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Programa Antártico do Brasil completa 40 anos

Uma terra onde a ciência e a paz reinam absolutas. Nos dias de hoje, parece difícil imaginar um lugar assim no planeta. Mas ele existe. E fica no ponto mais ao sul da Terra. A Antártica corresponde a um arranjo geopolítico único no mundo. No dia 1º de dezembro de 1959, 12 países assinaram o Tratado Antártico. O documento pôs fim às disputas que existiam por porções de terra desse imenso continente. Com isso, abriu caminho para a liberdade de exploração científica da região, em um regime pacífico de cooperação internacional.  

O Brasil só viria a assinar o tratado em 1975 e em 1983 passou a integrar a chamada Parte Consultiva, com direito a voz e voto sobre as decisões relacionadas ao presente e o futuro do continente e de seus incalculáveis recursos naturais. Para ser membro consultivo, o pré-requisito exigido pelo tratado é justamente que o país promova algum tipo de pesquisa na região.

Atualmente, portanto, o Brasil compõe um seleto grupo de 29 países que têm estações científicas na Antártica e que poderão decidir os rumos de tudo o que esteja relacionado à exploração da região. E essa história começou justamente em janeiro de 1982, há exatos 40 anos, quando o governo brasileiro lançou o Programa Antártico (Proantar) e levou os primeiros cientistas para o continente, a bordo, na época, do navio oceanográfico W. Besnard.

“Esse projeto começa ainda no governo Geisel, em 1975, com adesão do Brasil ao Tratado Antártico, seguindo pelos anos 1980, com inauguração da estação científica, depois passando por todos os governos do período democrático até o momento atual. Certamente é umas das políticas de Estado mais bem-sucedidas do país, diferente das descontinuidades de projetos nacionais que estamos acostumados”, disse Paulo Câmara, professor do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB) e o primeiro coordenador científico designado para a Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), a casa do Brasil no continente de gelo.

Câmara esteve na estação de outubro a dezembro do ano passado, na primeira leva de cientistas brasileiros que pisaram na Antártica após quase dois anos de paralisação por conta da pandemia da covid-19. Esse hiato nas pesquisas, que afetou praticamente todos os países que atuam no continente, acabou impedindo que o Brasil estreasse os modernos laboratórios científicos construídos para a nova Estação Comandante Ferraz.

Fundada em 1984, a estação sofreu um incêndio de grandes proporções em 2012. Na tragédia, dois militares morreram e 70% das instalações foram perdidas. O governo federal investiu cerca de US$ 100 milhões na obra de reconstrução, e a unidade recebeu os equipamentos mais avançados do mundo.

A entrega da base pronta ocorreu justamente no início de 2020, mas não deu tempo de retomar os projetos científicos porque cerca de dois meses depois foi decretada a emergência de saúde global provocada pelo novo coronavírus.

A volta dos pesquisadores para o continente de gelo não teve a mesma logística de antes. Por causa das restrições da pandemia, o tempo de permanência, que era de cerca de um mês, foi estendido para aproximadamente três meses, e agora ocorre em duas etapas ao longo do ano, e não seis, como antes. Além disso, os cientistas tiveram que ficar 10 dias embarcados a bordo do navio de apoio oceanográfico da Marinha, o Ary Rongel, fazendo quarentena e sendo submetidos a exames de covid-19. Pessoas com comorbidades não puderam viajar. O tempo de viagem também aumentou. O percurso anterior era feito via Punta Arenas, no extremo sul do Chile. Até ali, os pesquisadores chegavam por via aérea. Em seguida, embarcavam num navio para atravessar o tempestuoso Estreito de Drake até a Península Antártica, ou faziam um novo voo direto até o continente austral. Com o Chile fechado, a viagem foi feita de navio a partir do Rio de Janeiro direto para a Antártica, um percurso que durou cerca de 20 dias em alto mar.

