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A aglomeração, o desrespeito a protocolos e a demonstração de força política de Bolsonaro

O passeio de moto realizado pelo presidente Jair Bolsonaro por ruas do Rio de Janeiro gerou muita repercussão e ainda tem dado muito o que falar. Ao mesmo tempo em que foi alvo de duras críticas, por opositores e até mesmo por apoiadores, por causar grande aglomeração em meio à pandemia da Covid-19 e por não usar máscara, ele demonstrou também uma grande força política pela quantidade de pessoas que o seguiram.

O passeio no Rio aconteceu no dia 23 de maio, organizado por apoiadores e divulgado nas redes sociais do presidente. Do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, zona Oeste do Rio de Janeiro, Bolsonaro e os incontáveis motociclistas, muitos também sem máscara, seguiram até o Monumento dos Pracinhas, no Aterro do Flamengo, na Zona Sul. O trajeto foi de cerca de 60 quilômetros, completados pelo grupo em cerca de 1h30. No dia 9 de maio, o presidente também realizou um passeio de moto semelhante em Brasília.

Passeio de moto na cidade do Rio de Janeiro reuniu milhares de pessoas. (Foto: Alan Santos/PR)

No Rio, a segurança da motociata envolveu a Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar. Ao longo do percurso, havia grupos de apoiadores reunidos à beira das ruas por onde a comitiva passou, além de apoiadores nos pontos de partida e de chegada. O presidente, inclusive, além de ignorar as recomendações das autoridades de saúde, contrariou (mais uma vez) uma norma instituída por ele mesmo: a lei que que tornou obrigatório o uso de máscaras em território nacional, sancionada por ele em julho do ano passado.

A atitude repercutiu mal não só no meio político: um grupo formado por artistas, intelectuais, humoristas, apresentadores e cantores protocolou no dia 24, na Câmara dos Deputados, um pedido de impeachment do presidente. Assinam o documento, por exemplo, o cantor Chico César, o ex-jogador Walter Casagrande, a apresentadora Xuxa Meneghel, o youtuber Felipe Neto, o humorista Fábio Porchat e o escritor Raduan Nassar, que elencam uma série de atos praticados por Bolsonaro durante a pandemia e dizem que o presidente cometeu crime de responsabilidade. Cabe ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), decidir se aceita ou não o pedido.

Apoio e força política

Presidente Jair Bolsonaro durante passeio de moto na cidade do Rio de Janeiro. (Foto: Alan Santos/PR)

No dia da motociata, a hashtag #BolsoInRio ficou entre as mais comentadas no Twitter. Além disso, o mar de motociclistas reunidos por Bolsonaro deixou muita gente surpresa. Isso porque foi uma demonstração de força política que contraria e põe em dúvida inclusive resultados apresentados recentemente por pesquisas eleitorais realizadas visando a eleição de 2022 que colocam o presidente em segundo lugar na briga pela reeleição.

Depois da passeata, o presidente ainda discursou para os apoiadores, próximo ao Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, popularmente conhecido como Monumento aos Pracinhas. Ele lamentou as mortes ocorridas no Brasil e defendeu a liberdade e a democracia. “Lamento cada morte, não importa a motivação da mesma. Mas nós temos que ser fortes, nós temos que enfrentar desafios, viver e sobreviver”, disse.

O presidente também aproveitou para criticar medidas de isolamento de estados e municípios e ressaltou que “o poder do povo brasileiro é maior do que o dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário”.

“Desde o começo eu disse que tínhamos dois problemas: o vírus e o desemprego, muitos governadores e prefeitos simplesmente ignoraram a grande maioria da população brasileira e sem qualquer comprovação científica decretaram lockdowns, confinamentos e toque de recolher. Nós não tiramos o emprego de ninguém, muito pelo contrário, fizemos o possível para que eles fossem mantidos. Estamos ainda em um momento difícil, mas se Deus quiser, logo ele passará. Temos que viver, temos que ter alegrias também, temos que ter ambições, temos que ter esperança. Nós faremos tudo para que a vontade popular seja realmente efetivada”, disse Bolsonaro.

