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Prefeitura do Rio reinaugura o chafariz da Urca

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Conservação, reinaugurou no domingo (30) o chafariz da Praça General Tibúrcio, na Urca, que estava desativado desde 2017. Instalada na década de 1940, a peça foi projetada pelo arquiteto e paisagista Azevedo Neto, responsável pela criação de áreas de lazer importantes para os cariocas, como o Jardim de Alah e as praças Antero de Quental, Cardeal Arcoverde e General Osório.

A secretária Anna Laura Secco destacou a importância de zelar pelos monumentos e chafarizes que fazem parte da paisagem municipal.

“A Conservação é feita de grandes ações que melhoram avida na cidade e garantem um bom transcorrer do dia a dia dos cariocas. Mas também é feita dos pequenos cuidados e daqueles detalhes que trazem mais beleza à nossa rotina diária – afirmou.

Chafariz estava desativado desde 2017 – Divulgação/Prefeitura

“Nossa missão é atuar de forma efetiva e eficiente nas ações de manutenção, sem esquecer de olhar para as belezas – sejam elas naturais ou em forma de monumentos e chafarizes – que tornam o nosso Rio de Janeiro tão especial”, completou ela.

Anna Laura também ressaltou que o cuidado com o Rio deve ser uma preocupação de todos. – É preciso que as pessoas se conscientizem e entendam que os monumentos e chafarizes, além de tornarem a cidade ainda mais bonita e serem um respiro na paisagem urbana, pertencem à população. A Prefeitura faz a sua parte, mas o cuidado deve ser responsabilidade de todos os cidadãos. Conservar os monumentos é resgatar a história da nossa cidade – enfatizou.

Na reforma do chafariz, a Gerência de Monumentos e Chafarizes, vinculada à Secretaria Municipal de Conservação, contou com uma equipe especializada na manutenção de componentes hidráulicos e elétricos. Foram feitos os serviços de recuperação da casa de máquinas e de seu tampão, bem como a troca da tela de proteção; reconstrução de todo o comando elétrico; instalação e adequação da tubulação do jorro de água; conserto das bombas hidráulicas; pintura da borda do lago e limpeza do fundo; recuperação de tentos e calçadas.

Para as melhorias feitas na praça, como a revitalização da iluminação do chafariz e de seu entorno, a Conservação teve o apoio da Comlurb e da RioLuz.

O chafariz da Praça General Tibúrcio segue a programação de funcionamento dos demais chafarizes da cidade: é ligado três vezes ao dia, das 8h às 10h, das 12h às 14h e das 16h às 18h.

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Prefeito Marcelo Crivella é preso no Rio

 

A nove dias do fim de seu mandato, o prefeito Marcello Crivela foi preso por volta das seis da manhã desta terça-feira, 22 de dezembro, no Condomínio em que mora na barra da Tijuca, no Rio. A prisão faz parte de uma operação conjunta da Polícia civil  com o Ministério Público do Rio de Janeiro, que desde 2018 investiga um esquema de corrupção dentro da prefeitura do Rio. Crivella já está prestando depoimento na Cidade da Polícia, em Benfica e se disse alvo de perseguição. “É tudo perseguição política. Acabei com o pedágio da Linha amarela, tirei dinheiro do carnaval, negociei o BRT… Fui o prefeito que mais lutou contra a corrupção”, declarou aos jornalistas., ressaltando também que sua expectativa é por Justiça.

Além de Crivella, foram presos também o empresário Rafael Alves, apontado como o ‘chefe do QG da propina’;  o delegado aposentado Fernando Moraes, o ex-tesoureiro da campanha de Crivella, Mauro Macedo, além do empresário  Adenor Gonçalves dos Santos.

Também alvo da operação, o  ex-senador Eduardo Lopes e não foi encontrado em sua casa no Rio. Ele teria se mudado para Belém e deverá se apresentar à polícia. Lopes foi senador do Rio pelo Republicanos, ao herdar o cargo de Crivella, e foi secretário de Pecuária, Pesca e Abastecimento do governador afastado Wilson Witzel.

