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Fotógrafo com baixa visão fará cobertura das Paralimpíadas de Tóquio

Com uma história de superação e resiliência, João Maia é um homem surpreendente. O fotógrafo com baixa visão é embaixador institucional da Fundação Dorina Nowill para Cegos, para os Jogos Paralímpicos de Tóquio. Ele desembarca no Japão, no dia 19 de agosto, para mostrar a cultura, acessibilidade, e os bastidores da competição.

O piauiense João Maia, de Bom Jesus, vai tirar fotos, gravar vídeos e fazer stories para as redes sociais da Fundação Dorina. As competições Paralímpicas e os bastidores dos jogos serão os principais conteúdos publicados por ele. Mas, as suas lentes também mostrarão outros temas, como a cultura japonesa – uma curiosidade para os ocidentais. Outro assunto a ser registrado é a acessibilidade para pessoas cegas ou com baixa visão no Japão.

Além de mostrar a viagem e produzir conteúdo, essa iniciativa tem o objetivo de dar visibilidade e pautar a sociedade sobre temas relacionados às pessoas cegas ou com baixa visão. O próprio João Maia é um exemplo de pessoas que lidam com os desafios da acessibilidade, e carrega consigo uma trajetória de superação e resiliência. Após perder a visão, já adulto, realizou o sonho de se tornar fotógrafo.

“Desde a perda da minha visão, enfrentei uma longa jornada até aqui. E, a Fundação Dorina surgiu para me mostrar que existiam muitas possibilidades para a minha história. Por lá, conheci e utilizei os serviços de habilitação e reabilitação, e com o tempo adquiri mais autonomia. Hoje, sou um fotógrafo, mesmo com a ausência de um sentido que eu acreditava ser essencial para exercer essa profissão”, conta João Maia.

Histórico de superação e conquistas

A perseverança no sonho de ser fotógrafo foi além do imaginado. Em 2016, o profissional conseguiu atingir um grande marco para a sua carreira, com a cobertura dos Jogos Paralímpicos, no Rio de Janeiro. As imagens feitas por ele mostram diversas competições de corrida de atletismo sobre rodas, ciclismo, judô, futebol, natação, entre outros. Para capturar as imagens, João utiliza a audição, tato, olfato, percepção de vultos e cores.

“Naquele momento, eu não me considerei um herói por ser um fotógrafo com baixa visão, mas pude ter certeza da minha competência como um profissional qualificado e capaz. Não tenho dúvidas que cobrir os Jogos Paralímpicos, no Rio de Janeiro, foi um grande momento na minha vida. E, como diz o poeta Augusto Branco, a realização de todo feito extraordinário, consiste em ter um sonho e acreditar nele”, conta João Maia.

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Brasil Fica a Dica

Mauricio Benvenutti lança o livro Desobedeça

 

 

Além da versão impressa, a obra será  um marco na inclusão literária porque é a primeira a ser traduzida no mundo e o Brasil é o país que levará esse produto inovador às pessoas com dislexia, déficit de atenção, cegas e surdas.

Questionar o modelo tradicional de se construir carreiras é o ponto chave do livro Desobedeça, do escritor Mauricio Benvenutti, que será lançado no dia 10 junho de 2021 pela editora Gente. A pré-venda teve início no dia 10 de maio nos sites das principais livrarias do país. A obra também será disponibilizada na versão SL Book: Sign Language Book (Livro em Língua de Sinais),  sendo um marco na inclusão literária. Criado pela startup Wise Hands, é o primeiro livro traduzido no mundo e o Brasil será o país que levará esse produto inovador às pessoas com dislexia, déficit de atenção, cegas e surdas. O SL Book é a evolução do livro físico, mas sem perder a elegância das páginas. “Desobedeça” terá seu conteúdo disponibilizado em áudio e vídeo sendo que a tradução é feita por intérpretes humanos. Ele será comercializado e acessado diretamente pelo site www.slbook.shop , que é uma  plataforma segura e funcional.