Também acompanharam o presidente políticos e autoridades como o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e o deputado federal Marco Feliciano (Republicanos-SP). O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello também esteve presente.

Prefeitura e governo do estado evitaram assunto

Prefeito Eduardo Paes disse que povo deve decidir sobre punição a Bolsonaro. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Acostumados a dar mal exemplo também na pandemia, com aglomerações e outros flagrantes, o prefeito Eduardo Paes e o governador Cláudio Castro evitaram falar sobre a motociata de Bolsonaro, mesmo com o evento tendo sido realizado com a cidade ainda com risco alto de contágio, conforme classificação do governo do estado, e em desacordo com decretos vigentes no município e no estado que determinam uso de máscaras em locais públicos e veto a aglomerações.

Paes, recentemente multado pela própria prefeitura em R$ 562,42 após ser flagrado numa roda de samba em um bar no Centro do Rio sem máscara, disse apenas que o povo é quem precisa avaliar se Bolsonaro deve ser multado. “O presidente é a principal autoridade do Brasil. Ele vai ser sempre bem-vindo no Rio de Janeiro, e nós não vamos ficar nesse joguinho de multa, né? O presidente tem essa responsabilidade, ele pode avaliar”, disse.

Já Cláudio Castro, que também causou aglomerações com eventos oficiais no mês passado e que, em março, comemorou seus 42 anos com uma festinha particular com várias pessoas sem máscara em Petrópolis, sequer se manifestou. Um dia depois da motociata de Bolsonaro, inclusive, o deputado federal David Miranda (Psol-RJ) protocolou uma representação no Ministério Público Estadual (MPRJ) contra o governador para que ele seja investigado por improbidade administrativa “por ter causado danos ao erário público ao mobilizar cerca de mil policiais para o evento”.

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Bolsonaro e apoiadores fazem passeio com centenas de motos no Rio

Com informações da Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro participou com apoiadores de um passeio que reuniu centenas de motos no Rio de Janeiro. Apesar da aglomeração, Bolsonaro cumprimentou pessoas sem máscara, tocou e conversou com diversos apoiadores, também sem máscara.

A concentração dos apoiadores começou por volta das 8h. O grupo de motociclistas saiu do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, zona Oeste do Rio de Janeiro, por volta das 10h. A segurança envolveu a Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e agentes da prefeitura. O trajeto até o Monumento dos Pracinhas durou cerca de 1h30.

Ao longo do percurso, havia grupos de apoiadores reunidos à beira das ruas por onde a comitiva passou, além de apoiadores nos pontos de partida e de chegada.

No último dia 9, o presidente realizou um passeio de moto semelhante acompanhado por centenas de motociclistas em homenagem ao Dia das Mães, em Brasília.

 

Descumprimento de normas

O presidente chegou ao local da concentração por volta das 9h30. Ele não usava máscara e foi cercado por diversos apoiadores, que se aglomeraram ao seu redor, muitos também sem máscara. O passeio no Rio foi organizado por apoiadores e divulgado nas redes sociais do presidente Bolsonaro.

No Rio, estão vigentes decretos municipal e estadual que determinam o uso de máscaras de proteção facial. Em julho do ano passado, o próprio presidente sancionou lei que tornou obrigatório o uso de máscaras em território nacional.

No início deste mês, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, foi multado por ter sido flagrado, em uma roda de samba em um bar no Centro da cidade, sem o uso da máscara de proteção.

Na cidade do Rio, o risco de contágio pelo novo coronavírus é alto, conforme classificação do governo do estado. De acordo com o último levantamento, há 839,6 mil casos confirmados no estado e foram registradas 49,4 mil mortes. Na cidade do Rio, são 314,6 mil casos e 25,9 mil mortes.