Em uma área de 4,5 mil metros quadrados, a nova estação tem capacidade para hospedar 64 pessoas. O novo centro brasileiro de pesquisas na Antártica conta com 17 laboratórios de última geração. Os quartos da base, com duas camas e banheiro privativo, abrigam pesquisadores e militares com muito mais conforto do que antes. A estação também conta com acesso à internet 4G, sala de vídeo, locais para reuniões, academia de ginástica, cozinha e um ambulatório para emergências.

“As instalações são formidáveis. Conforto que antes não se tinha aqui, nos permite processar os dados que coletamos aqui e ter um bem-estar garantido. E com tudo ainda novo, é um prazer imenso compor o primeiro grupo de pesquisadores que faz uso de tudo isso que é feito para o nosso trabalho. Ter esses subsídios e todo o propósito de estar aqui e fazer ciência faz tudo parecer um sonho de pesquisador”, disse Dafne Anjos, estudante do décimo semestre do curso de Ciências Biológicas da UnB, que está na Estação Comandante Ferraz desde novembro de 2021, no primeiro grupo que retomou as pesquisas. Envolvida com pesquisas sobre musgos antárticos, Dafne Anjos deve ficar pelo menos até fevereiro na base, coletando amostras e analisando suas composições.

Entre as unidades reativadas recentemente, está a estação meteorológica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apelidada de “meteoro”, que faz medições automáticas diretamente da base brasileira na Antártica. Outra instalação de pesquisa que retomou suas atividades foi o módulo VLF (Very Low Frequency), que realiza estudos sobre a propagação eletromagnética na ionosfera (parte alta da atmosfera terrestre). Foi dali que cientistas puderam acompanhar, em dezembro do ano passado, o eclipse total do Sol. Esse fenômeno, que ocorre quando Sol, Terra e Lua estão totalmente alinhados, só pôde ser visto completamente da Antártica.

Em todas as unidades da estação foram instaladas portas corta-fogo e colocados sensores de fumaça e alarmes de incêndio. Nas salas onde ficam máquinas e geradores, as paredes são feitas de material ultrarresistente. No caso de um incêndio, elas conseguem suportar o fogo durante duas horas e não permitem que ele se espalhe por outros locais antes da chegada do esquadrão anti-incêndio. A estação tem ainda uma usina eólica que aproveita os fortes ventos antárticos. Placas para captar energia solar também foram instaladas na base e vão gerar energia, principalmente no verão, quando o sol na Antártica brilha mais de 20 horas por dia.

“Aprendemos lições ao longo desse processo, a ponto de hoje termos essa estação extremamente tecnológica e segura, com uma série de recursos que permitem a gente realizar pesquisa científica de ponta na Antártica”, destaca o capitão de mar e guerra Marcelo Gomes, da Marinha, que é subsecretário do Proantar.

Do ponto de vista estrutural e tecnológico, a estação científica brasileira está entre as mais modernas da Antártica, só perdendo em importância para a Estação McMurdo, a enorme base científica dos Estados Unidos, praticamente uma pequena cidade que pode abrigar mais de 2 mil pessoas, e a Estação Polo Sul Amundsen-Scott, localizada no Polo Sul geográfico da Terra, também controlada pelos norte-americanos.

A Antártica é considerada o principal regulador térmico do planeta, pois controla as circulações atmosféricas e oceânicas, influenciando o clima e as condições de vida na Terra. Além disso, é detentora das maiores reservas de gelo (90%) e água doce (70%) do mundo, além de possuir incontáveis recursos minerais e energéticos. Sua dimensão também impressiona: são mais de 14 milhões de quilômetros quadrados, quase duas vezes o tamanho do território brasileiro (8,5 milhões de quilômetros quadrados).

Para o Brasil, que é considerado o sétimo país mais próximo da Antártica, estudar e compreender os seus fenômenos naturais é literalmente uma questão de sobrevivência no futuro.