           

Construção de carreira mudou

O mundo atual impulsionou a redefinição da palavra “carreira” para profissionais e empresas. As estratégias que irão construir as próximas trajetórias de sucesso serão bem diferentes das usadas até aqui. A leitura promove uma reflexão sobre o caminho clássico para se conquistar um lugar de destaque no mercado. Antes, era precisavo frequentar as melhores escolas e, posteriormente, cursar universidades de ponta para conquistar bons empregos e alavancar uma carreira. Hoje, essa continua sendo uma alternativa. Mas existem várias outras maneiras eficazes para se desenvolver uma trajetória profissional bem-sucedida.

O escritor reforça que algumas pessoas constroem o seu valor profissional atrelado à placa da empresa onde trabalham. “Hoje sabemos que isso é um problema. Afinal, empregos vem e vão e profissionais que usam essa estratégia terão o seu valor de mercado reduzido quando precisarem se recolocar, pois não terão mais a marca da antiga empresa em seu sobrenome”. No livro, explico como mudei minha postura para deixar de ser o “Mauricio da XP” e passar a ser o “Mauricio Benvenutti”. Também mostro como as empresas devem apostar numa política de valorização da reputação pessoal dos seus colaboradores e não focar apenas nas experiências profissionais. Tal conduta pode aumentar o reconhecimento, a influência e, até mesmo, as vendas de uma companhia”, explica Benvenutti.

           

Título faz referência a projeto social

O título do livro faz uma referência a um projeto social no qual o autor participou em Indiaroba, em Sergipe. Benvenutti dedicou um capítulo para contar a história de jovens que, a partir das suas habilidades e dedicação, criaram cinco projetos e um deles foi pré-selecionado para o programa de TV Shark Tank Brasil. Esses jovens geraram empregos, tornaram-se empreendedores e movimentaram a economia do município.

 

Guia Prático

A obra traz ainda um guia prático chamado 10 Ps, ou seja, etapas que contemplam três pilares importantes sobre carreiras: satisfação, competências e remuneração. Essa ferramenta faz o leitor refletir se está contente com o seu trabalho, se dispõe de motivação para a execução das atividades diárias e se as realiza com competência. “Esses elementos devem estar em perfeita harmonia para que o profissional ganhe autoridade naquilo que faz”, diz o autor.

 

OBRA:

Desobedeça – Editora Gente

R$ 39,90

 

PERFIL DO AUTOR:

Maurício Benvenutti – é formado em Sistemas de Informação pela PUCRS, possui MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas e pós graduação em Marketing por UC Berkeley. Foi sócio e diretor B2B da XP Investimentos por mais de 8 anos. Desde 2015, é sócio e membro do conselho da StartSe – empresa de educação executiva com sedes no Vale do Silício, China e Brasil. É palestrante do TEDx  e autor dos livros Incansáveis (9ª edição) e Audaz (5ª edição), lançadas pela editora Gente, que entraram na lista dos mais vendidos do Brasil na categoria “negócios”.

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Cultura Rio

Projeto Plus No Samba RJ: Inclusão social e representatividade no desenvolvimento e autoestima das mulheres plus sizes

 

 

O Carnaval não aconteceu da forma tradicional costumeira, mas, isso não desanimou um grupo de mulheres empoderadas, liderado por Nilma Duarte. A moradora do Lins de Vasconcelos, uma mulher “Grandona”, como gosta de chamar as mulheres plus size, percebeu uma crescente demanda de mulheres gordas, ávidas por atividades pensadas para elas, e desde o ano de 2017, criou o ‘Projeto Plus No Samba RJ’, grupo que reúne mulheres que buscam romper os padrões pré-estabelecidos por estereótipos da ‘sambista padrão’, promovendo diversas atividades.

Tudo começou no samba, mas o projeto desenvolve um importante trabalho de cunho social, levantando a autoestima das mulheres plus sizes, com um trabalho de  empoderamento, para elevar a autoestima e incentivar a qualidade de vida, assim como o bem-estar, com ações que possam enaltecer a valorização da mulher plus size.