Em todo o Brasil, foram confirmados 16.047.439 casos de covid-19 desde o início da pandemia. Até o momento, foram registradas 448.208 mortes pela doença.

Presidente lamentou mortes

Após passeio de moto com apoiadores, o presidente discursou próximo ao Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, popularmente conhecido como Monumento aos Pracinhas, no Aterro do Flamengo, na zona Sul do Rio.

Ele lamentou todas as mortes ocorridas no Brasil e defendeu a liberdade e a democracia.  “Lamento cada morte havida no Brasil, cada morte, não importa a motivação da mesma. Mas nós temos que ser fortes, nós temos que enfrentar desafios, viver e sobreviver”, disse o presidente.

“Desde o começo eu disse que tínhamos dois problemas: o vírus e o desemprego, muitos governadores e prefeitos simplesmente ignoraram a grande maioria da população brasileira e sem qualquer comprovação científica decretaram lockdowns, confinamentos e toque de recolher.”

Entidades de saúde brasileiras, como a Fiocruz, defendem o lockdown como forma de conter o avanço do novo coronavírus.

Acompanharam o presidente políticos e autoridades, entre eles, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e o deputado federal Marco Feliciano (Republicanos-SP). O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello também estava presente.

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Bolsonaro diz que vai recompor cortes no Orçamento

Da Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (26) que os cortes feitos por seu governo no Orçamento serão recompostos, de forma a evitar que o país pare. A afirmação foi feita durante a cerimônia de inauguração de um trecho de 22 quilômetros (km) da BR-101 na Bahia. Durante o evento, Bolsonaro criticou governadores que estariam usando o vírus para “subjugar” a população.

Dirigindo-se “àqueles que criticaram os cortes no Orçamento”, Bolsonaro disse que a medida foi adotada por “questão técnica”, mas que “com toda certeza, brevemente e pelas vias legais faremos a devida recomposição do nosso Orçamento, porque o Brasil não pode mais parar”, disse o presidente.

“Está chegando a hora, pessoal. Está chegando a hora de o Brasil dar um novo grito de independência porque não podemos admitir alguns pseudogovernadores quererem impor a ditadura no meio de vocês, usando o vírus para subjugá-los”, acrescentou.

Bolsonaro disse que, desde sempre, manifestou preocupação com a influência que o isolamento social decorrente da pandemia teria para os índices de desemprego no país.

“Eu sempre disse que, além do vírus, tínhamos de nos preocupar com a questão do desemprego. Não foi o governo federal que obrigou vocês a ficarem em casa. Não foi o governo federal que fechou o comércio. Não foi o governo federal quem destruiu milhões de empregos. Podem ter certeza de que esse suplício está chegando ao fim. Brevemente voltaremos à normalidade, com o apoio de todos”, declarou.

BR-101

O trecho de 22 km duplicados da BR-101 entregue hoje tem início no entroncamento com a BR-324 e vai em direção à divisa com Sergipe.

“Esses 22 km que estamos inaugurando hoje vão diminuir tempo de viagem, ajudar as pessoas e reduzir número de acidentes. Até o final do ano, teremos condições de entregar mais 55 km, para fechar o lote”, disse o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, durante a cerimônia de inauguração.

Com esta entrega, o governo contabiliza mais de 180 km de novas pistas entregues na Bahia este ano. “Nos quatro primeiros meses de 2021, além dos 22 km duplicados, o Ministério da Infraestrutura (MInfra) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes entregaram 77 km de pistas pavimentadas da BR-235/BA, 67 km de adequação da BR-135/BA e 16 km de duplicação da BR-116/BA”, informa o ministério.

A entrega de hoje integrará grandes polos comerciais e industriais do estado, como Alagoinhas, Pedrão, Teodoro Sampaio e Conceição do Jacuípe, “região conhecida pela quantidade de fábricas de grande porte, como cervejarias” que representa, segundo o MInfra “um ponto estratégico de logística por se conectar à BR-324/BA, que liga a cidade de Feira de Santana até a capital Salvador”.

