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FrancoDroid conquista duas categorias no Torneio First Lego League

 

 

Torneio de Robótica aconteceu no final de semana

Fonte: Reprodução

Desde o lançamento, em 2009, a FrancoDroid vem colecionando conquistas. E, nesse último domingo, a equipe de Robótica do Colégio Franco-Brasileiro, no Rio de Janeiro, saboreou mais um feito. Ganhou vaga na seletiva Nacional do Torneio First Lego League, ao conquistar duas categorias da etapa Regional: pontuação do robô e o projeto robô.

Cada ano a FLL tem um tema diferente. Desta vez, foi RePLAY, e os estudantes tinham que repensar espaços para exercícios, competições e brincadeiras com foco na realidade atual e de olho no futuro.

Ao todo, 35 escolas do Estado do Rio disputaram a competição. E estavam em jogo cinco vagas para o torneio nacional.

O torneio foi on-line, mas nem por isso o tempo e os esforços investidos foram menores, muito pelo contrário. Nesses tempos atípicos, nós tivemos que nos adaptar em relação à forma que treinamos, e é muito gratificante ver toda essa dedicação sendo reconhecida e também saber que vamos continuar representando a escola na próxima etapa, recebendo mais uma chance para nos aprimorar em todos os aspectos. O nacional já está próximo, então não podemos nos acomodar – contou Daniel Gudin, aluno do terceiro ano do Ensino Médio do Franco, referindo-se à disputa que acontece no dia 12 de junho.

Responsável pela FrancoDroid, a professora Rosângela Nezi exaltou mais uma proeza do time:

O que falar dessa temporada, cheia de desafios, de ressignificação, de descobertas, equipe nova. Foram dias difíceis, mas também foram de aprendizado, de diversão, pensar em novas maneiras de treinar a distância, de respeitar todos protocolos sem perder a essência de equipe. Todos nós, de alguma forma, crescemos e nos reinventamos.

Prêmio internacional em 2019

Fonte: Reprodução

O time de robótica do Franco coleciona troféus, alguns, inclusive, de FLL. Mas o destaque foi para a vitória no Global Innovation Award, em 2019, na Califórnia, que reuniu 20 equipes com as melhores pesquisas da temporada, avaliando diversos fatores. Na ocasião, os alunos do colégio desenvolveram o CosmoCup para astronautas. Tratava-se de um coletor menstrual especial com uma membrana na parte superior que impede que o sangue se espalhe pela aeronave. O prêmio foi de 20 mil dólares, e a equipe do Franco foi a única do país a deter esta conquista. Por esse feito, ganhou o título de embaixadora de inovação do Brasil.

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EUA anunciam apoio a suspensão de patentes de vacinas contra Covid-19

O Estados Unidos anunciou nesta semana apoio do governo do país a uma suspensão da proteção de patentes para as vacinas contra a Covid-19, com o objetivo de acelerar a produção e a distribuição de imunizantes em todo o mundo. Trata-se de uma mudança bastante significativa de posição do país em relação ao assunto, divulgada agora que as doses para os cidadãos americanos já estão asseguradas.

As patentes protegem a propriedade intelectual de um determinado produto, para evitar cópias. No caso da indústria farmacêutica, quando um medicamento é desenvolvido, a empresa responsável patenteia sua descoberta para que ninguém mais possa fabricá-la sem sua autorização.

Anteriormente, o Estados Unidos se posicionava totalmente contra a quebra das patentes, ao lado do Reino Unido, Suíça e nações europeias, mas a crise mundial gerada pela pandemia fez o país mudar de opinião.

‘Trata-se de uma crise sanitária mundial e as circunstâncias extraordinárias da pandemia exigem medidas extraordinárias’, disse a representante comercial dos Estados Unidos, Katherine Tai, em um comunicado. Ela ainda destacou que, no país, embora os direitos de propriedade intelectual para as empresas sejam importantes, Washington “apoia a isenção destas proteções para as vacinas para a Covid-19”.

