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O novo “normal” pós-Covid-19

Os efeitos do pânico do COVID-19 causaram grandes mudanças em nossas vidas cotidianas, mudanças que muitas vezes aconteceram de forma rápida e abrupta. Os ajustes de vida geralmente vêm com uma ampla gama de experiências e emoções. Às vezes, essa transição pode ser suave e outras vezes a jornada para o novo normal é instável ou totalmente obscura.

Aqui nos EUA já contamos com mais de 48,5% da população americana completamente vacinada e mais de 334 milhões de doses da vacina administrada. Mas o que isso impacta na nova rotina e na vida da população pós vacinação?

Interessante que se fizermos um comparativo entre as situações da população americana e a população brasileira em termos de número de contaminados, vacinados e número de vacinas disponíveis, haverá uma imensa discrepância. Nos EUA já há vacina disponível para todo e qualquer indivíduo que queira se vacinar, enquanto o povo brasileiro ainda sofre com o número de vacinas insuficiente para atender toda a população, desorganização nos postos de atendimentos, fraudes, corrupção etc.

Por incrível que possa parecer, há uma fatia considerável de americanos que não tomaram a dose da vacina porque simplesmente não querem, porque ainda acreditam em teorias da conspiração ou na não eficácia das vacinas.

Um fato interessante que vem acontecendo é que após a vacinação em massa, a economia americana vem sendo impulsionada pelo governo e empresários para uma recuperação rápida.  Há uma grande demanda por produtos e serviços, porém o mercado está se deparando com uma parcela de americanos que não voltaram ou não querem voltar a seus antigos postos de trabalho simplesmente por causa dos benefícios da ajuda do governo.

É isso mesmo que vocês estão lendo. Há trabalho, há oferta de empregos em todos os setores, porém há escassez de mão de obra. Uma parte dos americanos vem se dando ao luxo de recusarem ofertas de trabalho para permanecerem em casa sustentados pelo governo. Isso afeta a economia em vários aspectos: o governo continua liberando altas verbas para amparar a população e minimizar os impactos da pandemia, com isso deixando de investir em outras áreas de desenvolvimento e produtos e serviços vão ficando escassos e com isso preços vão aumentando.

Novos fatores, novas rotinas e novos horizontes surgiram após a pandemia e o que temos que fazer hoje é se adaptar a este “novo normal” e tudo que ele traz consigo. Nunca em toda a estória mundial houve uma pandemia que impactasse tanto a população e mudasse o rumo da estória e do olhar humano acerca de fatores antes impensados, que agora, em um mundo globalizado, o que acontece no quintal do vizinho, impacta no nosso também.

Na minha opinião o novo normal implica em um processo com muitos ajustes, muitas adaptações e muito aprendizado. A verdade é que ainda temos uma longa estrada pela frente e especialistas acreditam que nunca mais voltaremos ao “normal” como anterior a pandemia. Torço para que um novo normal, e todas as adaptações em consequência deste, surja e que leve a humanidade a ter um olhar diferente e melhor em relação ao outro.

Silvina Rios
Advogada brasileira, especialista em imigração para os EUA
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Parada do Orgulho LGBTQIA+ fecha Junho em NY com milhares de pessoas nas ruas

Junho é o mês mais especial para muitos na comunidade LGBT e no último Domingo (27 de Junho/2021) centenas de milhares de pessoas tomaram as principais ruas de Manhatam em Nova York celebrando o mês do orgulho Gay, ou melhor dizendo, o mês dedicado a celebração do orgulho LGBTQIA+.

Tendo sido o 51º ano de realização do evento, o NYC Pride iluminou a cidade com uma variedade de festas, eventos, conferências e, claro, um desfile incrível e colorido, relacionado a comunidade LGBTQIA+.