Um dos principais corredores rodoviários do Brasil, a BR-101 atravessa 12 estados, cortando o país de Norte a Sul, e com um fluxo diário de mais de 12 mil veículos.

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Cúpula de Líderes sobre o Clima acontece nos EUA, e Brasil promete reduzir desmatamento

A Cúpula de Líderes sobre o Clima, organizada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, foi realizada na quinta (22) e na sexta (23) e teve discurso do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, por videoconferência. Ele prometeu adotar medidas que reduzam as emissões de gases e pediu “justa remuneração” por “serviços ambientais” prestados pelos biomas brasileiros ao planeta.

A Cúpula de Lideres serve como um primeiro passo para o evento mundial das Nações Unidas, a Conferência do Clima, COP26, prevista para novembro, na Escócia. Um dos principais objetivos é impedir a elevação da temperatura média do planeta acima de 1,5 grau neste século.

No discurso, bolsonaro, uma das 40 lideranças convidadas para fazer parte do encontro, disse que o Brasil se compromete a zerar, até 2030, o desmatamento ilegal; reduzir as emissões de gases; buscar ‘neutralidade climática’ até 2050, antecipando em dez anos; e ‘fortalecer’ os órgãos ambientais, ‘duplicando’ recursos para fiscalização.

Bolsonaro foi o 20º a discursar. “À luz de nossas responsabilidades comuns, porém diferenciadas, continuamos a colaborar com os esforços mundiais contra a mudança do clima. Somos um dos poucos países em desenvolvimento a adotar e a refirmar a NDC transversal e abrangente, com metas absolutas de redução de emissões, inclusive para 2025, de 37%, e de 40% até 2030”, afirmou o presidente.

O presidente disse também ter determinado que a chamada “neutralidade climática” seja alcançada pelo Brasil até 2050, antecipando em dez anos a meta anterior. A medida consiste em o país não emitir mais gases na atmosfera do que é capaz de absorver. Ainda no discurso, Bolsonaro reafirmou “compromisso” com a eliminação do desmatamento ilegal até 2030, conforme já havia dito em carta enviada a Joe Biden.

Joe Biden, por sua vez, confirmou, ao abrir o evento, o compromisso dos Estados Unidos em cortar 50% das emissões de gases que causam o efeito estufa, até 2030. No entanto, ele fez questão de destacar que o país é responsável por apenas 15% das emissões em todo o planeta.

Já o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, prometeu cortar as emissões de carbono em 78% até 2035. O líder da China, Xi Jinping, disse que o país é parceiro dos Estados Unidos nos assuntos ambientais e pode cortar relações comerciais com países que não alcançarem as metas ambientais nas próximas décadas.

Já o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, prometeu cortar as emissões de carbono em 78% até 2035. O líder da China, Xi Jinping, disse que o país é parceiro dos Estados Unidos nos assuntos ambientais e pode cortar relações comerciais com países que não alcançarem as metas ambientais nas próximas décadas.

A discussão sobre meios de preservar o meio ambiente é válida, mas, neste momento de pandemia, em que a Covid-19 tem matado milhares de pessoas por dia em todo mundo, outros assuntos, como a situação da fome, por exemplo, que foi bastante agravada pela crise, deveria ser uma prioridade dos líderes mundiais.

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Seis ministérios têm troca de comando 

A mudança no comando de seis pastas do primeiro escalão do governo federal mexeu com o meio político nesta semana. A reforma ministerial do presidente Bolsonaro incluiu trocas na Casa Civil, Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ministério das Relações Exteriores, Secretaria de Governo, Ministério da Defesa e Advocacia-Geral da União (AGU).

A Casa Civil passa a ser comandada pelo general Luiz Eduardo Ramos, em substituição ao também general Braga Netto. Ramos, que até então ocupava a Secretaria de Governo, será substituído pela deputada federal Flávia Arruda (PL-DF), que faz parte da base de apoio do governo no Congresso. Já Braga Netto será deslocado para o comando do Ministério da Defesa no lugar do general Fernando Azevedo e Silva, que anunciou a demissão do cargo.