A ideia da quebra da patente das vacinas contra a Covid-19 tinha sido apresentada pela África do Sul e Índia e é apoiada por dezenas de países em desenvolvimento, exceto o Brasil, que se posicionou contra a suspensão no caso das vacinas anticovid.

“Iremos participar ativamente de negociações necessárias com a Organização Mundial do Comércio para que isso aconteça”, afirmou ainda o comunicado. “Essas negociações levarão tempo, considerando a natureza consensual da instituição e a complexidade dos assuntos envolvidos”, alerta Tai.

A representante destacou que o objetivo é garantir o maior número de vacinas seguras e eficientes para mais pessoas no menor período de tempo possível, e agora que as doses para norte-americanos já estão asseguradas, os esforços serão ampliados para auxiliar a expansão e distribuição.

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Notícias do Jornal

Ex-policial Derek Chauvin é condenado por morte de George Floyd nos EUA

Da Redação com Agência Brasil

O ex-policial de Mineápolis Derek Chauvin foi condenado nesta semana pela morte de George Floyd, um marco na história racial dos Estados Unidos e uma repreensão ao tratamento dado pela polícia a negros no país. O júri de 12 membros considerou Chauvin, de 45 anos, culpado das acusações de homicídio em segundo grau, homicídio em terceiro grau e homicídio culposo, após três semanas de depoimentos de 45 testemunhas, incluindo transeuntes, policiais e especialistas médicos.

Durante abordagem a Floyd, no dia 25 de maio de 2020, Chauvin, que é branco, pressionou o joelho no pescoço da vítima, um homem negro de 46 anos algemado, por mais de nove minutos, o que, para os jurados acabou resultando na morte. O policial e mais três colegas tinham detido Floyd por suspeita de usar uma nota falsa de US$ 20 para comprar cigarros em um supermercado. A morte de Floyd gerou protestos contra o racismo e a brutalidade policial em muitas cidades dos Estados Unidos e ao redor do mundo no ano passado.

Chauvin havia se declarado inocente das acusações de homicídio. Seus advogados argumentaram que a morte de Floyd teria sido por conta de uma overdose de fentanil, encontrado em seu sangue na autópsia, mas isso não convenceu o júri. Apesar do sistema de justiça criminal dos EUA e muitos conjuntos de jurados por muito tempo protegerem policiais que utilizam violência para dominar civis, o júri neste caso decidiu que Chauvin passou do limite e usou força excessiva.

Após o veredito, o presidente Joe Biden telefonou para a família de Floyd e leis mais rígidas par coibir a violência policial e o racismo.

De acordo com as orientações de sentenciamento do Estado de Minnesota, Chauvin irá enfrentar 12 anos e meio na prisão por ser réu primário. Os procuradores podem, no entanto, buscar uma sentença mais longa de até 40 anos. A pena ainda será anunciada pelo juiz em dois meses.

O Departamento de Polícia de Mineápolis demitiu Chauvin e outros três policiais, que também devem enfrentar julgamento ainda este ano por acusações de auxílio e cumplicidade na morte de Floyd.

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Biden anuncia retirada de tropas do Afeganistão a partir de 1º de maio

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta semana que começará a retirar tropas do Afeganistão em 1º de maio para encerrar a guerra mais longa de seu país. Em um discurso na Casa Branca, ele estabeleceu a meta de retirar todos os 2.500 soldados até 11 de setembro de 2021, data que marcará o 20º aniversário do ataque terrorista de 11 de setembro de 2001 e que, agora, será também o marco para o cumprimento da promessa de retirada total das forças militares do país.

Os Estados Unidos passaram a intervir no Afeganistão, no governo do presidente George W. Bush, após os atos terroristas em Nova Iorque e Washington, retirando os talibãs do poder em Cabul, acusando-os de terem acolhido o grupo jihadista Al-Qaeda, responsável pelos ataques, bem como ao seu líder, Osama bin Laden.