“A Antártica está esquentando e isso vai criando distúrbios na sua atmosfera. Essas correntes marinhas que sobem da Antártica para o Brasil garantem, por exemplo, a qualidade da água que permite o desenvolvimento de peixes pescados na nossa costa. Tem também a influência no regime de chuvas, já que a massa de ar frio e seco da Antártica sobre para a América do Sul, onde se encontra com a massa de ar quente e úmido vinda da Amazônia. O equilíbrio desse fluxo, onde ora uma predomina sobre a outra, é que garante períodos alternados de seca e chuva que, são essenciais para o funcionamento da agricultura”, explica Paulo Câmara.

O coordenador científico da estação brasileira na Antártica enumera ainda outras pesquisas relevantes desenvolvidas no continente gelado. Uma delas investiga espécies de fungo endêmicos da região que poderiam ser usados no desenvolvimento de fungicidas para combater a ferrugem asiática, uma doença causada por outro tipo de fungo que afeta mundialmente a agricultura, gerando perdas bilionárias em lavouras como a da soja.

Com o avanço acelerado das mudanças climáticas e o exaurimento dos recursos do planeta, os olhos de todos devem se voltar para a Antártica dentro de algumas décadas. “A Antártica é o último reduto de recursos naturais da Terra, é uma reserva para a humanidade”, enfatiza Câmara.

 

Agência Brasil

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Na véspera do lançamento do Webb, astrônomos anunciam “Nova Terra”

Este Natal pode entrar para a história como o início de uma era de descobertas inusitadas sobre o Universo. Esta é a expectativa de cientistas do mundo todo com a previsão de lançamento do Telescópio Espacial James Webb, na manhã deste sábado (25), da base de Korou, na Guiana Francesa.

Considerado um supertelescópio, com tecnologia avançada e espelhos capazes de captar a radiação infravermelha, ele tem como objetivo entender o surgimento das primeiras galáxias e estruturas, como os misteriosos buracos negros.

É a missão mais avançada desde o Telescópio Espacial Hubble, enviado ao espaço há mais de 30 anos, e que está prestes a descobrir novos mundos, estrelas e sistemas solares.

Esta é a aposta do astrônomo, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, José Dias do Nascimento. “O James Webb, que é o mais complexo telescópio espacial já construído e 100 vezes mais poderoso do que o Telescópio Espacial Hubble, contribuirá muito com o estudo da atmosfera dos exoplanetas no infravermelho. Isto abrirá uma nova janela para observar exoplanetas em comprimentos de onda que nunca foram vistos antes. Uma vez que moléculas da atmosfera dos exoplanetas têm o maior número de características espectrais neste comprimento de onda, isto nos ajudará na obtenção de novos insights sobre natureza destes mundos”, diz.

O Telescópio James Webb é considerado uma ”lupa” capaz de olhar para o ”passado” do Universo, como propõe a missão em parceria das agências espaciais a americana Nasa, a europeia ESA e a do Canadá – CSA, e ampliar o entendimento sobre a formação de planetas diversos.

Em paralelo a esta tecnologia que será lançada ao espaço neste sábado, outras técnicas têm sido empregadas em busca de exoplanetas, aqueles localizados fora do nosso sistema solar.

É o caso das Microlentes Gravitacionais, técnica de observação que levou um grupo de astrônomos a localizar uma ”Nova Terra”. O planeta batizado de KMT-2020-BLG-0414Lb tem a mesma massa do nosso planeta, embora tenha temperaturas significativamente mais baixas, devido à distância da estrela que orbita – uma vez e meia a distância Terra-Sol.

O estudo foi publicado recentemente na revista Research in Astronomy and Astrophysics.

José Dias, que é um dos pesquisadores envolvidos na descoberta, diz que este é um planeta raro, com características que podem propiciar uma ”atmosfera fria o suficiente para compostos voláteis como água, amônia, metano, dióxido de carbono e monóxido de carbono condensado em grãos de gelo sólidos. Este é um passo fundamental na formação da sopa cósmica onde a vida foi cozinhada”, explica.