No Ministério das Relações Exteriores, saiu Ernesto Araújo e, em seu lugar, assumiu o diplomata Carlos Alberto França, antes assessor especial de Bolsonaro, mas que até poucos meses atrás ocupava o cargo de chefe do cerimonial da Presidência da República. França foi promovido a ministro de primeira classe (embaixador) em 2019, o último posto da carreira diplomática. No exterior, atuou como ministro-conselheiro na Embaixada do Brasil na Bolívia e também serviu em representações diplomáticas em Washington (EUA) e Assunção (Paraguai).

Na AGU, o governo anunciou o retorno de André Mendonça ao cargo, que assim deixará o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ele entra no lugar de José Levi. Mendonça volta a ocupar o mesmo cargo em que esteve até abril de 2020, quando substituiu o ex-ministro Sergio Moro no comando do MJSP. Em seu lugar no ministério, assumirá o delegado da Polícia Federal Anderson Gustavo Torres, atual secretário de Segurança Pública do Distrito Federal.

Reforma e repercussão

Com as mudanças, o presidente sacramentou a entrada do Centrão (grupo de partidos sem uma linha ideológica bem definida) no governo, em troca de apoio e para atender às demandas da base parlamentar.

As mudanças também provocaram atritos. Os três comandantes das Forças Armadas decidiram colocar os cargos à disposição, em solidariedade ao agora ex-ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, mas Bolsonaro se antecipou ao movimento e determinou as trocas no Exército, Marinha e Aeronáutica.

Segundo interlocutores, os comandantes planejavam reforçar a mensagem pública de Azevedo e Silva do papel das Forças Armadas como instituições de Estado. Por trás da demissão de Azevedo e Silva, no entanto, estaria uma insatisfação de Bolsonaro à ideia de separação entre as Forças Armadas e a política, defendida por Silva.

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Carlos Augusto | Opinião Notícias do Jornal

O fim da Lava Jato será a vitória dos corruptos

 

Mesmo sob fortes ataques da banda podre do Congresso – leia-se Câmara e Senado -; do Judiciário – leia-se ministros do STF “Deuses do Olimpo”; dos empresários corruptos – leia-se Odebrecht, Oas, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Petrobrás, Transpetro, Complexo Petroquímico do RJ, Refinaria Abreu e Lima, JBS, entre tantos outras, ai incluindo alguns setores dos veículos de comunicação, a Operação Lava Jato desnudou, em parte, o domínio operacional montado há vários anos de um sistema corrupto, envolvendo diversos setores do Estado e empresarial, para se locupletarem do erário público.

As “forças” contrárias à Lava Jato, aproveitando-se dessa pandemia provocada pela Covid-19, estão agindo a pleno vapor para pôr fim a todas as ações da Operação, sabedores de que a sociedade,  o povão, encontram-se com suas baterias voltadas para uma solução imediata para pôr fim a esse vírus que já levou a óbitos mais de 200 mil cidadãos.

Corruptos e corruptores aproveitam-se desse momento bastante difícil para toda a sociedade e desferem um violento golpe contra à Lava Jato e contra a sociedade que estava esperançosa de uma mudança radical em nosso país em virtude da “Operação Lava-Jato.

O desmonte da Lava Jato começou com várias decisões dos Congressistas, ao aprovarem medidas jurídicas contra as prisões em segunda instância, como as decisões de um dos Ministros do STF, libertando diversos político e empresários corruptos, e até marginais de alta periculosidade no caso do Ministro Marco Aurélio, que libertou o André do Rap e mais 80 delinquentes.

Já o Procurador-Geral da República, Augusto Aras crítico contundente da Força-tarefa, requisitou investigações contra os procuradores em Curitiba. Para Aras “bandido vira mocinho e mocinho vira bandido”. Ele também não poupou críticas à estrutura do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), que substituiu a Força-tarefa.