Ao sair de cena sem uma vitória clara, os EUA se abrem a críticas de que uma retirada representa uma confissão de fracasso de fato para a estratégia militar. “Isto nunca foi concebido como uma empreitada multigeracional. Fomos atacados. Fomos à guerra com objetivos claros. Atingimos estes objetivos”, disse Biden, observando que o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, foi morto por forças dos EUA em 2011 e dizendo que a organização foi “degradada” no Afeganistão. “E é hora de encerrar a guerra sem fim”, destacou.

Para encerrar a guerra mais longa da história norte-americana, o governo do ex-presidente Donald Trump chegou a um acordo com os talibãs, em fevereiro de 2019, que previa a retirada das tropas antes de 1º de maio, com a condição de os rebeldes, no futuro, impedirem qualquer grupo terrorista de operar nos territórios afegãos.

Biden ate chegou a contemplar a ideia, mas voltou atrás e disse que a retirada final terminará em 11 de setembro. “Sou agora o quarto presidente americano a presidir uma presença de tropas americanas no Afeganistão. Dois republicanos. Dois democratas. Não passarei esta responsabilidade a um quinto”, garantiu.

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Educação Rio

Aluna carioca é aprovada em sete universidades americanas

Isabela Magalhães, de 18 anos, vai cursar cinema

Com uma câmera na mão e muitas ideias na cabeça, Isabela Magalhães, aos 18 anos, tem um mundo inteiro a desbravar. A começar pelos EUA, para onde a aluna do CEL e atriz foi aprovada por sete das mais prestigiadas universidades. O sonho? Conquistar o diploma de cineasta.

Na bagagem, entre tantas emoções, há a gratidão ao CEL.

 Digo com toda a certeza: sem o apoio incondicional do CEL, eu não conseguiria minhas aprovações. Antes de começar, achei que estudar fora fosse um processo simples. Achei que dependia apenas de boas notas e algumas redações. Aos poucos, essa minha visão foi se desconstruindo e tive um grande choque de realidade. As faculdades dos Estados Unidos te veem além dos números. Elas não querem saber apenas do porquê você as escolheu, e, sim, do porquê elas deveriam te escolher, o que te faz especial. Para essa avaliação, elas contam com uma grande parte desse processo: as atividades extracurriculares – destaca a jovem estudante, que ainda aguarda o resultado de outras seis universidades americanas.

Desde pequena, Isabela sempre esteve envolvida com ações solidárias por meio do teatro, ativismo feminista e esportes em geral. Mas a guinada teve início no meio escolar:

 Lá eu pude colocar em prática o que de fato fazia a diferença: o espírito de liderança e o acolhimento. Eu recebi total apoio do CEL para dar mentorias de redação para as terceiras séries de todas as unidades e para criar um Clube de Cinema para Mulheres, no qual víamos diversos filmes com produções femininas e discutíamos o nosso espaço na indústria cinematográfica. Eu tenho certeza que essas duas atividades foram o ponto forte da minha candidatura. Além disso, todos os meus professores e coordenadores acolheram o meu sonho. O que foi fundamental para mim. O CEL apoia o fato de eu ser artista e eu nunca tinha sentido isso em outra instituição.

Isabela, também, é só elogios à maneira com a qual o Colégio trata todos os alunos:

Apesar dele ter programas excelentes para quem sonha em fazer Medicina, Direito, Engenharia ou Psicologia, ele também valoriza da mesma forma e olha com carinho para quem, como eu, sonha em fazer cinema. Cada aluno do CEL pode ser protagonista da sua própria história. Em diversos momentos, as minhas necessidades focadas na candidatura às universidades americanas divergiam da necessidade da maioria focada no ENEM, mas nem por isso a escola deixou de me acolher, me motivar e de atender a essas necessidades.

Duas universidades em Nova York

Das sete universidades para as quais a aluna passou, duas são em Nova York: School of Visual Arts e Ithaca College. Isabela também poderá optar pela State University, de São Francisco, Columbia College Chicago, pela Cal Arts (Califórnia), pela School of the Art Institute of Chicago ou pelo Savannah College of Art & Design, na Georgia.