Com a prisão de Crivella e em decorrência da morte de seu vice-prefeito, Fernando McDowell,  em maio de 2018, quem assume a prefeitura enquanto o prefeito estiver preso é o presidente da Câmara de Vereadores, Jorge Felipe (DEM).

Foto: Reprodução TV Globo

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Destaque Rio

Rio reinicia hoje aulas para alunos do terceiro ano do ensino médio

As escolas estaduais do Rio de Janeiro reiniciam hoje (19) as aulas presenciais para alunos do terceiro ano do ensino médio e do quarto módulo de educação de jovens e adultos (EJA). A volta será opcional para os estudantes e ocorrerá apenas nos municípios onde a prefeitura não fizer nenhuma oposição a atividades presenciais escolares.

As aulas serão retomadas em 416 escolas localizadas em 16 municípios do estado do Rio e 63 mil alunos são esperados.

As aulas presenciais de todas as redes de ensino foram suspensas em março deste ano por causa da pandemia de covid-19. As escolas particulares já haviam recebido autorização para retomar as atividades presenciais no início de setembro.

Os alunos de ensino fundamental, dos dois primeiros anos do ensino médio e dos primeiros módulos de EJA continuarão com aulas remotas. Já os estudantes de ensino médio e do quarto módulo de EJA poderão optar pelo ensino remoto ou presencial.

A ideia é que esses estudantes possam concluir seus estudos a tempo de participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em janeiro de 2021.

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Cultura Destaque Rio

Artistas criam peças radiofônicas inspiradas em histórias dos mais de 40 teatros que existiram no entorno da Praça Tiradentes 

Foi durante uma conversa em um bar na Lapa que os atores Alex Teixeira e Clarisse Zarvos descobriram alguns interesses em comum, entre eles a curiosidade por lugares abandonados e um fascínio por causos do Rio de Janeiro. Da pergunta “Já parou pra pensar na quantidade de teatros que existiam no Centro e que não fazemos ideia de onde ficavam?” para um mergulho intensivo em livros e sites antigos foi um pulo. 

Assim nasceu o projeto Teatro ao Redor, um podcast com peças radiofônicas criadas pelos artistas a partir de registros, entrevistas e memórias sobre salas de espetáculo ao redor de praças. Na série de estreia — com cinco episódios — eles viajam no espaço e no tempo para contar a história de teatros da Praça Tiradentes. Entre o século XIX e os dias atuais, a região abrigou mais de 40 teatros. Do São Luiz ao Teatro Real São João, passando pelo Teatro Brazilian Garden, Moulin Rouge e o Teatro Maison Moderne, que abrigava peças, roda-gigante, tiro-ao alvo, balões, fotografia, bola ao cesto, pinball e até uma jaula com leões. 

— Descobrimos uma diversidade incrível de histórias sobre a cena brasileira nesses últimos dois séculos. Eu já sabia que o Centro da cidade tinha uma importante tradição teatral, não apenas ligada às salas de espetáculos, como também ao teatro de rua, mas depois que começamos a buscar essas memórias antigas e atuais, as narrativas foram se multiplicando — comenta Clarisse Zarvos, que além de fazer parte do elenco de vozes, assina com Alex Teixeira o roteiro e a direção do podcast.  

Os episódios influenciados por teatralidades do real, radio-drama e teatro épico tratam de temas como a origem da Praça Tiradentes, a demolição de salas de espetáculo, teatro de revista, os remanescentes teatros Carlos Gomes e João Caetano, cafés-concerto, salões de bilhar, incêndios de teatros, os teatros que viram cinema, e os cinemas que viram teatro, arte pública e performances que questionam as estátuas da praça. 

— Buscamos com essa proposta de teatro sonoro remediar a abstinência do palco e da rua em meio a quarentena, e ao mesmo tempo em que falamos do passado, percorremos estratégias para reinventar outros futuros no pós-pandemia — destaca o ator Alex Teixeira. 

O podcast Teatro ao Redor vai ao ar aos sábados, às 10h, através da plataforma Spotify. 