Embora as similaridades com a Terra chamem a atenção, o pesquisador destaca que a descoberta é ”uma peça no quebra-cabeça antrópico, onde nossas observações do Universo são condicionadas pela própria exigência de formação, manutenção e existência da vida senciente. Nosso planeta possui uma cobertura oceânica maior que 70% e isto parece parte de um critério importante na seleção natural antrópica”, diz.

Além do KMT-2020, também foi localizada neste sistema uma anã marrom, objeto muito grande para ser considerado um planeta (tem 17 vezes a massa de Júpiter), mas ainda pequeno para se enquadrar como estrela.

A descoberta – com participação de pesquisadores coreanos – foi feita partir de observatórios localizados nos Estados Unidos, Brasil (Observatório Pico dos Dias/ MG), Austrália e África do Sul e em decorrência da pandemia as análises de dados também foram feitas de forma remota.

A técnica de Microlentes Gravitacionais monitora mudanças no brilho de estrelas distantes, especialmente quando estão alinhadas.

Segundo a pesquisa divulgada pela UFRN, a explicação é que ‘esse alinhamento faz com que a luz da fonte sofra um desvio do seu caminho original. “Esse desvio da luz gera um aumento do brilho da estrela do fundo e, se as duas estrelas possuem movimentos relativos, uma curva de luz característica é produzida. Se a estrela lente possui um planeta, os pesquisadores podem inferir a sua presença através da análise cuidadosa dessa curva de luz e determinar as frações de massa do sistema, assim como o semi-eixo maior aparente (a distância do planeta até a estrela).”

 

Agência Brasil

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Sérgio Vieira | Entre Colunas

Cada macaco no seu galho

Ciência, significa conhecimento ordenado, um conjunto de informações repousados sobre princípios certos, não só teórico, mas também experimentado. Ciência representa toda a informação adquirida através do estudo, pesquisa e da prática. O saber, designa a forma elevada desse conhecimento.

Matérias científicas são destinadas para estudara natureza nos seus julgamentos fundamentais, gerido por regras e leis de origem natural com legitimidade universal. Concordando ou não, as leis da natureza já nasceram sancionadas, sem chances de habeas corpus ou alterações, são eternas, jamais poderão ser revogadas sob pena de extinção total da vida. Ciências Naturais, ou da Natureza, não tem como objeto de estudo o comportamento humano em sociedade, tão pouco suas invenções, mas sim exclusivamente os conceitos físicos, químicos e biológicos dos seres vivos e do meio ambiente.

As ciências naturais se completam no processo de experimentação ao analisar as peças de estudo sem a intervenção dos seres humanos. Portanto, o empírico é um fato que se apoia somente em experiências vividas, e não em opiniões. É um método criado para testar a validade de teorias e hipóteses em um contexto de experiência que gera evidências para se obter conclusões.

Já o senso comum é o conhecimento baseado em um experimento vulgar, não sistemático e nem organizado de forma racional. Esse empirismo designado para aquele indivíduo que promete curar doenças, sem noções científicas, é um charlatão.

Todas as disciplinas e especializações têm as suas importâncias que são fundamentais à coletividade dentro dos seus respectivos habitats de atuação. Quando o cidadão é inábil em ciências, desqualificado na área de ciências naturais, atua fora do seu “quadrado” emitindo opiniões públicas com grande influência popular e principalmente regras, pode ameaçar o avanço da sociedade com consequências devastadoras à humanidade.

Neste caso, se não for irresponsável é criminoso, um assassinato ao saber. Será um embaixador da ignorância, o mensageiro da desordem e representante líder de uma tragédia. É injúria, não somente aos profissionais da área de ciências naturais, mas à todas as espécies da vida terrestre.

