Categorias
Brasil Destaque Diário do Rio Notícias Notícias do Jornal Rio Saúde

Dia Mundial do Câncer: Para evitar diagnóstico e tratamento tardios, pacientes devem ficar atentos aos seus direitosNo dia 4 de fevereiro é celebrado o Dia Mundial do Câncer, conforme o calendário da Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com dados da organização internacional, a doença é a segunda principal causa de morte no mundo, sendo que cerca de 70% das mortes ocorrem em países de baixa e média renda, como o Brasil. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimou que seriam registrados 625 mil novos casos de câncer ao ano no triênio (2020-2022). Enquanto isso, a ONG Oncoguia destaca que houve uma queda de 22% nas cirurgias de câncer desde 2020 e alerta que o tratamento está sendo deixado de lado pelos pacientes. Para o presidente da Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem), Raul Canal, a queda no número de cirurgias e diagnósticos pode acarretar uma nova epidemia, a de câncer em estágio avançado: “O temor é de que haja um aumento significativo de casos não tratados, o que resultará num crescimento da mortalidade por câncer no Brasil”. “Há inúmeros pacientes que deixaram de buscar atendimento. No entanto, há aqueles que tentaram, mas não conseguiram marcar exames, biópsias, e, com isso, terão reduzidas as suas chances de cura. Aqueles que fizeram sua parte, mas ainda assim foram prejudicados, devem lutar por seus direitos”, pontua. Nestes casos, explica o presidente da Anadem, a falta de informação é um dos principais motivos para as pessoas desistirem de buscar o cumprimento de normas constitucionais. Os pacientes que dependem do sistema público devem buscar ajuda da Defensoria Pública. Já os usuários dos planos de saúde podem fazer uso do Código de Defesa do Consumidor. Canal lembra que em 2019 foi sancionada a Lei dos 30 dias, que visa assegurar a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com suspeita de câncer o direito à realização de exames no prazo máximo de um mês. No entanto, não há esforços específicos para a Lei efetivamente fazer efeito e pacientes continuam aguardando por meses por seu diagnóstico. “A legislação que garante essas medidas em benefício do paciente existe, mas é muitas vezes ignorada. O conhecimento é um aliado do cidadão. Temos que motivar as pessoas a conhecerem seus direitos e fazerem valer cada um deles, especialmente neste período de tanta desinformação”, afirma o especialista em Direito Médico.

No dia 4 de fevereiro é celebrado o Dia Mundial do Câncer, conforme o calendário da Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com dados da organização internacional, a doença é a segunda principal causa de morte no mundo, sendo que cerca de 70% das mortes ocorrem em países de baixa e média renda, como o Brasil.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimou que seriam registrados 625 mil novos casos de câncer ao ano no triênio (2020-2022). Enquanto isso, a ONG Oncoguia destaca que houve uma queda de 22% nas cirurgias de câncer desde 2020 e alerta que o tratamento está sendo deixado de lado pelos pacientes.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem), Raul Canal, a queda no número de cirurgias e diagnósticos pode acarretar uma nova epidemia, a de câncer em estágio avançado: “O temor é de que haja um aumento significativo de casos não tratados, o que resultará num crescimento da mortalidade por câncer no Brasil”.

“Há inúmeros pacientes que deixaram de buscar atendimento. No entanto, há aqueles que tentaram, mas não conseguiram marcar exames, biópsias, e, com isso, terão reduzidas as suas chances de cura. Aqueles que fizeram sua parte, mas ainda assim foram prejudicados, devem lutar por seus direitos”, pontua.

Nestes casos, explica o presidente da Anadem, a falta de informação é um dos principais motivos para as pessoas desistirem de buscar o cumprimento de normas constitucionais. Os pacientes que dependem do sistema público devem buscar ajuda da Defensoria Pública. Já os usuários dos planos de saúde podem fazer uso do Código de Defesa do Consumidor.

Canal lembra que em 2019 foi sancionada a Lei dos 30 dias, que visa assegurar a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com suspeita de câncer o direito à realização de exames no prazo máximo de um mês. No entanto, não há esforços específicos para a Lei efetivamente fazer efeito e pacientes continuam aguardando por meses por seu diagnóstico.