Tudo começou em Junho de 1969 quando ocorreu primeiro Pride Rally de Nova York após os motins de Stonewall, que lançaram o moderno Movimento pelos Direitos dos Gays. Na manhã de 28 de junho de 1969, a polícia invadiu o Stonewall Inn, um bar gay local em Greenwich Village que representava muito a cultura LGBTQ underground da cidade. Após esses ataques violentos e discriminatórios, 500 pessoas se reuniram para uma manifestação “Gay Power” no Washington Square Park um mês depois. Isso foi seguido por uma vigília à luz de velas na Praça Sheridan. Um ano depois, em 1970, a primeira Marcha do Orgulho de Nova York aconteceu em 28 de junho.

O Orgulho Gay de Nova York deu continuidade a essa tradição, hospedando o evento em vários locais da cidade. A marcha passa pelo local do Stonewall Inn na Christopher Street, local dos distúrbios de Stonewall em junho de 1969. Hoje, a Parada do Orgulho Gay de Nova York rivaliza com a Parada do Orgulho Gay de São Paulo e a Parada do Orgulho de Madrid como a maior parada do orgulho do mundo, atraindo todos os anos, em junho, centenas de milhares de participantes e milhões de espectadores nas calçadas.

Todos os anos, durante o Gay Pride New York, há uma série de festas e celebrações que acontecem em toda a cidade de Nova York e continuam até a parada final do Pride, que acontece no final de junho. Embora o desfile principal geralmente ocorra no coração de Manhatten, os eventos de orgulho costumam ocorrer em outras áreas da cidade também, incluindo Brooklyn e Staten Island.

O objetivo do movimento do Orgulho de Nova York, como de qualquer outro movimento, é buscar um futuro sem discriminação. Um futuro em que as pessoas LGBTQIA+ não só possam ser reconhecidas e aceitas, mas também um futuro em que possam gozar dos mesmos direitos que todas as outras pessoas. O objetivo do Gay Pride New York é promover um rico programa de eventos que possa inspirar, comemorar, educar e celebrar cada sombra do arco-íris símbolo do orgulho.

Silvina Rios
Advogada brasileira, especialista em imigração para os EUA
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Nova York celebra com fogos de artifício o fim das restrições contra Covid-19

Como falado no último artigo dessa coluna na semana passada, faltava apenas 1,4% da população de Nova York a ser vacinada para atingir o total de 70% dos moradores do estado com pelo menos 1 dose da vacina anti-Covid-19 e consequentemente derrubar as barreiras de restrição anti-Covid-19.

A meta foi atingida no início dessa semana e na terça-feira, dia 15/06/21, houve queima de fogos de artifício em todo o estado para comemorar o cumprimento da meta e a maioria da população protegida contra o vírus.

O Governador do Estado Andrew Cuomo disse que os limites de reunião social, restrições de capacidade, distanciamento social, exames de saúde, protocolos de limpeza e desinfecção, informações de contato para rastreamento foram eliminados. E assim o estado de Nova York se aproxima cada vez mais de viver em sua totalidade o “novo normal”.

Entretanto, quaisquer diretrizes federais envolvendo escolas, saúde e transporte público permanecem.

Os fogos foram liberados na última terça-feira a noite e foram não só em comemoração ao atingimento da meta de 70% da população com pelo menos 1 dose da vacina aplicada, mas também para saudar os profissionais da área de saúde que trabalharam como heróis na frente de batalha contra o Covid-19.

O Governador Cuomo contou com suportes de algumas lideranças no estado, entre eles Andrew Rigie, diretor executivo do NYC Hospitality Alliance, que apoiou a decisão do Governador na suspensão das restrições contra Covid em Nova York, quando fez seu discurso de celebração na terça-feira: “Após 16 meses de devastação sem precedentes nos restaurantes, bares e clubes de Nova York infligidos pela pandemia COVID-19, é monumental juntar-se ao governador Cuomo e aos líderes de toda a cidade na torre 1 do World Trade Center para suspender oficialmente as restrições aos negócios e começar uma nova fase de recuperação da cidade “, disse Rigie. “Este é um passo extremamente importante e notável em um longo caminho para a recuperação. Muito mais ainda precisa ser feito para apoiar dezenas de milhares de pequenas empresas e trabalhadores em Nova York: o principal desses esforços é o governo federal reabastecer o Fundo de Revitalização de Restaurantes e fornecer às empresas locais o alívio urgente de que precisam. ”