Ficha Técnica:

Texto, direção e vozes: Alex Teixeira e Clarisse Zarvos 

Edição de som: Clarisse Zarvos 

Participação: Jane Di Castro  

Design: Alessandra Teixeira 

Realização: Teatro ao Redor, Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro e Fundo Estadual de Cultura

Serviço

Teatro ao Redor: 

#1 Tiradentes: Construção e Demolição

#2 Tiradentes: João Caetano e Carlos Gomes

#3 Tiradentes: O teatro, o fantástico e o entorno inebriado

#4 Tiradentes: É fogo! 

#5 Tiradentes: Século 021

Spotify: http://bit.ly/TeatroAoRedor 

Informaçoes: https://instagram.com/TeatroAoRedor 

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Destaque Rio

Copacabana Palace reabre depois de 4 meses sem atividades

O Copacabana Palace, construção emblemática dos anos dourados no Rio de Janeiro, reabriu nesta quinta-feira (20) depois de quatro meses de portas fechadas – algo inédito em seus 97 anos de história – por causa da pandemia do novo coronavírus, informou o grupo hoteleiro Belmond.

O majestoso edifício art déco com vista para a praia de Copacabana voltou às atividades com o esforço de cumprir ao máximo as normas sanitárias, e com propostas para incentivar as reservas entre brasileiros, até mesmo cariocas, que queiram aproveitar um final de semana diferente na realidade da pandemia.

Desde de 10 de abril, quando deixou de receber hóspedes, apenas duas pessoas moravam no hotel, que tem 100 quartos e uma centena de suítes: a diretora-geral do Belmond Copacabana Palace, Andréa Natal, e o músico Jorge Ben Jor, morador desde 2018.

Para garantir a segurança dos seus hóspedes, “foram criadas regras de distanciamento social nas áreas de maior movimento, como piscinas e restaurantes”, ressaltou o grupo Belmond em nota.

Dos três restaurantes do complexo, apenas um estará funcionando no momento. Os outros dois devem reabrir em setembro.

Das quatro propostas sugeridas, uma é a hospedagem de 30 horas, “a opção perfeita para quem busca descanso e tranquilidade dentro da própria cidade”.

A assessoria de imprensa do grupo hoteleiro não informou os preços, mas em uma simulação de reserva on-line para o último fim de semana de agosto, as ofertas mais baixas começam em R$ 1.551 e chegam a R$ 9.249 por noite.

Um preço justificado tanto pelos seus serviços como pela mitologia ilustrada nas galerias de fotos de centenas de reis, escritores, músicos e artistas que animaram os seus dias e noites, como Rita Hayworth, Brigitte Bardot, Mick Jagger, Lady Di e Madonna.

A reabertura acontece em meio a incertezas sobre a normalização do cotidiano carioca e brasileiro.

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Cidade Destaque Rio Witzel

O Rio, “na corda bamba de sombrinha”.

Por Alessandro Monteiro

 São tantos os problemas, que fica difícil enumerar tamanha crise, que a cidade do Rio de Janeiro vem enfrentando. Entra ano, sai ano, muda governo, partido e tudo permanece favorável aquela meia dúzia que articula os esquemas da cidade. Ainda sobre a problemática dos hospitais de campanha, a corrupção levou mais de um bilhão de reais, o governo pagou 90% a mais por leito nos dois hospitais de campanha estaduais inaugurados e segue tudo na maior normalidade.

Na última semana, o IABAS se disse “vítima da falta de gestão e transparência das ações do Estado a respeito dos hospitais de campanha”, dá para acreditar? O secretário de Saúde em exercício, Alex Bousquet, autorizou a desativação dos hospitais de Nova Friburgo, na Região Serrana, e de Nova Iguaçu e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que curiosamente nem chegaram a receber pacientes.

O valor somado e previsto em contrato para esses três hospitais chega a R$ 770 milhões, conforme acordo firmado entre a Secretaria de Saúde do Estado e a Organização Social Iabas. Meio a tudo isso, tivemos a soltura do ex-secretário de Saúde Edmar Santos, que na última quarta-feira (12), teve sua delação premiada homologada pelo STF.