Atualmente, Nilma tem representado o movimento das passistas Plus Size, que conta com participantes de todas as classes sociais, mas principalmente, mulheres que se amam e se valorizam. Periodicamente, elas se reúnem pelo samba, por ideais, pela vida. O projeto deu tão certo que no ano do lançamento, a ideia rendeu a Nilma o título de honra ao mérito cultural, concedido pela Confederação Brasileira de Letras e Artes – CONBLA em prol do Projeto Plus No Samba-RJ.

Com diversas atividades como: palestras, workshops, dicas de passarelas e comportamentos, além do queridinho de todas: um ensaio fotográfico, a proposta é sempre transformar e empoderar as mulheres que ainda não conseguem se enxergar de forma positiva. Só podem participar mulheres a partir do manequim 46. E através do samba e atividades que enalteçam a beleza e bem-estar da mulher plus size, a comunidade só tende a crescer.

Foto: Reprodução

E foi na pandemia que uma grande recompensa chegou para Nilma. Neste ano, o projeto foi contemplado com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa RJ, através da lei Aldir Blanc, o que possibilitará que ela gere novas oportunidades para continuar tocando seu trabalho de inclusão social.

Eu amo incentivar as mulheres a serem felizes como estão, mas, reforço que é sem apologia à obesidade. Ser grandona não significa que a pessoa não é saudável.  É preciso ter desenvoltura e buscar qualidade de vida, pois vida saudável é primordial. E, buscar qualidade de vida faz parte do nosso projeto.

Malhamos, dançamos, sambamos e buscamos nos alimentar corretamente.  O samba pede passagem é um ditado antigo, então não brinco ‘eu digo’. Eu sempre cheguei nos locais empoderada, sempre sambei e me joguei. A mulher ‘grande’ pode frequentar roda de samba, assistir shows e ser o que ela quiser, ressalta Nilma Duarte.

Nilma ainda comenta que uma mulher positiva é capaz de transformar a realidade ao seu redor. “Eu pretendo com esse projeto mostrar que a mulher acima do peso ou demais medidas impostas pela sociedade pode ser feliz ‘grandona’ como está, e saudável também. Quero conquistar mais mulheres grandes para minha tribo, e ajudá-las a se descobrirem através do autoamor e empoderamento”, comenta.

Para quem deseja conhecer melhor e participar do projeto ‘Plus No Samba RJ’ da modelo e plus size, Nilma Duarte basta acessar o Instagram: https://www.instagram.com/plusnosambarj/

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Colunas Sabrina Campos | A vida como ela é

#somostodosamalia

Por Sabrina Campos
Advogada e Árbitra

A pessoa com deficiência no Brasil ganhou mais um obstáculo a impedir sua cidadania plena. Desta vez a discriminação a limitar direitos destes cidadãos ataca os monoculares, a excluí-los ainda mais da sociedade.

Inicialmente, esclarece-se que a pessoa com deficiência monocular possui impedimento que pode obstruir a sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas – Lei 13.146/2015.

A visão monocular afeta o indivíduo em diversas maneiras, como ocupações que requerem o trabalho a uma curta distância do olho, operação de veículos e o trabalho que exige vigilância visual prolongada. Afeta inclusive as atividades da vida diária, como mobilidade em geral, andar, correr, dançar, subir e descer escadas, tarefas domésticas como cozinhar, limpar a casa, lavar e passar roupa, ainda, hábitos como leitura, trabalho em computador, higiene própria, etc. Seja em consequência da percepção de profundidade, que afeta o equilíbrio, ou da diminuição do campo de visão periférico, que causa o aumento do risco de colidir em objetos, isto é, quando a tarefa requer níveis de habilidade do olho para coordenação e estereopsia.

O PL 1615/2019 busca a alteração do citado Estatuto da Pessoa Com Deficiência, a fim de conceder ao monocular os mesmos direitos e benefícios que qualquer deficiente visual, bastando a comprovação da deficiência sensorial monocular por meio de laudo médico especializado em oftalmologia, que atestará a cegueira ou a cegueira funcional.