Hoje não só a cidade mas também todo o estado de Nova York vive um clima de alívio e comemoração de finalmente poder sair e socializar sem as tantas preocupações e obediência as restrições sanitárias.

O meu desejo é que muito em breve o meu país, Brasil, também possa viver e comemorar esse momento e que o povo brasileiro volte também ao seu “novo normal”.

Silvina Rios
Advogada brasileira, especialista em imigração para os EUA
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Nova York em ascensão

O estado de Nova York/EUA vem ressurgindo como uma Phenix após ter sido o epicentro de contaminação do Covid-19 no início da pandemia aqui nos EUA. Hoje o Estado desponta como sendo um dos melhores a gerenciar o avanço de números de casos de Covid e o número de fatalidades em decorrencia do virus.

Atualmente, Nova York tem dois objetivos: gerenciar o número de contaminados por COVID, o progresso da vacinação e reimaginar e reconstruir o estado. De acordo com o CDC, Nova York aplicou mais vacinas per capita do que qualquer grande estado do país norte americano – 68,6% dos adultos têm pelo menos uma dose da vacina anti COVID. Essa semana o Governador do estado, Andrew Cuomo, anunciou que, assim que Nova York atingir 70%, a maioria das restrições restantes do COVID-19 será suspensa. Isso inclui restrições de capacidade específicas da indústria, distanciamento social, bem como outros protocolos em vigor.

Até que mais nova-iorquinos sejam vacinados, locais de eventos em grande escala, transporte público, pré-escolas e escolas para crianças de até 12 anos ainda devem seguir as diretrizes do estado. Mas a suspensão de grande parte das restrições por causa do COVID é um sinal de como os nova-iorquinos trabalharam duro para conter a propagação. Ainda há 1,4% até que Nova York possa suspender todas as restrições. Pois o Governo espera atingir o índice de 70% da população vacinada para acabar de vez com as restrições. Motivo pelo qual o Governo conta como incentivo para aqueles que ainda não se vacinaram, irem em busca da vacina.

A cidade de Nova York, onde vivo, está voltando a ser aquela cidade vibrante, fervorosa com os bares e restaurantes do mundo todo voltando a funcionar em pleno vapor. Os metros, as ruas e avenidas já possuem inúmeros transeuntes e até mesmo turistas naquele ritmo frenético bem típico da cidade.

As lojas, salões de beleza e demais comércios também voltaram a abrir suas portas e funcionar, ainda adotando medidas de segurança sanitária, claro (ainda temos que usar máscaras em alguns locais fechados), mas ao menos estão funcionando e vendendo seus produtos e serviços.

Dá gosto de ver a cidade ressurgindo e voltando a ser a fantástica, vibrante, “estressante” e sedutora Big Apple, assim como é conhecida aqui nos EUA.

Silvina Rios
Advogada brasileira, especialista em imigração para os EUA
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Fatos Curiosos sobre os EUA

Os EUA abrigam uma quantidade enorme de turistas, lançam moda que acaba sendo seguida mundo afora e possuem um estilo de vida singular quando comparado aos demais países. Justamente pela grande variedade de turistas oriundos de todo lugar do planeta, o país acaba tendo uma diversidade cultural plural e muito rica.