Entre tantas opções, a futura cineasta tem uma preferida:

 Uma das universidades que têm espaço no meu coração é a School of Visual Arts. É uma das melhores universidades de cinema no mundo, é reconhecida por incentivar o cinema independente, pelo sucesso dos ex-alunos que trabalham em grandes produções de Hollywood e pelos professores gentis e acolhedores. Um lugar que abriga a dimensão dos meus sonhos, alimenta minha curiosidade intelectual, supre meu desejo incansável de aprender, acompanha a fluidez de meus pensamentos e explora quem eu sou como artista e como pessoa em uma comunidade diversa.
Alívio, gratidão e felicidade

Divulgação/ CEL

Para a jovem estudante, que ainda aguarda a resposta de outras quatro universidades americanas, a ficha demorou a cair ao ser aprovada:

Quando recebi a primeira aprovação, eu paralisei. Tive que ler a carta de admissão três vezes para entender se eu realmente tinha sido aprovada. Foi uma sensação de alívio, gratidão e felicidade extrema.

Sonho realizado

Em que pese a pouca idade, Isabela demonstra maturidade e humildade para mostrar o valor do seu feito:

 Foi um ano muito conturbado, de muitas incertezas, medos, muita determinação e muito esforço. A aprovação veio como um suspiro, uma recompensa por cada degrau que subi, cada degrau que caí. Me fez acreditar mais em mim mesma. Todas aquelas palavras juntas na carta de admissão, naquele momento, tinham um único significado: a realização de um sonho.

Isabela reconhece que não imaginava realizar esse sonho tão cedo. E escolheu os Estados Unidos por oferecerem muitas oportunidades, principalmente em sua área: artes.

Os artistas são mais valorizados, nosso estudo e esforço são contados para nos tornarmos melhores artistas, podemos ter uma perspectiva de carreira, acredito que posso ter uma ótima educação e formação como profissional e pessoa lá.

Luz, câmera, ação e realização de um sonho!

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Destaque Mundo

Congresso dos EUA é invadido por apoiadores de Donald Trump

 

Por Claudia Mastrange

A sede do Congresso americano, em Whashington foi invadida por um grupo de apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quarta-feira, seis de janeiro. A confusão aconteceu durante a contagem de devotos do Colégio Eleitoral definidos nas eleições presidenciais de novembro, que deram vitória a Joe Biden. Câmara e Senado debatiam se acatavam ou não uma objeção aos resultados do Arizona — tradicional reduto republicano vencido por Biden no pleito.

Há relatos de disparos de tiros e feridos. Uma mulher teria sido atingida no ombro, teria declarado um policial ao jornal “The Whashington Post”. Os invasores quebraram uma porta de vidro, gás lacrimogênio foi disparado pela polícia do Capitólio; guardas foram feridos. A Guarda Nacional foi acionada e mais de mil homens foram enviados para controlar a situação.

Senadores e deputados foram retirados do local da sessão e levados a uma área segura do prédio.  O vice-presidente Mike Pence, que presidia a sessão, foi retirado do Capitólio, como é chamado o prédio que abriga o congresso norte-americano.

Invasores protestam dentro do Congresso (Foto Reprodução GloboNews)

Nas redes sociais, Donald Trump pediu protestos pacíficos e confiança nas forças policiais, mas momentos antes havia discursado em Whashington, afirmando que não aceitaria o resultado eleitoral. Chegou a dizer que marcharia junto com os manifestantes ao Congresso. “Eu estarei com vocês. Vamos andar até o Capitólio e felicitar nossos bravos senadores e congressistas”, convocou.

A prefeita de Washington, Muriel Bowser, declarou toque de recolher na cidade a partir das 18h, por um período de 12 horas. Já o presidente eleito  Joe Biden fez um pronunciamento em que ressalta que os acontecimentos desta quarta-feira “não refletem a verdadeira América e não representam quem nós somos”. Ele pediu ao presidente Donald Trump que vá a TV e ordene que os manifestantes parem com a invasão ao Capitólio.