O ex-secretário afirmou o envolvimento do governador Wilson Witzel, no esquema de desvio de dinheiro, que tenta a cada dia, uma nova estratégia para barrar seu pedido de impeachment negociando secretarias e uma lista infinita de cargos comissionados.  Uma lástima para o bolso do povo, vítimas da incompetência e falta de gestão e justiça. No entanto, é bem provável que Witzel caia ainda esta semana.

Já o prefeito Marcelo Crivella, continua com os olhos vendados para a crise na cidade e a grave situação dos hospitais. O foco agora é o tal aplicativo para reserva de vaga na praia. O que parece ser piada, é a mais pura verdade.

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) entrou com pedido esta semana, para que Crivella se torne inelegível até 2026. O processo trata especificamente do abuso político e religioso daquele caso em que o jargão era “Fala com a Márcia”, que na ocasião o prefeito pediu para que “irmãos” procurassem à servidora Márcia caso alguém tivesse “problema de catarata” ou varizes.

Em relação ao aplicativo, o prefeito já virou motivo de chacota nas ruas e meme de internet, desqualificando ainda mais o seu governo. Segundo Crivella, as pessoas poderão ocupar as demarcações com reservas feitas pelo aplicativo, que busca organizar a frequência dos banhistas. E quem não tem celular? Palhaçada, não acham? Como se fosse de fato funcionar como manda o figurino.

Porém, nada consegue intimidar ou conter os cariocas, que diariamente desrespeitam os decretos, lotando praias, bares, praças e realizando eventos na zona norte da cidade. Os flagrantes de aglomeração são diários e tendem a aumentar, com todas essas medidas de relaxamento da fase seis, que boa parte foi autorizada, mas pelos índices altos da Síndrome Gripal, ouros grupos aguardam liberação.

Mesmo alvo de um processo de impeachment, o governador Wilson Witzel ainda sonha com a Presidência da República (Foto: Reprodução)

Na quarta-feira (12), a cidade registrou 104 mortes diárias, um pouco mais de 14.300 óbitos no geral e quase 186.000 casos confirmados do novo coronavírus. Paralelo a isso, a crise só cresce na saúde, que por falta de pagamento de salário, medicação e condições mínimas para garantir a boa qualidade de vida da população, mantendo alguns hospitais parcialmente fechados sem atendimento ao público.

É fato, que os índices estão caindo fortemente, mas não é possível relaxar tanto e fazer vista grossa para os novos casos que poderão surgir, nesse vai e vem de informações e falta de gestão. A cidade que hoje tem, mas de 800 mil desempregados, 60 restaurantes que encerraram suas atividades e tantos outros que ainda lutam para manter as portas abertas.

Tanto dinheiro empregado, que poderia ser revertido em programas em apoio aos pequenos e médios empresários, escolas, creches, máscaras gratuitas, kits de higiene e por aí vamos agonizando durante esses 5 meses de pandemia.  Até o momento, as vendas do comércio ainda não conseguem emitir qualquer reação de melhoria. De acordo, com o Clube dos Diretores Lojistas do Rio, tudo parece andar na contramão da maioria das capitais do país.

Aldo Silva, presidente do CDL afirma que somente a união entre o poder público e as entidades de classe representativas do comércio e da sociedade podem salvar a crise que está somente no início. As demissões são diárias, a fome chega à mesa e como fica o chefe de família? Sem trabalho, não podendo contar com programas do governo e ainda de quarentena? Certamente tudo isso é um prato cheio para o crescimento da violência e a desigualdade social.

 

Operação na comunidade Boca da Lagoa, na Gardênia Azul, na Zona Oeste da cidade (Foto: Reprodução)

O que fica difícil analisar é a dificuldade na gestão do governo que venda os olhos para a expansão das milícias no território urbano, dominando bairros, ruas, famílias e cidadãos de bem, que são obrigados a o “pedágio”, do crime paralelo.