Sendo assim, o povo americano possui inúmeras curiosidades e particularidades interessantes. Aqui, exemplifico algumas:

  • Uma grande diferença entre a cultura brasileira e a cultura americana é a maneira como eles se cumprimentam. Aqui não se sai beijando e abraçando pessoas que você acabou de conhecer ou tem pouca intimidade. Usa-se um simples aperto de mão, isso fora do período de pandemia claro, porque agora nem isso.
  • Embora não conhecido dessa forma, os americanos são tão pontuais quanto os britânicos. Os encontros e reuniões (mesmo informais) começam no horário marcado.
  • Em quase todos os estados americanos não é permitido o consumo de bebidas alcoólicas nas ruas, nem mesmo nas praias (quanta saudade dos ambulantes brasileiros). Também ao entrar em bares, as identidades são solicitadas para comprovar que as pessoas são maiores de 21 anos.
  • Outro fato super curioso é que os prédios de 13 andares em diante, não tem o 13º andar, eles pulam para o 14º pois os americanos são super supersticiosos e não gostam do número 13.
  • Nos restaurantes e táxis, a gorjeta (tip em inglês) é obrigatória. Não dar gorjeta é considerado meio fora de educação aqui.
  • Não há urnas eletrônicas nos EUA. Aqui se usa cédulas de papel e o voto não é obrigatório.
  • Algo que me chamou muito a atenção foi o fato de os americanos usarem seus chinelos uns 2 dedos maiores que seus pés. Sabe quando o chinelo fica sobrando atrás? É assim que eles os usam, sem contar a mania do uso de chinelo tipo Rider com meia (essa não consigo me acostumar!).
  • Para quem gosta de refrigerantes (aqui chamados “soda”, independente o tipo e marca) na maiorias das lanchonetes e fast foods você tem direito a refil, ou seja, você pode encher seu copo quantas vezes você quiser até sair da lanchonete.
  • Como os americanos geralmente não tem uma refeição substancial como nós brasileiros com nosso arroz, feijão e mistura na hora do almoço, eles costumam comer sanduíches e refeições rápidas pois aqui não se tem 1 hora de intervalo para almoçar, com isso janta-se cedo em torno das 05h ou 06h da tarde, e aí sim uma refeição mais rica e substancial.
  • Para completar minha lista, o número de feriados aqui é extremamente reduzido e geralmente não há emendas. Algumas datas comemorativas como o Dia dos Pais (aqui em 20/junho), Dia do Trabalhador (aqui 1ª segunda-feira de setembro) e o Dia dos Namorados (14/fevereiro) são em datas diferentes do Brasil.

E aqui expus apenas algumas poucas curiosidades sobre esse país e cultura tão ricos. Continuo sempre aprendendo e espero que você leitor também tenha descoberto algo novo e interessante com esse artigo.

Silvina Rios
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Leis e direitos trabalhistas nos EUA

Viver e trabalhar nos EUA pode ser o sonho de muita gente. Mas você sabia que existem várias diferenças entre a legislação trabalhista brasileira e as leis do trabalho americanas?

Os EUA são conhecidos por ser um dos países com as regulações trabalhistas mais flexíveis comparando com outros países. A principal lei que regulamenta é a Fair Labor Standards Act (FSLA), de 1938, que estabelece salário-mínimo, jornada de trabalho, idade mínima para trabalhar, formas de emprego, entre outros detalhes.

A diferença da legislação americana é que ela abre bem mais espaço para negociações entre patrão e empregado, além de os estados terem normas e impostos diferenciados. O contrato feito entre as partes tem bastante valor e é nele que estarão questões relativas a benefícios, direitos e deveres.

Para começar, a base salarial é definida pelo valor da hora de trabalho e quando fazemos a negociação de salário com os empregadores geralmente ela é feita com base no valor anual final. Atualmente o valor mínimo da hora de trabalho aqui nos EUA gira em torno de U$ 7.25 (hoje em torno de R$ 40). Entretanto, cada estado opera um piso mínimo salarial. Por exemplo, aqui em Nova York, está em torno de U$ 15.00 (o custo de vida aqui em Nova York é alto e consequente a média salarial também).