As escadarias do Capitõlio foram tomadas por manifestantes (Foto Reprodução TV)

“A esta hora, nossa democracia está sob um ataque sem precedentes. Diferente de tudo que vimos nos tempos modernos. Um ataque à cidadela da liberdade, o próprio Capitólio. Um ataque aos representantes do povo e à polícia do Capitólio, que jurou protegê-los. E os funcionários públicos que trabalham no coração de nossa República”, declarou Biden.

Fotoss: Reprodução TV

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Brasil Destaque

Anvisa informa que análise de pedido de ‘uso emergencial de vacinas’ terá prazo de até 10 dias para decisão

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou em nota nesta segunda-feira (14) que a análise de pedido de ‘uso emergencial de vacinas’ terá prazo de até 10 dias para decisão. A agência certifica de que “está trabalhando em tempo integral” e também seguirá em atividade nas semanas de Natal e Ano Novo. O órgão também afirmou que ainda não recebeu pedidos de uso emergencial.

De acordo com a Anvisa a concessão do uso emergencial nos Estados Unidos, no Reino Unido e no Canadá não servem de base para adoção do mesmo no Brasil. Confira o trecho desta informação:

“Acompanhando o cenário mundial, é possível perceber que nenhuma Autoridade Reguladora, até o momento, concedeu autorização de uso emergencial de forma automática, baseada na avaliação de um outro país”, informou a Anvisa.

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Destaque Mundo

Trump com covid-19: por que a saída do hospital não esclarece dúvidas sobre a saúde do presidente dos EUA

Diagnosticado com covid-19, o presidente americano Donald Trump deixou por volta de 19h30 (horário de Brasília) desta segunda-feira (05/10) o hospital militar Walter Reed, na região da capital, Washington D.C.

Ele agora seguirá tratamento na Casa Branca, de onde apareceu tirando sua máscara e acenando logo após a alta. Após a volta à Casa Branca, sua conta no Twitter postou um vídeo com trilha sonora impactante e imagens de seu helicóptero voltando do hospital.

Mais cedo na segunda-feira, ele escreveu: “Não sintam medo da covid-19. Não a deixem dominar suas vidas”.

Apesar da segurança com que Trump tenta anunciar sua saída do hospital, as reais condições de saúde do presidente Trump ainda são um mistério desde que anunciou o diagnóstico, na madrugada de sexta-feira (02/10).

Registros do momento em que ele tira a máscara na Casa Branca para posar para as câmeras, por exemplo, têm alimentado especulações entre profissionais de saúde sobre uma suposta dificuldade de respirar — nos últimos dias, Trump apresentou sintomas graves de covid-19, como febre alta e quedas de oxigenação no sangue que o obrigaram a receber oxigênio suplementar.

Outros dois episódios ao longo do período em que ele ficou internado ampliaram as suspeitas sobre o quadro de saúde dele.

Segundo o jornal The Washington Post, especialistas em edição de vídeo apontaram que a Casa Branca usou efeitos em um vídeo de Trump gravado no hospital para esconder uma tosse dele e simular que ele falou quatro minutos sem cortes. O veículo também afirmou que duas fotos divulgadas de Trump em salas e roupas diferentes do hospital foram feitas num intervalo de apenas dez minutos. Em uma delas, inclusive, o mandatário parece assinar apenas um papel em branco.

Além disso, diferentes fontes da Casa Branca deram versões conflitantes sobre o estado de saúde do mandatário ou afirmaram coisas que as imagens de Trump não corroboravam.

Ainda na sexta, quando ele foi levado ao hospital, a Casa Branca informou que a medida era resultado de uma “abundância de precauções”.

Conley, o médico do presidente, afirmou que Trump estava bem disposto. Os sintomas seriam leves. No entanto, em um vídeo em que falava à nação na sexta, minutos antes de tomar o helicóptero para o hospital, ele aparecia diante das câmeras visivelmente abatido, pálido e cansado, o que contrariava a narrativa oficial.