Bairros como Recreio dos Bandeirantes, Jacarepaguá, Itanhangá e Engenho da Rainha, viraram quartéis da milícia carioca que clandestinamente constroem empreendimentos e condomínios ilegais.

Nem a pandemia, foi capaz de frear as obras, que denunciadas por moradores, permanecem em execução. Prédios com piscinas e saunas considerados de luxo para uma classe média assalariada que busca através da clandestinidade, realizar o sonho da casa própria.

Nessas regiões, também existem muitos edifícios inacabados, como gente morando sem chamar atenção, como estratégia de burlar a fiscalização e consequentemente, a fiscalização. Embora a prefeitura tenha realizado algumas ações nessas áreas, a coisa ainda segue “na flauta”, como dizem por aí.

No topo da cidade, o Cristo Redentor, de braços abertos, escolhido como um das maravilhas do mundo, a beleza do Píer Mauá dando boas-vindas aos turistas e as belas praias cariocas mundialmente desejadas por tantos, me lembram a música “Cartão Postal” de Cazuza, que numa das estrofes diz que “Tudo é tão simples que cabe num cartão postal, e se a história é de amor, não pode acabar

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Rio

Prefeitura do Rio inspeciona 180 estabelecimentos em três dias de funcionamento da Fase 3

A Prefeitura do Rio, por meio da Subsecretaria de Vigilância Sanitária, inspecionou 180 pontos comerciais e aplicou 132 multas nos três primeiros dias da Fase 3A do Plano de Retomada. Os números se referem a ações realizadas na última quinta-feira (2), até a madrugada deste domingo (5). Integram os comboios da Vigilância (vinculada à Secretaria Municipal de Saúde) equipes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), Guarda Municipal e Subsecretaria de Licenciamento, Fiscalização e Controle Urbano da Secretaria Municipal de Fazenda, com apoio da Polícia Militar.

Do total dessas operações, 108 foram realizadas em bares e restaurantes, com cinco interdições e 56 multas, a maioria por falta de higiene, funcionamento irregular e aglomeração. No sábado, as equipes inspecionaram 53 estabelecimentos dos setores que voltaram a funcionar na quinta: academias, estúdios de tatuagem e depilação e os comércios de alimentos.

Entre os comércios, 29 foram bares e restaurantes, sendo sete na Avenida Olegário Maciel, na Barra da Tijuca, onde o restaurante do número 120 foi interditado e multado por aglomeração e falta total de higiene, principalmente, nos banheiros e na cozinha. O restaurante recebeu também um termo de intimação para a readequação das instalações e teve apreendidos 97 quilos de carnes e queijos impróprios ao consumo.

“Constatamos diversas irregularidades neste estabelecimento. Na parte estrutural identificamos pontos de infiltração, buracos na parede, falta de dispensadores de sabão e álcool gel para a higiene dos funcionários. Além disso, encontramos uma grande quantidade de alimentos sem procedência e com data de validade vencida, resultando não só na interdição como na apreensão e inutilização dos produtos”, ressaltou Flávio Graça, superintendente de Educação e Projetos da Vigilância Sanitária.

Desde quinta-feira, os comboios passaram por quase 30 bairros, como Leblon, Botafogo, Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Tijuca, Bangu, Bonsucesso e Campo Grande. O foco principal das ações é conferir se as medidas higiênico-sanitárias para o combate à Covid-19 estão sendo cumpridas. Incluindo o distanciamento de dois metros entre pessoas e mesas, o uso de máscara e a disponibilidade de insumos para a higienização das mãos, como sabonetes líquidos nos lavatórios e de álcool 70% em gel nas áreas de circulação de funcionários e de clientes.

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Cultura Destaque O Rio que o Carioca Não Conhece

Conheça mais sobre a história do Rio em 10 livros

Por Sandro Barros

Se você já não aguenta mais ver live e séries de TV nessa quarentena, que tal sair dessa rotina e buscar novas emoções? Uma excelente opção para isso está na literatura. E se você é também apaixonado pelo Rio de Janeiro, selecionamos dez livros que falam sobre a fascinante Cidade Maravilhosa e, é claro, dos cariocas, sempre através de narrativas que vão da ficção à realidade mais crua. As obras podem ser adquiridas pela internet ─ versão digital ou impressa ─ por preços acessíveis. Aventure-se então em um bom livro!