Outro ponto diferente nas leis trabalhistas dos EUA é a forma de receber o pagamento. Existem duas formas: o nonexempt e o exempt. No nonexempt, o mais comum, o trabalhador será pago de acordo com a quantidade de horas trabalhadas. Geralmente, são semanais, mas cada empresa adota uma periodicidade.

Já no formato exempt, o salário é definido previamente e, no contrato, constará o salário anual que o empregado receberá. Os pagamentos costumam acontecer duas vezes ao mês, sendo que, geralmente, o empregado não tem direito à hora extra nesses casos. É mais aplicável para pessoas com cargos de confiança e que ganham salários maiores.

Um fator bem diferente do modelo trabalhista brasileiro diz respeito as férias. Você já deve ter escutado falar que americano não tem férias, certo? A lei não trata das férias como um direito, mas há estados que obrigam as empresas a pagarem alguns dias de descanso para o empregado. Geralmente as empresas ofertam de 5 a 15 dias de descanso pagos por ano.

E se você discorda do tratamento da lei brasileira com relação a afastamentos médicos injustos,  aqui os afastamentos provocados por problemas médicos tendem a ser pautados por uma lei federal. Justamente pelo fato de ser uma recomendação, as organizações não são obrigadas a aceitar o atestado médico em questão. Por isso, o funcionário deve ler com cuidado quais são as normas aplicadas pela empresa contratante no que diz respeito a essa questão.

Em suma, há inúmeras diferenças entre as leis e direitos trabalhistas brasileiros e americanos, e cada regulamento traz vantagens e desvantagens, depende da ótica em que se olha.

Silvina Rios
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O que o marketing americano não mostra

Os Estados Unidos são conhecidos mundialmente por serem uma das grandes potências capitalistas e modelo de país desenvolvido e organizado. Justamente por ser uma nação poderosa que sempre se destaca no papel de líder mundial, inúmeras questões não tão positivas acerca do país e de sua cultura não chegam ao conhecimento do grande público.

Ao longo dos anos, os americanos vêm se deparando com os avanços exponenciais dos números de doenças mentais entre a população. Estima-se que, hoje, mais de 47 milhões de americanos, ou seja quase 1 em cada 5 americanos, sofrem com algum tipo de doença mental, como por exemplo ansiedade, depressão, síndrome do pânico e outras. Outro dado alarmante indica que 9,7% dos jovens americanos também sofrem com algum tipo de transtorno mental sério, de acordo com estudos e dados estatísticos do órgão de Saúde Mental da América (MHA).

O problema é tão sério e preocupante e está tão enraizado em todas as classes sociais que inclusive celebridades como Oprah Winfrey, Lady Gaga e o príncipe britânico Harry se juntaram recentemente no lançamento de um programa televisivo para tratar a questão, buscando orientar e esclarecer a população sobre as consequências e estigmas acerca do tema.

Logo cedo, os americanos saem de casa (em torno dos 16/17 anos de idade), vão para as universidades e são lançados no mercado de trabalho. Cria-se uma obrigação no jovem americano de ser independente e buscar status. Com isso, muitos deles não conseguem lidar sozinhos com as pressões do dia a dia e vão se tornando adultos estressados, ansiosos, depressivos e que, muitas das vezes, acabam se anestesiando ou viciando nas drogas.

Como imigrante vivendo no país há mais de 5 anos, posso dizer que esse foi um detalhe que logo me saltou aos olhos e que também me surpreendeu muito. Não é à toa o grande número de pessoas viciadas em drogas (sejam elas lícitas ou ilícitas e álcool) nesse país. Boa parte dos americanos tenta fugir dos problemas anestesiando-se com essas drogas, e o que mais surpreende é que, dentre eles, mais da metade está viciada nas chamadas drogas lícitas (analgésicos, xaropes e outros remédios vendidos em farmácias).