Inspirado em Amália Barros, ilustre jornalista que dá nome à alteração ao citado estatuto, neste momento segue em tramitação, porém, com a ressalva de um substitutivo, na forma do parecer do Relator, Deputado Federal Luiz Lima (PSL-RJ), da Comissão de Seguridade Social e Família, que, exclui o referido laudo médico especializado e impõe avaliação biopsicossocial por equipe multiprofissional e interdisciplinar, a burocratizar o processo na concessão dos benefícios pretendidos.

A luta desta mulher de fibra e garra para que todos os monoculares, como ela, tenham a chance de obter próteses pelo SUS, por exemplo, enfrenta agora mais esta dificuldade: a presunção de descredibilidade aos médicos do Brasil quanto à sua capacidade na emissão de laudos técnicos especializados, bem como, a desconfiança ao caráter das pessoas com deficiência que buscam exercer seus direitos. Ou seja, uma afronta à cidadania e à igualdade. Faça a sua voz ser ouvida!

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Destaque Notícias

Renda do curso será revertida para produção de e-books gratuitos para crianças com deficiência’

A MultiDom Educação Inclusiva promove de 19 a 23 de outubro curso intensivo on-line para o aprendizado básico da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Serão dez horas de carga horária, divididas em duas horas por dia. As aulas vão iniciar sempre, às 19h. A oportunidade tem como público-alvo profissionais de educação, mas está aberto para pessoas de todas as áreas. Os interessados podem fazer a inscrição até o dia 16 no e-mail contatomultidom@gmail.com. A taxa simbólica de participação é de R$ 40,00.

Rosiane de Mello, que viabiliza o ensino de LIBRAS para crianças que estão nos primeiros anos de vida escolar, comenta que o curso foi pensado para oferecer aos profissionais de educação ou qualquer pessoa interessada, um primeiro contato com a Língua Brasileira de Sinais, proporcionando um conhecimento básico para construção de uma comunicação em LIBRAS.

Segundo a fundadora da MultiDom, a empreendedora social Rosiane de Mello, o curso tem foco na prática. “Ao final do curso o participante deverá produzir um vídeo de até 45 segundos se apresentando e formando um texto com os sinais ensinados ao longo do curso. O certificado somente será entrega ao participante que concluir todas as aulas e enviar o vídeo para avaliação”, explica.

“A renda obtida com o curso intensivo on-line de LIBRAS vai ser revertida para a produção dos e-books para alfabetização e letramento das crianças com deficiência que serão disponibilizados de forma gratuita em nosso site www.soumultidom.wordpress.com”, finaliza Rosiane de Mello.

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Destaque Notícias

GOL é a primeira companhia aérea brasileira a oferecer tradução em Libras nas aeronaves

Pensando no bem-estar do público que possui alguma deficiência auditiva, a GOL Linhas Aéreas aproveita o Dia Mundial da Língua de Sinais, 10 de setembro, e disponibiliza em suas aeronaves a iniciativa Libras a Bordo. Por meio de uma aplicação disponível no tablet dos comissários, é possível traduzir conteúdos digitais (texto, áudio ou vídeo) para a Língua Brasileira de Sinais.

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), há cerca de 9 milhões de brasileiros surdos ou com alguma dificuldade auditiva. Em razão da obrigatoriedade do uso de máscaras nas aeronaves, a comunicação dessas pessoas ficou ainda mais desafiadora, impedindo a leitura labial.

“A Companhia, que tem como propósito “Ser a Primeira para Todos”, quer promover a melhor experiência a bordo para seus Clientes, ainda mais na atual situação da pandemia. Esta iniciativa vai ajudar as pessoas a se comunicarem dentro do avião e terem acesso às informações tão importantes para a saúde, segurança e bem estar e isso vai proporcionar uma viagem mais tranquila”, diz Priscila Hernandez, Gerente Estratégica de Tripulação de Cabine da GOL Linhas Aéreas.

O aplicativo utilizado pela GOL será o VLibras, um software público de código aberto. Por meio de um avatar digital (feminino ou masculino) de um personagem em 3D, traduz os conteúdos que podem ser digitados ou ditados, utilizando a ferramenta de reconhecimento de voz para Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, facilitando a comunicação a bordo. Além disso, existe a possibilidade de ajuste da velocidade de interpretação de acordo com a necessidade do usuário.