O Cortiço

É impossível pensar no Rio sem levar em conta a história das favelas e a figura mítica do carioca debochado. ‘O Cortiço’, publicado em 1890 por Aluísio de Azevedo, é uma obra de ficção que descreve o ambiente precursor das favelas na cidade. Pobreza, exclusão, humildade e as minorias daqueles tempos nos fazem pensar sobre os espaços e vícios insalubres no Rio de Janeiro antigo.

1808

O livro é uma sátira sobre a chegada da Família Real Portuguesa ao Rio, em 1808. Mais do que o teor humorístico da narrativa, ‘1808’, de Laurentino Gomes, acaba sendo um retrato interessante sobre a formação da cidade para o leitor atento ─ e dá pistas importantes sobre como a política local e nacional se configurou por ali.

Cemitério dos Vivos

Autoficção de Lima Barreto, o romance ─ que ficou inacabado ─ ‘Cemitério dos Vivos’ foi escrito entre 1919 e 1920 e conta sobre sua internação por depressão e alcoolismo no Hospital Nacional dos Alienados. Atualmente, o local sedia o campus da Praia Vermelha da UFRJ. A história fala sobre importantes marcos arquitetônicos e sociais do Rio.

Fim

O patrimônio mais importante do Rio é, provavelmente, o povo carioca. Se você se interessa mais por pessoas do que pelas cidades em si, uma boa pedida pode ser ‘Fim’, de Fernanda Torres. O livro fala sobre cinco amigos no Rio de Janeiro, que dividem memórias dos momentos mais importantes de suas vidas quando estão prestes a morrer.

Cidade Partida

Retrato fundamental sobre a vida nas favelas cariocas. A relação dos habitantes com a violência é um tema central de ‘Cidade Partida’, de Zuenir Ventura, que não é uma narrativa pessimista como todo: a história de Vigário Geral também deu origem à mobilização popular que fez nascer o movimento Viva Rio. O livro traz depoimentos muito tocantes.

Carnaval no Fogo

Apesar do nome, o livro não trata do Carnaval em si, mas de fatos que fazem com que o Rio seja a cidade complexa e efervescente ─ com auge no Carnaval ─ que é hoje. Em ‘Carnaval no Fogo’, com um apanhado de histórias de todas as épocas na cidade, Ruy Castro dá destaque às pessoas e anedotas mais intrigantes da capital fluminense nos últimos 500 anos.

O Beijo no Asfalto

De Nelson Rodrigues, publicado em 1960, ‘O Beijo no Asfalto’ é uma peça importante para entender a sociedade carioca daqueles tempos. Inspirado numa história real com algumas modificações, o livro tem como fio condutor um beijo entre dois homens durante uma cena de atropelamento e o furor que isso causa na sociedade e na vida pessoal de um deles.

Histórias de Vida e Morte

De Luiz Eduardo Soares, o mesmo antropólogo que publicou o livro em que ‘Tropa de Elite’ se baseou, ‘Rio de Janeiro: Histórias de Vida e Morte’ é um mergulho profundo nos temas políticos mais tristes da cidade: tráfico de drogas, corrupção policial e violência. Indicado para quem quer entender de verdade os bastidores das mazelas do Rio.

A Voz do Alemão

O jovem Rene Silva se uniu à jornalista Sabrina Abreu para contar histórias que geralmente não são ouvidas. Em ‘A Voz Do Alemão’, histórias de moradores do Alemão e do próprio Rene formam um panorama justo sobre a vida no morro, com todas as belezas e brutalidades que a realidade local inclui.

História do Rio De Janeiro Através da Arte

A história da cidade através de pinturas, gravuras, desenhos e fotografias de vários artistas. A autora Luciana Sandroni criou o Pão de Açúcar como narrador dessa história, que começa na evolução geológica da cidade, passando pelos homens da pré-história, pelos índios, os portugueses, as guerras, a fundação da cidade, os engenhos de açúcar e muito mais.

