Shopping para controle de acesso.

Ao caminhar pelo espaço, todos devem estar atentos e preparados para conhecer de perto personagens como o Coelho Branco, a Rainha e o Rei de Copas, os guardas… E, claro, a Alice e o Chapeleiro que não poderiam ficar de fora.

 VOLTA DO PAPAI NOEL PRESENCIAL

A grande atração do Natal, o Papai Noel, será o dono da festa. Seguindo a tradição, o Bom Velhinho do Madureira Shopping, interpretado por um ator negro, que é símbolo da diversidade e da alegria do bairro, estará, todos os dias, a partir de 7 de novembro, de forma presencial, recebendo as crianças e posando para a já tradicional fotografia, respeitando todos os protocolos de segurança. Até 30 de novembro, o Papai Noel estará no shopping de segunda a sexta, entre 13h e 22h, aos sábados das 10h às 22h e aos domingos e feriados entre 13h e 21h. Já em dezembro, o Bom Velhinho vai posar para fotos entre segunda e sábado, das 10h às 22h, e aos domingos entre 13h e 21h. O espaço para garantir o clique oficial com o simpático personagem fica no primeiro piso, em frente à Praça de Eventos. As fotos em tamanho 10x15cm custam R$ 20,00, enquanto a imagem nas dimensões 15x20cm sai a R$ 30,00. Há, também a possibilidade de imprimir a foto em camisa, caneca, azulejo e bota natalina, por R$ 35,00.

 MEET AND GREET

Para tornar a experiência ainda mais inesquecível, o shopping está preparando um encontro com os personagens Alice, Chapeleiro e Rainha de Copas, aos fins de semana, entre 7 de novembro e 22 de dezembro, sempre a partir das 15h. A atração é gratuita e os interessados em participar devem retirar o cupom no aplicativo do shopping.

Serviço | Madureira Shopping

Alice e o Natal no País das Maravilhas

Data: Entre 07/11 e 31/12
Onde: Praça de eventos do Madureira Shopping. 1ª piso.
Endereço: Estrada do Portela, 222 – Madureira.

Atração gratuita.

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Oficina de brinquedo, esquete teatral e bate-papo com a escritora Angélica Paes

O projeto Encontros Culturais do Ecomuseu de Santa Cruz vai promover uma tarde de atividades educativas e culturais para as crianças assistidas pela ONG Criar e Transformar, de Paciência. Na próxima sexta-feira, dia 5 de novembro, a partir das 15h, a escritora Angélica Paes vai ministrar a oficina de construção de brinquedos “Sonhos, brincando com Barangandã” e apresentar o esquete teatral “O sonho de uma dançarina da periferia”, seguido de bate-papo com a autora.

Na oficina, as crianças vão construir seu próprio barangandã com papel crepom, folhas de jornal, barbante e muita criatividade. Ao ser girado, esse brinquedo típico de Minas Gerais lembra um arco-íris – explica a Angélica Paes.

ONG Criar e Transformar

A Associação Criar e Transformar realiza atividades sem finalidade lucrativa no campo da Cultura, Educação e Assistência social, especificamente com ações de fortalecimento de vínculos entre pessoas em estado de vulnerabilidade socioeconômica, mulheres, crianças e adolescentes de Paciência e Santa Cruz.

Encontros Culturais

O projeto Encontros Culturais do Ecomuseu de Santa Cruz é um projeto de arte-educação que há quatro anos leva atividades culturais e educacionais, gratuitas, para jovens e crianças do bairro e do entorno, na extrema Zona Oeste do Rio. A produção é da Romano Produções, com curadoria de Gisele Lopes. Com mais esta edição, o projeto reforça seu compromisso de oferecer programação cultural de qualidade aos moradores da região, incentivando a participação e o protagonismo de artistas locais. Entre outubro e dezembro, outras seis atividades culturais estão programadas, duas por mês, todas gratuitas.

Há poucos equipamentos culturais em Santa Cruz. Com os Encontros Culturais do Ecomuseu, queremos ver a arte, a cultura e o conhecimento circularem pela região – explica Gisele Lopes, curadora do projeto.

O Ecomuseu do Quarteirão Cultural do Matadouro de Santa Cruz é um espaço de conhecimento. Por ser um dos territórios de ocupação mais antigos da cidade, o bairro de Santa Cruz possui um patrimônio histórico e cultural muito relevante. Realizar essa intervenção cultural no bairro é uma maneira de preservar e divulgar sua história e também de valorizar as comunidade e os artistas locais – completa