Em outro ataque frontal à Lava-Jato, os “Deuses do Olimpo”, aprovaram o acesso do ex-presidente Lula às mensagens trocadas entre os procuradores da Lava-Jato e o então juiz Sérgio Moro. Nos discursos dos Ministros favoráveis a liberação das mensagens, se observa a nitidamente a inversão de valores. Todos foram críticos aos diálogos entre os Procuradores e Sérgio Moro, mas não se viu nenhuma crítica à corrupção operada pelo ex-presidente que ocasionou o rombo sem precedente ao erário público.

O Presidente da República Jair Bolsonaro, em sua campanha política, exaltou as conquistas da Lava-Jato e prometeu ampliar as ações das operações contra a corrupção, no entanto, indicou Augusto Aras – que é contrário à Lava Jato – para Procuradoria Geral da República e, recentemente, o Juiz Nunez Marques para ocupar a vaga de ministro. E ele votou a favor da liberação do acesso do ex-presidente Lula às mensagens trocadas entre os procuradores.

A pressão contra a Lava Jato continua a pleno vapor. Forças que agem e manipulam pela via judicial, extremamente favorável, não poupam esforços junto ao judiciário para fazer valer seus interesses escusos. Até mesmo o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) está imbuído de golpear a operação Lava Jato, quando, atendendo uma representação do presidente do STJ, Humberto Martins (eles são imexíveis), sob uma suposta investigação patrimonial desses “Deuses do Olimpo”, abriu uma investigação disciplinar com prazo de 10 dias para que os ex-integrantes da força tarefa da Lava Jato apresentem esclarecimentos..

Ao que parece, se depender de setores dos poderes da República, resguardando raras exceções, os mocinhos serão execrados e os bandidos do “colarinho branco” permanecerão impunes, metendo a mão no erário público, principalmente da Saúde, conforme estão fazendo nessa pandemia, e tudo terminará em pizza.

A única certeza que temos é que somente a pressão popular pela ética, pela punição e prisão dos corruptos, vai fortalecer as ações a favor da moralidade institucional que toda sociedade almeja.

 

CARLOS AUGUSTO(Carlão)

Sindicalista, advogado e jornalista – MTb 38577RJ

carlos.aguiar@diariodorio.com.br

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Projeto de lei de deputado pode prorrogar auxílio emergencial até abril

 

Um projeto de lei apresentado no Congresso tem como objetivo, prorrogar o pagamento do auxílio emergencial até abril deste ano, no valor de R$ 600 mensais. Ele tramita na Câmara dos Deputados e precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro para entrar em vigor.

O auxílio foi criado em abril do ano passado como medida de enfrentamento aos efeitos da pandemia da Covid-19 para os trabalhadores, sobretudo informais e desempregados. Foram cinco parcelas de R$ 600 e quatro de R$ 300 (mulheres chefes de família receberam o dobro).

O programa foi encerrado em 31 de dezembro, restando apenas pagamentos residuais neste mês. Há discussões na sociedade e no Parlamento sobre a prorrogação do programa, com a alta de casos da Covid-19 neste início de ano, mas o governo Bolsonaro não dá sinais de que vá continuar com o programa.

O autor do projeto, o deputado Chiquinho Brazão (Avante-RJ) avalia que as vantagens sociais e econômicas trazidas pelo auxílio emergencial devem ser mantidas.

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Nitazoxanida reduz carga viral de pacientes com covid-19, diz pesquisa

O estudo clínico sobre o uso do medicamento nitazoxanida em pacientes na fase precoce da covid-19 demonstrou eficácia no tratamento da doença, reduzindo a carga viral das pessoas infectadas. O anúncio ocorreu durante cerimônia no Palácio do Planalto, com a participação do presidente Jair Bolsonaro.