Capas dos livros: Divulgação

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Estender o prazo do desconto no pagamento do IPTU é um ato de justiça

Por Carlos Augusto Aguiar

Em plena pandemia da covid -19, que obrigou todos os cidadãos dessa Cidade Maravilhosa a uma quarentena forçada, inclusive com o fechamento de diversas instituições publicas da Prefeitura e do Estado, o prefeito Marcelo Crivella, em 11 de maio, através do Decreto 47.421, regulamentou procedimentos para a obtenção de descontos no pagamento de débitos de IPTU e da Taxa de Coleta Domiciliar de Lixo (TCL), não inscritos em dívida ativa.

Segundo o decreto, o benefício alcançaria as cotas vencidas ou a vencer do IPTU e da taxa relativas ao ano de 2020. Para pagamento à vista seria garantido um desconto de 20% no valor total da guia, sem acréscimo de juros e de moras.

Para ser requerido o desconto, o cidadão deveria acessar o portal Carioca Digital ou através de e-mail disponibilizado no site da Fazenda Pública.

Para poder usufruir dessa decisão, seria necessário que a dívida do contribuinte não estivesse inscrita em dívida ativa no município. O pagamento integral do imposto deveria ter sido realizado até o dia 5 de junho de 2020. Mas quem que ainda não havia quitado sua dívida poderia também parcelar o saldo em até cinco cotas, com vencimento entre os meses de agosto até dezembro deste ano.

Prazo e percentual maiores

Entretanto, esse benefício não foi devidamente divulgado, além de ter estabelecido um prazo exíguo de dez dias, se iniciando dia 25 de maio e finalizando em 5 de junho, observando ainda que a guia para pagamento estaria disponível somente a partir de 25 de maio.

Em primeiro lugar, é importante registrar que os carnês dos IPTUs não foram enviados em tempo hábil para o pagamento com descontos da cota única. Aliás, em várias localidades ainda não foram entregues, obviamente por conta da pandemia e quarentena.

Portanto, é imprescindível que a Prefeitura reabra a o prazo para pagamento do IPTU com descontos até o final do ano de 2020, visto que essa medida alcançaria milhares de imóveis que se encontram pendentes de pagamento.

Não bastasse o prazo exíguo de dez dias, o desconto de 20 % na taxa do IPTU é muito pouco diante da crise financeira pela qual passa alguns milhares de contribuintes, que estão sem receita desde o início da pandemia ─ e lá se vão seis meses ─, sem falar naqueles milhares que ficaram desempregados.

A Prefeitura deveria rever o prazo do desconto, bem como conceder um desconto maior que possibilite o pagamento do IPTU e demais taxas. Esse desconto deveria ser de 50%. E, em segundo, deveria estender esse benefício para os contribuintes que quitaram o IPTU sem o referido desconto.

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A indústria das multas a todo vapor

Por Carlos Augusto Aguiar

O cidadão carioca está enfrentando a pandemia na garra, indo trabalhar para se manter e manter seus entes queridos, se arriscando a um contágio ao ser obrigado a circular pela cidade para chegar ao seu local de destino, no caso seu trabalho. Muitos outros vão trabalhar de carro, pois é mais seguro. No entanto, os estacionamentos no Centro da cidade estão fechados, o que obriga que se estacione nas ruas.

Aí a situação se complica, pois não há espaço livre, fazendo com que se estacione em locais com placas de proibição. Muito embora não se vejam guardas municipais transitando pelas ruas da cidade, nessas horas eles aparecem para aplicar a multa por estacionamento irregular.

A Prefeitura não está levando em consideração a situação extremamente excepcional provocado por essa pandemia. Está certo que não se pode estacionar em local proibido. Porém, se o veículo não estiver impedindo a passagem de pedestre e outro veículo, isso precisa ser considerado e não sair aplicando as multas. O prefeito Crivella tem que reavaliar isso durante a pandemia e, como já foi dito antes, a falta de estacionamentos regulares.