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Banquinho da Paciência: O desrespeito do carioca com a pandemia parece que nunca vai acabar

Da Redação

Não adianta. Aonde você vai, as aglomerações seguem acontecendo mesmo com as restrições impostas pela Prefeitura do Rio de Janeiro, como forma de conter o avanço da pandemia do coronavírus. O que mais se pode ver na cidade são festas acontecendo. Algumas inclusive em praça pública. Da Zona Oeste a Zona Sul, tudo segue ocorrendo como se nada estivesse acontecendo. No mês em que o país enfrenta a pior crise por causa da pandemia, o carioca faz força para quebrar as regras. Achando que estão quebrando paradigmas. 

Até comerciantes estão desrespeitando e aceitando o que o público faz. Muitos bares ao invés de fechar as 21h, conforme decreto, seguem ultrapassando o limite e atendendo seus fiéis clientes. è uma roleta russa. Alguns são multados, outros não. É ter sorte para desrespeitar o decreto e seguir faturando.

Enquanto isso seguem os eventos sem permissão. Sambas, pagodes, festas eletrônicas. Convites chegam por e-mail, avisando que será “apenas para convidados”. Um absurdo e desrespeito. E a paciência vai se esgotando, cada dia mais….

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Nossa Ideia é

Vai passar, mas que a Humanidade aprenda a lição

Editorial

Bastou um microscópico ser vivo, o Covid-19 ─ que se alastra aos milhões pelos quatro cantos ─, para que a humanidade se colocasse de joelhos enquanto aguarda da comunidade médica uma cura para a doença. Cenários econômicos são derrubados um a um, inclusive os das grandes potências comerciais. Incertezas políticas surgem vertiginosamente e disputas mesquinhas perdem espaço. Até mesmo as fronteiras territoriais dos países, essas linhas imaginárias que separam homens e mulheres do planeta, são abolidas nos corações e mentes diante da pandemia. De fato, a dor uniu aquilo que jamais deveria ser apartado: a Humanidade.

O Diário do Rio se soma à esperança que a atual triste página da História vai passar. Acreditamos que conseguiremos, como raça humana, superar esse sofrimento. Mas, quando isso acontecer, vamos precisar de dedicação para reconstruir nossas vidas e, talvez o mais importante, nossa própria concepção sobre o que é viver. A enorme solidariedade que se revela nesse momento tão difícil é algo de valor incalculável, pois revela que conviver em sociedade é ajudarmos uns aos outros, dividindo o que se tem com quem não tem nada ou quase nada.

Vamos aproveitar os bons exemplos de agora, onde saltam aos olhos de muitos a multiplicação de boas ações, de altruísmo e do conforto emocional que isso nos traz. Mais que uma foto legal para ser postada nas redes sociais, essa solidariedade precisa ser uma prática comum no mundo pós-coronavírus.

Foi preciso um microscópico ser vivo para mostrar que desprezar o coletivo é algo por demais perigoso, inclusive para a sobrevivência de todos. Mas isso pode ser revertido, cada um saindo dessa crise como um ser humano melhor. Como já cantou Beto Guedes em ‘Sol de Primavera’, “a lição sabemos de cor, só nos resta aprender”.

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Nossa Ideia é

Defesa do meio ambiente e combate à fome andam lado a lado

Editorial

Corretamente a humanidade vem se preocupando sempre mais com a necessidade da preservação do meio ambiente. E isso decorre da deterioração da natureza e do seu uso sem medidas e imprudente. O fogo de grandes proporções nas florestas da Amazônia, Austrália e em diversos países europeus estão aí, nos mostrando que a natureza está agonizando, morrendo aos poucos.

Outro dado alarmante: em 2019, a temperatura média dos oceanos bateu recorde, e o ritmo em que eles estão esquentando está em processo de aceleração. Segundo ChengLijing, do Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências, “esse aquecimento medido dos oceanos é irrefutável e é mais uma prova do aquecimento global. Não há alternativas razoáveis além das emissões humanas de gases captadores de calor [do efeito estufa] para explicar esse aquecimento”.

Paralelo à agonia do planeta, o ser humano também sofre… e de barriga vazia. De acordo com relatório da ONU, 821,6 milhões de pessoas passaram fome em 2018. Uma média de uma pessoa para cada 10 na população de todo o planeta. Se consideradas as pessoas em condição “moderada” de insegurança alimentar, o total chega a dois bilhões, ou 26,4% da população mundial. Esses números nos dão uma estimativa do número de pessoas sem acesso garantido à comida suficiente durante todo o ano.

E o que a defesa do meio ambiente tem a ver com o combate à fome? Ora, quando um plástico cai no rio, ele demora mais de cem anos para se decompor. Enquanto isso, deteriora toda a organização dos seres vivos que ali vivem: as plantas começam a morrer, os peixes, sem alimentos, tornam-se escassos e poderão conter agentes poluentes em sua carne que, caso consumida, causará prejuízos diversos à saúde do ser humano. E esse é apenas um simples exemplo de como os assuntos estão diretamente relacionados.

Deveríamos estar assistindo campanhas massivas neste sentido, relacionando os temas. Afinal, tão certo como o ser humano precisar do planeta para viver é que todos também precisam do alimento como uma das garantias do direito à vida. E isso, a vida, não pode estar submetida aos interesses das grandes empresas mundiais e à sua ganância por lucratividade. Caso contrário, nada ou ninguém se salvará!