“A legislação que garante essas medidas em benefício do paciente existe, mas é muitas vezes ignorada. O conhecimento é um aliado do cidadão. Temos que motivar as pessoas a conhecerem seus direitos e fazerem valer cada um deles, especialmente neste período de tanta desinformação”, afirma o especialista em Direito Médico.

Categorias
Brasil Destaque Diário do Rio Notícias Notícias do Jornal Saúde

Estudo revela desigualdades no acesso a tratamento do câncer de mama

Estudo realizado pela Fundação do Câncer revela desigualdades encontradas pelas mulheres no acesso ao tratamento do câncer de mama, tanto em hospitais públicos quanto privados. Com base em dados dos Registros Hospitalares de Câncer do Brasil (RHC) disponibilizados pelo Ministério da Saúde e consolidados pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), o levantamento abrange um período de 13 anos, compreendidos entre 2006 e 2018. Suas conclusões foram divulgadas nesta quarta-feira (15), no Rio de Janeiro.

Os registros mostram que a origem do encaminhamento da mulher ao hospital para o tratamento do câncer de mama é classificada como SUS (Sistema Único de Saúde) e não SUS. Em geral, os registros têm defasagem de cerca de dois anos do ano-calendário, disse a bióloga epidemiologista da Fundação do Câncer Rejane Reis, uma das responsáveis pelo estudo.

Segundo o epidemiologista Alfredo Scaff, consultor médico da Fundação do Câncer, foram analisadas as variáveis relativas ao estadiamento do câncer de mama ao diagnóstico, o tempo decorrido entre o diagnóstico e o tratamento e a escolaridade das pacientes. “Dessa forma, evidenciamos que o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento está longe do ideal para os dois grupos estudados. Ainda assim, as pacientes que vieram pelo SUS levaram mais tempo do que as pacientes encaminhadas pelo setor privado”. Cerca de 34% das pacientes de origem SUS iniciaram o tratamento antes dos 60 dias, contra 48% do setor privado.

Não há como dizer por que isso ocorre, afirmou Scaff. A hipótese é que, ao procurar o hospital do SUS para o tratamento, muitas vezes novos exames são solicitados. “E quem dispõe de algum recurso consegue fazer os exames de forma particular e, aí, inicia o tratamento, como cirurgia ou quimioterapia, mais rapidamente, mais oportunamente.”

Para Scaff, o processo de acesso ao tratamento não é oportuno e, como consequência provável, a sobrevida das pacientes de origem SUS deverá ser menor. “Quando a origem é via plano de saúde, ou particular, o diagnóstico acaba sendo mais rápido. É a iniquidade que perdura.”

O estádio, ou estágio, do câncer é uma classificação do grau de comprometimento da doença na paciente. Estádios menores, como 0 ou 1, indicam doença inicial localizada, enquanto os maiores, como 3 e 4, indicam doença avançada e metastática. Metástese é quando o câncer se espalha para outros órgãos do corpo.

De acordo com o estudo, as pacientes do SUS chegam ao tratamento em estádios mais avançados do que as pacientes do setor privado. “Essa diferença é tamanha que somente 19% das pacientes SUS chegam ao tratamento em estádios iniciais 0 ou 1, contra 31% das pacientes não SUS”, informou Scaff.

O ideal é que a maioria dos casos chegue em estágios precoces (0 e 1) porque, dessa forma, o tratamento é mais efetivo, o prognóstico é muito melhor e a sobrevida, muito maior, com melhores resultados, afirmou Rejane Reis.

“O que fica claro é que o tempo entre a suspeita diagnóstica e o início do tratamento é crucial: tem relação com o agravamento da doença e, consequentemente, com o tratamento necessário. Quanto maior o tempo, mais agressivo será o tratamento; câncer é uma doença tempo-dependente”, complementou Scaff.

Em termos de escolaridade, Alfredo Scaff apontou uma diferença significativa. Entre as mulheres encaminhadas pelo SUS, 51% não têm ensino fundamental completo, contra 29% das pacientes que chegam para tratamento de forma particular. “Essas diferenças evidenciam a iniquidade ao acesso oportuno ao tratamento do câncer de mama. As pacientes encaminhadas para tratamento nos hospitais do SUS, a partir de serviços privados de saúde, apresentam maior escolaridade, iniciam mais rapidamente o tratamento e em estádios mais precoces, em comparação às pacientes diagnosticadas e encaminhadas pelo SUS”.