Neste momento sob uma enfermidade epidêmica de estudos ainda inconclusivos e efeitos conflitantes, demonstram um risco exponencial à sobrevivência. É de extrema necessidade que a discussão cientifica e resultados contraditórios deste tema, sejam públicos. Mas, é imperativo admitir que apenas os especialistas e cientistas, pertinentes a esta área da saúde, exercitem o saber das suas expertises.

Toda e qualquer ação clínica, orientações e decisões cabíveis são atribuições exclusivas ao ignorado profissional conhecido pelo título de médico. É, só ele quem sabe o caminho e/ou tentativa de como curar. Baseando-se nas conclusões cientificas disponíveis devem ser livres e assegurados no exercício das suas funções, é para isso que ele existe, é para isso que ele se aparelhou.

A discricionariedade administrativa jamais pode sobrepor as razões cientificas que sustentam a vida.

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Alunos vencedores da Olimpíada de Ciência e Tecnologia visitam o Centro de Operações Rio

Nesta quinta-feira (11/11), os alunos das equipes que se destacaram na primeira edição da Olimpíada Municipal Estudantil de Ciência e Tecnologia foram recebidos no Centro de Operações Rio (COR). O objetivo da visitação guiada, que durou cerca de uma hora, foi permitir que os estudantes do 9º ano do ensino fundamental da rede municipal conhecessem como é empregada a tecnologia nas operações para minimizar impactos na rotina do cidadão e na antecipação de soluções, alertando os setores responsáveis sobre possíveis situações de risco.

Essa visita ao COR é mais uma oportunidade para que os jovens façam uma imersão ao universo tecnológico observando de perto como atuam os diversos órgãos públicos no quartel-general de integração das operações urbanas no município – explicou, Willian Coelho, secretário municipal de Ciência e Tecnologia.

A competição estudantil, que aconteceu entre os dias

Fotos: Divulgação SMCT

20 a 22 de outubro, foi promovida pela Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia, com o apoio da Secretaria Municipal de Educação, teve

como objetivo incentivar os alunos a identificarem problemas reais e desenvolverem soluções baseadas em ciência e tecnologia, através de uma maratona de criatividade, empreendedorismo e inovação, que durou três dias.

O Chefe Executivo do COR, Alexandre Cardeman,  elogiou a iniciativa e ressaltou que o COR está sempre de portas abertas para projetos que
estimulem o desenvolvimento de novas tecnologias e o fortalecimento de um ecossistema de inovação na cidade.

É muito importante estimular, principalmente nas escolas, esse exercício de pensar a cidade e buscar soluções que ajudem a melhorar o ambiente urbano, contribuindo para uma cidade cada vez mais inteligente e resiliente – disse.

Participaram da visita alunos da Escola Municipal Olímpica Carioca

Fotos: Divulgação SMCT

Nelson Prudêncio, (1º Lugar – Projeto Sonhar); da E.M. Sobral Pinto (2ª Lugar, Projeto – Classline), da E.M. Rose Klabin (3º Lugar, Projeto – Aplicativo Conectando Suburbanos); as equipes que receberam menções honrosas com os projetos: Bem Viver, da E.M. Sobral Pinto; Tem Aqui na Vizinhança, da E.M. Sérgio Buarque de Holanda; e PANCS, da E.M. Oswaldo Teixeira; além dos professores orientadores de cada um dos times que participou da Olimpíada.

Dentro do Centro de Operações os alunos puderam ver na prática como a tecnologia une diferentes setores atuando em um objetivo comum -explicou, Cláudia dos Santos, professora e orientadora da equipe da E.M Sobral Pinto, que acompanhou os estudantes durante a visita.

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SMCT oferece cursos gratuitos no Dia do Servidor

Em comemoração ao Dia do Servidor Público, celebrado amanhã quinta-feira (28/10), a Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia, em parceria com a Cisco Networking Academy, oferecerá cinco cursos gratuitos autoinstrucionais e online de tecnologia para os servidores da Prefeitura do Rio.