No sábado de manhã, Conley se recusou a informar sobre febre ou necessidade de oxigênio suplementar para Trump e afirmou que o presidente estava “indo muito bem”.

Em uma entrevista confusa e tensa, disse que o diagnóstico havia sido dado 72 horas antes daquele momento, adiantando em quase 36 horas a descoberta da enfermidade em relação ao anúncio do teste positivo de Trump para covid-19. Horas mais tarde, em nota, o médico afirmou que se confundiu nas datas e queria falar em “dia 3” e não em “72 horas”.

Diante das palavras dos profissionais médicos, Mark Meadows, chefe de gabinete da Casa Branca, procurou os repórteres para dizer exatamente o contrário do que tinha sido dito por Conley minutos antes.

Segundo Meadows, “os sinais vitais do presidente nas últimas 24 horas eram preocupantes” e o caminho para uma recuperação completa ainda não estava pavimentado, as próximas 48 horas “seriam críticas”. Meadows pretendia fazer as declarações à imprensa sem se identificar, para não enfurecer Trump, que havia orientado sua equipe a não abrir detalhes sobre seu real estado. Mas uma câmera de TV ligada transmitiu ao vivo as palavras de Meadows via internet.

Isso forçou o médico Conley a rever suas afirmações.

Na manhã de domingo, ele admitiu que o presidente teve “febre alta” e ao menos duas quedas de saturação, com necessidade de oxigênio extra. E anunciou que Trump havia iniciado o tratamento com o corticóide dexametasona, usado apenas em casos graves já que atua como um imunossupressor e pode piorar a condição de pacientes com sintomas leves.

De acordo com o médico, sua intenção inicial não era compartilhar informação falsa, mas disseminar uma atitude “otimista” em relação ao prognóstico de seu paciente. Ele, no entanto, se recusou a informar as condições dos pulmões do presidente e se ele teria desenvolvido pneumonia em decorrência do vírus.

Visivelmente mais disposto pelos vídeos que compartilhou e pela frequência com que fazia postagens em suas redes sociais, Trump chegou a dar uma volta de carro no entorno do hospital no fim da tarde de domingo, para acenar para seus apoiadores que faziam vigília no local.

A melhora do presidente veio acompanhada da pressão dele para ser liberado do hospital e retomar sua campanha à reeleição, a 29 dias do pleito. Além de um alegado tédio, Trump viu surgirem duas pesquisas nacionais no domingo que mostravam uma ampliação da margem de vantagem de seu rival Joe Biden sobre ele, de sete para dez pontos percentuais.

É nesse contexto que a alta acontece nesta segunda. Segundo Conley, Trump pode voltar para a Casa Branca porque não apresentou febre nas últimas 72 horas e estava mantendo bons níveis de oxigenação.

Mas o médico afirmou que o presidente será acompanhado 24 horas por dia por uma equipe de saúde em sua residência oficial. E apelou para uma lei de proteção de informações dos pacientes para não comentar outros detalhes sobre a situação do presidente. Para os americanos, ficam as palavras de Trump (“me sinto melhor do que há 20 anos”), e a expectativa do que verão nos próximos dias.

“Não sintam medo da covid-19. Não a deixem dominar suas vidas.”

Alvo de severas críticas de especialistas em saúde, esse post publicado pelo presidente no Twitter é enviado a uma população severamente atingida pela pandemia e que já perdeu quase 210 mil pessoas para o novo coronavírus, quatro vezes mais mortes do que a Guerra do Vietnã provocou.

“Ou… não sinta medo do coronavírus se você é o presidente dos Estados Unidos com acesso aos melhores cuidados, remédios e tratamentos experimentais”, comentou Dana Bash, correspondente de política da CNN em Washington D.C.

Em seu tratamento até o momento, Trump recebeu dois tipos de anticorpos monoclonais experimentais, o antiviral remdesivir e o corticoide dexametasona, usado apenas em casos graves de covid-19. Ele também precisou de oxigênio suplementar.