A pesquisa foi iniciada pelo Laboratório Nacional de Biociências, em Campinas (SP), que integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM, )instituto vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O laboratório ficou responsável pelos estudos in silico (computadores) e in vitro (laboratório com células infectadas). A fase de ensaios clínicos foi responsabilidade de outros centros da Rede Virus, ligada ao MCTI.

O titular da pasta, ministro Marcos Pontes, celebrou o resultado positivo. “O que eu posso dizer é que nós temos agora um medicamento comprovado cientificamente que é capaz de reduzir a carga viral. Com essa redução da carga viral, significa que reduz o contágio nas pessoas que tomam o medicamento nos primeiros dias, reduz a capacidade de contágio e diminui a probabilidade dessa pessoa aumentarem os sintomas, ir para o hospital e falecer”, disse.

O pontapé da pesquisa foi dado com a análise de 2 mil drogas, testadas com inteligência artificial, para verificar se poderiam inibir os efeitos do vírus Sars-Cov-2, causador da covid-19 no organismo humano. Os estudos no Laboratório Nacional de Biociências chegaram a cinco drogas, que foram para uma segunda fase, que era o teste in vitro feito com células humanas infectadas. Neste teste, o fármaco nitazoxanida, que é um vermífugo muito conhecido no país, apresentou 94% de capacidade de inibir o novo coronavírus.

Testes em humanos
Foi só após estas etapas que os testes em humanos foram iniciados, com mais de 1,5 mil pacientes voluntários, que tinham até três dias de sintomas e foram acompanhados em sete diferentes unidades hospitalares do país.

Nesta fase, de acordo com a coordenadora do estudo clínico, Patrícia Rocco, foram feitos testes duplo cego, quando nem o paciente e nem o médico sabem qual a medicação está sendo tomada, e randomizados, quando os pacientes são distribuídos aleatoriamente em dois grupos, um que recebe o medicamento e outro que recebe um placebo. A dose oferecida era de 500 miligramas da nitazoxanida, três vezes ao dia, ou o placebo durante cinco dias.

“Esses pacientes eram acompanhados de forma remota até sete dias após a terapia. Constatamos que a nitazoxanida, em comparação com o placebo, acarretou, ao final da terapia, redução significativa da carga viral e um maior número de pacientes com resultado negativo para o Sars-Cov-2″, disse a médica, que é professora titular e chefe do Laboratório de Investigação Pulmonar do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Segundo Patrícia, esse resultado é de extrema importância, pois a nitozoxanida é um remédio de baixo custo e ampla distribuição, podendo ser usada de forma oral, e que não precisa de internação hospitalar. “Na dose utilizada, não apresentou reações adversas graves. A redução da carga viral implica em menor gravidade, em menor transmissibilidade do vírus”, disse Patrícia. A pesquisadora ressaltou que o estudo foi enviado para publicação em uma revista científica internacional e deverá ser revisado por outros cientistas.

Não é profilático
O ministro Marcos Pontes disse, durante seu discurso, que o medicamento não pode ser usado por quem não apresenta sintomas da doença, mas apenas para pessoas na fase inicial da infecção. “Não é profilático, não é para prevenção. É só depois da detecção do vírus”, disse.

O presidente Jair Bolsonaro também comemorou o resultado da pesquisa e destacou a eficácia da nitazoxanida no tratamento da covid-19.

“Através das observações, através de pessoas que concretamente usaram esse medicamento e foi constatado, na ponta da linha, que a carga viral diminuía. E dessas pessoas que usaram esse medicamento, nenhuma delas sequer foi hospitalizada”, afirmou.

Vacina obrigatória
Ainda durante a cerimônia, o presidente voltou a dizer que a vacina contra a covid-19 não será obrigatória no Brasil. Bolsonaro afirmou que cabe ao Ministério da Saúde definir as normas do Programa Nacional de Imunização.