Serão oferecidos os seguintes cursos: Introdução à Internet das Coisas (carga horária 20 horas), Introdução à Cibersegurança (15 horas), Fundamentos em Cibersegurança (30 horas), NDG Linux Essentials (8 horas) e Conceitos Essenciais de Programação em Python (75 horas).

A SMCT tem adotado ações permanentes, através de parcerias, oferecendo cursos gratuitos para que as pessoas se adaptem às novas ferramentas tecnológicas, o que é fundamental nos dias de hoje.

As inscrições poderão ser feitas pelos servidores no estande da SMCT, das 10h às 16h, no pátio do CASS. Ao final dos cursos os alunos recebem online seu certificado de conclusão.

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SMCT promove programação para o Mês da Ciência Tecnologia e Inovações

Para celebrar o “Mês Nacional da Ciência, Tecnologia e Inovações”, a
Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia está promovendo ações
gratuitas que estimulem a curiosidade científica e proporcionem
conhecimento tecnológico para a  população.

Como outubro também é o “Mês de Conscientização em Segurança
Cibernética”, na última segunda-feira (11/10), teve início o curso
gratuito online Fundamentos de Cibersegurança, uma iniciativa da SMCT em parceria com a Cisco Networking Academy. Os alunos podem participar até o dia 31 deste mês. Entre os dias 18 e 22, a pasta
disponibilizará lives diárias com a participação de especialistas
nos temas ciência e tecnologia.

Fechando a programação, entre os dias 20 e 22 de outubro,  a SMCT, com o apoio da Secretaria Municipal de Educação, realiza a primeira
Olimpíada Municipal Estudantil de Ciência e Tecnologia, que contará
com a participação de alunos do ensino fundamental da rede pública
municipal.

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Governo inaugura cabo submarino que conecta Brasil à Europa

Da Agência Brasil

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Marcos Pontes, participou nesta terça-feira (1) da inauguração das operações do cabo submarino de fibra óptica de alta capacidade entre Brasil e Europa. A cerimônia ocorreu na cidade de Sines, em Portugal.

O projeto foi financiado pela Comissão Europeia que contribuiu com €25 milhões,  pela empresa EllaLink que aplicou €150 milhões e pelo Governo Federal, por meio do MCTI que investiu €8,9 milhões.

A conexão é efetuada  diretamente da cidade de Fortaleza (Brasil) a Sines (Portugal), com passagens pela Guiana Francesa, Ilha da Madeira, Ilhas Canárias e Cabo Verde.

O cabo também elimina a necessidade de os dados passarem pelos Estados Unidos. De acordo com a EllaLink, que vai permitir um acesso de alta qualidade aos serviços e aplicações de telecomunicações. A promessa é de que a conexão direta de alta velocidade reduza a latência, que é a capacidade de tempo que um pacote de dados leva para ir de um ponto a outro, em até 50%.

O cabo submarino tem 6 mil quilômetros de extensão. Entre outras aplicações, a infraestrutura de cabos será usada para serviços e nuvem e negócios digitais, mas também em ações de ciência, tecnologia e educação ao longo de 25 anos.

Agora vemos durante a pandemia a importância de trabalharmos juntos para vencermos esse inimigo comum que é o covid-19. É através da ciência que temos condição de vencer e, para a ciência funcionar, precisamos de operação de troca de informações”, disse o ministro durante a cerimônia.

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Nobel de Medicina é de cientistas que pesquisaram vírus da Hepatite

Dois cientistas norte-americanos e um britânico venceram o Prêmio Nobel de Medicina de 2020 pelo trabalho na identificação do vírus da Hepatite C, que causa cirrose e câncer de fígado, anunciou o órgão que concede o prêmio nesta segunda-feira (5).

As descobertas dos cientistas Harvey Alter, Charles Rice e do britânico Michael Houghton significaram que agora existe uma chance de erradicar o vírus da Hepatite C completamente, disse o comitê.