Penso que um dos fatores que pode contribuir com esse adoecimento mental e emocional dos americanos talvez seja o fato deles valorizarem mais o “ter” do que o “ser”, o consumo material em prejuízo do desenvolvimento e aperfeiçoamento do SER. Todavia, justamente por ser uma grande potência em tantas outras questões, espero que os americanos também possam solucionar esse problema e impedir o seu avanço.

Silvina Rios
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Relatos de um advogado brasileiro em Nova York

Semana passada escrevi sobre os diferentes tipos de imigrantes nos Estados Unidos. Para ilustrar que é possível vencer nas terras do Tio Sam também, hoje trouxe uma entrevista com Julio Henrique de Macedo Alves, advogado brasileiro, natural de Natal, Rio Grande do Norte, sobre sua jornada como advogado no Brasil até sua experiência profissional em Nova York, Estados Unidos.

Olá, Julio. Conte um pouco sobre sua carreira antes de viajar para os Estados Unidos por favor.

Olá. Aos 22 anos me graduei em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Por anos atuei como advogado no Brasil, adquirindo experiência e confiança profissional. Durante minha carreira, me associei a algumas associações profissionais, com foco no Direito Internacional, bem como fui autor de artigos jurídicos, um deles inclusive, é capítulo de um livro de Direito Marítimo Internacional, e outro na área de discriminação genética, também com uma vertente internacional.

O que você acha que o difere dos outros profissionais da sua área? O que torna sua carreira extraordinária?

Sempre pautei minhas metas de vida, tanto profissional como pessoal, em fazer mais do que era esperado de mim. Tenho uma sede por conhecimento muito grande, e tento fazer o máximo possível com o meu tempo. Por isso escrevo artigos jurídicos, participo de associações, faço trabalho voluntário, escrevo ficção como hobby. Acho que isso sempre acaba ficando evidente para aqueles que estão ao meu redor, essa minha dedicação ao que pratico, pois sempre apontam essa qualidade, o que beneficia em muito minha carreira.

O que te levou aos Estados Unidos?

Tenho uma sede de conhecimento muito grande. Vejo pós-graduações como necessidade, e não um diferencial. Sempre pensei em fazer um mestrado em Nova York por conter algumas das melhores Universidades jurídicas do mundo. Sabia que a minha bagagem e realizações profissionais no Brasil me possibilitariam conseguir uma vaga nelas, até mesmo porque algumas requerem um tempo mínimo de experiência profissional. Fiquei muito feliz quando me premiaram com uma bolsa de estudos por realizações profissionais, em mais de uma universidade. Optei pela que eu mais me identificava.

O que você faz nos Estados Unidos? Sua experiência profissional no Brasil colaborou no que você pratica atualmente?

Ao me formar no mestrado, pude prestar o Exame de Ordem de NY e fui aprovado. Atualmente trabalho num escritório de renome, o fato de eu ser bilingue e a experiência profissional no Brasil foram essenciais.

Silvina Rios
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EUA anunciam apoio a suspensão de patentes de vacinas contra Covid-19

O Estados Unidos anunciou nesta semana apoio do governo do país a uma suspensão da proteção de patentes para as vacinas contra a Covid-19, com o objetivo de acelerar a produção e a distribuição de imunizantes em todo o mundo. Trata-se de uma mudança bastante significativa de posição do país em relação ao assunto, divulgada agora que as doses para os cidadãos americanos já estão asseguradas.

As patentes protegem a propriedade intelectual de um determinado produto, para evitar cópias. No caso da indústria farmacêutica, quando um medicamento é desenvolvido, a empresa responsável patenteia sua descoberta para que ninguém mais possa fabricá-la sem sua autorização.

Anteriormente, o Estados Unidos se posicionava totalmente contra a quebra das patentes, ao lado do Reino Unido, Suíça e nações europeias, mas a crise mundial gerada pela pandemia fez o país mudar de opinião.