Scaff disse que a correção dessas disparidades passa pela organização da Rede SUS para diagnóstico precoce. Para ele, é fundamental também a implementação de um sistema de navegação que acelere o atendimento para essas mulheres com diagnóstico de câncer. Tal sistema acompanharia a paciente desde o diagnóstico, ajudando a acelerar o atendimento, considerando o estadiamento da doença, impedindo atrasos, burocracias e a falta de orientação.

O diretor executivo da Fundação do Câncer, cirurgião oncológico Luiz Augusto Maltoni, destacou que mulheres com menos acesso aos estudos estão entre as que mais vêm da Rede SUS. “É o retrato de uma saúde desigual, com acesso diferenciado, que reforça a necessidade do investimento social maciço em educação e saúde e ações atreladas nessas duas áreas.”

 

 

Agência Brasil

Categorias
Destaque Notícias Rio Saúde

Funcionária de Companhia Aérea que venceu o câncer de mama conscientiza passageiros

Na próxima quarta (13/10), a Azul realizará uma ação no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, para marcar o mês de conscientização contra o câncer de mama

Uma vitoriosa da companhia, que venceu o câncer de mama, entrará em algumas aeronaves da empresa, momentos antes da finalização do embarque, para passar uma mensagem sobre a importância do autoexame e de exames preventivos contra a doença.

Maria de Cassia, 46 anos, soube que tinha câncer de mama em maio de 2014. Ela descobriu a doença através do autoexame, mas a confirmação do diagnóstico aconteceu justamente em um dia que deveria ser de festa: o aniversário dela. Mesmo abalada pela notícia, Maria de Cassia seguiu o tratamento à risca.

Foram seis meses de quimioterapia, antes de passar pela cirurgia para tirar todo o tecido da mama. Junto com a retirada, ela colocou uma prótese-expansora, mas teve complicações no pós-cirúrgico e teve que retirar a prótese. Depois da cirurgia, fez mais 28 sessões de radioterapia. Seis meses depois, fez a reconstrução da mama – e deu certo. Cinco cirurgias depois, hoje ela está bem.

Quando recebi o diagnóstico, fiquei sem chão, comecei a achar que estava tudo perdido. Mas daí entendi que só tinha uma opção, que era lutar. Eu lutei, fui em frente, tive muito apoio da minha família, entrei logo com o processo de quimioterapia e todo o tratamento, e hoje me considero curada, estou bem, feliz e vejo a vida de uma maneira totalmente diferente. É preciso seguir em frente – ensina.

O testemunho da mulher que venceu a doença é uma das formas mais relevantes de falar sobre este tipo de câncer, que, segundo dados do Ministério da Saúde, é responsável por cerca de 60 mil novos diagnósticos por ano no país. Um número alarmante.

SERVIÇO:

Quando: quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Horário: entre 9h e 17h (o horário de chegada da imprensa é opcional e não é preciso permanecer no aeroporto durante toda a ação)

Local: Aeroporto Santos Dumont

Categorias
Destaque Notícias do Jornal

“Quanto antes melhor”: outubro rosa, mês de conscientização sobre o câncer de mama.

A data é celebrada anualmente com o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença; proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade.

Neste Outubro Rosa 2020, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) lança o movimento de conscientização “Quanto antes melhor”. A ideia é chamar a atenção das mulheres para a adoção de um estilo de vida saudável no dia a dia, com a prática de atividades físicas e boa alimentação para evitar doenças, entre elas, o câncer de mama.

O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres, no Brasil e no mundo, correspondendo a cerca de 25% dos casos novos de câncer a cada ano. Esse percentual é de 29% entre as brasileiras.

É causado pela multiplicação desordenada das células da mama. Esse processo gera células anormais que se multiplicam, formando um tumor. Há vários tipos de câncer de mama. Alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem mais lentamente.

Esses comportamentos distintos se devem às características próprias de cada tumor.

Exame clínico das mamas:

É o exame realizado por médico ou enfermeiro treinado para essa atividade. Neste exame poderão ser identificadas alterações e, se necessário, será indicado um exame mais específico, como a mamografia, um raio X que permite descobrir o câncer quando o tumor ainda é bem pequeno.