“Antes do trabalho deles, a descoberta dos vírus das hepatites A e B foram passos críticos adiante”, disse a Assembleia do Nobel do Instituto Karolinska, da Suécia, em comunicado sobre o prêmio de 10 milhões de coroas suecas (US$ 1,1 milhão).

“A descoberta do vírus da Hepatite C revelou a causa dos casos remanescentes de hepatite crônica e tornou possível testes sanguíneos e novos medicamentos que salvaram milhões de vidas.”

Embora os prêmios Nobel estejam sendo concedidos normalmente neste ano, eles foram ofuscados pela pandemia do novo coronavírus.

A Fundação Nobel cancelou o tradicional banquete, que é a parte central das comemorações em dezembro, e entregará as medalhas e os diplomas em um evento televisivo, em vez de ao vivo em Estocolmo.

Os vencedores deste ano serão convidados para comemorar juntamente com os que vencerem em 2021, considerando que a pandemia tenha arrefecido até lá.

O Nobel de Medicina é o primeiro a ser anunciado a cada ano. Prêmios também são concedidos nas áreas de Ciência, Paz e Literatura desde 1901 e foram criados pelo empresário e inventor da dinamite Alfred Nobel.

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Compostos presentes em chás amenizam os sintomas de gripes e resfriados

Com a chegada do inverno, as temperaturas mais baixas nos convidam a tomar bebidas quentes, que ajudam a relaxar e a aquecer o corpo. Os chás são uma boa pedida nesse período por combinarem sabor e propriedades funcionais que amenizam os sintomas de gripes e resfriados, mais frequentes nesse período do ano. A ciência já comprovou efeitos antitússico, broncodilatador, anti-inflamatório, expectorante, entre outros, em dois grupos desses compostos: os monoterpenos e os monoterpenoides. Porém, nos chás, a concentração deles não é igual às das substâncias purificadas ou dos óleos essenciais estudados.

“Ainda faltam evidências científicas de que os chás feitos de plantas ricas desses compostos possam apresentar os mesmos efeitos, sendo a concentração do princípio ativo o principal limitante”, explica o biomédico Jarlei Fiamoncini, pesquisador associado ao FoRC, e professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF/USP).

Segundo o pesquisador, esses compostos são encontrados em abundância em ervas, temperos e frutas, tais como gengibre, canela, laranja, limão, capim santo, erva cidreira e hortelã. Há, no entanto, uma grande diferença de teores desses compostos, até mesmo em variedades da mesma espécie. “O ambiente onde a planta é cultivada – duração do dia, tipo de solo, irrigação etc. – também influencia muito na concentração do composto”, explica.

Efeitos comprovados – Os mecanismos de ação desses compostos ainda não são completamente compreendidos, mas já se sabe para que eles funcionam: o mentol da hortelã, por exemplo, tem efeitos antitússico e broncodilatador comprovados. “O timol, encontrado no tomilho ou do orégano, tem ação anti-inflamatória e antiviral. E o eucaliptol, presente também no gengibre, por exemplo, tem propriedades mucolíticas e expectorantes.

Além de não ser possível avaliar a eficácia dos chás medicinais, por causa da variação do teor nos compostos, é importante lembrar que o consumo excessivo de produtos fitoterápicos pode ser prejudicial à saúde. “Os remédios naturais, como os chás medicinais, causam menos reações adversas do que os sintéticos e às vezes nenhuma, mas não é possível afirmar que por serem naturais não ofereçam risco à saúde”, ressalta o pesquisador. “Os compostos fitoquímicos bioativos são produtos químicos estranhos ao nosso organismo e, por isso, podem apresentar toxicidade se ingeridos em doses elevadas.”

Para evitar efeitos adversos, ele recomenda ficar atento à forma de preparo dos chás e à quantidade ingerida por dia. “O bom senso deve orientar o consumo dessas bebidas. Consultar fontes científicas e profissionais especializados, como os farmacêuticos e nutricionistas, é sempre a melhor opção quando houver dúvidas sobre a utilização de chás e produtos naturais.”