‘Trata-se de uma crise sanitária mundial e as circunstâncias extraordinárias da pandemia exigem medidas extraordinárias’, disse a representante comercial dos Estados Unidos, Katherine Tai, em um comunicado. Ela ainda destacou que, no país, embora os direitos de propriedade intelectual para as empresas sejam importantes, Washington “apoia a isenção destas proteções para as vacinas para a Covid-19”.

A ideia da quebra da patente das vacinas contra a Covid-19 tinha sido apresentada pela África do Sul e Índia e é apoiada por dezenas de países em desenvolvimento, exceto o Brasil, que se posicionou contra a suspensão no caso das vacinas anticovid.

“Iremos participar ativamente de negociações necessárias com a Organização Mundial do Comércio para que isso aconteça”, afirmou ainda o comunicado. “Essas negociações levarão tempo, considerando a natureza consensual da instituição e a complexidade dos assuntos envolvidos”, alerta Tai.

A representante destacou que o objetivo é garantir o maior número de vacinas seguras e eficientes para mais pessoas no menor período de tempo possível, e agora que as doses para norte-americanos já estão asseguradas, os esforços serão ampliados para auxiliar a expansão e distribuição.

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Imigração nos EUA: as problemáticas acerca do tema

O tema imigração aqui nos EUA traz muitas discussões e desacordas entre os dois grandes partidos americanos: Democratas e Republicanos e também dentro da própria população norte americana.

Eu como imigrante posso dizer que a moeda tem duas faces e existem conceitos bem distorcidos acerca do termo. Se por um lado há a grande discussão em torno dos problemas que muitos imigrantes trazem: criminalidade, tráfico de drogas e humanos, dentre outros, além de muitos deles estarem em condições financeiras bastante deficitárias e, com isso, podendo vir a ser um “peso” para o Governo, por outro lado temos um perfil de imigrantes tremendamente qualificados profissional e academicamente que trazem consigo um grande benefício com todo seu conhecimento e expertise, agregando assim muito valor a economia e as empresas americanas.

Na administração anterior houve um grande incentivo a discriminação aos imigrantes, em algumas vezes já testemunhei gritos de americanos nas ruas mandando alguns perfis tipicamente imigrantes saírem do país, além de todas as medidas e ordens executivas estabelecidas que dificultaram a obtenção de vistos, a entrada e permanência de muitos imigrantes oriundos de qualquer país. Inclusive a entrada e aplicação de vistos para brasileiros também foi muito atingida.

Hoje, com o novo presidente Joe Biden, vê-se uma tendência bem mais favorável aos imigrantes. Inclusive, logo no início do seu mandato, o presidente enviou ao Congresso uma proposta de reforma da imigração descrita como “a mais progressista da história” do país. A proposta, chamada de “Lei da Cidadania” ainda precisa passar pela aprovação da Câmara dos Representantes e contar com 60 votos favoráveis dos 100 Senadores para efetivamente ser posta em prática. Seu objetivo é regularizar a situação de imigração de mais de 10 milhões de indocumentados no país e com isso trazer imenso alívio para essas pessoas que sofrem muito com as limitações impostas por sua condição ilegal.

A Lei da Cidadania propõe que aqueles sem status legal que morem nos Estados Unidos desde antes de 1º de janeiro de 2021 possam fazer o pedido da permissão de residência temporária que após 5 anos, pode se tornar residência permanente (o conhecido Green Card). E em três anos iniciar o processo de naturalização como americanos, se este for seu desejo.

Todavia, ainda há um grande caminho a ser percorrido e a medida promete gerar muitas e longas discussões. Vários parlamentares da oposição já se manifestaram contra a proposta, promessa de geração de muitos debates acalorados por vir. E nós, como imigrantes e principalmente profissionais que trabalham na área de imigração, estamos acompanhando com bastante atenção e esperança esse novo capítulo da história da imigração aqui na terra do Tio Sam.

Silvina Rios
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