O câncer de mama pode apresentar diversos sintomas, mas pode também ser assintomático para muitas mulheres. É importante, portanto, que a mulher conheça bem o seu corpo e possa analisar com frequência qualquer alteração nas mamas e procurar o médico ao notar alguma anormalidade.

 

Foto: Ministério da Saúde – Divulgação

Possíveis sinais e sintomas:

– Alterações no tamanho ou forma da mama;

– Nódulo único e endurecido;

– Vermelhidão, inchaço, calor ou dor na pele da mama, mesmo sem a presença de nódulo;

– Nódulo ou caroço na mama, que está sempre presente e não diminui de tamanho;

– Sensação de massa ou nódulo em uma das mamas;

– Sensação de nódulo aumentado na axila;

– Espessamento ou retração da pele ou do mamilo;

– Secreção sanguinolenta ou aquosa nos mamilos;

– Assimetria entre as duas mamas;

– Presença de um sulco na mama, como se fosse um afundamento de uma parte da mama;

– Endurecimento da pele da mama, semelhante a casca de laranja;

– Coceira frequente na mama ou no mamilo;

– Formação de crostas ou feridas na pele junto do mamilo;

– Inversão do mamilo;

– Inchaço do braço;

– Dor na mama ou no mamilo.

O aparecimento dessas anormalidades pode ocorrer de forma isolada ou simultânea. É importante lembrar que esses sinais nem sempre indicam a presença de um câncer, sendo necessário consultar um médico para ter o correto diagnóstico.

Categorias
Notícias do Jornal

A superação do câncer de mama da designer Clau Cicala

O câncer de mama é um dos tipos de tumor mais frequente em mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não-melanoma, e corresponde a 28% dos novos casos da doença. Em 2018, foram estimados 2,1 milhões de novos diagnósticos e 627 mil mortes em decorrência do câncer de mama no mundo.

Essa doença deixa marcas na vida de todas as mulheres que o desenvolvem.  Clau Cicala, designer de estampas e empreendedora, descobriu o câncer dez meses após o nascimento do filho, Luca. Naquela época ela trabalhava dia e noite, criando estampas, fechando parcerias com marcas famosas e fazendo workshops que impactavam designers não apenas com sua arte, mas também com seus conhecimentos na área de venda.

Ao invés de se entregar, decidiu se erguer e não ficar parada e mesmo fazendo a quimioterapia, que deixa uma fadiga corporal e mental enorme em quem faz, não deixou de trabalhar. “Não podia mais trabalhar naquele pique todo, estava com filho pequeno, fazendo quimioterapia, enfim, tive que dar um tempo dos workshops e diminuir drasticamente os trabalhos com meus clientes. Mas uma coisa eu não precisei parar: o meu desenvolvimento nas redes sociais.” afirma a designer.

Clau teve então a ideia de fazer diversos cursos online sobre Marketing e Empreendedorismo, e começou a produzir conteúdo massivo para as redes sociais, e assim transformou seus workshops em cursos online. Durante esse tempo ela utilizou peruca pois tinha vergonha de aparecer careca, algo que preocupa a maioria das pessoas que desenvolvem o câncer.

Mas então ela se viu totalmente recuperada da doença, fisicamente e psicologicamente, sem precisar mais ir toda semana fazer a quimioterapia. “Feliz com toda minha trajetória de superação, e visualizando muitas oportunidades, decidi voltar para o mercado, e anunciei que estava disponível nas redes sociais e para alguns contatos. Em poucos dias fechei um trabalho de mais de 30 mil reais.”. comenta.

Falar de Câncer de Mama hoje, para Clau, é falar de superação e não doença. Apesar de tudo o que passou, dos altos e baixos, surpresas e revoltas, ela tinha, sobretudo, determinação e vontade de viver, sem deixar o câncer a suprimisse. “Olho para trás com compaixão e ternura”.

O décimo mês do ano é utilizado como campanha preventiva contra o câncer de mama, Outubro Rosa! No mundo inteiro, é compartilhado informações sobre essa doença, conscientizando, proporcionando maior acesso aos serviços de diagnóstico e contribuindo para a redução da mortalidade. É necessário fazer o teste do toque, na própria casa, checar se não existe algum caroço.

Prevenir é uma das melhores formas de lutar.