O time de profissionais da saúde responsáveis pela atenção a Trump contava com 13 médicos e enfermeiros, liderados por Sean Conley, um médico oficial da Marinha responsável pela atenção primária ao presidente.

Além das drogas experimentais a que teve acesso e da possibilidade de ser levado de helicóptero ao hospital depois de dois incidentes de queda de saturação sanguínea na sexta-feira (02/10), Trump ficou instalado em um espaçoso apartamento do hospital, com vários ambientes, e equipado com cama de casal, mesa de jantar, poltronas de couro e escrivaninha para trabalho.

Nada parecido com o leito composto por maca e aparador, apartado dos demais por paredes de lençóis, em grandes enfermarias hospitalares, que boa parte dos 7,3 milhões de pacientes com covid-19 nos EUA precisou enfrentar.

Ao jornal The Washington Post, Jeanne Marrazzo, especialista em doenças infecciosas da Universidade do Alabama, afirmou que a situação privilegiada do presidente e de outros pacientes com alto status social “refletem as desigualdades inerentes ao nosso sistema de saúde”.

“Sabemos que os VIPs (Very Important People, ou Pessoas Muito Importantes, na sigla em inglês) recebem atendimento extraordinário — nosso sistema de saúde já distingue as pessoas consideradas merecedoras do mais alto nível de atendimento, e esse é o fato e a realidade em nossa sociedade”, afirmou.

Mais de 10 pessoas próximas infectadas

A primeira-dama, Melania Trump, também recebeu diagnóstico positivo na última quinta.

Ela continua na Casa Branca e, segundo os médicos do casal, está “indo muito bem”.

Nos últimos dias, mais de 10 pessoas próximas ao presidente foram diagnosticadas com covid-19. Entre elas estão o assistente pessoal de Trump, Nick Luna, seu coordenador de campanha, Bill Stepien, e seu conselheiro de campanha, o ex-governador Chris Christie.

Nesta segunda (05/10), a secretária de imprensa da Casa Branca, Kayleigh McEnany, informou pelo Twitter também ter testado positivo para a doença.

O candidato democrata à presidência dos EUA, Joe Biden, foi testado duas vezes desde o anúncio de Trump, com diagnóstico negativo em ambas as ocasiões. Eles estiveram juntos na última terça (29/09), no primeiro debate da corrida presidencial.

Com informações: BBC

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George Floyd: EUA e o mundo se levantam contra o racismo

Da Redação

George Floyd, um cidadão estaduniense completamente anônimo até o final de maio, um homem negro de 46 anos, empregos instáveis e um passado que combinava prisão e pequenas glórias esportivas, foi enterrado no dia 9 de junho em Houston (Texas) depois de um funeral transmitido ao vivo por veículos de comunicação de todo o mundo.

Sua morte, em 25 de maio, em uma brutal prisão gravada em vídeo, provocou uma onda de protestos contra o racismo que atravessou fronteiras e desencadeou reformas policiais imediatas em vários Estados do país, bem como a derrubada de monumentos associados a abusos em países como o Reino Unido e a Bélgica. Floyd se tornou um ícone súbito de um mundo instável, atacado pela brutal crise do coronavírus.

Mais de seis mil homens e mulheres de todas as idades prestaram homenagem a George Floyd às vésperas do seu funeral, quando a câmara-ardente foi instalada na cidade texana onde passou a maior parte da vida. Esta se apagou há duas semanas e um dia em Minneapolis, a maior cidade da nortista Minnesota, quando foi detido em frente a uma loja como suspeito de ter tentado pagar com uma nota falsa de 20 dólares.

As câmeras de segurança da área e dos telefones dos pedestres registraram como quatro policiais o algemaram e o imobilizaram no chão. Um deles, Derek Chauvin, pressionou o joelho contra o chão enquanto Floyd clamava que não conseguia respirar. A agonia durou oito minutos e 46 segundos. Ele disse que o pescoço doía, o estômago doía, tudo doía. Que iriam matá-lo. Floyd, que deixa uma filha de seis anos, foi levado ao cemitério em um caixão dourado. O famoso ex-boxeador Floyd Mayweather custeou todas as despesas.