“Tem uma lei de 1975 que diz que cabe ao Ministério da Saúde o Programa Nacional de Imunização, ali incluídas possíveis vacinas obrigatórias. A vacina contra a Covid, como cabe ao Ministério da Saúde definir esta questão, ela não será obrigatória”, disse. O presidente também afirmou que qualquer vacina contra o vírus terá que ter sua eficácia científica comprovada e ser autorizada previamente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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Bolsonaro diz que governo federal não comprará vacina CoronaVac

O presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje (21) que o governo federal não comprará a vacina CoronaVac, que está sendo desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. De acordo com ele, antes de ser disponibilizada para a população, a vacina deverá ser “comprovada cientificamente” pelo Ministério da Saúde e certificada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“O povo brasileiro não será cobaia de ninguém. Não se justifica um bilionário aporte financeiro num medicamento que sequer ultrapassou sua fase de testagem”, escreveu Bolsonaro em publicação nas redes sociais.

Ontem (21), após reunião virtual com governadores, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, assinou um protocolo de intenções para adquirir 46 milhões de doses da CoronaVac, com o objetivo de ampliar a oferta de vacinação para os brasileiros. O ministério já tinha acordo com a AstraZeneca/Oxford, que previa 100 milhões de doses da vacina, e outro acordo com a iniciativa  Covax, da Organização Mundial da Saúde, com mais 40 milhões de doses.

Segundo o ministério, o processo de aquisição ocorreria somente após o imunizante ser aprovado e obter o registro junto à Anvisa. Para auxiliar na produção da vacina, a pasta já havia anunciado o investimento de R$ 80 milhões para ampliação da estrutura do Butantan.

A CoronaVac já está na Fase 3 de testes em humanos e, segundo Instituto Butantan, ela é uma vacina segura , ou seja, não apresenta efeitos colaterais graves. Ao todo, os testes serão realizados em 13 mil voluntários e a expectativa é que sejam finalizados até dezembro.

Caso a última etapa de testes comprove a eficácia da vacina, ou seja, comprove que ela realmente protege contra o novo coronavírus, o acordo entre a Sinovac e o Butantan prevê a transferência de tecnologia para produção do imunizante no Brasil. A CoronaVac prevê a administração de duas doses por pessoa.

Com informações: Agência Brasil

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Bolsonaro participa da abertura de fórum econômico com países árabes

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (19) que a aproximação no campo político entre Brasil e países árabes tem permitido novos espaços de cooperação em setores estratégicos, como ciência, tecnologia, inovação e energia. Bolsonaro participou da abertura do Fórum Econômico Brasil e Países Árabes, que acontece de forma virtual até a próxima quinta-feira (22).

No ano passado, o presidente brasileiro esteve em visite aos Emirados Árabes Unidos, Catar e Arábia Saudita onde apresentou as reformas que o governo está empreendendo na área econômica e as oportunidades de investimento no país. Em 2019, o intercâmbio entre o Brasil e países árabes superou os US$ 11 bilhões.

No ano passado, o Brasil exportou US$ 4,9 bilhões para os 22 países da Liga Árabe e de janeiro a agosto de 2020, as exportações já chegaram a US$ 4,6 bilhões. De acordo com o presidente brasileiro, o destaque é para os produtos do agronegócio.

“Hoje, a produção brasileira halal, que respeita as tradições e regras da religião islâmica, é sinônimo de qualidade e confiança. Por isso, os países árabes pode contar com o Brasil como parceiro estratégico na garantia de sua segurança alimentar”, disse.

De acordo com Bolsonaro, cerca de 30 empresas brasileiras possuem escritórios e unidades de produção no Oriente Médio. Durante seu discurso, ele destacou também as parcerias comerciais em países árabes da África, como Egito, Marrocos e Argélia.

“Pretendemos continuar a estreitar laços históricos, culturais e de amizade que unem os nossos povos. Também quero aproveitar o enorme potencial que ainda há para ser explorado nos mais diversos setores e abrir novas frentes de diálogos, cooperação e trabalho pela prosperidade de nossas nações”, disse.

Com Informações: Agência Brasil