Brutalidade policial

Manifestação em Denver, Colorado (EUA)

George Floyd cresceu em Houston, embora tenha nascido na Carolina do Norte. Na adolescência, durante os anos noventa, revelou-se bom em futebol americano e basquete e até conseguiu uma bolsa de estudos por seu rendimento neste último esporte, mas depois entrou em uma espiral de prisões e passou quatro anos detido. Tentou começar uma nova vida em Minnesota, onde trabalhava como guarda noturno havia alguns anos até que a pandemia o deixou desempregado.

A morte deste homem até então anônimo provocou a maior onda de protestos nos EUA desde o assassinato de Martin Luther King em 1968. O policial Chauvin foi acusado de assassinato e os três outros policiais também enfrentam acusações. Mas, independentemente do que acontecer nesse julgamento, o caso Floyd já mudou algumas coisas.

Durante o fim de semana que antecedeu o sepultamento, autoridades de cidades como Los Angeles e Nova York anunciaram novas normas para suas forças policiais e um polêmico corte de recursos para reduzir seu poder e desviar recursos para outras agências. Em Minneapolis, a corporação municipal aprovou o “desmantelamento” de sua força policial para “reconstruí-la em um novo modelo de segurança”.

As implicações políticas de todo esse acontecimento, a apenas cinco meses da eleição presidencial nos Estados Unidos, também eram palpáveis no funeral de Floyd. O presidente Donald Trump condenou o que aconteceu, mas foi muito cuidadoso em reconhecer o racismo estrutural que levou a uma morte como esta e tampouco defendeu a necessidade de reformas para evitar abusos policiais. Coube ao seu adversário nas urnas em novembro, o ex-vice-presidente democrata Joe Biden, ocupar o espaço da denúncia social. “A América pode fazer melhor. Não há outra opção senão fazer melhor. Agora é o momento da justiça racial”, disse Biden. (com informações de agências de notícias)

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EUA: manifestantes ignoram toque de recolher e ocupam ruas de Washington em novo ato antirracista

Os Estados Unidos viveram nessa terça-feira (2) o seu oitavo dia consecutivo de manifestações contra a morte do homem negro George Floyd por um policial branco em Minneapolis. Em Wahshington, milhares de pessoas desobedecem o toque de recolher decretado e voltam a ocupar as ruas em mais um ato antirracista.

O secretário de Justiça dos EUA, William Barr, responsável por dirigir as medidas de segurança na capital, disse que a vigilância vai aumentar nesta terça-feira. “Vamos ter ainda mais recursos para cumprimento da lei e apoio na região nesta noite”, afirmou Barr, em comunicado. Centenas de integrantes da Guarda Nacional viajaram à capital para reforçar o patrulhamento.

Na segunda-feira (1), no jardim da Casa Branca, o presidente Donald Trump afirmou que era favorável a manifestações, mas prometeu mobilizar militares para conter a agitação civil ─ uma promessa que acendeu o sinal de alerta do Pentágono, que ainda não vê necessidade de entrar em ação. Do lado de fora da residência presidencial, enquanto Trump discursava, a polícia lançava bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para afastar os manifestantes.

Em Nova York, o governador Andrew Cuomo disse nesta terça-feira que a polícia da cidade de Nova York não cumpriu a tarefa de proteger o público de saques e outras atividades criminosas durante os protestos da noite anterior e que o prefeito da metrópole recusou ajuda da Guarda Nacional.

Cuomo também criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por sua reação aos protestos ocorridos em todo o país, dizendo que usou seu palanque para se concentrar predominantemente nos saqueadores para que “não tenha que falar do assassinato” de George Floyd.

“O Departamento de Polícia de Nova York e o prefeito não fizeram seu trabalho ontem à noite. Acredito que o prefeito subestima a extensão do problema”.